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O coração de Marcelo

por Miguel Bastos, em 11.10.19

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Marcelo Rebelo de Sousa tem um problema, que pode condicionar uma recandidatura à Presidência. Escolheu um programa de entretenimento, de Daniel Oliveira, para fazer esta revelação. Se calhar, a escolha faz sentido. O Presidente da República tem um problema no coração.

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Dizer Chega

por Miguel Bastos, em 10.10.19

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Luís Montenegro foi à SIC defender que "é preciso dizer Chega", que "é preciso dizer Basta"! Terá escolhido as palavras à ventura ou foi de propósito?

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Arrumar as botas

por Miguel Bastos, em 30.05.19

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“Estou longe de arrumar as botas”, diz Jerónimo de Sousa, à SIC. Não sei como é que Jerónimo é com sapatos e sapatilhas. Mas, se fosse mais novo, poderia ser meu filho.

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Geometria euclidiana

por Miguel Bastos, em 08.02.19

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A Quadratura do Círculo, da SIC, mudou de canal e de nome. Agora, chama-se a Circulatura do Quadrado. Espero que fique na TVI. Senão, ainda vamos ter "A duplicação do cubo", na RTP. Ou "A trissecção do ângulo", no Porto Canal. Eu sei que a geometria é um assunto mais sexy do que a política. Mas o nome do programa é um bocado obtuso. Que é um ângulo maior que 90° e menor que 180°. (Fotografia da Presidência da República)

 

 

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A minha vida dava um filme

por Miguel Bastos, em 07.09.18

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Chamou-lhe “Uma vida em Direto", mas podia ter-lhe chamado “A minha vida dava um filme". Com quase 40 anos de jornalismo, Luís Costa Ribas escreveu um livro sobre as suas aventuras no jornalismo. A partir da sua base nos Estados Unidos, esteve sempre onde devia. Lá, de onde todos saiam: fosse em Angola, em Moçambique, no Haiti ou em Israel.
 
O livro ajuda a perceber a mudança da política americana relativamente a Angola ou a Timor. As virtudes e defeitos dos Estados Unidos. As mudanças políticas internas que conduziram à eleição de Donald Trump e ao actual estado do mundo.
 
Na ânsia de querer resumir um vida cheia e, eventualmente, a não querer maçar os leitores, alguns “episódios” (como o autor lhes chama) são, apenas, enunciados. Fica um sabor a pouco. Mas percebe-se. Pensando bem, a vida de Luís não dava só um filme. Dava uma série, com várias temporadas e “episódios”. Daquelas que nos agarram que nos colam ao sofá, semanas a fio, mas que nos impedem de ler livros como este.

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Não pesco nada

por Miguel Bastos, em 16.12.15

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“Não pesco nada”, pensei. Os noticiários apontavam para resultados diferentes nas negociações em Bruxelas: “Portugal aumenta as quotas de pesca para 2016” (Antena 1); “Portugal sofreu cortes nas quotas de pesca de espécies como o bacalhau” (Primeiro Jornal - SIC ). Afinal, em que é que ficamos?

 

Com mais atenção, verifico que, depois, as notícias vão dar à mesma coisa: Portugal perde capacidade de pescar bacalhau ou pescada, ganha em peixes como o biqueirão ou o lagostim. Qual é a questão, afinal? A questão está no enfoque.

 

Isto vem-nos lembrar que a notícia nunca é “a” realidade. É sempre uma construção. Na Antena 1, valorizou-se o volume das quotas, o que veio contrariar as expectativas. Na SIC, valorizou-se a perda de quotas nas espécies mais consumidas, apenas atenuada pelo aumento das quotas de espécies de menor consumo. Já agora, os noticiários foram editados por dois jornalistas, irmãos, que olharam para a mesma coisa, de formas diferentes. Nuno Rodrigues (Antena 1) viu o copo meio cheio. Bento Rodrigues (SIC) o copo meio vazio.

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Quente, Frio, Gelado

por Miguel Bastos, em 10.09.15

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O jogo já tem barbas. Uma pessoa esconde um objeto, a outra tem de o encontrar. A primeira ajuda a segunda com as indicações: “Quente”, “Frio”, “Gelado”. Também dá para se fazer o jogo com um facto ou com um pensamento. Por exemplo: “Adivinha quem é que eu vi hoje de manhã” ou “Adivinha quem é que ganhou o debate…”

 

O debate foi ontem. Passos Coelho e António Costa, perante três jornalistas, em simultâneo nas três televisões. As televisões venderam-nos “o debate decisivo”e exploraram o facto de “pela primeira vez, os dois principais candidatos debatem, em simultâneo, nos três canais de televisão”.

 

Para alimentar o “acontecimento”, houve uma grande aposta na análise e descrição dos bastidores do debate. Na TVI, José Alberto Carvalho falou, com Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o nervosismo antes dos debates. Na SIC, Pedro Mourinho perguntou a António Vitorino e a Santana Lopes, se costumavam fazer exigências para os debates. Como as estrelas de rock, antes dos concertos. É que…

 

para o debate, António Costa pediu ambiente frio e Passos Coelho pediu água gelada. O resultado foi morno. Só podia ser…

 

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Cavaco aliviado

por Miguel Bastos, em 15.06.15

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Cavaco Silva diz-se “mais aliviado” com a privatização da TAP. O alívio foi confessado, aos jornalistas, a bordo de um avião. O local foi bem escolhido…

 

E onde é que os novos donos vão buscar dinheiro para injectar na TAP? O JN explica: à TAP. Vendem os aviões. Faz sentido?

 

Pelo vistos faz. Se não há dinheiro que chegue…

 

Ou há? É que estes senhores, que acabam de chegar à TAP, também querem comprar a Carris e o Metro de Lisboa. Como, vendendo autocarros e carruagens?

 

Voltando à TAP... Tal como o governo, o Presidente da República está contente, porque “A maioria do capital é português”. Qual capital? O que vier com a venda dos aviões?

 

Os liberais do costume irão argumentar que o importante é que o Estado saia da empresa. O Estado português, já que (de novo no JN) a operação vai ser realizada com o apoio do Estado… brasileiro.

 

Tudo isto para dizer que, uma vez mais, a bota não bate com a perdigota.

 

Termino com dois radicais de esquerda: Marcelo, na TVI, diz que “a TAP foi praticamente dada”; e Marques Mendes, na SIC, resume: “São uns pândegos”.

 

Pois, estamos mais aliviados, senhor Presidente.

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Globos de Ouro: alhos e bugalhos

por Miguel Bastos, em 25.05.15

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Não antipatizo com os Globos de Ouro. Temos pessoas com talento e acho que as devemos premiar. E há gente bonita, para passear na passadeira vermelha e sentar no Coliseu. E gente interessante para actuar e fazer discursos no Coliseu. O que me custa é acabar tudo a discutir vestidos.

 

Mas há outra coisa que me faz confusão. Nos Globos de Ouro, há um júri especializado para nomear quem se destacou nas diferentes categorias. Depois, as pessoas votam nos seus favoritos. O que levanta problemas.

 

Por exemplo, na categoria de teatro ganha sempre por um ator que as pessoas conhecem da televisão. Não quero parecer elitista. O problema não é um ator ser mais conhecido do que outro. O problema é um actor ser nomeado pelo desempenho numa peça de teatro e vencer (ou perder) pela sua prestação na telenovela das nove. É um equívoco que se estende ao cinema e ao desporto. Neste último caso, juntam-se várias modalidades e vence o tipo do futebol. Ou seja, Cristiano Ronaldo.

 

Nos Globos de Ouro, misturam-se alhos e bugalhos e, ao contrário dos vestidos, nunca vi ninguém a discutir isto.

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