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Princesa

por Miguel Bastos, em 26.03.21

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Sou um republicano, com um fraquinho por princesas. E, hoje, a Princesa Diana faz anos.

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Obama, mas não cai

por Miguel Bastos, em 09.02.21

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No livro "Uma terra prometida", Obama aborda a saída americana da crise. Apesar de, na altura, se ter saído bem, foi muito criticado por se ter voltado, rapidamente, à normalidade - sem ter aproveitado a crise para definir "um novo normal". Isso passava por identificar as causas da crise, criminalizar os responsáveis, definir novas regras, proteger os mais indefesos. Obama compreende as críticas e, de certa forma, partilha-as. Mas, defende que era urgente manter a ordem de pé, antes de a mudar. Porque, perante uma crise, quem sofre primeiro, e durante mais tempo, são os mais desprotegidos. A crise a que Obama se refere é a crise financeira de 2008, mas é impossível não pensar na crise atual. Durante o seu mandato, Obama foi criticado à esquerda e à direita; por democratas e republicanos; conservadores e progressistas. Porque fez demais, ou de menos; porque foi demasiado rápido, ou lento; demasiado conservador, ou liberal. Fica, no entanto, a convicção de que tentou, sempre, pesar os prós e os contras, em cada decisão. Barack é sólido. Obama, mas não cai.

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Populismo faz parte

por Miguel Bastos, em 08.01.21

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"O populismo faz parte da democracia?", perguntou o jornalista António Jorge, esta manhã, na Antena 1. "Faz", respondeu António Costa Pinto, "A maioria das democracias não são derrubadas por golpes de estado e revoluções. São derrubadas a partir de dentro". E deu os exemplos recentes dos regimes autoritários e populistas da Polónia, da Hungria e da Turquia. O historiador e politólogo não teve dúvidas: a invasão do Capitólio não foi uma ação folclórica de um grupo de radicais de extrema-direita, foi organizada a partir da presidência. E isso, justificará a falta de reação das forças de segurança. Afinal, Trump ainda é presidente e, como tal, responsável máximo das forças armadas. Trump, como todos os líderes populistas, gosta de lei e ordem: mas só quando lhe convém. Já agora, uma coincidência trágico-cómica: a invasão do Capitólio decorreu no mesmo dia em que Marcelo Rebelo de Sousa e André Ventura debatiam as diferenças entre a direita social e a direita securitária.

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Boatos autênticos

por Miguel Bastos, em 22.10.20

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Estados Unidos: "Estou praticamente decidido a concorrer a presidente. O que o país quer é um candidato que não se deixe ferir por investigações ao seu passado, para que aos inimigos do partido seja impossível desencantar uma história que não seja já de todos conhecida. Se, à partida, se souber o pior acerca de um candidato, todas as tentativas de o surpreender serão derrotadas". Com eleições presidenciais à porta, é impossível não pensar num candidato. Mas não será difícil pensar noutros candidatos, neste ou noutros países, cujos defeitos se transformaram (aos olhos do leitorado) em feitio. O populismo não é coisa de agora. O texto, hilariante, é de 1879. Escreve o criador de Tom Sawyer e Huckleberry Finn: "O boato de que eu teria enterrado uma tia debaixo da minha videira é autêntico. A vinha precisava de adubo, a tia precisava de ser enterrada, e eu consagrei-a a este nobre propósito. Tornar-me-á isso indigno da presidência?" - pergunta Mark Twain. Boa pergunta!

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América

por Miguel Bastos, em 29.08.20

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A América está em perigo. Por causa dos comunas e dos chineses. A teoria não é nova. Já a tinha ouvido, na casa de pasto do Zé Fernandes. Desta vez, foi na Casa Branca do Donald Trump.
[Na foto: Double America 2, de Glenn Ligon, 2014]

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Rambo de fora

por Miguel Bastos, em 26.07.17

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Afinal, o que é um herói? Depende do lado da barricada. Xanana Gusmão, por exemplo: era um terrorista, para o regime indonésio; e um herói, para os timorenses. Nelson Mandela: era um líder subversivo, para o governo branco da África do Sul; e um herói, para o mundo inteiro. Mas, para o homem que quer construir um muro entre o México e os Estados Unidos, não há barricadas. John McCain é um herói de guerra, para os americanos; mas não era um herói, para Donald Trump. Porque se fosse, defendeu Trump, não tinha sido preso pelos vietnamitas. Trump é assim: vê o mundo pelos olhos de Hollywood. Herói é o Rambo.

 

Só que, entretanto, Trump mudou de opinião e, agora, diz que McCain é um "herói americano". Porquê? Porque o senador, que foi candidato republicano contra Obama, votou a favor do fim do Obamacare. O actual presidente ​quer acabar com o sistema de saúde, criado por Barak Obama. E quer criar um novo, que ainda não se sabe o que é, mas que será "espetacular", nas palavras de Trump. Só que as palavras de Trump são voláteis, como se vê no caso de McCain. Alguém que arrisca a vida numa guerra, em nome do seu país, não é um herói. Herói é quem vota Trump. Herói é quem lhe der jeito. Herói é ele próprio. 

 

No fundo, Donald Trump, é isto: um herói com o Rambo de fora.

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Bush e Estica

por Miguel Bastos, em 16.06.15

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Está confirmado. Os Estados Unidos vão ter mais um Bush a candidatar-se à presidência. Jeb parece um nome plebeu (resulta das iniciais de John Ellis Bush), mas tem linhagem: é filho de Bush I e irmão de Bush II. Os Estados Unidos - nação jovem, fresca e republicana - estão cada vez mais parecidos com as monarquias. Como a Frente Nacional, em França. Ou com as novelas da TVI, em Portugal. As sondagens dão boas hipóteses do novo Bush ser presidente. Claro que, primeiro tem que ganhar o Partido Republicano. E, depois, tem que ganhar a Hillary.

 

Hillary, que tem o sobrenome Clinton, já foi Primeira-dama e já tinha sido candidata. Perdeu para Obama, para quem trabalhou, depois, como Secretária de Estado. Fez o primeiro mandato e, depois, saiu para ser candidata.

 

Obama - que era visto como uma nova voz para a América e para o mundo - arrisca-se, assim, a ser uma espécie de interregno da onda monárquica, que invadiu a política americana. Claro que, antes, já existiam os Kennedy - que tinham mais chame e graça. Mas têm um problema: morrem muito.

 

De modo que a escolha pode vir a ser entre o Jeb e Hillary. Entre Bush e Estica.

 

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