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CV

por Miguel Bastos, em 13.03.18

feliciano barreiras duarte.jpg

Estou sempre a aprender. "Curriculum Vitae", dizem-me os dicionários, quer dizer "curso da vida" ou "percurso de vida". Com os "curricula vitae", de vários políticos, tenho aprendido imenso: sobre cursos, em geral, e percursos, em particular. Mas, sobretudo, sobre a vida.

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Parceria público-privada

por Miguel Bastos, em 02.03.18

[Mário Cruz/ LUSA]

 professor passos.jpg

Elogiar a coisa privada. Administrar a coisa pública. Falar de cátedra.

 

http://expresso.sapo.pt/politica/2018-03-02-Passos-Coelho-vai-ser-professor-de-Administracao-Publica

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Ok, Ko

por Miguel Bastos, em 15.01.18

rui rio.jpg

Santana venceu o primeiro debate. Diagnóstico dos comentadores: foi KO.

Rio ganhou as eleições. Diagnóstico não estava OK. 

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O fim do fogo

por Miguel Bastos, em 18.10.17

E pronto, está tudo bem quando acaba em bem. O CDS censura. O PR demite. A ministra sai. Costa aceita. Passos acusa. A TV aplaude. E o país recolhe às cortes. De onde nunca se viram árvores. Muito menos, florestas.

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Um Camões da cartola

por Miguel Bastos, em 26.06.17

Por causa de Coelho, sacamos um Camões da cartola: "Erros meus, má fortuna..."

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O Presidente feliz

por Miguel Bastos, em 02.05.16

marcelo feliz.jpg

 

Passo Coelho disse o óbvio: Marcelo é um presidente feliz. “Pois sou” responde Marcelo, em Itália, antes de regressar a Portugal, para embarcar rumo a Moçambique. Já tínhamos reparado. Marcelo fez uma campanha onde se via que estava feliz. Depois “irradiou felicidade” na tomada de posse; no Concelho de Estado; na ida a Bruxelas; no 25 de Abril. Marcelo está feliz porque está onde sempre quis estar.

 

Na (excelente) biografia de Marcelo, o jornalista Vítor Matos descreve a forma como a família, os amigos, ele próprio, viam o futuro de Marcelo. Ele chegaria a Presidente do Conselho, como Salazar, mas (sobretudo) como Marcelo Caetano. Marcelo Nuno (era assim que Caetano o tratava) não herdou apenas o nome do líder político, que governou Portugal até ao 25 de Abril. Herdou (e cultivou) o gosto pela academia, pelos livros, pela política, pela comunicação.

 

O livro de Matos começa com as lágrimas do amigo Eduardo Barroso ao ouvir a demissão de Marcelo da presidência do PSD e termina com a actividade de Marcelo, republicano, a dirigir uma fundação monárquica. Ao longo do livro, o autor explora as inúmeras contradições e mudanças de rumo de Marcelo. Mas há uma constante: ele sempre quis estar há frente do país. Que é onde ele está agora. Feliz.

 

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A Geringonça vai andando…

por Miguel Bastos, em 14.04.16

geringonça.jpg

Toda a gente estava de olhos postos na Geringonça. “Não vai funcionar”; “Vai cair”; “Vai explodir”, etc. Não caiu. Até Passos Coelho admitiu que se enganou, quanto à Geringonça. Por estes dias, o governo teve graves problemas de funcionamento. Toda a gente estava de olhos postos na Geringonça. Mas o problema foi nos órgãos internos.

 

O Ministro da Cultura ameaçou dar bofetadas a dois colunistas e acabou na rua. Um dos colunistas, foi homem que inventou o termo Geringonça. Ele tem esse poder. Há ainda problemas com os militares, que, por sua vez, ainda têm problemas com os homossexuais. E, finalmente, um secretário de estado saiu do governo. O governo disse que foi por razões pessoais. O secretário de estado respondeu que não. Foi por divergências políticas.

 

Entretanto, a Geringonça continua a funcionar. As peças vão sendo substituídas, a oposição finge que se espanta e indigna, os militares fazem barulho, o mundo anda aos papéis. O mundo não pula nem avança. É como a Geringonça. Vai andando…

 

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Tudo na mesma

por Miguel Bastos, em 10.12.15

sondagem catolica.jpg

Tudo na mesma, como a lesma. Se as eleições fossem hoje, a coligação PSD/CDS ganhava, o PS ficava em segundo, seguia-se o Bloco, a CDU e o PAN. Todos os partidos sobem nas intenções de voto. Com excepção da CDU. Mas, como sabemos, a CDU ganha sempre. Portanto, ganham todos. São dados da sondagem da Católica (para a RTP, Antena 1, JN e DN - o gráfico é do DN).

 

Mais dados curiosos: a maioria dos inquiridos acha que Passos Coelho deveria ter sido  primeiro-ministro, que é, agora, um líder mais popular do que António Costa. A maioria dos portugueses, considera que o PS deveria ter viabilizado um governo PSD/CDS. Será que estes dados vão servir reforçar o discurso da “ilegitimidade”, da coligação de direita? Talvez. Mas há outro dado curiosos. É que, a maioria dos inquiridos considera que António Costa é melhor solução para o país, como primeiro-ministro.

 

Confuso? Talvez não. Passos Coelho é o preferido, mas se não puder ser… Em certos países viria aí uma corrente de indignação. Mas, em Portugal, tendemos a encolher os ombros. Somos um país de gente porreira.

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Direita, esquerda, volver

por Miguel Bastos, em 07.12.15

marine le pen.jpg

Enquanto, em Portugal, discutimos se Passos Coelho é do centro moderado, ou se o governo de António Costa é de esquerda radical, há um país onde a direita radical existe mesmo. Em França, a Frente Nacional cresce, de eleição para eleição. O partido de Marine Le Pen tem, agora, mais de sete milhões de eleitores. Em algumas regiões, a percentagem anda à volta de 50%. Ou seja, Marine Le Pen tem, cada vez mais, hipóteses de vir a ser Presidente da República.

 

Esta possibilidade limita o otimismo que alguns depositavam na recuperação da popularidade de François Hollande, depois dos atentados de Paris. Antes dos atentados, a popularidade de Hollande era mais baixa do que a de Cavaco, em Portugal.

 

A expectativa de que a Europa estava a virar à esquerda, com a vitória de Hollande, foi contrariada pela eleição de Merkel, na Alemanha. A vitória de Tsipras, na Grécia, foi contrariada pela vitória de Cameron, no Reino Unido. Não se pode, portanto, falar de viragens à esquerda ou à direita. A estrada da Europa tem muitos ziguezagues. Mas, quando a direita é extrema, a Europa corre o risco de se despistar.

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