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As reformas

por Miguel Bastos, em 11.04.22

De acordo com Cavaco Silva, António Costa terá "um grau de coragem política muito baixo". Esta manhã, Cavaco assina duas página de coragem, no Público, para concluir que "não se detetam sinais de um ímpeto reformista" no atual programa de governo.



Sejamos justos, as reformas foram sempre uma marca política de Cavaco Silva. Tanto que, quando teve que optar entre o salário de presidente da República e as reformas, optou, corajosamente, pelas reformas.

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Palavras

por Miguel Bastos, em 05.04.22

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Há palavras que valem mais que mil imagens.

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Obviamente, demita-se

por Miguel Bastos, em 08.02.22

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Depois do artigo no Público, André Silva, na SIC, insistiu nas críticas a Inês Sousa Real:
 - "deve demitir-se"
 - "comportou-se como afilhada do PS"
 - "teve uma postura errática"
 - “total falta de noção”
E à atual situação do partido:
 - "rumo desastroso"
 - "situação deplorável"
 - "puseram o partido na lama"
Garante, no entanto, que não quer voltar à liderança, mas quer um congresso e tem um argumento de peso: “até o Chega o fez”.
Convenhamos, para um antigo líder de partido que é todo "pessoas" e "animais" e "natureza", André Silva tem um "killer instinct" surpreendente. Podia (devia?) voltar a liderar um partido. E nem estou a pensar no PAN, estou a pensar noutro partidos onde a qualidade é mais apreciada e há vagas para grande chefe.

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Uma vida do caraças

por Miguel Bastos, em 25.01.22

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O jornalista Adriano Miranda alertou, hoje, no Facebook: "Morreu o Sr. Francisco". O sr. Francisco é maior do que ele próprio. Primeiro, o seu retrato (uma obra de arte, do Adriano) correu o país. Depois, correu o mundo. O sr. Francisco tornou-se o símbolo dos incêndios de 2017: da tragédia, do sofrimento, do desespero; mas também da luta, da esperança, da vida. A jornalista Patrícia Carvalho detetou-lhe a "réstia de um sorriso" e contou a sua história no livro "Ainda aqui estou". O sr. Francisco não esteve sempre ali: na aldeia de Covelo, freguesia de Ventosa, concelho de Vouzela, distrito de Viseu. (As terras mais pequenas - penso agora - ocupam tão pouco espaço no mapa, que, para serem vistas, precisam de nomes mais extensos do que a aristocracia europeia). O sr. Francisco tentou ganhar vida e mundo, mas, infelizmente, não foi correspondido. Voltou para a terra; construiu uma casa, onde viveu com a mulher, uma tia e uma ausência de filhos; semeou "umas batatas" e plantou "umas cebolas". Em 2017, quando as chamas lhe arrancaram do seu sono de viúvo, nessa noite quente de outubro, percebeu que nada havia a fazer. Fechou-se em casa, bebeu aguardente "para andar assim meio atordoado", temeu o pior, esperou pelo menos mau. Sobreviveu, para contar.

A maioria dos jornalistas vive rodeada de "cenários" e "teatros de operações". Alguns, porém, conseguem "mergulhar" nos cenários, habitados de personagens e figurantes, e resgatar gente. O sr. Francisco era um símbolo, sim, mas também era gente. Aliás, era, sobretudo, gente. Gente com vida própria: "uma vida do caraças", disse ele, "uma vida do caraças".

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Adeus, querido Inimigo

por Miguel Bastos, em 17.12.21

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"Carlos Alexandre mandou prender Pinho porque tinha metas para cumprir até ao final do ano
Rendeiro foi detido, mas cortinados da entrevista à CNN continuam a monte
Comissão Europeia admite que TAP só seja viável se passageiros viajarem em teletransporte"
Estou em lágrimas: alegria e tristeza, ao mesmo tempo. Esta é a última vez que o Inimigo vira o Público de cabeça para baixo.
Diz que vai andar por aí, como o outro.

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Comportamentos de risco

por Miguel Bastos, em 24.11.21

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Agora, pergunto: como é que se pode folhear estes jornais todos, sem humedecer o dedo médio?
Temos que escolher entre dois comportamentos de risco? Entre a COVID a ignorância?
Pois é, sobre isto ninguém fala. Enfim...

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30 anos, baby

por Miguel Bastos, em 18.11.21

Normalmente, o lançamento de um disco não é assunto de noticiário. E nunca é abertura de noticiário. Mas, há 30 anos, foi. Lembro-me da TSF abrir o noticiário das 8 com guitarras distorcidas, sons industriais, eletrónica ambiental, ritmos tribais a desaguar na dança, e uma voz carregada de efeitos. Um OVNI, na rádio portuguesa. Um OVNI planetário, soube depois. Os pacifistas U2 desencadearam uma espécie de blitzkrieg artística. Eu, que era leitor do Blitz (e do Sete, do Público, do DN, do Expresso, e do NME e do Melody Maker...), fui apanhado pelo ataque surpresa. Os U2 mudaram tudo: da luz do sol, para as luzes de néon; da América para a Europa; do deserto para a metrópole; da flanela para o nylon; do rock puro e duro, para o rock sujo, industrial, eletrónico, rítmico, pulsante. Olhei, boquiaberto, para Bono - maquilhado, com óculos de mosca, repleto de brilhos - e esfreguei os olhos e os óculos. Um Bono mais Bowie do que Dylan. Nunca visto, nunca ouvido.

 
É claro que, mais tarde, ao raspar o verniz, ao soprar as purpurinas, reencontrámos os U2 de sempre - com as suas canções e as suas causas - a conviver com os novos - mais dançáveis, mais eletrónicos, mais experimentais. Os U2, a inventar o futuro. Um disco como "Achtung baby" é uma coisa rara. Continua a ser. Faz 30 anos. Espantoso. Podem fechar a boca. Para não entrar mosca.

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Postal

por Miguel Bastos, em 01.09.21

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"Ainda bem que chegaste", costumava dizer-me um velho amigo de infância, quando eu chegava de férias. "Podes-me ler o postal que me enviaste? Gostei muito, mas não percebi nada do que está escrito. A tua letra é terrível." Não sei se vou perceber o livro “Ilhas da Ria”, da Maria José Santana. Aparentemente, a letra não é má. E já vi o postal. É lindo, tem uma foto do Adriano Miranda.

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O Sr. Rádio

por Miguel Bastos, em 30.08.21

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Coisa rara: a rádio, nas páginas do jornal. O sr. Macedo, no Público, a falar da rádio - do direto e das diretas. Foi a ouvir rádio (Manuel Alegre, na Rádio Portugal Livre), que o jovem António descobriu a política. Antes, também a ouvir rádio, já tinha decidido o que queria ser quando fosse grande. O que foi (e é): um grande homem da rádio.

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Retratos da pandemia

por Miguel Bastos, em 16.04.21

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Ontem, o Adriano Miranda passou cá em casa. Trouxe dois exemplares de "Emergência 366" - o novo livro, que fez emergir com o Paulo Pimenta. Um excelente documento do ano mais estranho de que temos memória. Trocámos palavras breves. Eu estava entre dois noticiários; ele estava numa maratona de entregas. Devia-lhe ter pedido para tirar uma foto. O Adriano fica sempre bem na fotografia.

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