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Nobel da literatura

por Miguel Bastos, em 07.10.21

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Abdulrazak Gurnah ganhou o Nobel da literatura. Subitamente, a internet encheu-se de imagens de Kofi Annan. Não percebi porquê. Ou então... Ei, espera aí...

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Jovem centenário

por Miguel Bastos, em 09.07.21

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António Sampaio da Nóvoa deixou de ser representante de Portugal na UNESCO. Foi exonerado, pelo Presidente da República, por limite de idade. Sampaio da Nóvoa, que chegou a ser adversário político de Marcelo Rebelo de Sousa, está velho: tem 66 anos. O jovem que o exonera tem 72.
 
Entende-se, portanto, que 66 anos é uma idade excessiva para trabalhar na Organização das Nações Unidas, sediada em Paris, que esta semana está a homenagear, com entusiasmo, os 100 anos de Edgar Mourin.
 
Revejo a capa, de ontem, do jornal francês "Liberation": o jovem Mourin interpela-nos “ne baissez pas le bras / não baixem os braços”. Não sei, querido Edgar, isto está difícil. Estamos cansados. Já não temos a sua idade. Enfim, só quem cá chega é que sabe...

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Melhor do mundo

por Miguel Bastos, em 18.06.21

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Eu sei que há quem ache que é o Messi. Mas, para mim, o melhor do mundo é português. Hoje, vai ser confirmado, por unanimidade.

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Manipulações...

por Miguel Bastos, em 27.10.17

"Houve atores políticos que procuraram manipular as populações, ao serviço dos seus interesses. E, infelizmente, tiveram êxito." António Guterres falou. Não foi sobre a Catalunha. Foi sobre a República Centro Africana.

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Guterres e os parvos

por Miguel Bastos, em 05.10.16

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No meio do entusiasmo à volta de candidatura de Guterres à liderança da ONU, houve conjunto de pessoas “cosmopolitas” que resolveu criticar os “patrioteiros”. É verdade, o futuro de Portugal não depende da eleição de Guterres. Ter Guterres, como secretário-geral da ONU, não vai provocar a recuperação das finanças públicas, nem o crescimento económico, nem vai baixar o desemprego. Não vai aumentar a qualidade da governação, nem da oposição. Não vai acabar com o crescimento da extrema direita na Europa. Não vai decidir as eleições nos Estados Unidos. Não vai acabar com as brincadeiras perigosas da Coreia do Norte. Nem com a guerra na Síria. Mas se for búlgaro, alemão ou russo, também não.

 

Os “cosmopolitas” não acham relevante ter, pela primeira vez, um português à frente das Nações Unidas. O que é importante é que ganhe o melhor. Mas não dizem qual é o melhor. Não importa se Cristiano Ronaldo é português. Nem Pessoa, Camões, Amália, Saramago, Damásio, Vasco da Gama. Porque o mundo é um só. Porque são “cosmopolitas”. Os “cosmopolitas” não são bem cosmopolitas. São apenas parvos.

 

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Não é Kristalina… é turva

por Miguel Bastos, em 30.09.16

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Kristalina Georgieva pediu folga ao patrão para ir para a ONU. O patrão deu folga e, até, encorajou Kristalina… Angela Merkel apoia. Portugal espanta-se. Guterres já venceu cinco batalhas, mas arrisca-se a peder a guerra. Marcelo diz que Kristalina parece uma atleta que entra para a maratona, a 100 metros do fim. Mas lembra que Guterres é um "maratonista natural". Felizmente, Portugal tem tradição na maratona.

 

Mas anda batota no ar, lembrou-nos Freitas do Amaral - homem que percebe de ONU. Kristalina veio substituir a candidatura de Irina Bokova, a anterior búlgara de serviço, que perdeu todas as votações. Na segunda-feira, Kristalina vai ser ouvida na ONU. Não se sabe para que é que serviram as votações informais anteriores. Só se "votação informal" significar “votar, até vencer o que eu quero”.

 

Antigamente, havia a Cristalina. Uma laranjada honesta: xarope de açúcar, ácido citrico e sumo de fruta. Era uma refrefrigerante hidro-carbo-gaseificado… Não era sumo detox. Nós sabíamos isso. Era claro como a água. A candidatura de Georgieva não é Kristalina. É turva.

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Na ONU

por Miguel Bastos, em 21.09.16

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Ter um antigo e um actual Presidente da República Portuguesa a apoiar a candidatura de um antigo primeiro-ministro, a secretário-geral da ONU, é (sem ironias) uma coisa linda de se ver. O antigo Presidente (Jorge Sampaio) foi rival de António Guterres no PS. O atual (Marcelo Rebelo de Sousa) foi líder da oposição, quando Guterres foi primeiro ministro. E antigo e o atual Presidente foram adversários nas eleições à Câmara de Lisboa. Nem um, nem outro, hesitaram no apoio a Guterres. Os três conhecem-se há várias décadas. E unem esforços, em termos políticos e pessoais, a favor de Portugal.

 

Sampaio trouxe consigo o empenhamento na defesa dos refugiados sírios. Marcelo fez um bom discurso. Exagerou (quando evocou Gandhi e Mandela), mas esteve bem na evocação das qualidades do candidato e das qualidades do país. Somos um país pequeno, periféricos, etc. Mas isso, não é uma maldição. Pode, até, ser uma vantagem para este tipos de cargos. Termos jornalistas franceses que não sabem quem é Marcelo, não tem mal nenhum. Alguém, em Portugal, sabe o nome do chefe de Estado da Finlândia ou da Lituânia?

 

Se não servir para mais nada, a candidatura de Guterres a secretário-geral das Nações Unidas, servirá, ao menos, para mostrar que se pode melhorar a política portuguesa, a partir de dentro. E que se pode trabalhar em conjunto. Basta ter objectivos e desígnios comuns. Não faltam oportunidades.

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O Rangel é que os topa

por Miguel Bastos, em 13.09.16

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Já temos, finalmente, uma explicação para o caso Barroso. O antigo presidente da Comissão  Europeia perdeu o direito à passadeira vermelha. Paulo Rangel tem a explicação: a Comissão Europeia está a tentar prejudicar a candidatura de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas. Rangel (que foi braço direito de Rui Rio, candidato à liderança do PSD e é eurodeputado e vice-presidente do PPE) não encontra outra explicação para a forma como Durão Barroso está a ser tratado. É verdade, eles não querem saber de Durão Barroso. Nem querem saber da Goldman Sachs. Eles querem é prejudicar Guterres. Eles querem é prejudicar Portugal.

 

Eu iria mais longe. Depois de terem dado o Mundial 2018 à Rússia, em vez de Portugal, eles não querem a selecção portuguesa no Mundial. E eles sabem que nós somos favoritos. E ninguém me tira da cabeça que esta história foi tornada pública na véspera do Benfica - Besiktas (reparem no empate). Parece que gostam mais dos Turcos e de Erdogan, do que de nós e o nosso Guterres. E esta semana há Real Madrid - Sporting e Porto - Copenhaga. Estão a ver a ligação? Querem-nos atirar para fora da Europa e do mundo, é o que é. Durão é só um pretexto. E o mais incrível, é que Rangel é o único a ver isso.

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O bigode de Guterres

por Miguel Bastos, em 02.09.16

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Olho para a capa da Visão. Vejo Guterres: de olhar vivo e sorriso rasgado e de bigode. Foi o bigode que deixou crescer, para homenagear Salvador Allende. O (excelente) artigo da revista dá-nos uma boa ideia de quem tem sido Guterres e porque é que ele está na posição de se tornar no senhor ONU. Ao longo dos anos, o antigo primeiro-ministro (à semelhança da generalidade da classe política) foi alvo da ironia e do desdém dos intelectuais que se passeiam nos media portugueses. Não é a crítica que me incomoda, é o snobismo aristocrático.

 

Portugal, país pequeno e periférico, tem conseguido gerar políticos de elevada projeção internacional: Freitas do Amaral, Mário Soares, Durão Barroso, António Guterres. E, no entanto, a "aristocracia" que vagueia entre os media e a academia, persiste em falar da falta de qualidade dos nossos políticos. Claro que o desempenho de Durão Barroso na Europa e a sua entrada para o Goldeman Sachs não ajudam a defender a classe política. Ou o caso Sócrates. E há muito mais exemplos. Mas, também, há Guterres.

 

Vasco Pulido Valente chamou-lhe picareta falante. Quando Vasco fala, os media portugueses ouvem. Mas é Vasco que fala demais e, apenas, para uma pequena paróquia de acólitos. Guterres segue o seu caminho, indiferente. Guterres dá-lhes um bigode.

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