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Rádio

por Miguel Bastos, em 24.06.20

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Durante semanas e semanas, preparei o escritório cá de casa para que uma pobre e honesta televisão me convidasse para uma videochamada. Espanei paredes, dei brilho às estantes, aconcheguei os livros. Mas, depois, veio a rádio: rica, poderosa e sedutora. A rádio: vestida para matar, com os seus fios e os seus cabos. Eu sei que devia resistir, mas não consigo. A rádio é fraca.

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Um mundo melhor

por Miguel Bastos, em 14.04.20

Captura de ecrã 2020-04-14, às 11.25.10.png

“Temos de preparar-nos para o pior, desejando que aconteça o melhor”, avisou o primeiro-ministro, no início da epidemia. O "optimista irritante" recorreu à antítese: uma figura de estilo que ilustra bem estes tempos - que são de luta, mas (também) de esperança. E ter esperança não é conversa dos livros de auto-ajuda. É (mesmo!) uma questão de sobrevivência. Por estes dias, o jornalista Tiago Alves tem trabalhado com a antítese: relatando, vivamente, a vida dentro da cerca sanitária de Ovar; contando, com sobriedade, histórias que nos fazem ter esperança nos seres humanos, ameaçados por um vírus com um nome ridículo, que lembra a pior ficção científica.

Hoje, no programa "Um mundo melhor", em parceria com Ana Rita Ramos, o Tiago conta a história de um casal de refugiados sírios, donos de um restaurante em Lisboa, que está a servir refeições gratuitas, aos profissionais de saúde. Foi a forma, que o casal encontrou, de retribuir a ajuda que recebeu ao chegar a Portugal. É uma história com um final feliz? Não, é uma história em que o "melhor" vem de quem passou pelo "pior". Mas a história está longe de ter chegado ao fim...

Pode ouvir clicando na imagem.

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Dia Mundial da Rádio

por Miguel Bastos, em 13.02.20

Hoje, é Dia Mundial da Rádio. As pessoas da Rádio vêm para aqui partilhar coisas. É compreensível. Mas eu decidi que, hoje, não vou partilhar nada. A minha relação com a Rádio é muito íntima. E eu não vou estar para aqui a expôr vergonhas!

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Rádio que se vê

por Miguel Bastos, em 13.02.19

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Manuel Campino (ouvinte de rádio): Até me esqueço que sou cego, com o entretenimento que a rádio me dá, desde a manhã até à noite.
Antonio Jorge (jornalista da Antena 1): Que coisa bonita de se dizer.
E é mesmo. Sobretudo, num dia como este: Dia da Rádio.

 

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Do Minho a Timor

por Miguel Bastos, em 19.10.18

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Portugal "é uma "nação independente há quáse [isso mesmo, com acento] oito séculos. Mesmo durante a dominação filipina não perdeu a independência. Apenas a autonomia, o que é coisa diversa". 
Hoje, dei de caras com um Dicionário Corográfico de Portugal, de 1952. Foi lá para os lados da minha rádio. É uma alegria trabalhar na Emissora Nacional.

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Semear Joy Division

por Miguel Bastos, em 06.07.18

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David Ferreira conta, hoje, que Ricardo Camacho começou a produzir discos, com a ideia de semear os Joy Division em Portugal. A primeira experiência foi a canção "Foram cardos, foram prosas": letra de Miguel Esteves Cardoso, música de Ricardo Camacho, voz de Manuel Moura Guedes. Tocam Vítor Rua e Toli, dos GNR. A beleza da coisa é que, apesar de soar a Joy Division, a canção tem uma melancolia, profundamente portuguesa. Ricardo Camacho iria explorar e aperfeiçoar a sonoridade com Né Ladeiras, António Variações e a Sétima Legião. O Ricardo era um génio. Era mesmo.

https://www.rtp.pt/play/p955/e355229/david-ferreira-a-contar

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O papel do jornal

por Miguel Bastos, em 29.06.18

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Leio e despeço-me do Diário de Notícias, em papel. Este Diário de Notícias vai acabar. Não sei, ainda, como é que vai ser o novo. Sei, apenas, que vai ser outra coisa. Esta manhã, Ferreira Fernandes esteve na Antena 1 a explicar que jornal é esse que vai nascer. Ele, que lia três jornais em papel todos os dias, sabe que há gente que ainda o faz. Não é, no entanto, gente que chegue para alimentar o jornal que dirige. 

 

Eu leio jornais online para saber das últimas notícias, com rapidez. Mas não leio textos de 30 ou 40 mil caracteres: entrevistas, reportagens, opinião. Há quem leia, claro. Mas, acredito que serão poucos. E se é verdade que o mundo -  cada vez mais rápido - não espera pelo dia de amanhã;  também é verdade que o mundo - cada mais complexo - continua a não caber em meia dúzia de palavras.

        

Acho, por isso, que passar para o online não é construir um futuro mais rico, é adaptarmo-nos a um presente mais pobre. Não há jornais a mais, em Portugal. Há é leitores a menos. E, quanto a isso, só nos podemos queixar de nós próprios. E agora, com a vossa licença, vou ler o jornal em papel. Enquanto existe. Boa sorte para o DN.

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Viagem ao fim da noite

por Miguel Bastos, em 07.06.18

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Mais uma "Viagem ao fim da noite". Não é só o Céline que tem noites difíceis. Eu também tenho. Agora, só me falta ser um génio da literatura.

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Curia do Norte

por Miguel Bastos, em 27.04.18

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Quando eu era pequeno, adorava passear na Curia: estação, as ruas arborizadas, os parque, o lago, os barcos, as termas, as pensões familiares, os grandes hotéis. Um paraíso. De modo que estranhei, quando ouvi falar da guerra dos curianos. Guerra, na Curia, mas porquê? Podia ter perguntado à Rita Colaço. Mas não teria sucesso.

 

Porquê? Porque, nessa altura, ela era demasiado nova, para saber, sequer, onde era a Curia. Mas já devia saber coisas sobre a Coreia...A reportagem da Rita, na Antena 1, agora que os curianos andam a apertar as mãos, está aqui.

 

https://www.rtp.pt/noticias/grande-reportagem/grande-reportagem-o-medo-e-um-lugar-estranho_a1044739

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O som da Síria

por Miguel Bastos, em 20.04.18
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Ouvi o realizador belga, a dizer que, na Síria, o som é muito importante. A pessoas habituaram-se a ter os ouvidos alerta, para perceber se há guerra nas redondezas. Para perceber a que distância podem estar os tiroteios, os carros de combate, os bombardeamentos. Se podem sair de casa, ou se é melhor abrigarem-se.

 

As pessoas podem tentar ver pela janela. Mas serve de pouco. Os olhos pouco alcançam. Talvez a rua, os vizinhos da frente, o parque das traseiras. E se virem gente aos tiros e bombas a cair, é porque já é tarde de mais. O ouvido é, portanto, fundamental.    

 

Ora, eu, que sou todo ouvidos, a viver numa sociedade dominada pelas imagens, achei isto muito curioso. E deixei-me ficar a ouvir, deliciado, a reportagem sobre o filme "Na Síria", de Philippe Van Leeuw. E, depois, o programa inteiro. O Cinemax, da Antena 1, com edição de Tiago Alves, é um programa sobre cinema feito, apenas, com sons. Sons que nos fazem ver, por antecipação. Por antecipação, como na Síria.

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