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Quecaria

por Miguel Bastos, em 11.10.21

santana cortes.jpg

"Se queriam jogar ténis ou padel", diz Santana na televisão, "tinham de vir para a cidade, p'ro meio da 'quecaria'". Santana justifica a dívida deixada na autarquia da Figueira da Foz, com os investimentos nas freguesias rurais.

"Quecaria" (nem sei se é assim que se escreve!). "Quecaria". Onde é que será que Santana aprendeu a palavra? Não foi, certamente, com os meninos da Lapa (é demasiado cidade). Já sei, só pode ter sido com a "fricalhada" da Quinta da Marinha.

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Reflexão

por Miguel Bastos, em 28.09.21

 

Leonardo Negrão Global Imagens.jpg

O discurso do CDS, na noite eleitoral, foi de vitória. Mas, entretanto, já há vozes a pedir reflexão interna. Um clássico. Como sempre, os pedidos de "reflexão interna" são feitos publicamente.

https://www.tsf.pt/portugal/politica/cds-deve-fazer-reflexao-interna-apos-as-autarquicas-fusao-com-o-psd-pode-ser-uma-via-14167987.html

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PS ou PSD?

por Miguel Bastos, em 27.09.21

Rio.jpg

Começo pelo óbvio: as eleições autárquicas são eleições para escolher os representantes locais. Só que isso é uma chatice. São mais de 300 municípios e assembleias municipais e mais de 3 mil freguesias. Milhares de locais e candidatos que não conhecemos, nem vamos conhecer. De modo que o mais fácil é reduzir isto ao costume: "quem vai ganhar, PS ou PSD?" Neste caso, "Costa ou Rio"? E, depois, umas adjacências como "quem ganhou mais câmaras", "número de câmara do CDS e da CDU", um ou outro "independente" mais mediático. E está feito.
Nada disto diminui a vitória extraordinária/surpreendente de Carlos Moedas, em Lisboa. Nem tira mérito à escolha de Rui Rio. O que é irónico é que Rui Rio, que tem erguido a bandeira da descentralização, e tem pago um preço elevado por essa defesa, acabe por ser salvo por uma vitória na capital do país.
[Foto: EPA/TIAGO PETINGA]

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Trabalhar, mas é!

por Miguel Bastos, em 08.09.21

acosta TIAGO PETINGA Lusa.jpg

Entusiasmado pelo calor da campanha, António Costa resolveu criticar o desempenho dos autarcas do PCP, dizendo: "Nós estamos aqui para trabalhar. Nós não estamos aqui para reivindicar que os outros trabalhem, por conta de nós". Eu, que tenho muito respeito pelos trabalhadores por conta de outrem, estranhei o tom. Fez-me lembrar o "deixem-me trabalhar", exigido por um antecessor de Costa. Ele há tiques...

[Foto: Tiago Petinga / Lusa]

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Ricos e pobres

por Miguel Bastos, em 09.06.21

pedro adao e silva.jpg

O discurso era inflamado: contra os ricos e poderosos, contras as elites; a favor do povo, dos mais pobres, dos excluídos. O povo, entusiasmado, respondeu com palmas, slogans e canções e, depois, seguiu para as barracas com cerveja e bifanas. O candidato esgueirou-se do palco, rodeado de seguranças e assessores, contornou os jornalistas e entrou para o banco de trás do automóvel alemão, de gama superior. Tirei a pinta ao carro do candidato "contra os ricos": mais de 100 mil euros de carro.

Vem isto a propósito da escolha de Pedro Adão e Silva, para liderar as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O presidente do PSD considera que o nomeado vai ganhar demasiado dinheiro, e que este serve para pagar favores políticos. O primeiro-ministro responde que as acusações de Rui Rio são insultuosas. Mas, vários políticos juntaram-se ao coro de críticas.

O salário do nomeado não será antipático: o equivalente ao de um professor universitário. Pedro Adão e Silva é professor universitário e vai suspender a sua atividade docente. Muitos dos indignados ganham valores superiores. Alguns poderão, mesmo, ganhar o dobro. Todos ganham dinheiro público. Podemos (e devemos) discutir se o dinheiro público é bem ou mal gasto. Agitar a bandeira dos pobres contra os ricos, já é mais questionável. Sobretudo, quando se pretende ser as duas coisas, ao mesmo tempo.

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MEL de esquerda

por Miguel Bastos, em 27.05.21

vespas.jpg

Acompanhei, com interesse, a convenção das direitas. Tão plural, que deixou entrar pessoas de esquerda, como Rui Rio. O nome "MEL" também é bom. Fica no ouvido. Mas, parece pouco rigoroso. Que tal "Ninho de vespas"?

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Um bocado de mel

por Miguel Bastos, em 25.05.21

O MEL - Movimento Europa e Liberdade está a realizar uma convenção, em Lisboa, que tem como objetivo contribuir para a convergência da direita, em Portugal. Vamos a convergências:
O líder da Iniciativa Liberal acusou o PSD de ser refém do Partido Socialista e de fazer o discurso do Bloco de Esquerda e do PCP. Depois, numa referência ao Chega, declara que nunca apoiará o populismo.
O Vice-Presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, do PSD, considera que a discussão sobre a convergência à direita é "extemporânea", reconheceu que Rui Rio não vai ganhar as próximas eleições e que a solução passa por eleições internas.
A deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, considera que, primeiro, os partidos têm que se organizar, internamente, mas admitiu que a direita tem de começar a discutir "o que quer para o país", para não fazer "fretes ao PS".
O vice-presidente do Chega, Nuno Afonso, diz que, apesar de dizerem que não fazem governo com o Chega, a Iniciativa Liberal e o PSD estão "a alimentar o sapo que mais cedo ou mais tarde vão ter de engolir".
Tanta convergência fez-me lembrar uma canção de Gonzaguinha, daquelas de partir o coração, que Maria Bethânia cantou num disco que, curiosamente, se chama "Mel":

Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel

Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel

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Aeroporto do Montijo

por Miguel Bastos, em 03.03.21

agora escolha antigo.jpg

Está decidido: o novo aeroporto vai ser no Montijo. No Montijo. Ou, então, em Alcochete. É isso, Alcochete. Eventualmente, podemos seguir as alternativas apontadas pelo Diário de Notícias, no ano da graça (ou seria da Engrácia?) de 1969: Rio Frio, Fonte da Telha, Montijo ou Porto Alto. (Ainda está alguém a ler?) Ou, ainda na Ota, apesar dos problemas com "complexidade topográfica e hidrológica". Fica mais caro, com terraplanagens e tal, mas tem que ser. Até porque (já se sabe) na margem sul "jamais/jamé"). Porque, na margem sul "é um deserto". (Estão aí?) Bem, margem sul "jamais", exceto se for no Montijo. Ou, então, em Alcochete que é ali perto - menos de 10 km - e dizem que também é bom, mas é completamente diferente. Resta saber, se as câmaras estão de acordo. E as juntas de freguesia. E os ambientalistas, as associações recreativas e os núcleos de sportinguistas da margem sul. Se estiverem de acordo, (ainda... coiso?) o aeroporto avança logo. Mas é que é logo! A não ser que haja aquecimento global e o aeroporto corra o risco de ficar inundado, ou que haja problemas com os pássaros e tal. Para mim, (obrigado por estarem a ler!) isto só tem uma solução: promover o regresso do "Agora escolha". Falta o mais difícil: convencer a Vera Roquette a regressar.

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Dona Xepa

por Miguel Bastos, em 04.12.20

sa carneiro.jpeg

Era noite e estávamos em frente à televisão. Esperávamos a Dona Xepa. A Dona Xepa vendia no mercado, trabalhava noite e dia para, sozinha, criar e educar os filhos. Parecia a nossa vida. Preparávamo-nos, portanto, para nos vermos ao espelho, quando o Raúl Durão, com voz de BBC e cara de caso, interrompeu a emissão. A minha mãe barafustou. "Não há direito, interromperem assim a novela", mas rapidamente, mudou de tom. Engolimos em seco. Sá Carneiro tinha morrido e a notícia foi mais difícil de engolir do que as chicotadas na escrava Isaura.     

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