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O 25 de Novembro foi, também, um confronto de modelos económicos. No final, ganhou a economia de mercado. Fui ao mercado. Comprei tomates, nabos, alhos, cebolas, brócolos, rabanetes e ovos, a bom preço. Com o que poupei, no mercado, comprei um 25 de Novembro.
Portugal está a jogar com a Arménia. Custa-me dizer isto: Arménia. Sem mais nada, sem um “dona” antes.
Arménia não é nome de seleção. É nome de tia da França.
A "500 quilómetros de Bragança, 300 do Porto e de Faro, a duas horas de viagem de São Miguel": o novo diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos mede as distâncias do "único teatro de ópera do Estado português" e tira ilações, "é uma grande distância do cidadão relativamente ao espetáculo lírico, uma desigualdade no acesso à cultura". Não é difícil pensar noutras áreas. Na realidade, estou a pensar em todas.
Portugal é demasiado pequeno, para se armar em grande e permitir que tudo permaneça tão longe.
Muito interessante a entrevista, de hoje, de Pedro Amaral, ao Diário de Notícias.
O guarda Serôdio fala uma mistura de "burocratês" com "policiês". Diz coisas como "a autoridade não pode ter calma, a autoridade tem de ser impraticável". E põe um "re" antes dos verbos: põe e "repõe", sei e "ressei", cacei-te e "recacei-te". Há muito que o guarda Serôdio se reformou. Deixou de ser o responsável pelo cumprimento do MCPP. "Vós sabeis, ao menos, o que é o MCPP?" Sim: "É o M_anual das C_oisas P_roibidas no P_arque". Serôdio voltou ao parque, para homenagear o homem que o criou, na Feira do Livro do Porto. Para evitar a neblina da manhã, a nortada da tarde ou a morrinha da noite, puseram-no resguardado na biblioteca. Parece-me um excesso de zelo. Estive com ele. Pelo que pude perceber, ainda dá um bigode a muita gente. Que idade terá Serôdio? O seu criador, Sérgio Godinho, faz 80 anos. E ele? Quantos faz? Faz e "refaz".
- Bons olhos o vejam!
- Pois, não tenho aparecido.
- Até já tinha perguntado, aqui no café, se estava doente.
- Tive uma coisa da idade.
- Então?...
- Um problemazito com a próstata, mas já fui operado.
- Ahhh, então está explicado. E, agora, está tudo ok?
- Estou impecável. Até estou mais novo.
- Ai, sim?
- É, fiz uma operação plástica.
- A sério? Onde?
- À cabeça.
- À cabeça?
- Sim, uma circuncisão. Impecável.
Não há nada como almoçar fora.
Uma cerimónia de família afastou-me, ontem, da cerimónia do 10 de Junho. Ouvi, com atraso, o discurso do "aqui ninguém tem sangue puro", de Lídia Jorge. Belíssimo discurso. Infelizmente, a seguir, tive de ouvir o "vai para a tua terra", na cerimónia aos antigos combatentes - com direito a saudação nazi - e a notícia da agressão ao ator Adérito Lopes, à porta do teatro A Barraca, por um grupo de "portuguezes" com z. "Ninguém tem sangue puro". Ninguém. Muito menos quem tem sangue nas mãos.
Já fui muito feliz, em Munique. E mais do que uma vez. Mas nunca vezes demais.
Foi eleito deputado: "para que possamos ter Portugal para os portugueses e não mais para a imigração". Disse, no seu sotaque do Brasil - país para esteve emigrado, durante 70 anos. Oi?!