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"Gostava muito de ir a África. Deve ser um país muito interessante". A afirmação foi atribuída a uma "starlet" americana: jovem, rica e loira. Não façam pouco. Há muito europeus a pensar a Europa, de forma semelhante. Alguns são políticos, académicos, comentadores, jornalistas. Queixam-se que "a Europa não decide"; "a Europa não domina"; "a Europa não manda". Esquecem-se que a Europa não é um país: são 27 países da União Europeia e os outros todos. E há uns que, estando dentro, gostariam de estar fora. Comparam a Europa com a América ou com a China e adivinhem quem ganha? Ponham 27 Trumps a falar entre si, em não-sei-quantas-línguas diferentes, e registem o tempo de decisão. Sabe sempre bem, dar uns tiros na União Europeia. Há sempre gente, à volta do gatilho. Uma estranha união dos que estão fora e dos que estão dentro. E entre os que estão dentro: uns são a favor do projeto europeu; outros são críticos do projeto europeu e outros, ainda, contra o projeto europeu. A União Europeia pode e deve ter sentido crítico, autocrítico. Mas, fazer "Tiro ao Álvaro" não é só um "tiro no pé". É correr o risco de "perder a mão".

António Costa poderá vir a ser presidente do presindent. A hipótese está a causar uniões, mas, também, divisões e, sobretudo, equívocos. Para que não haja dúvidas: se António Costa for escolhido, não vamos ficar ricos. E a fome não vai acabar. Nem a inveja. Nem a mentira. Por favor, não confundam as coisas: ser presidente do Conselho Europeu é uma coisa; ser Miss Universo é outra.
Pelo que percebi, o embaixador de Israel na ONU pediu a “demissão imediata” de António Guterres, porque percebeu que Guterres é (mesmo) Secretário-Geral das Nações Unidas. Não é Secretário-Geral de Israel, nem da Palestina, nem da NATO, nem da União Europeia, nem do G7, nem da Web Summit. É de todos.

O 25 de Abril é "nosso", foi um dos argumentos utilizados para questionar ou, mesmo, repudiar a presença do presidente do Brasil, em Portugal. É "nosso", sim. Mas, será só nosso? Dei por mim a reler partes deste livro do historiador britânico Kenneth Maxwell (especialista em Portugal, Espanha e Brasil). O livro aborda "A construção da democracia em Portugal", centrando a sua análise no período entre 1974 e meados da década de 1980 - com a entrada na CEE, a eleição presidencial de Mário Soares e as maiorias absolutas de Cavaco Silva. Mas contextualiza este período, de pouco mais de 20 anos, com a história de Portugal: desde a sua fundação, até ao período do Estado Novo. O livro do historiador termina com Ciência Política, evocando a "terceira vaga de democratização", de Samuel Huntington. De acordo com esta teoria, o 25 de Abril foi o precursor da transição democrática nos países da América Latina e da Europa de Leste, na transição dos anos 80 para os anos 90. Fomos, portanto, uma inspiração para o mundo. Mas, pelos vistos, há quem prefira que sejamos os maiores da nossa aldeia.

"I will get Britain working again / Eu vou pôr o Reino Unido a funcionar, de novo", diz Liz Truss. Numa primeira impressão, soa-me a uma mistura de "Labour isn't working", um slogan de Margaret Thatcher, com "Make America great again", de Donald Trump. Um bom começo, portanto.
Estamos a aderir à substituição da designação "República Checa", por "Chéquia".
Convenhamos, Chéquia não parece o nome de um país.
Parece o imperativo do verbo "to check", em português do Brasil.
Mesmo assim, podia ser pior. Por exemplo, "Verifique-a".

O Charles Michael foi reeleito presidente do Conselho Europeu. Fico muito contente. Gosto dele. Desde o tempo dos Wham!