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Portugalex

por Miguel Bastos, em 08.05.23

https://antena1.rtp.pt/video/equipa-do-portugalex-festeja-aniversario-na-antena-1/

O Portugalex faz 17 anos. A minha primeira reação foi "Uau, incrível"! A segunda foi "Credo, para o ano faz 18 anos! Será que vai ganhar juízo?" Espero que não. Aqui estão eles a celebrar, com humor e inteligência. Mas, também, com uma inquietação: "Fizemos coisas, há 17 anos, que, hoje, não seriam possíveis", diz a Patrícia Castanheira. O riso continua a ser considerado perigoso, não é William de Baskerville?

Para ouvir aqui:

https://antena1.rtp.pt/video/equipa-do-portugalex-festeja-aniversario-na-antena-1/

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O comediante

por Miguel Bastos, em 02.03.22

zelensky.jpg

Há muitos, muitos anos, li, na extinta Grande Reportagem, uma entrevista com um comediante. Na introdução, o texto descrevia o comediante como alguém que nos fazia rir de coisas tão sérias como o cancro ou a legislação europeia. Gostei muito. Infelizmente, perdi-lhe o rasto. Reencontrei-o, uns anos depois, quando os comentadores europeus começaram a falar de um movimento político, descrito como demagógico e populista, liderado por um comediante que apelidaram, depreciativamente, de "palhaço". Só, mais tarde, percebi que era o tal comediante que eu tinha gostado: Beppe Grillo. Não vou fazer uma avaliação sobre o seu pensamento e a sua ação política, em Itália, por falta de conhecimento. Mas, custa-me a acreditar que fosse, "apenas", um "palhaço".

 
Vem isto a propósito do atual presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que, apesar de estar a colher uma simpatia generalizada no ocidente, tem sempre alguém a assinalar que, antes de ser presidente, foi um comediante. Uma vez mais, não sei avaliar o seu desempenho: nem antes, como ator e criador artístico; nem depois, enquanto presidente. Noto, apenas, que o riso continua a motivar reações de desdém, de quem se julga mais inteligente, mais culto, mais preparado. O riso continua a meter medo a muita gente: porque questiona, interpela, subverte, incomoda. Porque afasta o medo. E, estes, são dias de medo. No livro "O Nome da Rosa", de Umberto Eco, fala-se do riso. Mata-se muito, por causa do riso. Nos dias de hoje, no país do ex-comediante, também. Mas, neste caso, a ironia não tem graça nenhuma.

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Três contos

por Miguel Bastos, em 26.12.21

eco.jpg

Que bonito, este livro. Junta três contos de Umberto Eco e as ilustrações de Eugenio Carmi. Traz uma mensagem de paz, apimentada por uma ironia de fino recorte. Esta noite, vou tentar lê-lo com os meus filhos. Depois deles darem descanso às armas que receberam no Natal.

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