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Antenas várias

por Miguel Bastos, em 29.06.22

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- Por aqui tão cedo, Miguel?
- É. Esta manhã, edito a Antena 3.
- Não fizeste noticiários da Antena 2, este mês?
- Fiz e da Antena 1.
- Então, este mês fazes o pleno.
- Não, falta-me a RDP África e a RDP Internacional.

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Roupa ao sol

por Miguel Bastos, em 20.05.22

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A aproveitar o sol, para tratar da roupas dos indígenas, enquanto ouço bons programas de rádio. Claro que, se fosse um serviço público a sério, punham uns tipos a ajudar na lida da casa. Aposto que a BBC nos vem dobrar as meias. Mas, enfim, é o país que temos.

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Timor, 20 anos

por Miguel Bastos, em 19.05.22

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Timor-Leste a caminho dos 20 anos. A jornalista Rita Colaço a fazer (belíssimas) reportagens, na Antena 1. Esta manhã, entrevistou José Ramos-Horta que, amanhã, toma posse como presidente da República. Releio este parágrafo, sobre o golpe de Estado na Indonésia, que, em 1965, instalou Suharto no poder: "Ao todo, foram mortas pelo menos 500 mil pessoas (...) Numa zona do país, os rios ficaram tão repletos de cadáveres que a água deixou de correr." Não é de admirar que um governo, que nasceu com esta violência, não tenha tardado a impor essa mesma violência aos vizinhos mais próximos. 20 anos, Timor. Foi quase um milagre. É quase um milagre.

A entrevista pode ser ouvida aqui: https://www.rtp.pt/play/p517/e618147/espaco-das-10

O parágrafo pertence ao livro "A Guerra Fria", de Odd Arne Westad.

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Alvalade

por Miguel Bastos, em 09.03.22

Os meus amigos andavam doidos com o Sporting. Com os golos do Jordão e do Manuel Fernandes. Eu bem tentava, mas não conseguia partilhar o entusiasmo.
- Não gostavas de ir ao Estádio de Alvalade? - perguntava-me o João Manuel.
- Claro que sim - respondia.
Punha-me a pensar na viajem, longa; na cidade, esmagadora; no estádio, monumental. Uma aventura, que fazia com que o jogo, em si, me parecesse menos penoso. E, com um bocado de sorte, haveria tremoços e pevides.
- Se calhar, vou com o meu pai. E tu podes vir connosco.
- Uau, isso é que era!
Eu tentava mostrar entusiamo, quando fui surpreendido pelo anúncio: o Júlio Isidro ia trazer os Fischer-Z a Portugal, ao Estádio de Alvalade. Encontrei o João Manuel:
- Olá Jomané, como é que está aquilo de irmos ao Estádio?
- O meu pai diz que está à espera de um jogo que valha a pena.
- Achas que dava para irmos ver os Fischer-Z?
- Quem?
- É uma banda de rock.
- O meu pai gosta é do Jordão!
- Isso é porque nunca viu os Fischer-Z, ao vivo!
Acho que nunca chegou a ver. Nem eu. Mas fui ao Estádio de Alvalade, ver concertos de rock. E, vendo bem, não me importava de ter visto um golo do Jordão, ao vivo. Desde que houvesse tremoços e pevides.

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Roubaram o Fabrice

por Miguel Bastos, em 03.03.22

Roubaram as sapatilhas a Fabrice. Caminhou seis horas, até à fronteira. Chegou à Polónia, descalço, com os pés inchados, com fome e sinais de hipotermia. Fábrice é congolês. Foi observado por Fernand, médico israelita. A história é contada por um português: Luís Peixoto, jornalista da Antena 1. A humanidade: no seu pior; e no seu melhor.

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Retratos da Ucrânia

por Miguel Bastos, em 02.03.22

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"Seis crianças, dois cães, oito adultos e um microfone". O repórter Nuno Amaral a enviar retratos, num "bunker" improvisado, na cidade de Rivne, a 300 km de Kiev: "um presépio pobre. Paupérrimo". Jornalismo.

[Um minuto e meio de rádio. Para ouvir aqui, https://www.rtp.pt/noticias/pais/abrigos-improvisados-sao-solucao-para-fugir-a-bombardeamentos-na-ucrania_a1388357 ou carregando na imagem]

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A Rádio

por Miguel Bastos, em 13.02.22

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Humorista, Ricardo Araújo Pereira gosta de fazer rir as pessoas, sem lhes tocar. O humor, defende, deve ter a capacidade de provocar uma reação física involuntária, usando, apenas, palavras. Na rádio, usamos muitas referências visuais. Dizemos "pintar uma reportagem", "tirar retratos", "fazer o filme", "levar ao local". A rádio cria imagens. É os olhos do ouvinte. A televisão também faz isso? Claro que sim, mas usa imagens. Que é como fazer rir, fazendo cócegas.

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Whitney Houston

por Miguel Bastos, em 11.02.22

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Whitney Houston morreu, há 10 anos. Há 10 anos, (lembro-me bem) os canais de notícias portugueses resolveram colocar imagens em direto dos canais americanos, para acompanhar as cerimónias fúnebres da cantora. A antecessora da CNN Portugal (que, não sei se se lembram, se chamava TVI 24) ia tentando acompanhar a cerimónia em direto, com narração em português. Viam-se imagens da família e de pessoas do mundo da música e do espetáculo, mas as pessoas, em estúdio, não as reconheciam. Entretanto, chamaram (e bem) algumas pessoas da rádio. Porém, também não ajudaram muito. Algumas, escolheram o registo pessoal e disseram coisa tão importantes como "quando saiu o 'Bodyguard' chorei baba e ranho" (algo que qualquer leitor da Crónica Feminina poderia ter dito). Outras, puseram o coração (e o ranho) ao largo e agiram como profissionais. "Aquela senhora deve ser avó da Whitney", dizia um. Era a cantora Aretha Flanklin. "Eu acho que não, acho que aquela é a Aretha Franklin. A mãe..." ("sim, a mãe, que disparate", dizia o da avó) "deve ser a outra senhora". A outra senhora era a cantora Dionne Warwick. "Que também é cantora", dizia a outra.
"É", disse eu, em voz alta "são todas. A Aretha Franklin é cantora (talvez a maior cantora "soul" de sempre). A Dionne Warwick (maravilhosa!) também é cantora. Mas não é avó, nem mãe de Whitney. É prima. E é sobrinha de Cissy Houston (também cantora), mãe de Whitney".
"Estás um bocado irritado", disseram-me lá em casa. "Estou", respondi, "porque ou isto não é importante e não sei porque é que estão a fazer esta emissão. Ou, então, convinha que não dissessem tantos disparates".
Whitney Houston morreu, há 10 anos, vítima dos mesmos excessos, de outras vedetas do mundo da música. Sempre achei que tinha uma voz e um talento muito superiores à sua música. Uma pena.
As televisões mudam de nome, mas continuam a fazer maratonas de disparates. Outra pena.

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Dia da rádio

por Miguel Bastos, em 10.02.22

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Os jornalistas não devem ser assunto. Não gosto quando isso acontece. Exceto se for eu, claro. O Afonso Ré Lau (coitado!) achou que era boa ideia celebrar o Dia da Rádio, por antecipação, comigo. Gostei de conhecer o Afonso. Um dia destes vamos tomar um transístor juntos. Eu pago a primeira rodada.
 

Para ler, clicar na imagem ou aqui.

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Tanga fascista

por Miguel Bastos, em 04.02.22

Em 1981, os Heaven 17 lançaram "(We Don't Need This) Fascist Groove Thang". A canção fazia alusões a Margaret Thatcher e referências diretas a Ronald Reagen, e alertava para os perigos do racismo e do fascismo. A banda vinha da eletrónica de laboratório, mas adorava "soul" e "funk" e, na melhor tradição da cultura negra norte-americana, fez uma música que apelava à dança, com uma letra que recorria ao calão da rua. "Thang" é "thing", mas eu sempre gostei de pensar que era "tanga". Traduzindo: "Nós não precisamos desta tanga fascista". A difusão da canção esteve proibida pela BBC. A mesma BBC que, 30 anos depois, os convidou para esta interpretação enérgica de "Fascist Groove Thang". Entretanto, passaram 10 anos. A música continua irresistível. A letra continua atual. Demasiado, até. Dancemos, então.

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