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Dia da Europa

por Miguel Bastos, em 09.05.22

"Ó Clarinha, olha as pombas,
Vem, não tenhas medo, não,
porque as pombas, ó Clarinha,
vão pousar na tua mão",
canta o pequeno Pedro, de dois anos.
A melodia é do "Hino à Alegria" que Beethoven, compôs, em 1823. O Pedro cantou a melodia, em 1982, três anos antes da União Europeia a ter adotado como hino. A Europa retirou as palavras de Schiller e "utiliza a linguagem universal da música", num arranjo do maestro Karajan. Apesar da letra parecer complicada, porque é em alemão e fala de deuses gregos, tem uma mensagem muito simples: "Todos os homens devem ser irmãos". Uma mensagem de paz, em dias de guerra, no Dia da Europa.
 
A voz pode Pedro pode ser ouvida aqui:
 
A mãe do Pedro, Ana Faria, canta aqui:

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Holocausto

por Miguel Bastos, em 27.01.22

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
"No filme 'A Lista de Schindler'", recorda o compositor John Williams, "há uma cena em que um violinista, judeu, entretém um grupo de oficiais nazis. Então, eu disse ao Steven 'seria bom termos um violinista' e pensei, logo, no Itzhak. Ele veio ter connosco e viu uma parte do filme, mas começou a ficar tão emocionado que disse 'eu não consigo ver mais, o melhor é começarmos a tocar'". E tocou. E, desde então, não parou de tocar. Onde quer que vá - da América do Norte, ao Extremo Oriente; do Norte da Europa à África do Sul - pedem sempre a Itzhak Perlman que toque esta peça.
Aqui, tocou-a num concerto de homenagem a John Williams, com a Orquestra Filarmónica de Los Angeles, dirigida pelo maestro Gustavo Dudamel. Aqui, ele toca-nos. Uma vez mais.

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Beethoven

por Miguel Bastos, em 08.12.21

Esta maravilha é Património da Humanidade, há 20 anos. Que alegria, senhor Beethoven!

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Música clássica

por Miguel Bastos, em 25.11.21

A música clássica é chata. A contemporânea ainda é pior. E, quando tenta ser "acessível", é, apenas, "pirosa". Estes, pelo menos, não têm crianças e balões. Ou, têm? Querem lá ver?

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Desafinação

por Miguel Bastos, em 20.05.21

israel.jpg

Em 1999, um professor palestiniano e um maestro israelita fundaram uma orquestra, com músicos árabes e judeus, de Israel e da Palestina, e de vários países do médio-oriente. Edward W. Said e Daniel Barenboim queriam chamar a atenção para o conflito israelo-palestiniano e a Orquestra West-Eastern Divan tornou-se um exemplo de que é possível trabalhar, em harmonia, com pessoas de diferentes religiões, etnias e nacionalidades.
 
O esforço de ambos tem sido compensado com salas cheias e prémios, em todo o mundo. Mas, também houve dissabores: particularmente, em Israel. Em 2001, Barenboim foi criticado por interpretar Wagner (compositor conotado com o antissemitismo), com uma orquestra alemã, em Jerusalém. Dois anos depois, Said morreu. E, no ano seguinte, vários políticos israelitas manifestaram desagrado com o discurso do maestro, quando recebeu um importante prémio, na área da música. Barenboim questionou a violação dos direitos fundamentais dos palestinianos, por parte de Israel, e afirmou que não percebia como é que o povo judeu - alvo de tantas discriminações, perseguições, deportações e mortes - podia ficar indiferente ao sofrimento dos palestinianos.
 
Descendente de judeus russos, Daniel Barenboim nasceu na Argentina e mudou-se para Israel, aos 10 anos. Aos 15 anos, obteve passaporte israelita. Há 15, obteve passaporte palestiniano. Na altura, considerou que um judeu com passaporte palestiniano funcionava como metáfora da solução "dois estados independentes", a única forma de alcançar a paz na região. Mas, a esperança de Barenboim parece ter terminado. O maestro não toca em Israel, há mais de 10 anos. Pior, afirma que não o voltará a fazer. O ouvido de Barenboim não aguentou tanta desafinação.
[Foto: Mohammed Salem / Reuters]

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Adeus, carnaval

por Miguel Bastos, em 17.02.21

A Filarmónica de Berlim tem samba no pé? Tem, pois! Na realidade é um "choro", que se deve dançar com a alegria de outros carnavais. Claro que ter um maestro como Daniel Barenboim - um judeu de origem russa, nascido em Buenos Aires e cheio de música e de mundo - ajuda a transformar qualquer pé-de-chumbo num Rei Momo.

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Música orquestral

por Miguel Bastos, em 22.09.20

A música orquestral deve ser interpretada, em palco, por pessoas de meia idade, para uma plateia de gente culta, em países envelhecidos e ricos. Dificilmente, rapazes e raparigas jovens terão lugar numa orquestra como deve ser. Sobretudo, se forem pobres e latinos. Essa gente veste fato de treino, e é boa para bater palmas e tocar batuques, mas não para tocar numa orquestra. Por favor, não vejam isto até ao fim. Ainda vos dá vontade de dançar e, depois, lá fica o "comsommé" entornado.

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