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República ou banana?

por Miguel Bastos, em 18.09.18

diario da republica.jpg

"Como se chama o jornal oficial do Estado onde são publicadas as normas legislativas do pais?" Foi pergunta do sabichão, esta manhã, na Antena 1. 
"Não sei", responde o mais novo.
"É o diário..." , diz a ajuda de casa.
"...de um Banana", reponde o mais novo, a sorrir.
E é isto, malta do Zig-Zag...

 

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Viver e morrer

por Miguel Bastos, em 23.05.18

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Hoje, morreu o escritor Philip Roth. Hoje, é dia de aniversário de Eduardo Lourenço. E, hoje, a RTP vai estrear um documentário sobre o ensaísta. Diz o realizador, Miguel Gonçalves Mendes, que é preciso celebrar as pessoas em vida. Não podia estar mais de acordo. Os últimos dias vieram recordar-nos uma evidência: os velhinhos morrem muito. Até aqueles que estavam mais vivos do que nós.

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Zap Canal

por Miguel Bastos, em 18.05.18

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Ontem, dei a volta ao Zap Canal. Mudar de canal, para ver o mesmo tema, com os mesmos protagonistas. O presidente da assembleia geral do Sporting fez o pleno: rodou por todos os canais, na mesma noite. O presidente do Sporting falou à Nação: numa conversa em família, em direto e em sentido único, como convém.

 

Antes, durante e depois, foi comentado pelos comentadores do costume. No canal do Estado, um ex-ministro - que foi, até há pouco tempo, apoiante de Bruno de Carvalho - falou do papel regulador do Estado. “O Estado não vai fazer nada”, responde o outro, “porque os políticos não têm coragem.” Com décadas de política, o político corajoso também foi ministro, num governo liderado por um ex-presidente do Sporting. “Ainda esta semana, um comentador ofereceu pancada a outro”, diz o primeiro. “Eu sei quem é”, diz o outro, “é meu amigo”. Claro que é: trabalharam juntos nos jornais, foram juntos para o governo, pelo mesmo partido. Que é, também, o partido do protagonista no canal ao lado: outro ex-ministro, várias vezes apontado como alternativa ao actual presidente do Sporting.

 

No Zap Canal falou-se de muita coisa. Infelizmente, não se falou de separação de poderes.

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Eurovisão

por Miguel Bastos, em 13.05.18

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Obrigado Salvador: por nos mostrares que o mundo pode ser melhor.

Obrigado Eurovisão: por nos mostrares que o mundo é o que é.

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Curia do Norte

por Miguel Bastos, em 27.04.18

curia rita.jpg

Quando eu era pequeno, adorava passear na Curia: estação, as ruas arborizadas, os parque, o lago, os barcos, as termas, as pensões familiares, os grandes hotéis. Um paraíso. De modo que estranhei, quando ouvi falar da guerra dos curianos. Guerra, na Curia, mas porquê? Podia ter perguntado à Rita Colaço. Mas não teria sucesso.

 

Porquê? Porque, nessa altura, ela era demasiado nova, para saber, sequer, onde era a Curia. Mas já devia saber coisas sobre a Coreia...A reportagem da Rita, na Antena 1, agora que os curianos andam a apertar as mãos, está aqui.

 

https://www.rtp.pt/noticias/grande-reportagem/grande-reportagem-o-medo-e-um-lugar-estranho_a1044739

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Peu

por Miguel Bastos, em 06.03.18

peu madureira.jpg

Só uma coisa: o Peu Madureira sempre ganhou o Óscar, ou não? É que devia...

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Debate Rio/Santana

por Miguel Bastos, em 05.01.18

debate rio santana rtp.jpg

Gostei do debate entre Rio e Santana. Mas, em termos de programação, fazia mais sentido na RTP Memória.

 

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Pedro Rolo Duarte

por Miguel Bastos, em 27.11.17

pedro rolo duarte.jpg

Há cerca de 4 anos, eu andava muito ocupado. A minha tarefa era simples, mas de extrema importância: sobreviver. Uma doença súbita, deixou-me perto da morte. E eu não estava com vontade nenhuma que tal viesse a acontecer. Uns meses mais tarde, encontrei, num restaurante, uma das médicas que impediu a minha morte. Cumprimentei-a. Ela respondeu e sorriu. Trocámos meia dúzia de palavras. Até que ela me perguntou: “Desculpe, de onde é que nos conhecemos?” Respondi que nos conhecíamos do hospital. E que tentámos, os dois, salvar a minha vida. Com sucesso, como dava para ver. Voltou a sorrir e despedimo-nos.

 

Fiquei a pensar como é que possível os médicos fazerem tanto por uma pessoa que, passado poucos meses, já nem sequer reconhecem. Para mim, aquela médica estava associada à minha vida. Para ela, eu tinha sido um doente, uma vida. Assim, em abstrato.

 

E a vida, também, é isto. Estamos ligados a pessoas, que não conhecemos, verdadeiramente; algumas, nem sequer nos reconhecem; mas que, para nós, são da maior importância. Importância que elas desconhecem. Pensei nisto tudo, ao receber a notícia da morte do Pedro Rolo Duarte.

 

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O Salvador, agora a cores

por Miguel Bastos, em 15.05.17

salvador e luisa.jpg

Fiquei muito feliz, com a vitória do Salvador. Muita gente se perguntou: porque é que a canção ganhou? Boa pergunta. 

 

A canção ganhou, porque tudo se conjugou na perfeição: voz, interpretação, letra, melodia e arranjo. Mas isso não chega. Some-se então dois irmão (amem-se os dois!): cumplicidade, ternura, formação musical, cultura, intuição, discurso, domínio de línguas - do português e do inglês. E ainda o contexto: a Eurovisão é luz e cor; fogo e artifício; silicon e botox; maquilhagem e tatuagem; peito e glúteos; dança e movimento; canto e grito. Os manos Sobral foram a antítese disto tudo. Uma canção singela, em português; num festival histriónico, de mau inglês. E, depois, é difícil não gostar do Salvador: pela sua história (clínica, inclusivé); pela sua postura; pela sua imprevisibilidade; pela sua maluquice. Mas, também, pela forma (maravilhosa) como canta e se entrega.    

 

O Tozé Brito disse, ontem, na RTP (e há muito mérito da RTP nesta vitória!), que este momento é único e irrepetível. Eu acho que sim. Porque é impossível repetir esta conjugação. Ou seja, é preciso aprender com esta vitória, para inventar tudo de novo. Quando se diz, de uma banda, que são os novos Beatles é porque não são. Porque nem os membros dos Beatles conseguiram ser os novos Beatles. Faltavam, sempre, os outros. 

 

PS: Roubei o título deste texto ao livro de Rui Zink: "A Realidade Agora a Cores". É que, às vezes, anda tudo a ver a preto e branco. E o festival já é a cores desde o tempo do "Grande, grande amor" do José Cid.

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