Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Desordem e retrocesso

por Miguel Bastos, em 12.01.23

brasilia.jpg 

O presidente do Brasil tocou num ponto-chave: "com a bandeira nacional nas costas ou com a camiseta da seleção brasileira, para se fingir de nacionalista, para se fingir de brasileiro, façam o que eles fizeram hoje." A questão não é estética, é ética. E é política. O populismo tende a apropriar-se de valores e símbolos nacionais, que representam a identidade e a unidade de um povo. Ao fazê-lo, excluem os outros desses mesmo valores. Ao vestirem a "Ordem e o Progresso", da bandeira do Brasil, estão a sugerir que os outros estão contra esses valores. Eles são os representantes da Nação. Não são, diz Lula. E vai mais longe: fingem-se. Fingem-se de nacionalistas. Fingem-se, até, de brasileiros. Convenhamos, é difícil entender como é que alguém se assume como nacionalista, enquanto ataca as instituições da Nação. Mas já o vimos, recentemente, no país que gosta de se apresentar como farol da democracia. É o país que o antigo presidente do Brasil escolheu para ter uma dor de barriga. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido teve problemas com os nacionalistas que, para defenderem os (alegados) valores da nação, colaboraram com a Alemanha Nazi. Não acabaram bem. Os partidários da "Ordem e o Progresso" mostraram, sem sombra de dúvidas, quem eram e ao que vinham. Eles não querem "Ordem e o Progresso". Quem a Sua "Ordem e o Progresso". Caso contrário, estes partidários partem tudo. Devia ser surpreendente, mas não é.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Peru

por Miguel Bastos, em 21.12.22

peru.jpg 

- Olha, um peru!
- Como é que lhe chamaste?
- Peru. Em português, este animal tem o nome do teu país.
- Não acredito!
- Acredita, que é verdade.
O Peru volta a estar em crise. Estou chateado que nem um peru.
A Consuelo não vai perceber a expressão, mas, talvez, acredite.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dia de Portugal

por Miguel Bastos, em 10.06.22

portugal.jpg

Dia de Portugal. Este dia, que já foi da raça, é, agora, das Comunidades. O Presidente vai ao encontro delas, espalhadas pelo estrangeiro. Todos os anos, voa para um sítio diferente. Mas há, também, novas comunidades a nascer. Pessoas que vieram de fora, mas que, também, já são de cá. Falam português, comem bacalhau e têm filhos que, por vezes, são tão (ou mais) portugueses do que dos países dos pais. E que se sentem tão portugueses, como os meninos que são filhos de pais que nasceram na Beira, no Minho ou no Alentejo. Hoje, ouvi meninos a cantar a história de Portugal e das suas várias regiões. Varri o palco, com o olhar, e vi meninos de várias origens. Pensei nos que têm origens na Rússia, na Bielorrússia ou na Ucrânia. E pensei que Portugal é um Dia Bom.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Santos Populares

por Miguel Bastos, em 02.06.21

Vamos ter Santos Populares no Porto, mas não em Lisboa. O Presidente da Câmara do Porto acha que é possível festejar, com juizinho. O de Lisboa acha que não. Quanto ao Presidente da República, está no estrangeiro e não se quer pronunciar sobre o assunto. Mas, lembrou que não vai haver Festa do Livro, em Belém, para evitar aglomerações.

 

Outro Presidente, o do Brasil, quer receber a Copa da América, que estava prevista para a Argentina e Colômbia, países que desistiram da organização, por causa da pandemia. Podiam tentar convencê-lo a receber, também, os Santos Populares. E resolvia-se o problema. Já que santos da casa não fazem milagres...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Máscara

por Miguel Bastos, em 14.05.21

zorro.jpg

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden anunciou que o uso da máscara deixa de ser obrigatório, para quem já tomou as duas doses da vacina contra a COVID-19.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Melhor e pior

por Miguel Bastos, em 18.03.21

Covid-19. Portugal é, hoje, o país da União Europeia com menos novos casos por 100 mil habitantes. O que é que isto nos diz? Bem, antes de mais, convém dizer que é melhor ser "o melhor", do que ser "o pior". Certo? Mas convém, também, lembrar que fomos "os piores", há bem pouco tempo. Tivemos, até, direito ao discurso indignado e acusatório de um ex-presidente, eternamente obcecado com a ideia de "pelotão da frente". Portanto, não vale a pena embandeirar em arco com os dados mais recentes. Da mesma forma que não vale a pena gritar que o barco está a afundar-se, quando o que é importante é pegar no balde e tirar a água do convés. Não somos os melhores, nem somos os piores. Somos como os outros: subimos e descemos nos números, avançamos e recuamos, resistimos, erramos, caímos ao chão, levantamo-nos. No final, eu também acho que "vai ficar tudo bem". O problema é que não sabemos quando é que chegamos ao fim, como é que chegamos, e, pior ainda, sabemos que não vamos chegar todos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Obama, mas não cai

por Miguel Bastos, em 09.02.21

obama.jpg

No livro "Uma terra prometida", Obama aborda a saída americana da crise. Apesar de, na altura, se ter saído bem, foi muito criticado por se ter voltado, rapidamente, à normalidade - sem ter aproveitado a crise para definir "um novo normal". Isso passava por identificar as causas da crise, criminalizar os responsáveis, definir novas regras, proteger os mais indefesos. Obama compreende as críticas e, de certa forma, partilha-as. Mas, defende que era urgente manter a ordem de pé, antes de a mudar. Porque, perante uma crise, quem sofre primeiro, e durante mais tempo, são os mais desprotegidos. A crise a que Obama se refere é a crise financeira de 2008, mas é impossível não pensar na crise atual. Durante o seu mandato, Obama foi criticado à esquerda e à direita; por democratas e republicanos; conservadores e progressistas. Porque fez demais, ou de menos; porque foi demasiado rápido, ou lento; demasiado conservador, ou liberal. Fica, no entanto, a convicção de que tentou, sempre, pesar os prós e os contras, em cada decisão. Barack é sólido. Obama, mas não cai.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marcelo

por Miguel Bastos, em 25.01.21

marcelo.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa teve um resultado histórico. Ganhou, com mais de 60% dos votos. Um resultado muito semelhante à primeira eleição de Ramalho Eanes, em 1976. Melhor, só a reeleição de Mário Soares, em 1991. Marcelo ganhou, em todos os concelhos de Portugal. Todos. O melhor resultado de sempre. Isto não pode, nem deve, ser desvalorizado. Chama-se democracia.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Janeiro 2023

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D