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Antenas várias

por Miguel Bastos, em 29.06.22

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- Por aqui tão cedo, Miguel?
- É. Esta manhã, edito a Antena 3.
- Não fizeste noticiários da Antena 2, este mês?
- Fiz e da Antena 1.
- Então, este mês fazes o pleno.
- Não, falta-me a RDP África e a RDP Internacional.

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A passada de Germano

por Miguel Bastos, em 24.06.22

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Tem 90 anos de idade; 65 de jornalismo; mais de 30 como cronista, no Jornal de Notícias. Oficialmente, Germano Silva reformou-se em 1996. Mas, sabemos que é, apenas, "oficialmente". Desde que se "reformou", editou mais de 20 livros. O mais recente chama-se"Porto: As Histórias que Faltavam". No prefácio, o jornalista Miguel Carvalho avisa: "E nós, se não arrepiarmos caminho para acompanhar a passada do Germano pelo Porto – e em nome do Porto –, é que ficaremos para trás." Hoje, depois da uma da tarde, na Antena 1, vou tentar acompanhar a passada do Germano. A questão não é se vou, ou não, ficar para trás. Mas antes, quanto tempo é que eu vou conseguir acompanhar o Germano antes de, inevitavelmente, ficar para trás.

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Verão da Casa

por Miguel Bastos, em 01.06.22

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Depois de dois anos de ausência, por causa da pandemia, o festival Verão da Casa regressa à Casa da Música. Até 17 de setembro, há vários tipos de música espalhados por vários palcos.

Dentro e fora da casa, dentro e fora da cidade do Porto. A edição deste ano do Verão da Casa começa, esta noite, com a despedida do mestre do jazz brasileiro Hermeto Pascoal.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/comeca-o-verao-da-casa-da-musica_a1409245

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Conquistas de Abril

por Miguel Bastos, em 23.03.22

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Há uns dois ou três anos, andou por aí uma polémica sobre um jovem que aguardava financiamento para fazer um doutoramento. Ao que parece, o jovem era bom aluno, o trabalho seria interessante, o orientador competente e a faculdade que o aguardava era de fama internacional. O jovem é uma figura pública, tornou a sua situação pública e obteve tempo de antena nos media e nas redes sociais. E parece que, na falta de financiamento público teve ajuda, pública, de financiamentos privados. Para mim, a situação foi confrangedora. Porque existem centenas de jovens como este, com a vida empatada, por atrasos em concursos públicos. Porque é que este caso foi tão falado? Porque veio de alguém, com acesso aos media e aos espaços de opinião. Gastamos muito tempo a falar das diferenças entre esquerda e direita (que existem e devem ser discutidas), mas guardamos pouco tempo para discutir as diferenças entre ser de "cima ou de baixo".

Acabar com as diferenças entre "os de cima e os de baixo" tem sido uma das maiores conquistas de Abril. É pena que alguns defensores de Abril se esqueçam disso. Foi por isso que eu gostei tanto do livro "Os filhos da madrugada", de Anabela Mota Ribeiro. Mostra um país de gente jovem, culta, inteligente, talentosa: escritores, artistas, políticos, empresários, cientistas. Muitos deles, vêm de meios humildes, marcados pela pobreza e pelo analfabetismo. É o país do "Eu vim de longe" do José Mário Branco, do "o que eu andei p'raqui chegar". É o país que chegou aqui, felizmente. Mas que continua a ter muito para andar, felizmente.

Amanhã, na RTP,  Anabela Mota Ribeira estreia uma nova série do programa "Os filhos da madrugada". Amanhã, será o primeiro dia em que haverá mais dias de democracia do que de ditadura. Amanhã, será um bom dia para celebrar Abril. Será mais um dia, mas não será um dia a mais. Todos os dias contam. Todas as pessoas contam.

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Vida normal

por Miguel Bastos, em 21.03.22

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Nos tempos mais críticos da pandemia (que, convém lembrar, continua por aí) abusámos dos clichés: "eramos felizes e não sabíamos", "vai ficar tudo bem", "o novo normal", "vamos sair melhores da pandemia". O tempo limpa a memória e guardamos, invariavelmente, a parte melhor. Ouçamos "A mosca", que sintetiza o desejo de regressar à "vida normal" em, apenas, 30 segundos. Depois, como diria o escritor Mário de Carvalho, "Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto".

(para ouvir "A mosca" basta clicar na imagem)

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Maestrinas

por Miguel Bastos, em 10.03.22

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Com 13/14 anos, Alondra de la Parra já queria ser maestrina. Mas depois perguntava-se, a si própria, como é que isso seria possível: "Os maestros têm de ser alemães, muito velhos e de cabelo branco. Eu sou mexicana, sou uma criança e sou mulher". Bem, Alondra de la Parra é maestrina. Já não é criança (o tempo cura tudo!), mas continua a ser mulher e mexicana. A sua história passou, ontem à noite, na RTP 2, e apanhou-me a meio de outra história - a de Angela Merkel. Esta é alemã, mas essa será a única vantagem. Aliás, é só meia vantagem. Porque Angela veio da Alemanha de Leste. As restantes caraterísticas, eram semelhantes, na desadequação. Era uma mulher, no meio de homens. Era uma jovem cientista: demasiado jovem, demasiado provinciana, demasiado descuidada.
Ambas sabem que, lá fora, existe um mundo de oportunidades. E agarraram-nas. Mas, também sabem que o mundo não é justo. E, no entanto, ele move-se. Umas vezes, aproveitaram as mudanças do mundo. Outras vezes, promoveram, elas próprias, essas mudanças. Umas vezes, foram (ainda) aprendizes. Outras vezes, foram (já) feiticeiras. Maestrinas, as duas: cada uma à sua maneira.
 
Para ver o documentário: clicar na imagem.

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Alvalade

por Miguel Bastos, em 09.03.22

Os meus amigos andavam doidos com o Sporting. Com os golos do Jordão e do Manuel Fernandes. Eu bem tentava, mas não conseguia partilhar o entusiasmo.
- Não gostavas de ir ao Estádio de Alvalade? - perguntava-me o João Manuel.
- Claro que sim - respondia.
Punha-me a pensar na viajem, longa; na cidade, esmagadora; no estádio, monumental. Uma aventura, que fazia com que o jogo, em si, me parecesse menos penoso. E, com um bocado de sorte, haveria tremoços e pevides.
- Se calhar, vou com o meu pai. E tu podes vir connosco.
- Uau, isso é que era!
Eu tentava mostrar entusiamo, quando fui surpreendido pelo anúncio: o Júlio Isidro ia trazer os Fischer-Z a Portugal, ao Estádio de Alvalade. Encontrei o João Manuel:
- Olá Jomané, como é que está aquilo de irmos ao Estádio?
- O meu pai diz que está à espera de um jogo que valha a pena.
- Achas que dava para irmos ver os Fischer-Z?
- Quem?
- É uma banda de rock.
- O meu pai gosta é do Jordão!
- Isso é porque nunca viu os Fischer-Z, ao vivo!
Acho que nunca chegou a ver. Nem eu. Mas fui ao Estádio de Alvalade, ver concertos de rock. E, vendo bem, não me importava de ter visto um golo do Jordão, ao vivo. Desde que houvesse tremoços e pevides.

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Amanhã

por Miguel Bastos, em 07.03.22

Os Quatro e Meia. Não sei de onde veio o nome da banda. Mas, quando apareceram, lembrei-me logo do anúncio da "Cola-Cola Light". A música do grupo também é "light", o que não é, necessariamente, um defeito. A canção "Amanhã" é das melhores propostas para o Festival da Canção, dos últimos anos: leve, despretensiosa, com uma melodia irresistível e belíssimas harmonias vocais. Passou a 1.ª Semifinal. Hoje, à noite, chegam mais canções. Amanhã, logo se verá.

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Roubaram o Fabrice

por Miguel Bastos, em 03.03.22

Roubaram as sapatilhas a Fabrice. Caminhou seis horas, até à fronteira. Chegou à Polónia, descalço, com os pés inchados, com fome e sinais de hipotermia. Fábrice é congolês. Foi observado por Fernand, médico israelita. A história é contada por um português: Luís Peixoto, jornalista da Antena 1. A humanidade: no seu pior; e no seu melhor.

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A mocidade

por Miguel Bastos, em 14.02.22

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Vejam lá, como ela é moderna! Que nem precisa "de ver a RTP, a SIC, porque, com o Twitter, ficamos a par do que se está a passar, e com mais rigor do que quando é filtrado por alguém". Portanto, Zita Seabra só lê coisas à roda dos 140 carateres, mas gosta do expor o ego ao Sol, em 6 longas páginas. Um ego fresco e jovem, que anuncia a morte do PCP, do PSD e do CDS. E que exaspera com um Portugal envelhecido, que parece um museu. Zita sabe do que fala, porque ela também já foi muito velha. Lembro-me dela, em comícios e debates, com o seu ar de professora de liceu, de saquinho de cabedal a tiracolo, a apontar o dedo a jovens reformistas, como Mário Soares e Cavaco Silva. Mas, entretanto, Cavaco deu-lhe a mão e Zita aproveitou para fazer um "reset". E, depois, um "restyling" completo, com muito liberalismo e Vox e Chega e Salvini e os tweets de Donald Trump. Que bonita, a mocidade Zita!

Pode ler a entrevista aqui, ou na imagem

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