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Subversivo?

por Miguel Bastos, em 20.11.25

Foto TNSJ José Caldeira.jpg

Era uma vez:
Uma Bela Adormecida, que não queria ser acordada
Uma Branca de Neve, que vai perdoar a madrasta
Uma Gata Borralheira, que duvida do príncipe.
O suiço Robert Walser reescreve as histórias, a partir dos contos tradicionais dos irmãos Grimm. Isto é profundamente subversivo. "Acha?", responde, a perguntar, o encenador. E acrescenta, divertido: "Eu também acho". Nuno Carinhas resolveu juntar as três histórias numa peça de teatro. Uma Walser a três tempos, para ver no Teatro Nacional São João, no Porto.

[Foto TNSJ / José Caldeira]

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Menino rabino

por Miguel Bastos, em 17.10.25

RICARDO PAIS.jpg

Ricardo Pais já tem o seu nome inscrito na sala principal do Teatro Nacional São João, no Porto. O encenador (e antigo diretor) chama-lhe "uma homenagem pré-póstuma". E diz que se sente bem "bem melhor do que se fosse póstuma". E ri-se. Ricardo Pais parece a "Carolina" da canção de Godinho: "ar de menina, sapiência de avó". Ricardo ri-se com ar de menino - rabino, travesso: "eles deviam por umas bananas e uma Carmen Miranda ao lado, aquilo parece Las Vegas", mas, depois, emociona-se e admite que "ninguém pode desejar mais do que ter o seu nome..." deixando uma frase incompleta, na sua vida cheia. 80 anos.

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De Lisboa a Bragança

por Miguel Bastos, em 08.09.25

tnsc.jpg 

A "500 quilómetros de Bragança, 300 do Porto e de Faro, a duas horas de viagem de São Miguel": o novo diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos mede as distâncias do "único teatro de ópera do Estado português" e tira ilações, "é uma grande distância do cidadão relativamente ao espetáculo lírico, uma desigualdade no acesso à cultura". Não é difícil pensar noutras áreas. Na realidade, estou a pensar em todas.

Portugal é demasiado pequeno, para se armar em grande e permitir que tudo permaneça tão longe.

Muito interessante a entrevista, de hoje, de Pedro Amaral, ao Diário de Notícias.

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Brincar com bonecos

por Miguel Bastos, em 10.07.25

EXPOSIÇÃO LUIS MIGUEL CINTRA.jpg 

 

Quando era criança, o pequeno Robert gostava de brincar aos padres. Transformava a tábua de passar a ferro, num altar para a homília. O episódio é relevante, para perceber a vocação precoce. O pequeno Robert, transformou-se no Papa Leão XIV.

Quando era criança, o pequeno Gustavo espalhava bonecos, à sua volta. Dispunha-os em semicírculo e, depois, fingia que eram músicos de uma orquestra, que ele dirigia com gestos de maestro. Dudamel transformou-se num dos maiores maestro do mundo e, até, já dirigiu um concerto para um Papa: Bento XVI.

Luís Miguel Cintra já era grande, quando começou a juntar figuras de cerâmica, que foi espalhando pela casa. Ator e encenador, nos palcos, Luís Miguel gostava de encenar cães de loiça, santos e anjinhos, em casa. Os "trastes velhos" (expressão do próprio) podem ser vistos numa exposição, na Casa do "seu" cineasta de eleição: Manoel de Oliveira.

Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/exposicao-luis-miguel-cintra-pequeno-teatro-do-mundo-abre-em-serralves_a1668111

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O teatro

por Miguel Bastos, em 27.03.25

TNSJ.jpg

"Uau! Então, isto é que é o teatro!", disse eu, a mim mesmo, sem abrir a boca, sem deixar de ouvir por fora, sem tirar os olhos do palco. Na boca de cena, Ruy de Carvalho enchia o palco e enchia-me de espanto. Até esse momento, tinha visto, apenas, teatro amador e universitário. E tinha gostado. Mas isto era outra coisa. Ele, Ruy de Carvalho, sozinho em palco, no olho do furacão. Nós, a procurar um porto de abrigo, no meio d' "A Tempestade", de Shakespeare. Ele, não só, mas tanto. Nós, tantos e tão sós, dentro de nós próprios.
Há poucos meses, estava no palco do Ruy e pensei nele. E em mim. Olhei para o camarote, do lado direito, e ainda vi os meus olhos a brilhar nesta direção. Viva o Teatro!

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Avignon

por Miguel Bastos, em 19.12.24

avignon.jpg 

No ano passado, estive no Festival de Teatro de Avignon. Todos os anos, a pequena cidade francesa transforma-se na grande cidade mundial do teatro. Uma das peças do festival chamava-se (chama-se) "A noiva e o boa noite Cinderela". "Boa noite Cinderela" é o nome dado à adição de droga na bebida alcoólica de outra pessoa - sem o seu conhecimento, sem o seu consentimento. É, também, conhecida como a droga da violação. A encenadora brasileira, Carolina Bianchi, estreou esta peça sobre violência sexual contra as mulheres, em Avignon.
 
É a mesma cidade onde, hoje, o tribunal condenou o marido de Giséle Pelicot a pena máxima: 20 anos de prisão, por drogar a sua própria mulher e por recrutar dezenas de homens para a violarem.
 
Uma coincidência infeliz, repugnante, perturbadora.

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O medo

por Miguel Bastos, em 12.12.24

mais arrepios.jpg 

Era uma vez uma criança que não tinha medo, porque não sabia o que era o medo. Mas quer saber. A história está num conto dos Irmãos Grimm e é levada a palco pelos alunos da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto. Tudo gente nova, portanto. Nova e destemida.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/arrepios-estreia-se-peca-assombrada-para-criancas-no-porto_a1621131

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A família

por Miguel Bastos, em 21.11.24

FOTOGRAFIA TNSJ.jpg 

"Todos nós temos Natal", diz o encenador Nuno Cardoso, a lembrar todas as coisas boas, mas também todas as ansiedades e conflitos, recorrentes nesta época. "A família", refere Nuno Cardoso, "é a coisa mais esmagadora que existe". Pode-nos esmagar, mas (ela própria) pode-se partir, estilhaçar, extinguir, com o desaparecimento da figura agregadora: o pai, no caso da peça de Strindberg "O Pelicano".
 
Para ver no Teatro Nacional São João.
 
Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/o-pelicano-no-teatro-nacional-sao-joao_a1616546

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O Rouxinol

por Miguel Bastos, em 31.10.24

mai rouxi.jpg 

No final do século XIX, os artistas europeus andavam fascinados com o oriente: poetas, pintores, compositores como Debussy ou Puccini ou escritores como Hans Christian Andersen que, em 1843, escreveu “O Rouxinol e o Imperador da China". Foi a partir desse conto, que Sérgio Azevedo criou (música e libreto) a ópera que está em palco, no Teatro Nacional São João, no Porto.
Estamos no século XXI e o oriente ainda nos deixa de boca aberta.

Para ouvir, aqui:
 
https://www.rtp.pt/noticias/cultura/opera-infantil-o-rouxinol-sobe-ao-palco-do-teatro-nacional-sao-joao_a1611690
 
 
 

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Kafkiano

por Miguel Bastos, em 24.10.24

kafka processo filme.jpg 

Como colocar o génio de Kafka, numa peça de minuto e meio?
Tarefa difícil. Mesmo assim, resolvi complicar a receita. Juntei uma vice-reitora, um professor de direito, um jornalista, cinco encenadores e uma obra-prima do cinema. Mexi bem e servi. Kafkiano, dizem.
Para ouvir aqui:

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