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Egrégios avós

por Miguel Bastos, em 17.11.21

a portugueza.jpg

Ayatollahs da grafia! Templários da Língua Santa! Rabinos da pureza eterna! Atentai à partitura do Hino, expressão da mais profunda portugalidade.
Os nossos "egrégios avós" chamaram-lhe "A Portugueza". Com "z". Brutos!

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Rendeiro

por Miguel Bastos, em 29.09.21

rendeiro.JPG

Não gosto de falar do que não sei. Por isso, fui consultar a palavra "rendeiro". Hum. A entrada anterior, "rendedouro", também explica alguma coisa. A seguir, vou ver "contumácia". [Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 2004, p. 1330]

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Suma importância

por Miguel Bastos, em 07.09.21

Quando ouço a expressão "suma, importância", penso sempre que alguém está a mandar a importância embora: "suma, importância"; "desapareça!" Sei que o significado é o oposto. Mas só sei isso, passados dois ou três segundos. E corro sempre o risco de, entretanto, a importância se ter sumido. E é isto. Fui. Sumi.

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Os "bês" e os "vês"

por Miguel Bastos, em 18.08.21

biber.jpg

Nós, os de Aveiro, não trocamos os "bês" pelos "vês". Sabemos que os "vês" existem. São consoantes mudas: veem-se, mas não se ouvem. Com o amor, é o contrário. É um fogo que não se vê, mas que se ouve: por exemplo, nas canções do Cid.

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Prémios Play

por Miguel Bastos, em 02.07.21

play.jpg

- Prémios "Play", pai?
- Sim, qual é o problema?
- Não faz sentido, porem um nome em inglês.
- Porquê?
- Oh, pai, porque diz ali "Prémios da Música Portuguesa"!
- E, então? Vivemos num mundo global.
- Por-tu-gue-sa!
- Oh. Ouvi dizer que estão a pensar mudar o nome dos Brit Awards...
- A sério?
- Sim, para "Tugawards".
- Uau! Isso seria "bué da crazy".

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Os barulhos

por Miguel Bastos, em 01.07.21

ondjaki.jpg

"tudo isso eu sei de, às vezes, acordar cedo e mesmo da minha cama ficar a ouvir os barulhos
o mundo dos barulhos é uma coisa limpa que se suja durante o dia, dá para quase ver as coisas que uma pessoa imagina só de ficar atento a fazer um mapa dos barulhos"
Ondjaki, 2020, O livro do deslembramento

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Língua portuguesa

por Miguel Bastos, em 05.05.21

O programa "Portugueses no Mundo" está no ar, há vários anos, na Antena 1. Durante vários anos, a jornalista Alice Vilaça​ costumava perguntar: "De que é que tem mais saudades do nosso país?" As respostas variavam pouco: "da família", "dos amigos", "do sol", "do mar", "do bacalhau". Percebo, é difícil resistir ao bacalhau. Mas, e a língua? Falo da portuguesa, não a do bacalhau. A resposta "da língua" não era habitual. É estranho porque, quando saio de Portugal (basta uma semana), fico cheio de saudades da língua portuguesa, que está ligada ao bacalhau, mas é (ainda) mais saborosa. A minha pátria é a língua de Caetano a roçar na língua de Camões. Hoje, é dia de a celebrar.

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Fada do lar

por Miguel Bastos, em 06.12.20
Primeiro, foi um curso intensivo sobre Marquês de Pombal, com o autor da mais recente biografia de Sebastião José de Carvalho e Melo.

Depois, uma conversa com Adriana Calcanhoto, sobre poesia e música, a política brasileira e a realidade portuguesa.

E, ainda, a memória de Eduardo Lourenço, a análise ao congresso do PCP e a morte do antigo presidente francês, Valéry Giscard d'Estaing.

Tudo isto, enquanto fazia a lida da casa. Se continuar assim, acabo uma fada do lar: com uma pós-graduação em História, um mestrado em Políticas Culturais e um doutoramento em Relações Internacionais.

Preciso de um rádio, uma vassoura e pouco mais.

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Cair a máscara

por Miguel Bastos, em 24.09.20

Lembram-se quando "deixar cair a máscara" era, apenas, uma expressão idiomática? Ai, que saudades...

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Bacalhau com todos

por Miguel Bastos, em 26.03.18

ana bacalhau.jpg

Este não é um texto sobre gastronomia. É, apenas, um trocadilho básico, para falar de Ana Bacalhau. A própria encomendou uma letra a Capicua, para brincar com o seu nome, numa canção que funde hip-hop com música tradicional portuguesa. De resto, o seu primeiro disco a solo “Em nome próprio” está cheio de misturas: de estilos e de autores, novos e talentosos.

 
Faltava a prova ao vivo. Tive-a neste fim-de-semana. A cantora voltou a misturar. Desta vez, as canções do seu disco, com clássicos de Fausto, Trovante, Carlos do Carmo (Ary dos Santos / Paulo de Carvalho) e António Variações. Mas separou as águas, ao evitar canções da Deolinda. E agitou as águas, para não ficar em águas de bacalhau. Não gostei de tudo, mas apreciei-lhe a vontade de arriscar.
 
Ana Bacalhau é um exemplo do bom momento da música portuguesa. Um dos melhores períodos, de sempre. Que celebra o novo, apoiada num lastro que, durante muito tempo, foi ignorado. Porque todos queriam parecer modernos.
 
Mas, ser moderno não é comer fast food, como todos. Ser moderno, é gostar de Bacalhau, com todos.

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