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Valorizar o trabalho

por Miguel Bastos, em 28.09.20

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Em 2016, Donald Trump pagou 645 euros de impostos, revela o New York Times. Nessa altura, Trump era, apenas, um empresário de sucesso. 645 euros. Um ordenado mínimo nacional, em Portugal. Não admira que, com as dificuldades, se tenha candidatado a presidente. Isto só lá vai, quando se valorizar o trabalho e os trabalhadores.

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Referendo

por Miguel Bastos, em 12.02.20

O referendo, diz-nos a Infopédia, é o "instrumento democrático pelo qual os cidadãos eleitores são chamados a pronunciar-se (...) sobre uma ou mais questões de relevante interesse nacional". O "instrumento democrático" deveria permitir dizer "sim", ou dizer "não". A prática demonstra, no entanto, que o referendo tem sido usado como arma de arremesso do "não". Quando alguém está contra pede um referendo. O que me leva a outra definição: "não fazer nada; atrasar; não resolver; demorar; empatar". É a definição de "'Encanar a perna à rã". Encontrei-a no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

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Euro condomínio

por Miguel Bastos, em 29.05.19

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Falou-se muito dos elevados níveis de abstenção nas Europeias. Não aceito o argumento de que a culpa é (só) dos políticos. Claro que têm culpa. Uma culpa que é proporcional às suas responsabilidades. E, sim, muitas vezes não estão à altura das responsabilidades. Só que nós, os cidadãos que prescindem da cidadania, também não. Somos os que não vão à reunião de condomínio, porque é chato. E, depois, queremos ter aceso à ata, criticar a discussão, contestar as decisões. Além disso, temos os pagamentos atrasados. Mas a culpa não é nossa, o condomínio é que não responde às nossas necessidades.

A abstenção aumentou (uma vez mais) em Portugal. E aumentou, precisamente, numa altura em que os níveis de abstenção baixaram na Europa. Li várias explicações. Tenho uma, entre várias. Os níveis de abtenção baixaram na Europa, por causa do avanço da extrema direita. Como esse problema (ainda) não se coloca em Portugal, não votamos. Porque não é preciso. Tal como não é preciso ir às reuniões de condomínio. Pelo menos, enquanto não chover cá em casa.

É claro que, no futuro, corrermos o risco de batermos à porta do condomínio com a casa já inundada, ou em chamas. Podemos, até, já não ter casa. Eu sei que é chato, mas evitar as reuniões no hall de entrada, não é uma boa saída. Para ninguém.

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Estratégias

por Miguel Bastos, em 22.05.19

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Gostei tanto desta entrevista de Marco António Costa, no i, que estou desejosos por chegar a casa. Quero reler algumas passagens do livro "Os Predadores", do Vítor Matos. Também fala de estratégias...

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Presente!

por Miguel Bastos, em 23.11.18

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Deus (também) é omnipresente. Felizmente, sem problemas com o registo de presenças.

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As calças de Costa

por Miguel Bastos, em 17.09.18

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Angola. Podíamos falar da diplomacia e da economia. Da justiça e da política. Da banca e da dívida. Do petróleo e dos diamantes. Da democracia e da liberdade. Da cooperação, do poder, da construção, dos media, da emigração, das telecomunicações, da energia. 
Podíamos. Mas não podemos. Demasiado ocupados que estamos com as calças de ganga de Costa.

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Nem bom vento....

por Miguel Bastos, em 15.09.18

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Parece que, em Espanha, há políticos que estão a ter problemas com as suas habilitações literárias. Algo que, dificilmente, poderia ter acontecido em Portugal. Somos um país de gente pobre, mas honrada. E de Espanha nem bom vento... nem bom doutoramento.

 

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Quem fala assim não é Gago

por Miguel Bastos, em 06.09.18

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15% dos professores nunca deviam ter entrado no sistema de ensino. 25% são excepcionais. 60% são bons/razoáveis. Quem fala assim não é Gago. Esse já faleceu. Quem fala assim é Justino. O ex-ministro da educação - nos duros tempos de Durão - diz, ainda, que é preciso tratar melhor os professores. Pois... 

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Quente e fio

por Miguel Bastos, em 12.06.18

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“Portugal vive de costas para o mar”, dizia o orador. “Basta andar meia dúzia de quilómetros, para o interior, e vemos os portugueses agachados, a cavar a terra”. Aquilo estava-me a irritar. “Aliás, nem é preciso tanto. Os próprios pescadores têm que cavar umas batatinhas e umas couves no quintal, para compensar a falta de rendimento”. A sério, senhor orador? E o que me diz, por exemplo dos nosso valentes do bacalhau? “São excepções”, respondeu o antropólogo encartado. Teria razão?

 
O discurso sobre as pescas está carregado de mitos: a herança dos descobrimentos, a riqueza da nossa costa, a epopeia do bacalhau. Pensem nas duas últimas. Se a nossa costa fosse assim tão rica, que necessidade teríamos nós de ir pescar para o Canadá?
 
Temos, ainda, uma visão das pescas moldada pelo Estado Novo. E deixámo-nos levar pela cantiga de que foi a Europa que nos destruiu as pescas. Não foi. Foi uma conjugação de fatores. O principal fator: a falta de peixe - que levou a políticas de defesa nacionais e internacionais, em todo o mundo. Outras coisas que faltaram: modernização de frotas e técnicas, investigação científica, definição de políticas. E políticos, que não pescam nada. Em pouco mais de 100 páginas, o livro “As pescas em Portugal”, de Álvaro Garrido, explica isto tudo. É uma análise fria, de um tema que costuma ser discutido de cabeça quente.

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O sorriso de Arnaut

por Miguel Bastos, em 22.05.18

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António sorria. Revejo imagens suas, nos jornais e nas televisões, e está quase sempre a sorrir. Ele, que era um homem de batalhas. Ele, que era um homem de princípios. Talvez, porque defendesse convicções. Talvez, porque não confundisse adversários com inimigos. A sabedoria da idade, poderia ser uma ajuda. Mas, nas fotografias mais antigas, também o encontramos a sorrir. Coisa rara na política.

 

António sorria. Mesmo quando alertava para as ameaças à democracia; para os perigos da austeridade; para os ataques ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele, que criou o SNS, em tempos de austeridade, a sorrir. No país do “muito riso, pouco siso”, o sorriso de António era uma benção.

 

António sorria. Não lhe faltava siso, nem conhecimento, nem experiência, nem trabalho. Trabalhou, de resto, até ao fim da vida. Este ano, editou o livro “Salvar o SNS”, com João Semedo, do Bloco de Esquerda, (outro lutador). Deixou, ainda, uma proposta para renovar o SNS que vai ser discutida e votada no parlamento. E tudo isto, a sorrir.

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