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Festa

por Miguel Bastos, em 12.04.19

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Nigel Farage acaba de fundar um novo partido. Chama-se Brexit Party. O nome está bem escolhido. A política britânica é uma festa.

 

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Falta de chá

por Miguel Bastos, em 11.04.19

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Era o país da pontualidade, mas, nos últimos meses, passa a vida a chegar atrasado. Enfim, uma vergonha. E agora, que já são 6 horas, vou tomar o meu chá das 5. Com a vossa licença...

 

 

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Viagem de finalistas

por Miguel Bastos, em 30.01.19

Brexit. Theresa May tem missão de risco em Bruxelas

Querida Theresa,

Como eu a compreendo. Uma vez, há muitos anos, liderei um processo parecido com o seu. Foi uma viagem de finalistas. Combinámos o destino e tentámos marcar a viagem numa agência - uma Euro-qualquer coisa, como se usava na altura. Quando tudo parecia decidido, houve quem não gostasse do preço e desistisse. Com essas desistências, a viagem ficou mais cara e outros desistiram a seguir. Tentei outros destinos, o que agradou a uns, mas levou a novas desistências. E os preços voltaram a subir. A última marcação veio com ultimato: "ou isto ou nada". Acabámos, uns poucos resistentes, exilados na Madeira, como o seu compatriota Churchill. Se precisar de mim, disponha. Boa sorte lá com os seus colegas e com a sua euro-agência.

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Os inimigos

por Miguel Bastos, em 12.12.18

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“E, ali, estão os nossos inimigos”, terá dito Winston Churchill. “Na bancada dos trabalhistas?”, perguntou o jovem conservador. “Não, esses são os nossos adversários”.

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Brexit: de saída...

por Miguel Bastos, em 09.07.18

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Os britânicos são bons a sair. O Brexit é a prova disso mesmo. O antigo primeiro-ministro David Cameron saiu, antes mesmo da saída começar. Ontem, saíram o ministro do Brexit (David Davis) e o seu número 2 (Steve Baker). Hoje saiu Boris Johnson. Mas esta coisa de sair, ainda pode melhorar. Basta que os britânicos descubram porque é que saem, para quê, para onde e por onde…

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Quente e fio

por Miguel Bastos, em 12.06.18

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“Portugal vive de costas para o mar”, dizia o orador. “Basta andar meia dúzia de quilómetros, para o interior, e vemos os portugueses agachados, a cavar a terra”. Aquilo estava-me a irritar. “Aliás, nem é preciso tanto. Os próprios pescadores têm que cavar umas batatinhas e umas couves no quintal, para compensar a falta de rendimento”. A sério, senhor orador? E o que me diz, por exemplo dos nosso valentes do bacalhau? “São excepções”, respondeu o antropólogo encartado. Teria razão?

 
O discurso sobre as pescas está carregado de mitos: a herança dos descobrimentos, a riqueza da nossa costa, a epopeia do bacalhau. Pensem nas duas últimas. Se a nossa costa fosse assim tão rica, que necessidade teríamos nós de ir pescar para o Canadá?
 
Temos, ainda, uma visão das pescas moldada pelo Estado Novo. E deixámo-nos levar pela cantiga de que foi a Europa que nos destruiu as pescas. Não foi. Foi uma conjugação de fatores. O principal fator: a falta de peixe - que levou a políticas de defesa nacionais e internacionais, em todo o mundo. Outras coisas que faltaram: modernização de frotas e técnicas, investigação científica, definição de políticas. E políticos, que não pescam nada. Em pouco mais de 100 páginas, o livro “As pescas em Portugal”, de Álvaro Garrido, explica isto tudo. É uma análise fria, de um tema que costuma ser discutido de cabeça quente.

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Dentro e fora

por Miguel Bastos, em 27.03.18

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Em Portugal, dizemos que são escapadinhas. O slogan é “vá para fora, cá dentro”.

Em Espanha, as escapadinhas têm outro slogan: “vá para dentro, lá fora”.

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Vamos "lá fora"

por Miguel Bastos, em 22.12.17

Puigdemont quer resolver a questão da Catalunha: "lá fora", com Rajoy. Vamos resolver isto "lá fora" é uma coisa que soa a macho latino à pancada, junto à taberna. Mas, vindo destes dois, será uma coisa diferente. Antes do "lá fora", Puigdemont vai esperar - até ter a certeza que ninguém o vai magoar. E Rajoy vai estudar a constituição - para ter a certeza que os hematomas estarão de acordo com as regras.

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Catalunha dividida a meio

por Miguel Bastos, em 21.12.17

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Valência, Fevereiro de 2017. Dois estrangeiros conversam sobre a independência da Catalunha. Um é português. A outra é francesa. A conversa começa a ficar acesa. Porquê tanta paixão? Bem, o português em questão sou eu: o que olha de fora. Mas, a francesa olha por dentro. Vive em Barcelona, há 20 anos. Mais, é neta de um velho republicano catalão, que fugiu ao regime de Franco. Para ela Barcelona é a cidade, historicamente, oprimida por Madrid - a capital do regime fascista. Ela é a favor da independência. 
 
Mas, Franco já morreu. E Espanha é uma democracia europeia, há mais de 40 anos.   
 
Faço perguntas sobre a língua: vão deixar de usar o espanhol, uma das línguas mais faladas do mundo? Vão perder a ligação privilegiada com a América latina? Ou mantêm a comunicação com os países estrangeiros, com o recurso à língua do "colonizador"?
 
E o que vão fazer ao espanhóis que vivem na Catalunha? E aos catalães que vivem noutras regiões de Espanha? E aos catalães que são da Catalunha e são contra a independência? Vão ter que optar por uma nacionalidade? Vão ser deportados? Vão ser emigrantes?   
 
E como é que vai ficar a relação com a União Europeia? ( O resto de) Espanha vai votar contra a adesão da Catalunha e muitos países também. E seguiram-se muitas outras perguntas: da moeda, à defesa, ao campeonato de futebol. 
 
A minha amiga começou a ficar aborrecida. Ela acha que eu não percebo nada. Tem razão. Não percebo nada. Daí as questões. Questões que continuam a não ser debatidas. É pena. Hoje vota-se, para separar a Catalunha, de Espanha. Mas é a Catalunha que está dividida a meio.

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Centeno

por Miguel Bastos, em 30.11.17

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Facto: Mário Centeno é candidato à presidência do Eurogrupo. Especulação: o Ministério das Finanças pode mudar para a cidade do Porto.

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