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Arte contemporânea

por Miguel Bastos, em 24.09.18

serralves mapplethorpe.jpg

"Não sabia que os senhores jornalistas se interessavam tanto por arte contemporânea!", disse o primeiro-ministro, com um sorriso irónico. António Costa sabe que os jornalistas não se interessam por arte contemporânea. Nem os políticos. Nem o grande público. As instituições convidam os políticos para a inauguração de exposições, na esperança de atrairem a atenção dos media e, consequentemente, do público. Os jornalistas estavam lá por causa de António Costa e ele sabia isso.

 

Por este dias, discute-se Robert Mapplethorpe. Isto porque o diretor do Museu de Serralves achou que o acesso às imagens sexualmente explícitas não devia ter limites. Já a administração achou que essas imagens deviam ser colocadas em salas de acesso limitado. Como, recentemente, aconteceu com a exposição de Jeff Koons. O verniz estalou, o diretor demitiu-se. E muita gente ficou surpreendida, porque achava que a exibição de bondage e sadomasoquismo seria sempre consensual, até no canal Panda. 

 

Hoje, o jornal Público sugere que a questão resulta de um mal-estar interno em Serralves: de divergências entre a administração e a direção e os trabalhadores. E, a ser assim, tudo volta ao normal: os políticos e os jornalistas voltam a interessar-se por arte contemporânea. Mas, apenas, porque envolve política e poder. O público em geral, sabendo que há sexo envolvido, também se interessa. E muito.

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Obrigado, BPN!

por Miguel Bastos, em 03.10.16

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“Nunca tinha visto tantos jornalistas interessados em arte contemporânea”, brincou António Costa. Nessa altura, o primeiro ministro inaugurava um museu, de Siza Vieira, sob um manto ruidoso de vaias, assobios, palavras de ordem, bombos e apitos. Foi a primeira grande manifestação do movimento dos colégios privados. Protestava-se contra a decisão do governo de rever os contratos de associação.

 

Na sexta feira, António Costa voltou a inaugurar uma exposição, num espaço de arte contemporânea, com o dedo de Siza. Mas o cenário era muito diferente. Costa estava com Marcelo, Mariano Rajoy, o presidente da Câmara do Porto e o ministro da Cultura. Foi uma festa, cuidadosamente planeada, com Rui Moreira a anunciar que as obras de Miró ficavam no Porto. O ambiente era de regozijo. O fim de semana trouxe uma enchente a Serralves, com filas de espera para ver a famosa colecção que o governo decidiu que ficava em Portugal. Já agora, a colecção era de um banco que faliu e deu cabo das contas do Estado. O cartoonista Luís Afonso já brincou com o assunto, no Público: ainda vamos ficar gratos ao BPN. Parece que já estamos...

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