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Ondas e marés

por Miguel Bastos, em 06.07.21

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Covid-19. Portugal pode chegar aos 4 mil casos diários de infeção, em, apenas, 15 dias. Tem-se falado muito em "ondas", talvez se devesse falar mais em marés. Estivemos em maré vazia. Estamos a entrar na maré cheia. Ou, mesmo, em maré de azar. [Foto: Julien Warnand/EPA]

https://tvi24.iol.pt/politica/ministra-da-saude/marta-temido

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Pedras na calçada

por Miguel Bastos, em 05.01.21

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A dada altura, deixei de ver telenovelas. Mas lia os resumos, nos jornais. Assim, não perdia tempo, nem uma pitada da história, nem uma conversa com a vizinhança. Acho que se devia fazer o mesmo com os debates presidenciais. Com três debates numa noite, é impossível acompanhar todas as peripécias. Ontem, por exemplo, assisti aos debates entre Marcelo Rebelo de Sousa e João Ferreira e entre Marisa Matias e Ana Gomes, acabando, depois, por descobrir que o debate da noite tinha sido entre Vitorino Silva e André Ventura. Os debates deviam ser gravados, como as novelas. Assim, eu lia os resumos, nos jornais, e optava pela melhor trama. E as televisões podiam fazer boas promoções com imagens emotivas e canções de ir às lágrimas. Conseguem imaginar o impacto da promoção do debate entre Vitorino Silva e André Ventura ao som das "Pedras na calçada", de Paulo Gonzo?

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Telenovela

por Miguel Bastos, em 20.08.20

A TVI está a filmar uma telenovela em Aveiro. Muitos dos meus concidadãos mostraram o seu entusiasmo, nas redes sociais. Eu confesso: também estou entusiasmado. Mangas, papaias, compotas caseiras, ovos, sumos e queijos de todas as variedades. Tudo isto servido por criadas de uniforme. Não há pequenos-almoços como os das novelas da TVI. O único defeito é serem servidos depois das 10 da noite. Mas, não se pode ter tudo…

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ALERTA CM

por Miguel Bastos, em 11.03.20

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ALERTA CM A Cofina vai comprar a TVI. ALERTA CM A Cofina vai compara a TVI. ALERTA CM Ah, espera... afinal parece que não!

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A balança do Presidente

por Miguel Bastos, em 12.03.19

Captura de ecrã 2019-03-12, às 15.43.31.png

O comentador Marcelo regressou à análise política. Foi ontem, à noite, na TVI. Marcelo analisou, com distanciamento, os três anos de mandato presidencial. Comentou a queda da popularidade, acima dos 80%, do Presidente. Comentou vetos e recomendações do Presidente. Comentou a forma como o Presidente esteve bem melhor do que o governo, nos incêndios de 2017. E, até, comentou a convicção de Miguel Sousa Tavares de que ele (Marcelo) será candidato à Presidência. E, no fim, o comentador Marcelo, foi comentado pelo comentador Miguel, que antes lhe estivera a pedir comentários.

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Geometria euclidiana

por Miguel Bastos, em 08.02.19

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A Quadratura do Círculo, da SIC, mudou de canal e de nome. Agora, chama-se a Circulatura do Quadrado. Espero que fique na TVI. Senão, ainda vamos ter "A duplicação do cubo", na RTP. Ou "A trissecção do ângulo", no Porto Canal. Eu sei que a geometria é um assunto mais sexy do que a política. Mas o nome do programa é um bocado obtuso. Que é um ângulo maior que 90° e menor que 180°. (Fotografia da Presidência da República)

 

 

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Coisas perigosas

por Miguel Bastos, em 04.01.19

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Leio Manuel Luís Goucha no Público: "O politicamente correto é perigoso". Pois é, Manuel. Mas há coisas mais perigosas: esticar o braço direito com a palma estendida, cometer crimes contra pessoas de cor, lutar por audiências a qualquer preço... 

[Foto Rui Gaudencio/Público]

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O candidato Cândido

por Miguel Bastos, em 20.01.16

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“Sorria, está na câmara do Cândido”. A frase do programa de apanhados, tem barbas. O candidato Cândido também. Mas não sorri. O candidato Cândido leva-se a sério. Deve ser o único.

 

O candidato Cândido já tinha ido a um debate na TVI24, apenas para dizer que não ia participar no debate. Ontem, na RTP, quando era questionado pelos jornalistas, não dava respostas. Disse que a sua campanha era descriminada pelos media, que não tinha espaço para debater as suas ideias, etc. E ele tem ideias. Por exemplo: tem ideia que Marcelo não foi à tropa; tem ideia que Paulo Morais não entregou as declarações ficais a tempo; tem ideia que Sampaio da Nóvoa não é licenciado em teatro. Para além de ideias, o candidato Cândido tem uma certeza: é o único que trata Costa por “tu”.

 

Exímio nas artes da oratória, Tino de Rans recusou a "intrigalhada" no debate e aproveitou para tratar a candidata Matias por “tu”. Marisa sorriu (e não foi para a câmara do Cândido). Ao pé do candidato Cândido, Tino é um político instintivo, perspicaz e sensato.

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Descobrir a careca

por Miguel Bastos, em 08.01.16

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Não sei bem quem é Sofia Ribeiro. Sei que é atriz. Sei que é conhecida das novelas. Sei que tem cancro, porque a própria decidiu comunicar, publicamente, a sua sua doença. E sei que, agora, partilhou a sua careca no Facebook. Vi a sua imagem. É uma mulher linda. Claro que já era linda, antes do cancro.

 

Fiquei a pensar na subjetividade da beleza. Noutro contexto, centrar a atenção na sua beleza poderia ser despropositado ou, mesmo, ofensivo. Imaginemos que Sofia era candidata a um cargo político ou convidada para a administração de uma empresa, ou concorrente a um prémio científico ou literário. Realçar a sua beleza poderia ser visto como uma forma de menorizar a sua experiência, o seu conhecimento, a sua inteligência. Por outro lado, à beleza física das modelos, das misses ou das actrizes, tem-se procurado adicionar outros recursos e atributos, como, por exemplo, a inteligência.

 

Mas, quando se tem uma doença (grave, como é o caso) ser bela, permanecer bela é muito importante. Para manter a sua dignidade e a sua auto-estima, mas também para atribuir dignidade a qualquer ser humano, face a uma doença como o cancro. O cabelo é só um pormenor. E foi isso que Sofia Ribeiro quis realçar...

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Governo cai de quatro

por Miguel Bastos, em 10.11.15

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O governo vai cair hoje. E vai cair quatro vezes, que é para não haver dúvidas. Cai de quatro. Ontem, começou a discussão do programa do governo. O governo acaba hoje. Antes, mesmo, de começar. O debate foi pobre, com a repetição de argumentos, de parte a parte. A coligação afirma que ganhou as eleições. A esquerda que tem na maioria no parlamento. É pouco. É curto.

 

No Parlamento, os líderes das bancadas do PSD e do CDS foram aguerridos e contundentes. No PS, Carlos César ensaiou um discurso de Estado. O Público sintetizou: “Direita travestida de oposição, esquerda em pose de Governo”.

 

À noite, na TVI, Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, colocou bem o assunto. A coligação ganhou as eleições e é verdade é que não tem a maioria. Se ela existir, à esquerda, ela terá legitimidade para formar governo. O problema é que tudo indica que nem o Bloco, nem o PCP, nem o PEV vão ter representação no governo. E aí coloca-se a questão da maioria. Não há maioria. Há um partido, que perdeu as eleições e que vai governar, apenas porque conta ter o apoio dos partidos à sua esquerda.

 

Se este governo cai de quatro, o próximo nasce feito num oito.

 

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