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Portunhol

por Miguel Bastos, em 29.10.22

bolsonaro.png

"Não falo espanhol nem portunhol". Foi desta forma que o candidato Jair Bolsonaro resolveu responder à pergunta do jornalista Pedro Sá Guerra. O Pedro falou-lhe em português - a língua oficial do Brasil - o candidato fingiu não perceber a sua própria língua. Quis-se mostrar arrogante, mas acabou por se mostrar analfabeto. "Quem diz é que é" - uma das frases mais sábias que guardo da infância - pode ser aplicada aqui. 

A reportagem pode ser vista aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/bolsonaro-replica-a-pergunta-da-rtp-que-nao-fala-espanhol-nem-portinhol_v1443531 

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Mário Barreiros

por Miguel Bastos, em 11.10.22

MARIO BARREIROS CASA MUSICA.png

"Que engraçado", pensei, "o tipo dos Jáfu'mega anda a tocar jazz com o António Pinho Vargas". Na minha cabeça, Mário Barreiros tinha trocado a guitarra pela bateria, e o rock pelo jazz . Afinal, (soube depois) a coisa já vinha de trás e manteve-se à frente. Reencontrei Mário Barreiros na banda de Rui Veloso e em várias formações de jazz. Antes, mesmo, de se transformar num produtor omnipresente em Portugal, com a sua marca e o seu vasto talento em discos de Pedro Abrunhosa, Clã, Ornatos Violeta, Silence 4, David Fonseca, Blind Zero, Da Weasel ou Xutos e Pontapés. Mário Barreiros continua a tocar bateria. Amanhã (não faço ideia) poderá estar a tocar com os The Gift. Hoje, de certeza que não: tem dois quartetos, para levar à Casa da Música.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/mario-barreiros-vai-apresentar-ao-vivo-novo-disco-dois-quartetos-sobre-o-mar_a1438846

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Grande e pequeno

por Miguel Bastos, em 30.09.22

Portugal é um país grande e pequeno, ao mesmo tempo. Isso, deixa-nos confusos. Às vezes, queixamo-nos da nossa pequenez: somos mais pequenos do que uma cidade americana ou asiática. Outras vezes, somos muito grandes: é, por isso, que é tudo muito longe. Essa dualidade reflete-se em discussões como a localização do novo aeroporto de Lisboa ou a colocação de médicos e professores no "interior" (no fundo, tudo o que seja a mais de 50 km da costa). Portugal é um país muito centralista. O conceito está interiorizado, mesmo naqueles que têm um discurso descentralizador.

Trabalho numa empresa que tem Portugal no nome. Que tem muitas das qualidades e defeitos dos portugueses. Mas, que faz um esforço (nem sempre conseguido, reconheça-se) para descentralizar. É, por isso, que tem vários jornalistas espalhados pelo país. Para que possam relatar os factos da região onde estão. Mas que possam, devam e reportem realidades de outras regiões ou outros países. E fazem-no, frequentemente. São jornalistas, de corpo inteiro.

Ontem, por razões técnicas e logísticas, os noticiários da Antena 3 foram emitidos a partir de Coimbra. Haverá quem ache isso extraordinário e quem ache que isso não é assunto. Por mim, acho graça que o tipo de Aveiro - que, habitualmente, trabalha a partir do Porto - vá ali, a Coimbra, fazer uns noticiários para todo o país (para todo o mundo) numa emissão que, habitualmente, é feita em Lisboa. Pequeno e grande, ao mesmo tempo.

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Por aí...

por Miguel Bastos, em 29.09.22

antena 3.jpg 

Se alguém perguntar por mim... diz que fui por aí.

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Vai ao ar

por Miguel Bastos, em 11.07.22

portugal em direto.png

A 20 minutos do programa de rádio ir para o ar, o programa informático "vai ao ar". Fico sem alinhamento. Sem chão. Os 5 minutos seguintes são gastos a tentar uma solução informática, para ultrapassar o problema. Em vão: é um "bug" do programa - nada a fazer. Bem, mas há um programa de rádio a fazer: temos 15 minutos para pôr um programa de 45 minutos no ar. É preciso recuperar alguns textos. Sim, há textos escritos e guardados. E há coisas guardadas na cabeça, que tinham sido escritas há pouco e que vão ser acrescentadas à mão e improvisadas no estúdio. Podia ser pior: se, por exemplo, a ligação por audioconferência caísse (caiu!) ou se a emissão caísse (também caiu!). Dizem que é a magia do direto. Pode ser que seja. Mas é uma dor de cabeça e uma crise de nervos. E, mesmo assim, gosto muito disto.

https://www.rtp.pt/play/p470/e628883/portugal-em-direto

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Vai ao ar

por Miguel Bastos, em 11.07.22

portugal em direto.png

A 20 minutos do programa de rádio ir para o ar, o programa informático "vai ao ar". Fico sem alinhamento. Sem chão. Os 5 minutos seguintes são gastos a tentar uma solução informática, para ultrapassar o problema. Em vão: é um "bug" do programa - nada a fazer. Bem, mas há um programa de rádio a fazer: temos 15 minutos para pôr um programa de 45 minutos no ar. É preciso recuperar alguns textos. Sim, há textos escritos e guardados. E há coisas guardadas na cabeça, que tinham sido escritas há pouco e que vão ser acrescentadas à mão e improvisadas no estúdio. Podia ser pior: se, por exemplo, a ligação por audioconferência caísse (caiu!) ou se a emissão caísse (também caiu!). Dizem que é a magia do direto. Pode ser que seja. Mas é uma dor de cabeça e uma crise de nervos. E, mesmo assim, gosto muito disto.

https://www.rtp.pt/play/p470/e628883/portugal-em-direto

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Antenas várias

por Miguel Bastos, em 29.06.22

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- Por aqui tão cedo, Miguel?
- É. Esta manhã, edito a Antena 3.
- Não fizeste noticiários da Antena 2, este mês?
- Fiz e da Antena 1.
- Então, este mês fazes o pleno.
- Não, falta-me a RDP África e a RDP Internacional.

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A passada de Germano

por Miguel Bastos, em 24.06.22

germano.jpg

Tem 90 anos de idade; 65 de jornalismo; mais de 30 como cronista, no Jornal de Notícias. Oficialmente, Germano Silva reformou-se em 1996. Mas, sabemos que é, apenas, "oficialmente". Desde que se "reformou", editou mais de 20 livros. O mais recente chama-se"Porto: As Histórias que Faltavam". No prefácio, o jornalista Miguel Carvalho avisa: "E nós, se não arrepiarmos caminho para acompanhar a passada do Germano pelo Porto – e em nome do Porto –, é que ficaremos para trás." Hoje, depois da uma da tarde, na Antena 1, vou tentar acompanhar a passada do Germano. A questão não é se vou, ou não, ficar para trás. Mas antes, quanto tempo é que eu vou conseguir acompanhar o Germano antes de, inevitavelmente, ficar para trás.

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Verão da Casa

por Miguel Bastos, em 01.06.22

casa.jpg

Depois de dois anos de ausência, por causa da pandemia, o festival Verão da Casa regressa à Casa da Música. Até 17 de setembro, há vários tipos de música espalhados por vários palcos.

Dentro e fora da casa, dentro e fora da cidade do Porto. A edição deste ano do Verão da Casa começa, esta noite, com a despedida do mestre do jazz brasileiro Hermeto Pascoal.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/comeca-o-verao-da-casa-da-musica_a1409245

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Conquistas de Abril

por Miguel Bastos, em 23.03.22

filhos da madrugada.jpg

Há uns dois ou três anos, andou por aí uma polémica sobre um jovem que aguardava financiamento para fazer um doutoramento. Ao que parece, o jovem era bom aluno, o trabalho seria interessante, o orientador competente e a faculdade que o aguardava era de fama internacional. O jovem é uma figura pública, tornou a sua situação pública e obteve tempo de antena nos media e nas redes sociais. E parece que, na falta de financiamento público teve ajuda, pública, de financiamentos privados. Para mim, a situação foi confrangedora. Porque existem centenas de jovens como este, com a vida empatada, por atrasos em concursos públicos. Porque é que este caso foi tão falado? Porque veio de alguém, com acesso aos media e aos espaços de opinião. Gastamos muito tempo a falar das diferenças entre esquerda e direita (que existem e devem ser discutidas), mas guardamos pouco tempo para discutir as diferenças entre ser de "cima ou de baixo".

Acabar com as diferenças entre "os de cima e os de baixo" tem sido uma das maiores conquistas de Abril. É pena que alguns defensores de Abril se esqueçam disso. Foi por isso que eu gostei tanto do livro "Os filhos da madrugada", de Anabela Mota Ribeiro. Mostra um país de gente jovem, culta, inteligente, talentosa: escritores, artistas, políticos, empresários, cientistas. Muitos deles, vêm de meios humildes, marcados pela pobreza e pelo analfabetismo. É o país do "Eu vim de longe" do José Mário Branco, do "o que eu andei p'raqui chegar". É o país que chegou aqui, felizmente. Mas que continua a ter muito para andar, felizmente.

Amanhã, na RTP,  Anabela Mota Ribeira estreia uma nova série do programa "Os filhos da madrugada". Amanhã, será o primeiro dia em que haverá mais dias de democracia do que de ditadura. Amanhã, será um bom dia para celebrar Abril. Será mais um dia, mas não será um dia a mais. Todos os dias contam. Todas as pessoas contam.

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