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Sunset

por Miguel Bastos, em 13.09.21

final de tarde.jpg

Adoro a praia, ao final da tarde. O último banho. Os calções que já não vão secar no corpo. O sol a desvanecer-se em laranjas e azuis. A praia a encher-se de deserto, de gaivotas e silêncio. O som do mar. Um cenário quase perfeito. Quase, porque, entretanto, um grupo de jovens resolve ocupar o silêncio. Trazem um telemóvel "4G" e uma coluna "bluetooth". Enchem o areal com batidas "techno". Ah, os jovens - sempre em festa! Distingo, entre os modernos, uma criança. Depois, reparo que dois jovens são muito jovens. E, finalmente, que os outros dois jovens são pouco jovens. Ela, de cabelo apanhado e vestido leve. Ele, de entradas protuberantes e calções de surfista. Os dois a dançar. Jovens, na casa dos 50, de copo na mão e filhos a tiracolo. Todos, animados, para um "sunset", que começo a achar graça. Os mais velhos estão cada vez mais novos. É o que me parece, assim, à vista armada. Armada, sim, que à vista desarmada não vejo nadinha. É da idade. Não perdoa. Tum, tum, tum, tum...

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Olha, está sol!

por Miguel Bastos, em 10.02.21

Antigamente, ia até à praia, estender-me ao sol.



Agora, vou até à máquina, tirar uma roupa para estender.



De facto, vivemos tempos muito excitantes.

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Stendhal

por Miguel Bastos, em 12.10.20

stendhal estendal.jpg

Está um dia tão soalheiro, que resolvi pôr uma roupa no Stendhal.

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Eu e o Salazar

por Miguel Bastos, em 08.06.20

salazar saraiva.jpg

O novo livro de José António Saraiva chama-se "Salazar - A Queda de Uma Cadeira que Não Existia". Confesso, estou desiludido: depois de "Eu e os Políticos" e de "Eu e os outros" tinha a expectativa (mais do que legítima!) de que um livro de José António Saraiva sobre Salazar se chamasse "Eu e o Salazar". Não foi, no entanto, a escolha do antigo diretor do Expresso e do Sol. Fica a minha sugestão. Já que se propõe a desmistificar a queda de Salazar de uma cadeira, durante as férias deste no Forte de S. António do Estoril, José António Saraiva poderia chamar ao livro "As minhas férias com Salazar". É um título muito original e mais próximo do universo do autor. 

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Toni Taveira

por Miguel Bastos, em 10.10.18

taveira i.png

Depois das televisões, a imprensa portuguesa quer-se afirmar no mercado das séries. Já saíram dois episódios no "i". O terceiro episódio sai no sábado, no Sol. Aparentemente, é uma entrevista em fascículos. Só que o personagem principal torna aquilo numa novela. Chama-se Tomás. Mas Tomás é nome de beto. Chamemos-lhe Toni. Mantém a aliteração do "T" e adapta-se o nome ao discurso do personagem. Ele diz coisas como "sei mais do que estes gajos todos juntos" ou "se o estádio do Braga é bonito, a Madre Teresa de Calcutá é a miss mundo". Não se sabe se estas afirmações foram feitas com um palito nos dentes. Mas, no caso de se avançar para a novela, aconselha-se o adereço.

 

Toni é uma mistura de arquiteto, com gajo de alfama e capitão de Abril. Gosta de dizer "gajo" e "malta". Faz preceder qualquer nome pelo artigo definido: "o Costa", "o Salazar", "o Sócrates", "o Siza". Por exemplo: "o Siza só ganhou o Pritzker porque é judeu" ou, ainda, "o Souto Moura nem sequer é arquiteto". O Toni é um ponto. O estádio do Dragão só é bom porque o Toni pôs um holandês a trabalhar com o Manuel Salgado. O estádio da Luz só é bom porque foi feito sobre um projeto do Toni.

 

Achei o segundo episódio mais fraquinho. Mas o terceiro deve ser muito bom: com "gajas boas" e tudo, como nas novelas. Aguarda-se, portanto, o terceiro episódio do homem que fez "o último ícone de Lisboa". Por mim, já escolhi a música do genérico. É do Tony, este com "Y": "Depois de ti mais nada".    

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Eu Saraiva

por Miguel Bastos, em 29.09.16

eu saraiva.jpg

O ego de “Eu Saraiva” é enorme. Pesa mais do que o Expresso. Muito mais do que o Sol: o jornal, claro. Mas, talvez “Eu Saraiva” não rejeite a comparação com o próprio sol. A última edição do Sol tem “Eu Saraiva” na capa e uma entrevista de 11 páginas a “Eu Saraiva”. Mas, “Eu Saraiva” acha que a entrevista não chega e escreve mais umas centenas de caracteres sobre o livro que tem dado que falar.

 

“Eu Saraiva” queixa-se que os críticos não leram o livro e dos que dizem que nem sequer vão ler o seu livro. Sabendo isso, resolve falar das suas motivações para escrever o livro: “relacionei-me com quase todos os políticos”; “acumulei um património único”. E, de seguida, faz uma crítica, isenta e distanciada, ao seu próprio livro: “Este livro abriu um tempo novo”; “Na literatura há um antes e um depois dele”; “Inaugura um género que ninguém cultivara”; “Vai ficar como um clássico da literatura”. E conclui: “Ainda bem que tive coragem de o escrever”.

 

“Eu Saraiva” faz lembrar os cantores pimba que fazem trocadilhos brejeiros e depois dizem que a culpa é nossa, que temos uma mente perversa. O livro de “Eu Saraiva” tem uma fechadura na capa e um aviso:“O livro proibido”. E fala de sexo, mas só o estritamente necessário. E, apesar de saber, de antemão, que é um clássico, “Eu Saraiva” quer que o livro passe despercebido. Está quase a conseguir.

 

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Vanda Miranda

por Miguel Bastos, em 26.09.16

vanda miranda.jpg

Nos últimos dias, falou-se de rádio. Tudo por causa de Vanda Miranda. “Que bom!”, pensei. A rádio é pouco falada. Primeira decepção: falou-se da rádio e de Vanda, por causa das redes sociais. Ao sair da Rádio Comercial, Vanda escreveu que, ao passar para a noite da m80, podia levar o filho à escola. Agora, ela está, de novo, no horário da manhã. Muita gente perguntou porquê. E até houve indignação, ou lá o que é. Ou seja, não há rádio, nem Vanda. Só parvoíces. Que pena!

 

Vanda está na capa do b,i., suplemento do jornal Sol, e tem coisas para dizer. O artigo começa por falar em “histórias mal contadas” e na “transferência do ano”. Não foi. Foi só a mudança para a porta do lado. A Rádio Comercial e a m80 são da mesma empresa e partilham instalações. É isso que permite que, por exemplo, Nuno Markl, já tenha tido participações, em direto, nos programas da manhã da Rádio Comercial e da m80. Mas a entrevista correu bem, com boas perguntas e boas respostas. Tenho pena que, para a entrevista existir, tenha que haver “histórias mal contadas” e que para se falar de rádio tenham que existir frases infelizes no Facebook. É o que há.

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