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Leitoar

por Miguel Bastos, em 26.03.24

coimbra.jpg 

Tirámos esta fotografia, há quatro anos. O gang do Portugal em Direto, da Antena 1, juntou-se para um almoço. Gostaria de dizer que foi um almoço frugal, com uma agenda de trabalho extensa e extenuante. Mas não foi. Foi uma festa. Fomos (muito bem) recebidos pelos camaradas de Coimbra. Não estão todos na fotografia, porque nunca estamos todos. Trabalhamos numa fábrica em laboração continua - e há sempre gente que está de serviço. Mesmo assim, juntámo-nos quase todos. Lembrei-me, várias vezes, desta fotografia - ao passar, diariamente, à porta deste local onde leitoámos (esta conjugação verbal não devia ser neologismo) com alegria. Esta é, também, uma forma de mandar um abraço especial a todos os que me receberam, em Coimbra - que eu não concebo a rádio (e a vida, em geral) sem afetos. Obrigado.

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É o bicho

por Miguel Bastos, em 27.02.24

vamos a votos.jpg 

O coelho, o lobo mau e os pássaros do sul. A campanha está na rua. E está na rádio. "É o bicho!", dizem, "É o bicho!" Para devorar, aqui.

https://www.rtp.pt/play/p12841/e750985/vamos-a-votos

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Joalharia

por Miguel Bastos, em 20.02.24

felt.jpg 

Este disco custou-me 1 650 escudos. Pouco mais de 8 euros, há mais de 30 anos. Uma fortuna, portanto. Nessa altura, a rádio não me pagava um salário - dava-me uma mesada, que eu trocava por joalharia rara. Neste caso, guitarras de filigrana; canções artesanais, sussurradas na voz e cosidas à mão. Imperfeitas. Rarefeitas. Três, de cada lado. Meia hora de música, apenas. Tempo que eu multiplicava, trocando de lado, tocando até à exaustão. 

Em menos de 10 anos, os Felt editaram 10 discos. Uns, mais parecidos com os outros. Outros, mais diferentes dos outros. Todos bons. Este foi o primeiro deles. E foi, também, o meu primeiro. Raro, caro. E precioso, claro!

Música, aqui:

https://youtu.be/rnr95fuXbAk?si=cH5rB0b-nMe9JEdM

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Seiji Ozawa

por Miguel Bastos, em 09.02.24

ozawa.jpg 

Morreu Seiji Ozawa. O maestro japonês tinha 88 anos. Estudou com Herbert von Karajan, em Berlim; foi assistente de Leonard Bernstein, em Nova Iorque; dirigiu algumas das maiores orquestras do mundo, pelo mundo.
Esta tarde, na Antena 2, recordei a cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno do Japão, em 1998. Primeiro, começou por dirigir o coro e a orquestra, no palco. Depois, apercebemo-nos que havia milhares de cantores, nas bancadas do estádio. Finalmente, juntaram-se vários coros, espalhados pelo mundo: na Ópera de Sydney; na Porta de Brandemburgo, em Berlim ou na Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Foram milhares de vozes, a cantar Beethoven. E milhões de olhos, a acompanhar Seiji Ozawa, de ouvido.

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É a loucura

por Miguel Bastos, em 09.01.24

- Porque é que a nossa rádio está a passar esta música? Não faz sentido nenhum.
- Porquê?
- Música francesa! Ninguém conhece bandas francesas!
- Eu conheço.
- Ai sim? E como é que se chama esta banda?
- The Stranglers. Mas, estes, são ingleses.
- Estás a brincar!
- Não estou, não.
- Então porquê é que o gajo está a cantar em francês?
- Porque "o gajo" chama-se Jean-Jacques Burnel. Nasceu em Inglaterra, mas é filho de pais franceses.
- Não sabia, mas isto não é música comercial, nós precisamos de música que venda, estás a perceber?
- Estou. Este é o disco dos Stranglers que mais vendeu.
- A sério?
- A sério. O "La folie" é o álbum de "Golden Brown".
- Tu sabes umas coisas.
- Sei, mas isso é muito pouco, numa rádio em que há tanta gente que sabe tudo.

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Dar a ver

por Miguel Bastos, em 07.01.24

20240107_172445.jpg 

"A rádio dá a ver. Pode parecer obsceno, mas muitas vezes a rádio consegue dar a ver com maior eficácia, com maior verdade, do que a televisão." Fernando Alves, no Público. Estou a ver a rádio, no jornal.

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TSF

por Miguel Bastos, em 02.01.24

Não sou da TSF. Nunca fui. Mas quis ser. E tentei. Depois de uns telefonemas, fui recebido por um jornalista, da velha guarda: afável, bonacheirão. "Portanto, gostavas de vir para cá trabalhar?", perguntou-me. "Sim", respondi "gostava muito". "Ouvi umas coisas tuas, vi o teu CV, mas temos um problema". "Ai, sim?", disse eu, a adivinhar a resposta. "É que nós não estamos a admitir pessoas, estamos a despedi-las". E, mais à frente, "Gostava de te dizer que isto é uma fase, mas acho que não é. Estes gajos não vão descansar, enquanto não acabarem com esta mer... Desculpa, não te devia estar a dizer estas coisas. És jovem, tens sonhos e tal... " Foi há mais de 20 anos. Tem sido assim, há mais de 20 anos, a pensar que "pior é impossível". Infelizmente, não é. É sempre possível. Só não é surpresa. Devia ser, mas não é.

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Rádio Titanic

por Miguel Bastos, em 30.12.23

O líder do PSD responde a uma pergunta. Depois, responde a uma segunda. E, finalmente, responde a uma terceira. Três perguntas feitas, inevitavelmente, por três jornalistas da televisão. Depois, o líder do PSD faz um movimento para trás, em direção ao microfone: "e um bom ano para todos". "Bom ano!", ouço alguém a responder. Reconheço-lhe a voz. É de um camarada da rádio. A rádio: um meio que a generalidade dos políticos teima em ignorar. Mesmo agora, numa altura em que uma delas se está a afundar, perante a estupefação de tantos. Claro que esta é a altura de arregaçar as mangas, pegar num balde e tirar a água do convés. Mas nada nos impede de pensar, como é que chegámos aqui.

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Quem?

por Miguel Bastos, em 28.11.23

- Esta semana, vamos ter os GNR no programa.
- Quem?
- GNR. Sabes quem são?
- A Polícia de Segurança Pública?!
- Não. Eu estava a falar da banda. Não conheces?
- Não. Eu não sou muito de bandas.
 
Eu, pelos vistos, também não. Destas bandas, pelo menos.

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Dois cantos

por Miguel Bastos, em 25.11.23

godinho.jpeg 

Ainda a propósito da genialidade do vídeo de homenagem ao Sérgio Godinho.

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