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As calças de Costa

por Miguel Bastos, em 17.09.18

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Angola. Podíamos falar da diplomacia e da economia. Da justiça e da política. Da banca e da dívida. Do petróleo e dos diamantes. Da democracia e da liberdade. Da cooperação, do poder, da construção, dos media, da emigração, das telecomunicações, da energia. 
Podíamos. Mas não podemos. Demasiado ocupados que estamos com as calças de ganga de Costa.

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A crise

por Miguel Bastos, em 15.09.18

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Os jornais lembram-nos, hoje, que a crise começou há 10 anos. Eu sei, parece que foi ontem! As crises são como as crianças: crescem tão depressa que perdemos a noção do tempo.

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Nem bom vento....

por Miguel Bastos, em 15.09.18

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Parece que, em Espanha, há políticos que estão a ter problemas com as suas habilitações literárias. Algo que, dificilmente, poderia ter acontecido em Portugal. Somos um país de gente pobre, mas honrada. E de Espanha nem bom vento... nem bom doutoramento.

 

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Vai chatear o Camões!

por Miguel Bastos, em 05.09.18

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Germano Almeida recebeu o Prémio Camões, no Rio de Janeiro. O escritor ficou surpreendido com a reacção dos cabo-verdianos: "Acho que gostaram mais do prémio do que eu", disse ele. Por isso, dedicou o prémio ao povo de Cabo Verde, mas avisou logo que o dinheiro (100 mil euros) era para ele. Germano Almeida tem muito humor. Por isso, gostava que ele fosse chatear o Camões. Daria um belo livro.

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Carlos Paião

por Miguel Bastos, em 27.08.18
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Para que não restem dúvidas, acho que Carlos Paião era um génio. Muitos concordarão, muitos não. O próprio, creio eu, teria muita dificuldade em aceitar esta classificação. Paião não se levava muito a sério. E, talvez por isso, nunca tenha editado um disco à altura do seu talento, como referiu David Ferreira no texto que acompanha a compliação "Letra e Música - 25 Anos Depois". Amália foi a primeira a perceber o potencial de Paião e gravou o "Senhor extraterrestre", que Gisela João voltou, agora, a cantar.

 
Carlos Paião escreveu para várias pessoas. Ele escrevia muito e bem: letra e música. Era um jovem atento, com um olho clínico para os costumes nacionais e os temas da atualidade. Era irreverente, mas bem comportado. Escrevia de repente e por encomenda. Teve sucessos que permanecem na memória colectiva. Mas também canções menos conhecidas, que merecem ser redescobertas. Carminho recuperou, recentemente, "História linda". Nela, o jovem Carlos conta a história de amor dos pais. Fala da mãe, sempre aflita, porque o marido "tinha um emprego nas ondas do mar". Ironia do destino, o filho morreu pouco tempo depois. Em terra. Fez ontem 30 anos.
 
Não creio, no entanto, que Carlos Paião quisesse ser lembrado por coisas tristes. Ele tinha imensa graça. E, por isso mesmo, acho devia ser levado mais a sério.

 

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Aliança

por Miguel Bastos, em 21.08.18

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À enésima é de vez. Pedro Santana Lopes vai criar um novo partido. Chama-se Aliança e diz-se liberal, personalista e solidário. Fora do partido, discutem-se as qualidades da Aliança. Para mim, não há discussão: Aliança é sempre bruto e bem fresco. 

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Semear Joy Division

por Miguel Bastos, em 06.07.18

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David Ferreira conta, hoje, que Ricardo Camacho começou a produzir discos, com a ideia de semear os Joy Division em Portugal. A primeira experiência foi a canção "Foram cardos, foram prosas": letra de Miguel Esteves Cardoso, música de Ricardo Camacho, voz de Manuel Moura Guedes. Tocam Vítor Rua e Toli, dos GNR. A beleza da coisa é que, apesar de soar a Joy Division, a canção tem uma melancolia, profundamente portuguesa. Ricardo Camacho iria explorar e aperfeiçoar a sonoridade com Né Ladeiras, António Variações e a Sétima Legião. O Ricardo era um génio. Era mesmo.

https://www.rtp.pt/play/p955/e355229/david-ferreira-a-contar

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Ricardo Camacho

por Miguel Bastos, em 04.07.18

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Eu: Dr. Ricardo Camacho obrigado pelos seus esclarecimentos.

 

Ricardo Camacho: Ora essa, não sei se gostava de fazer mais alguma pergunta...

 

Eu: Gostar, gostava... mas era sobre a Sétima Legião.

 

Ricardo Camacho: Presumo que tenha que ser noutra altura.

 

Eu: Sim, terá que ser noutra oportunidade.

 

Não houve outra oportunidade. Que pena.

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Quente e fio

por Miguel Bastos, em 12.06.18

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“Portugal vive de costas para o mar”, dizia o orador. “Basta andar meia dúzia de quilómetros, para o interior, e vemos os portugueses agachados, a cavar a terra”. Aquilo estava-me a irritar. “Aliás, nem é preciso tanto. Os próprios pescadores têm que cavar umas batatinhas e umas couves no quintal, para compensar a falta de rendimento”. A sério, senhor orador? E o que me diz, por exemplo dos nosso valentes do bacalhau? “São excepções”, respondeu o antropólogo encartado. Teria razão?

 
O discurso sobre as pescas está carregado de mitos: a herança dos descobrimentos, a riqueza da nossa costa, a epopeia do bacalhau. Pensem nas duas últimas. Se a nossa costa fosse assim tão rica, que necessidade teríamos nós de ir pescar para o Canadá?
 
Temos, ainda, uma visão das pescas moldada pelo Estado Novo. E deixámo-nos levar pela cantiga de que foi a Europa que nos destruiu as pescas. Não foi. Foi uma conjugação de fatores. O principal fator: a falta de peixe - que levou a políticas de defesa nacionais e internacionais, em todo o mundo. Outras coisas que faltaram: modernização de frotas e técnicas, investigação científica, definição de políticas. E políticos, que não pescam nada. Em pouco mais de 100 páginas, o livro “As pescas em Portugal”, de Álvaro Garrido, explica isto tudo. É uma análise fria, de um tema que costuma ser discutido de cabeça quente.

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Carolina Dislates 

por Miguel Bastos, em 11.05.18

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A Carolina não me interessa. Entrou no Ídolos. Cantou com o filho do Tony Carreira. Lançou um disco meias tintas, em português. E um disco a-armar-ao-pingarelho, em inglês. A Carolina escarrapacha a sua vida no Facebook e põe fotos intimas no Instagram. E tem muito seguidores. E é assunto: nas páginas da imprensa cor-de-rosa e nos programas rosa choque da televisão. Provoca críticas e responde às críticas. A Carolina tem umas tatuagens esquisitas. E exibe sardas e óculos e estrias e celulite e filhos. A Carolina diz e faz dislates.

 

Mas, a Carolina é "três mulher numa só", como na canção do Godinho, "ar de menina, sapiência de avó". Carolina usou a sua vida para criar um disco terno, intimista, simples e sofisticado. Fala de amor, dos filhos, da família. Chama-se "Casa" e é uma maravilha. Carolina tem talento, muito talento. Canta bem (isso eu já sabia); escreve boas letras e excelentes melodias; tem arranjos maravilhosos e uma produção irrepreensível. Faz uma bela dupla com Diogo Clemente. 

 

"Casa" é das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. E, afinal, quem diz dislates sou eu. 

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