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As reformas

por Miguel Bastos, em 11.04.22

De acordo com Cavaco Silva, António Costa terá "um grau de coragem política muito baixo". Esta manhã, Cavaco assina duas página de coragem, no Público, para concluir que "não se detetam sinais de um ímpeto reformista" no atual programa de governo.



Sejamos justos, as reformas foram sempre uma marca política de Cavaco Silva. Tanto que, quando teve que optar entre o salário de presidente da República e as reformas, optou, corajosamente, pelas reformas.

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Montenegro

por Miguel Bastos, em 06.04.22

Montenegro avança para a liderança.
Croácia e Sérvia mostram desinteresse.

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A mocidade

por Miguel Bastos, em 14.02.22

zita.jpg

Vejam lá, como ela é moderna! Que nem precisa "de ver a RTP, a SIC, porque, com o Twitter, ficamos a par do que se está a passar, e com mais rigor do que quando é filtrado por alguém". Portanto, Zita Seabra só lê coisas à roda dos 140 carateres, mas gosta do expor o ego ao Sol, em 6 longas páginas. Um ego fresco e jovem, que anuncia a morte do PCP, do PSD e do CDS. E que exaspera com um Portugal envelhecido, que parece um museu. Zita sabe do que fala, porque ela também já foi muito velha. Lembro-me dela, em comícios e debates, com o seu ar de professora de liceu, de saquinho de cabedal a tiracolo, a apontar o dedo a jovens reformistas, como Mário Soares e Cavaco Silva. Mas, entretanto, Cavaco deu-lhe a mão e Zita aproveitou para fazer um "reset". E, depois, um "restyling" completo, com muito liberalismo e Vox e Chega e Salvini e os tweets de Donald Trump. Que bonita, a mocidade Zita!

Pode ler a entrevista aqui, ou na imagem

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Obviamente, demita-se

por Miguel Bastos, em 08.02.22

andre silva.jpg

Depois do artigo no Público, André Silva, na SIC, insistiu nas críticas a Inês Sousa Real:
 - "deve demitir-se"
 - "comportou-se como afilhada do PS"
 - "teve uma postura errática"
 - “total falta de noção”
E à atual situação do partido:
 - "rumo desastroso"
 - "situação deplorável"
 - "puseram o partido na lama"
Garante, no entanto, que não quer voltar à liderança, mas quer um congresso e tem um argumento de peso: “até o Chega o fez”.
Convenhamos, para um antigo líder de partido que é todo "pessoas" e "animais" e "natureza", André Silva tem um "killer instinct" surpreendente. Podia (devia?) voltar a liderar um partido. E nem estou a pensar no PAN, estou a pensar noutro partidos onde a qualidade é mais apreciada e há vagas para grande chefe.

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Insondagens

por Miguel Bastos, em 31.01.22

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Portanto, se bem percebi: são insondáveis os caminhos deste senhor.

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Dissolução

por Miguel Bastos, em 05.11.21

marcelo dissolve.jpg

Desculpem o "politiquês" e o "juridiquês", mas, em situações de grande complexidade, é inevitável recorrer a uma linguagem mais técnica: "Em Portugal o Presidente tem um poder do caraças". António Franco, antigo Chefe da Casa Civil do Presidente Jorge Sampaio.

[José Pedro Castanheira (2017), Jorge Sampaio, Uma Biografia, ıı volume - O Presidente, pag. 701]

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Chumbado

por Miguel Bastos, em 27.10.21

costa.jpg

E pronto, agora é governar com duodenos. Desculpem, ainda estou a digerir o chumbo do Orçamento. [Foto: Mário Cruz/LUSA]

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Pedir o orçamento

por Miguel Bastos, em 26.10.21

pastel carne.jpg

"Pago já", dizia o cartaz, "ou é melhor pedir um orçamento?" Todos se riram, menos eu. Não percebi a piada. Explicou-me um dos candidatos da lista C: o atendimento, no bar do liceu, estava cada vez pior; os preços estavam sempre a mudar; o pré-pagamento obrigatório era uma descriminação. Daí a piada: "percebeste"? "Mais ou menos", respondo. Faltava-me perceber a palavra "orçamento". "Acho que é a fatura", dizia o Zé. "Não, acho que é a senha", dizia o João. "Não é a mesma coisa?" "Não, porque a fatura pagas depois". "E a senha?", insistia o Zé. "A senha pagas antes". "E o orçamento?", perguntei. "Então, o orçamento..." Continuava sem perceber o significado, mas já dava para ver que não era o único. "A ideia", insistia a consciência política do grupo, "é gozar com a burocracia do bar, percebeste?" "Acho que sim", disfarcei. Agora, tinha mais uma palavra para descobrir no dicionário: "burocracia". Agora, que é como quem diz. Agora, estava demasiado entretido com um pastel de carne, ainda quente, acabado de sair do forno. Continuava sem saber o que era o orçamento. Mas percebi, logo, que era algo que não se devia decidir a quente.

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Orçamento

por Miguel Bastos, em 25.10.21

jardim.jpg

O destino é dado a ironias. Esta tarde, apanhou-me num banco de jardim, a ler umas coisa sobre o pântano. Lembram-se do pântano? Foi quando Guterres saiu do governo e Portugal entrou numa fase gloriosa da sua história: um governo de Durão Barroso; uma cimeira com o "George" nas Lajes; uma ida para o Iraque; outra para Bruxelas; um governo de Santana; outro de Sócrates; outro, ainda, mais do mesmo - mas (ainda) mais arrogante; o regresso de Cavaco; uma troika; um governo para além da troika. Ai, saudades do futuro! Esta tarde - dizia eu - estava a ler umas coisas sobre o pântano e o telemóvel alerta-me para a conferência de imprensa do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, para reagir ao chumbo anunciado do Orçamento, depois das tomadas de posição do Bloco e do PCP.

E estou eu a olhar para o telemóvel, quando passa por mim um grupo de jovens ativistas, vestidos de preto da cabeça aos pés. Os tempos estão difíceis e os jovens são o futuro. Ah, os jovens! Gritam, a plenos pulmões, palavras de ordem que não consigo decifrar. Seguem-se outros jovens que, primeiro, dançam a Macarena, e, depois, colocam-se de gatas, porque os tempos são de solidariedade e integração. "O país está de tanga", dizia Durão. Agora está de gatas, mas de máscara. A integração segue as normas da DGS, indiferente ao Orçamento. Os jovens são o futuro, negro. Vai ficar tudo bem. E vamos sair mais fortes. Para onde? Não se sabe, talvez em direção ao pântano. Ai, saudade!

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Quecaria

por Miguel Bastos, em 11.10.21

santana cortes.jpg

"Se queriam jogar ténis ou padel", diz Santana na televisão, "tinham de vir para a cidade, p'ro meio da 'quecaria'". Santana justifica a dívida deixada na autarquia da Figueira da Foz, com os investimentos nas freguesias rurais.

"Quecaria" (nem sei se é assim que se escreve!). "Quecaria". Onde é que será que Santana aprendeu a palavra? Não foi, certamente, com os meninos da Lapa (é demasiado cidade). Já sei, só pode ter sido com a "fricalhada" da Quinta da Marinha.

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