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Retratos da pandemia

por Miguel Bastos, em 16.04.21

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Ontem, o Adriano Miranda passou cá em casa. Trouxe dois exemplares de "Emergência 366" - o novo livro, que fez emergir com o Paulo Pimenta. Um excelente documento do ano mais estranho de que temos memória. Trocámos palavras breves. Eu estava entre dois noticiários; ele estava numa maratona de entregas. Devia-lhe ter pedido para tirar uma foto. O Adriano fica sempre bem na fotografia.

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Caridade

por Miguel Bastos, em 15.04.21

A Dinamarca prepara-se para oferecer as vacinas da AstraZeneca aos países pobres. Querem fazer um dois em um: evitar tromboses e mostrar que têm bom coração. Lembrei-me duma canção de José Barata-Moura tão atual, que lembra a solidariedade mais antiga do mundo: a caridadezinha.

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Uma vacina

por Miguel Bastos, em 14.04.21

vacina.jpg

- Temos de almoçar depressa.
- Porquê?
- Porque o mano tem de ir tomar uma vacina.
- O quê, já?!
- Como assim?
- Pensei que o mano fosse dos últimos!
- É uma vacina que estava em atraso. Espera lá, não é a vacina que está a pensar!
- Ai, não?!
- Não. Sabes, há mais doenças e há mais vacinas. Não é só a da Covid.
- A sério? Não sabia.

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Copo meio cheio

por Miguel Bastos, em 09.04.21

copo meio cheio.jpg

Caso já nos tenhamos esquecido, há, por aí, um bicho que mata. E há, também, uma coisa que evita que o faça: chama-se vacina. O processo de investigação e criação da vacina foi de uma rapidez nunca vista. Mas, o processo de vacinação tem sido atribulado: o fabrico e a distribuição têm sofrido vários atrasos e surgiram dúvidas em relação aos efeitos secundários de uma das marcas existentes. As dúvidas são legítimas e têm sido analisadas. Continua, no entanto, a haver uma certeza: o bicho mata.

Ontem, na RTP, o epidemiologista Henrique Barros punha as coisas da seguinte forma: se toda a população portuguesa fosse vacinada com a vacina da AstraZeneca haveria o risco de morrerem 10 a 12 pessoas, em Portugal. Uma desgraça, certamente. Mas, o que dizer das quase 17 mil mortes que já tivemos, desde o início da pandemia? Poderemos, sempre, argumentar que no início não tínhamos vacina. Mas, agora, temos. E, enquanto recusamos uma vacina e interrompemos, repetidamente, o processo de vacinação, o bicho vai matando. Só ontem, morreram 9 pessoas em Portugal: da doença, não da vacina, entenda-se. E, se pensarmos bem, é um alívio  - tendo em conta que já tivemos mais de 300 mortes por dia.

Esta não é, portanto, uma discussão entre o copo meio cheio ou meio vazio. É mais entre o copo meio cheio e a rede nacional de abastecimento de água.

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Mata-bicho

por Miguel Bastos, em 08.04.21

IMG_2768.JPG

Taça de plástico. Serve para levar a merenda para o trabalho. Antes, achava-a muito jeitosa. Mas, agora, gosto menos. Faz-me lembrar o bicho manhoso. Passou do mata-bicho ao bicho que mata.

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Rigor alemão

por Miguel Bastos, em 31.03.21

astraz.jpg

O governo alemão suspendeu a vacina da AstraZeneca, a menores de 60 anos. Já o tinha feito, a maiores de 65 anos. A próxima decisão poderá permitir a vacina, aos protestantes do norte; ao mesmo tempo que irá desaconselhar a vacina, aos católicos do sul. Ou, então, chega-se à conclusão de que não existem contraindicações - exceto quando administrada às quartas-feiras, da parte da tarde; e aos sábados, da parte da manhã. Lembram-se do rigor alemão? Parece que foi, novamente, abalado. Talvez seja outro efeito secundário da vacina.

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E a Poesia?

por Miguel Bastos, em 15.03.21

paulo condessa poesia a mesa.jpg

"E a Poesia? Mera alínea?", pergunta Sérgio Godinho no "Lamento de Rimbaud". A partir de hoje, há poesia em S. João da Madeira. Não há Raimbaud, mas há Herberto Hélder, Fernando Assis Pacheco ou Mário-Henrique Leiria. A "Poesia à Mesa" serve-se na internet. Uma janela de oportunidade, para quem não tem postigos.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/festival-poesia-a-mesa-comeca-hoje-em-sao-joao-da-madeira_a1304586

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Na cozinha

por Miguel Bastos, em 12.03.21

duran duran.jpg

O som inicial dos trompetes anuncia uma jornada épica. Escolho os legumes e as facas e coloco a tábua de cortar na bancada. Descasco e corto nabos e chuchus, alhos e aipo. No final do primeiro andamento, a água com sal já ferve com os legumes. Lavo, escolho e escorro os espinafres. Sinto o drama a crescer. Pico alhos, coloco-os em lume brando com azeite, escorro o atum e junto-o aos alhos. Escolho tomates maduros e corto-os em cubos pequenos, enquanto cresce a tensão entre as cordas e os sopros. Os tomates caem no tacho em conjunto com as azeitonas e as alcaparras. No terceiro andamento, danço, com copos, pratos e talheres, digo a “vida é linda”, mas dói-me a alma por ter que abafar as cordas com o som da varinha mágica. Coloco a rúcula e os agriões na saladeira, vêm-me as lágrimas aos olhos: não sei se é do “Adagietto” se é da cebola. Preparo o “Finale”, ponho a mesa e sirvo a sopa. A cavalaria chega a passos largos. Fim. Estou exausto. Ponho um disco dos Duran Duran, para descomprimir. Cá em casa, acham que eu vou de Mahler a pior.

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Em estágio

por Miguel Bastos, em 11.03.21

Mais velho - Achas que, quando voltarmos à escola, ainda vão fazer aquele estágio?



Mais novo - Qual estágio?



Mais velho - O do conservatório. Gostavas de fazer?



Mais novo - Não sei.



Mais velho - Não gostavas?



Mais novo - O que é um "estágio"?



Mais velho - Então, não sabes o que é? É uma espécie de curso intensivo.



Mais novo - Ah, tipo um "workshop"?

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