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Fora da caixa

por Miguel Bastos, em 17.01.22

A pandemia está, permanentemente, a trocar-nos as voltas. Desde que regressei, fisicamente, à redação da rádio, tenho passado por vários programas e horários. Desde aquele em que saio "fora da caixa", às sete da manhã; até àquele em que saio "da minha zona de conforto" às 3 e meia da manhã, para termos notícias "no ar" às sete. Tenho assumido tantos desafios, que até já pensei em apresentar-me como "empreendedor".  

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O mundo: dentro e fora

por Miguel Bastos, em 15.01.22
 
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"(...) os homens não falam entre si. Nas famílias, as palavras estão entregues às mulheres. Os homens gerem silêncios, aqui e ali entrecortados." Apanho a frase, na revista do Expresso. É da semana passada. Já devia, portanto, ter ido para o lixo. Mas não foi. Demora-se sempre mais tempo do que é suposto: na secretária, na prateleira, ao lado da cama. A revista ficou, ali, aberta: pronta para ser lida. Às vezes, não chega a ser. Os jornais dão-nos mais, muito mais, do que conseguimos ler. São um caleidoscópio do mundo, que esperamos ordenar. Mas acabam, eles próprios, espalhados e desordenados: pela casa; pelo mundo.
A frase inicial é de Davide Enia - um escritor italiano, da Sicília, que desconheço e que não sei "se e quando" vou conhecer. Perguntaram-lhe se escrevia sobre os naufrágios de Lampedusa. Respondeu que tinha escrito o livro ("Notas de um naufrágio") para salvar a relação com o seu pai. É, os jornais dão-nos o mundo: por fora e por dentro.

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Expresso

por Miguel Bastos, em 07.01.22

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Ler o jornal devia ser isso mesmo: ler o jornal. Um ato banal, corriqueiro, quotidiano. Será, ainda, um direito e um dever. Mas, hoje, ler o jornal - este, em particular - pode ser, também, um ato de solidariedade e luta. Que não se esgote no dia de hoje.

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Tasca

por Miguel Bastos, em 07.01.22

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Sejamos francos: o cheiro a álcool, numa redação, não é uma coisa inédita.
Mas,não me lembro de uma redação a cheirar a tasca, logo pela manhã. 
De resto, acho que não lembra a ninguém.

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Viciados em televisão

por Miguel Bastos, em 28.12.21

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Eu - Então, malta, está tudo bem?
Mais novo - A Benedita nasceu no corpo errado.
Eu - Desculpa?
Mais velho - Quem tiver os ossos bons, não para de bailar...
Eu - Estão a falar de quê?
Mais novo - Desculpa, pai, os avós não desligam a televisão...
Mais velho - É, estamos viciados em anúncios.
Eu - Mas vocês só veem anúncios?
Mais velho - Não, também vemos programas.
Mais novo - Maldito love...
Mais velho - põe-me louco, desse jeito que eu sei...

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Adeus, querido Inimigo

por Miguel Bastos, em 17.12.21

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"Carlos Alexandre mandou prender Pinho porque tinha metas para cumprir até ao final do ano
Rendeiro foi detido, mas cortinados da entrevista à CNN continuam a monte
Comissão Europeia admite que TAP só seja viável se passageiros viajarem em teletransporte"
Estou em lágrimas: alegria e tristeza, ao mesmo tempo. Esta é a última vez que o Inimigo vira o Público de cabeça para baixo.
Diz que vai andar por aí, como o outro.

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A confiança

por Miguel Bastos, em 07.12.21

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A pandemia aumentou a confiança dos portugueses na ciência e nos profissionais de saúde, refere um estudo da Universidade do Porto, que indica que a população passou a confiar menos nos políticos e nos jornalistas. Espero não ser corporativista, mas fui ver os alinhamentos dos noticiários que referiam o estudo. Eis alguns exemplos:
 
- o governo português garante que está tudo a postos para vacinar os menores
 
- o segundo voo de repatriamento de portugueses, vindo de Moçambique, chegou a Lisboa
 
- a vacinação obrigatória está em discussão, em vários países
 
Claro que podemos (e devemos) discutir as medidas de combate à pandemia, a sua aplicação e fiscalização ou o tempo de decisão. Mas temo que a generalidade das pessoas tenha ficado com a ideia que "os políticos" andam a discutir as vacinas e os confinamentos, enquanto os médicos andam a trabalhar, o que, manifestamente não é verdade. Não são os médicos que compram vacinas, que abrem centros de vacinação, que fecham escolas. Já têm trabalho que chegue.
 
Evidentemente, há muitos casos em que os políticos falham. A nova variante, por exemplo, veio por a nu uma evidência: África continua arredada do processo de vacinação e, enquanto for assim, não será possível controlar a pandemia. E quem é que denúncia isto? Os médicos e cientistas, mas, também, as Nações Unidas, dos... políticos.
 
E, já agora, como é que isto tudo se sabe? Parece que os jornalistas disseram qualquer coisa sobre o assunto. Os mesmos jornalistas que perdem a confiança das pessoas, por causa de fenómenos como a "desinformação" e as chamadas "'fake news'", que são o oposto do jornalismo.
 
O mundo está confuso e as pessoas têm todo o direito de andarem atentas e desconfiadas. Mas, gritar por gritar, disparar em todas as direções ou deitar tudo para o mesmo caixote do lixo, só vai piorar as coisas.

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Os meio e os fins

por Miguel Bastos, em 03.12.21

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Este é o novo sobressalto da democracia europeia: chama-se Eric Zemmour. O candidato à presidência do país da "Liberdade, igualdade, fraternidade" é um conhecido ex-jornalista e comentador da televisão. Zemmour é um judeu de extrema-direita, simpatizante de Pétain - símbolo máximo do colaboracionismo nazi. Um antimuçulmano, que já foi condenado por racismo, e que conta com o apoio de Le Pen pai. Zemmour anunciou que era candidato, num vídeo publicado no Youtube. Não é surpreendente. Os defensores das ideias mais antigas não hesitam em recorrer às tecnologias mais modernas, para espalharem a sua mensagem. Não é uma invenção do populismo de hoje. É uma invenção do populismo de sempre. Os "modernos", admiradores do teórico dos media Marshall McLuhan, continuam encantados com os "meios que são mensagem". Os "antigos" não olham a meios, para atingirem os fins.

[Foto: Joel Saget / AFP]

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O amor e o gajo

por Miguel Bastos, em 28.11.21

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"Eu tenho passado bem", diz o sr. padre, "o gajo não me apanhou". O "gajo" é o vírus. O sr. padre é o teólogo e filósofo Anselmo Borges. "Eu, também, me tenho desviado, tenho-me portado bem". Neste mundo, em que já se viu de tudo, há sempre coisas novas para ouvir. E é, por isso, que eu continuo a gostar tanto da rádio. "O amor é", esta manhã, com a "Inesita" (Anselmo Borges, dixit) e o "Professor Júlio Machado Vaz".

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Comportamentos de risco

por Miguel Bastos, em 24.11.21

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Agora, pergunto: como é que se pode folhear estes jornais todos, sem humedecer o dedo médio?
Temos que escolher entre dois comportamentos de risco? Entre a COVID a ignorância?
Pois é, sobre isto ninguém fala. Enfim...

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