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As calças de Costa

por Miguel Bastos, em 17.09.18

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Angola. Podíamos falar da diplomacia e da economia. Da justiça e da política. Da banca e da dívida. Do petróleo e dos diamantes. Da democracia e da liberdade. Da cooperação, do poder, da construção, dos media, da emigração, das telecomunicações, da energia. 
Podíamos. Mas não podemos. Demasiado ocupados que estamos com as calças de ganga de Costa.

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Nem bom vento....

por Miguel Bastos, em 15.09.18

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Parece que, em Espanha, há políticos que estão a ter problemas com as suas habilitações literárias. Algo que, dificilmente, poderia ter acontecido em Portugal. Somos um país de gente pobre, mas honrada. E de Espanha nem bom vento... nem bom doutoramento.

 

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Quem fala assim não é Gago

por Miguel Bastos, em 06.09.18

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15% dos professores nunca deviam ter entrado no sistema de ensino. 25% são excepcionais. 60% são bons/razoáveis. Quem fala assim não é Gago. Esse já faleceu. Quem fala assim é Justino. O ex-ministro da educação - nos duros tempos de Durão - diz, ainda, que é preciso tratar melhor os professores. Pois... 

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Quente e fio

por Miguel Bastos, em 12.06.18

barco mudar de vida.jpg

“Portugal vive de costas para o mar”, dizia o orador. “Basta andar meia dúzia de quilómetros, para o interior, e vemos os portugueses agachados, a cavar a terra”. Aquilo estava-me a irritar. “Aliás, nem é preciso tanto. Os próprios pescadores têm que cavar umas batatinhas e umas couves no quintal, para compensar a falta de rendimento”. A sério, senhor orador? E o que me diz, por exemplo dos nosso valentes do bacalhau? “São excepções”, respondeu o antropólogo encartado. Teria razão?

 
O discurso sobre as pescas está carregado de mitos: a herança dos descobrimentos, a riqueza da nossa costa, a epopeia do bacalhau. Pensem nas duas últimas. Se a nossa costa fosse assim tão rica, que necessidade teríamos nós de ir pescar para o Canadá?
 
Temos, ainda, uma visão das pescas moldada pelo Estado Novo. E deixámo-nos levar pela cantiga de que foi a Europa que nos destruiu as pescas. Não foi. Foi uma conjugação de fatores. O principal fator: a falta de peixe - que levou a políticas de defesa nacionais e internacionais, em todo o mundo. Outras coisas que faltaram: modernização de frotas e técnicas, investigação científica, definição de políticas. E políticos, que não pescam nada. Em pouco mais de 100 páginas, o livro “As pescas em Portugal”, de Álvaro Garrido, explica isto tudo. É uma análise fria, de um tema que costuma ser discutido de cabeça quente.

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O sorriso de Arnaut

por Miguel Bastos, em 22.05.18

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António sorria. Revejo imagens suas, nos jornais e nas televisões, e está quase sempre a sorrir. Ele, que era um homem de batalhas. Ele, que era um homem de princípios. Talvez, porque defendesse convicções. Talvez, porque não confundisse adversários com inimigos. A sabedoria da idade, poderia ser uma ajuda. Mas, nas fotografias mais antigas, também o encontramos a sorrir. Coisa rara na política.

 

António sorria. Mesmo quando alertava para as ameaças à democracia; para os perigos da austeridade; para os ataques ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele, que criou o SNS, em tempos de austeridade, a sorrir. No país do “muito riso, pouco siso”, o sorriso de António era uma benção.

 

António sorria. Não lhe faltava siso, nem conhecimento, nem experiência, nem trabalho. Trabalhou, de resto, até ao fim da vida. Este ano, editou o livro “Salvar o SNS”, com João Semedo, do Bloco de Esquerda, (outro lutador). Deixou, ainda, uma proposta para renovar o SNS que vai ser discutida e votada no parlamento. E tudo isto, a sorrir.

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Zap Canal

por Miguel Bastos, em 18.05.18

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Ontem, dei a volta ao Zap Canal. Mudar de canal, para ver o mesmo tema, com os mesmos protagonistas. O presidente da assembleia geral do Sporting fez o pleno: rodou por todos os canais, na mesma noite. O presidente do Sporting falou à Nação: numa conversa em família, em direto e em sentido único, como convém.

 

Antes, durante e depois, foi comentado pelos comentadores do costume. No canal do Estado, um ex-ministro - que foi, até há pouco tempo, apoiante de Bruno de Carvalho - falou do papel regulador do Estado. “O Estado não vai fazer nada”, responde o outro, “porque os políticos não têm coragem.” Com décadas de política, o político corajoso também foi ministro, num governo liderado por um ex-presidente do Sporting. “Ainda esta semana, um comentador ofereceu pancada a outro”, diz o primeiro. “Eu sei quem é”, diz o outro, “é meu amigo”. Claro que é: trabalharam juntos nos jornais, foram juntos para o governo, pelo mesmo partido. Que é, também, o partido do protagonista no canal ao lado: outro ex-ministro, várias vezes apontado como alternativa ao actual presidente do Sporting.

 

No Zap Canal falou-se de muita coisa. Infelizmente, não se falou de separação de poderes.

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Ex-namorada

por Miguel Bastos, em 08.05.18

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A ex-namorada de um ex-primeiro-ministro, acusou o seu "ex" de traição. Ex-traíram-se daí inúmeras ilações. Vários ex-dirigentes, ex-ministros, ex-jornalistas, falaram ex-tensamente sobre o assunto. Parece-me tudo muito ex-temporâneo. Que é para não dizer ex-túpido.

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Barreiras

por Miguel Bastos, em 19.03.18

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Corridas de barreiras: há de 60, 80, 100, 110 e 400 m. Feliciano inaugurou uma nova. 1 mês Barreiras.

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CV

por Miguel Bastos, em 13.03.18

feliciano barreiras duarte.jpg

Estou sempre a aprender. "Curriculum Vitae", dizem-me os dicionários, quer dizer "curso da vida" ou "percurso de vida". Com os "curricula vitae", de vários políticos, tenho aprendido imenso: sobre cursos, em geral, e percursos, em particular. Mas, sobretudo, sobre a vida.

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Selfie made man

por Miguel Bastos, em 09.03.18

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É Presidente há dois anos. Mas, há mais de 50 que se faz à fotografia. Marcelo é um selfie made man.

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