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Bowie: 10 anos

por Miguel Bastos, em 10.01.26

 
David Bowie morreu há 10 anos. Ando a ler uma biografia sobre os Beatles. Tenho andado a ouvir Beatles, incessantemente. Devia fazer um intervalo, para celebrar Bowie. Ou, então, faço um dois em um. Cá vai ele. Bowie a cantar Beatles. Vivam ambos!L

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Coisa boas

por Miguel Bastos, em 28.12.25

Coisas boas que o Natal traz.

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Bowie definitivo?

por Miguel Bastos, em 21.11.25

starman.jpg

Já ia na página 100, quando, finalmente, cheguei a "Space Oddity". “Restam”, pensei, “300 páginas, para os restantes 30 discos”. Pareceu-me pouco, muito pouco. Mas, ao mesmo tempo, senti que estas páginas foram necessárias para perceber como é que David se tornou Bowie. Ao contrário de outros artistas que, talvez, tenham nascido com uma queda mais natural para a música, David Bowie teve que procurar muito, observar muito, copiar muito, tentar muito, experimentar muito, falhar muito - até encontrar o seu caminho. E se, a seguir, esse caminho não foi linear, já foi por decisão própria: por razões estéticas, artísticas, pessoais. Por vezes, alguns dos caminhos escolhidos levaram-no a becos que pareciam sem saída. Mas, a verdade é que conseguir sair sempre.
 
“Starman" é uma biografia muito interessante de David Bowie. Mostra a personagem com as suas qualidades, mas também com os seus (muitos) defeitos. O livro realça, ainda, alguns paradoxos. Retenho quatro, de maior dimensão. Nos anos 70, Bowie está no auge da sua criatividade, mas vive obcecado com a ideia de sucesso. Nos anos 80, lança alguns dos seus piores discos, mas é (finalmente) uma estrela planetária. Nos anos 90, o sucesso acumulado transforma-se (finalmente)em riqueza acumulada, mas Bowie quer-se afirmar como artista alternativo. Nos anos 2000, quando parecia estar na fase mais feliz da sua vida, com o nascimento da filha do seu segundo casamento e dois discos bem sucedidos, tem um problema cardíaco que o afasta dos palcos e da vida pública. Para sempre, sabermos depois.
 
"Starman" apresenta-se como um biografia "definitiva". Não me parece que seja. Mas, não deixa de ser uma boa biografia, que me levou a ouvir, de novo, a obra de Bowie. Acabo de me aperceber, por exemplo, que "Heathen" (o penúltimo, antes do problema cardíaco) é um excelente disco. É estranho que, na altura, não me tivesse apercebido.

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Cantar Supertramp

por Miguel Bastos, em 09.09.25

 

Deviam ter-me ouvido a cantar Supertramp. Toda a gente dizia que eu era um espetáculo. Os meus irmãos adoravam o meu “swing” e os meus agudos. Sim, a minha especialidade era imitar o que cantava fininho. Nem precisava de fazer falsete. Bastava-me ter seis, sete, oito anos. Também não era preciso saber a letra. Pelo menos, não foi - até os meus irmãos começarem a aprender inglês. Nessa altura, tudo mudou. Passaram a gozar com a língua que eu inventei para o “Logical Song” e o “Breakfast in America”. A minha carreira acabou por ignorância. Ignorância deles, claro, longe que estavam da poesia fonética, da poesia concreta, do esperanto. Coitados!
Continuo a ouvir Supertramp, mas, agora, sou um não praticante. O meu inglês melhorou um bocadinho, é certo, mas sinto-me incapaz de imitar o tipo que cantava fininho. O outro, talvez dê: o da voz grossa, o que morreu. Rick Davies tinha 81 anos. Eu gostava de ter 8 e de cantar com ele. Saio, de fininho.
 

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Algoritmo

por Miguel Bastos, em 04.07.25

 

Esta semana, por causa dos 80 anos de Debbie Harry, andei a ouvir os Blondie no computador. E a ter problemas com o algoritmo. Eu a pedir "Bota aí o 'Heart of Glass', 'fachabôr'!". E ele "Com certeza". Mas, logo a seguir, "Tomei a liberdade de lhe sugerir a 'Serenata para cordas', de Dvořák". E eu "Pois, mas não quero. Quero o 'Call me', ok?". E ele "A sua solicitação foi atendida. Agora, sugiro a suíte 'Os Planetas', de Holst". E eu “Mas pensas que estás na Gulbenkian, ou quê? Tens aí o 'Atomic'?". E ele "Tenho". E, depois, "Também tenho 'O Barbeiro de Sevilha', de Rossini". E eu, "Ai, o caraças...".
Portanto, cuidado, meus amigos. O algoritmo tem a mania que é esperto. Ou, então, tem a mania que somos espertos. O que, ainda, é pior.

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15 anos depois

por Miguel Bastos, em 04.06.25

CURA.jpg 

Passaram mais de 15 anos, desde o último disco, e quase 35, desde "Desintegration" - o último disco relevante dos The Cure. Depois de várias aventuras sonoras (umas mais bem sucedidas do que outras), o álbum "Desintegration" foi encarado, na altura, como um regresso à sonoridade de Faith (1981) e Pornography (1982) - com músicos mais competentes, em termos técnicos, e arranjos mais sofisticados. Por sua vez, o novo disco dos The Cure ("Songs of a Lost World ") tem sido comparado a "Desintegration". Desta vez, porém, a maior diferença está no quase alheamento da estrutura tradicional da canção pop. Neste disco, não há canções que se aproximem de "Lullaby", "Pictures Of You" ou "Lovesong". Em compensação, os temas são muito bem cuidados, em termos instrumentais, podem estender-se para lá dos 10 minutos e parecem condensar o melhor dos The Cure, ao longo dos anos, e dos grupos ao seu redor. As letras sobre perda e abandono remetem para os Joy Division; a tensão e raiva, para Siouxie and The Banshees; a sonoridade melancólica para os Cocteau Twins ou Durutti Column. "This is the end", canta Robert Smith no início do disco - que termina com "It's all gone" (...) "Left alone with nothing". Sim, “tudo isto é triste", "tudo isto existe" e, até, parece fado. Bem bonito, este "Songs of a Lost World".


Vá lá, meninos, ponham-se aí… um chorozinho para a fotografia. Já está, obrigado.

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Dançar na corda bamba

por Miguel Bastos, em 23.04.25

 

DDD FESTIVAL DIAS DA DANÇA.jpg 

Estava a escrever esta peça, sobre o regresso do Festival Dias da Dança, e só me lembrava da canção "Dançar na corda bamba", dos Clã. O DDD vai dançar, uma vez mais, "na corda bamba" com temas como as migrações, o mundo do trabalho ou das questões de género. "Não é techno, não é samba".
 
Para ouvir, aqui: 
 
https://www.rtp.pt/noticias/cultura/comeca-o-ddd-festival-dias-da-danca_a1649774
 
A canção pode ser ouvida, aqui:
 
https://www.youtube.com/watch?v=qwDdRL25-rc
 
 

 

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Misturar as tribos

por Miguel Bastos, em 11.04.25

francois.jpg 

Chegou, com o bordão "A Casa de todas as músicas". E assim tem sido. Na véspera da inauguração oficial, houve Clã e Lou Reed. No dia da inauguração, ouviu-se Tchaikovsky, Richard Strauss e obras encomendadas a António Vitorino d'Almeida e António Pinho Vargas. O novo diretor artístico da Casa, François Bou, elogia a diversidade das propostas e dos públicos, mas quer misturar as tribos. A Casa da Música faz 20 anos.
 
Para ouvir, aqui:

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Elis faria

por Miguel Bastos, em 17.03.25

ELIS.jpg Elis Regina faria, hoje, 80 anos. Faria, mas não fez. Morreu, muito jovem, em 1982. Tinha 36 anos. Em 74, tinha 28 e já era uma das cantoras mais populares do Brasil. Mas faltava-lhe prestígio. A geração anterior, da bossa nova, questionava-lhe o gosto. A nova geração, do tropicalismo, também. Era recíproco. Elis duvidara do valor da bossa, rejeitara o rock e questionara a introdução de instrumentos elétricos na música popular brasileira.

Daí a surpresa. Quando fez 10 anos de contrato com a PolyGram, a editora perguntou a Elis o que que é que gostaria de receber de presente. A cantora pediu um disco com Tom Jobim e foi para os Estados Unidos, gravar com o mestre. O encontro foi difícil. Os egos chocaram de frente e o disco esteve para não acontecer. Felizmente, aconteceu. E o que começou mal - e tinha tudo para acabar mal - acabou bem. Tão bem, que "Elis e Tom" é uma obra-prima.

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Manchester

por Miguel Bastos, em 12.11.24

IMG_1136.jpeg 
Ruben Amorim resolveu mudar-se para Manchester. Não percebo o entusiasmo. Assim, de repente, não me ocorre nada de interessante em Manchester.

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