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Os heróis não existem. Ou, então, existem - na nossa cabeça - porque precisamos deles. Precisamos de figuras de referências, que nos sirvam de exemplo, mas, também, de garantia de segurança, de porto de abrigo. Francisco Pinto Balsemão não era um herói, mas parecia. Fundador da democracia e do PSD. Fundador de Expresso e, depois, de um império de comunicação social. Desaparece numa altura em que a democracia está ameaçada. Numa altura em que o jornalismo e a comunicação social estão em crise. Numa altura em que o seu próprio grupo de comunicação dá sinais de fragilidade. Numa altura em que precisamos de heróis - que não existem (já sabemos) mas que continuamos a precisar.
Reportagem, aqui:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendio-de-arganil-populacao-ajudou-a-combater-as-chamas_v1678980

- Uau, isto é só gente famosa!
O jovem estagiário, tinha chegado à redação da rádio no dia anterior e, agora, acompanhava-me pelas instalações. Estava excitadíssimo: os apresentadores dos jornais da televisão ("uau, só estrelas!"), dos programas de desporto ("pá, nunca pensei!") e figuras do entretenimento "achas que posso falar com eles?"). Cruzámos o corredor e demos de caras com o Francisco Sena Santos. Não mostrou qualquer excitação.
- Sabes quem é? - pergunto.
- Não faço ideia.
- É o Francisco Sena Santos.
- Ahh...
- Um dos maiores nomes da rádio...
- A sério?!
- de sempre.
- Não estás a exagerar?
- Não.
- Mas é antigo, já não está na rádio...
- Está, está. Todos os dias.
- Nunca o tinha visto.
- É natural. O que é estranho é que nunca o tenhas ouvido.
Para ouvir, aqui:
https://www.rtp.pt/play/p3848/e832642/um-dia-no-mundo

Kirk. Parecia uma boa escolha para uma tempestade, mas não foi. Demasiada chuva e, sobretudo, demasiado vento. Deviam ter escolhido Spock, que sempre foi mais "cool". Para além disso, está sempre de orelhas em bico - uma característica importante numa altura em que "sopram ventos adversos".
Os queridos andam-nos a mudar a casa. Ainda faltam imensas coisas: cortinados, reposteiros, naperones, alcatifas, lustres, etc. Mas, já temos uma mesa nova. E é linda!

Há uma expressão que eu, até há pouco tempo, desconhecia: "ao fim do dia" ou "no final do dia". Parece-me uma tradução direta, do inglês, de "at the end of the day". Em português, temos, pelo menos, duas expressões com um significado semelhante: "ao/no fim de contas" ou "ao fim e ao cabo". Mas, pelos vistos, nem uma, nem outra, são capazes de traduzir o tempo - moderno e cosmopolita. Conseguem imaginar os ingleses a dizer "in the end of the bills" ou "at the end of the cable"? Bem, talvez no "Alô, alô".
Este fim de semana, há festival da Eurovisão. Este ano, é na Suécia. A terra dos ABBA. Quero que saibam que o assunto não me diz nabba. Desculpem, nada.