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Era uma vez na América

por Miguel Bastos, em 03.12.15

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“Era uma vez na América” é, talvez, o filme da minha vida. É um retrato da América violenta e conflituosa, entre o luxo e a miséria. Há muitos filmes sobre a América. Leone dedicou-lhe uma trilogia. Scorsese e Coppola têm-lhe dedicado uma vida inteira. Ao vermos estes filmes, tentamos perceber a violência constante que existe na América. A luta pela independência, a colonização do oeste, a Guerra Civil, a emigração, as tribos, os gangues, a lei seca, as tensões raciais, a guerra do Vietname, etc.

 

Há um ciclo vicioso entre a violência e a cultura das armas, nos Estados Unidos. Parece compreensível que, com “tantos malucos por aí”, as pessoas queiram ter armas. Mas os resultados estão à vista. Ontem, houve mais um ataque. Usaram armas automáticas, que se vendem legalmente, e explosivos. Morreram 14 pessoas. Na rádio e na TV disseram: “Foi o pior acidente do género, dos últimos… 3 anos”. Este ano, já houve 350 ataques deste género. Foi uma tragédia. Sim. Mas, foi só mais uma. E isso é assustador.

 

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As Presidentas

por Miguel Bastos, em 20.10.15

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O rapper Kanye West anda com ideias de se candidatar à presidência dos Estados Unidos. Obama já ironizou dizendo que ninguém votará num negro com um nome engraçado. Ele já se tinha referido, a si próprio, nesses termos.

 

Na Europa, olhamos, muitas vezes, com sobranceria para os Estados Unidos. Achamo-nos mais cultos, mais abertos, mais multiculturais. Mas, a verdade é que foram eles que elegeram um presidente negro e podem estar à beira de eleger uma Presidente. Ou uma Presidenta, como diz Dilma Rousseff.

 

E em Portugal, estaremos prontos a ter uma Presidenta? Ainda não deve ser desta. Mas, é muito curioso que estejamos, pela primeira vez, com várias mulheres a apresentar candidaturas. Vivemos muitos anos com excepções: Maria de Lurdes Pintassilgo foi candidata, há quase 30 anos; Leonor Beleza teve que pedir para a tratarem por “Ministra”.

 

Os tempos mudaram? Com certeza. Mas não mudam sozinhos. O nosso meio político continua muito fechado sobre si próprio. Mas vai-se abrindo. As Presidentas são um bom exemplo.

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África minha

por Miguel Bastos, em 29.07.15

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A visita de Barack Obama ao Quénia tem um grande simbolismo. O presidente americano é (sempre) o político mais importante do mundo. Mas este, não é branco, forte, alto e louro. É filho de um queniano. É um negro amarelado, magricelas e com orelhas grandes (como ele se descreveu). Além disso, tem um nome esquisito, que inclui “Hussein”, como Saddam. Pior, é difícil.

 

Mas Obama ganhou as eleições, uma e outra vez. E, agora, voltou ao Quénia. Desta vez, na qualidade de presidente. Abraçou a meia-irmã Auma Obama; falou de corrupção e de direitos humanos; condenou a descriminação dos homossexuais e das mulheres. Referiu que “não há nenhuma desculpa para justificar a agressão sexual ou a violência doméstica”, nem “nenhuma razão” para a “mutilação genital”. Outro presidente americano podia ter dito isto. Mas foi Obama, que disse ainda “Sinto-me orgulhoso de ser o primeiro Presidente norte-americano a visitar o Quénia e, claro, por ser o primeiro Presidente queniano-americano a chegar a Presidente dos Estados Unidos da América”. E, dito assim, dito por quem é, tem um enorme significado. Não é um americano a ensinar a missa ao padre. É um dos nossos.

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Estamos de acordo?

por Miguel Bastos, em 17.07.15

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Esta semana foi marcada por dois acordos: o acordo para a Grécia e o acordo nuclear com o Irão. Porque não celebramos com alegria?

O acordo para a Grécia foi conseguido depois de uma noitada de trabalho e de uma ideia de Passos Coelho. E foi, imediatamente, seguido de avisos, ameaças, demissões, declarações de descrença e manifestações nas ruas. Os “mas” e os “ses” deviam preceder o acordo. Evocá-los minutos depois é voltar à estaca zero. Afirmar que não é exequível, é matá-lo de morte.

 

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O Presidente Obama conseguiu um acordo para a questão nuclear iraniana. Todos parecia contentes. Exceptuando (claro!) um país chamado Israel. “Eu não confio no  Irão”. A frase, dita por Benjamin Netanyahu, não seria de espantar. Só que foi dita por Hillary Clinton, uma provável sucessora de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Clinton ainda elogiou Reagen e diminuiu o líder do seu partido e do seu país. Bravo!

 

Última nota: o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, celebrou o acordo com o Irão com vinho da Madeira. Outra ideia de Passos Coelho?

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