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Alojamento. Local

por Miguel Bastos, em 15.01.19

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O JN anda a mostrar casas. Por momentos, pareceu-me o site de uma imobiliária. 

Uma "visita" à cadeia onde Vara pediu para cumprir pena

 

 

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Coisas perigosas

por Miguel Bastos, em 04.01.19

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Leio Manuel Luís Goucha no Público: "O politicamente correto é perigoso". Pois é, Manuel. Mas há coisas mais perigosas: esticar o braço direito com a palma estendida, cometer crimes contra pessoas de cor, lutar por audiências a qualquer preço... 

[Foto Rui Gaudencio/Público]

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Do desassossego

por Miguel Bastos, em 09.11.18

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Há, por aí, um certo jornalismo que anda desassossegado. Diz este jornalismo, que o restante jornalismo e os seus comentadores só vêem para um lado. Não há, dizem os desassossegados, quem defenda líderes como Trump, Le Pen, Orbán ou Bolsonaro. Queixam-se do "mainstream", do politicamente correto, do esquerdismo dos media. Estes defensores do pluralismo consideram que para se discutir questões étnicas, tem de se arranjar um racista; para discutir questões de género, tem de haver um marialva; para discutir democracia, tem de haver um fascista. Esquecem, ou fingem esquecer, que os fascistas são contra a tolerância e o pluralismo que alegam defender.

 

Enquanto isso, um presidente insulta e manda retirar as credenciais a um jornalista. Não devíamos estranhar. Acabámos de ver um presidente ser eleito nas redes sociais, contra os media. E, em Portugal, políticos desassossegados chamam os jornalistas para uma declaração "sem direito a perguntas". Onde é que está, afinal, a falta de contraditório? Onde deve estar, afinal, o desassossego?

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Do Minho a Timor

por Miguel Bastos, em 19.10.18

dicionario.jpg

Portugal "é uma "nação independente há quáse [isso mesmo, com acento] oito séculos. Mesmo durante a dominação filipina não perdeu a independência. Apenas a autonomia, o que é coisa diversa". 
Hoje, dei de caras com um Dicionário Corográfico de Portugal, de 1952. Foi lá para os lados da minha rádio. É uma alegria trabalhar na Emissora Nacional.

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Toni Taveira

por Miguel Bastos, em 10.10.18

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Depois das televisões, a imprensa portuguesa quer-se afirmar no mercado das séries. Já saíram dois episódios no "i". O terceiro episódio sai no sábado, no Sol. Aparentemente, é uma entrevista em fascículos. Só que o personagem principal torna aquilo numa novela. Chama-se Tomás. Mas Tomás é nome de beto. Chamemos-lhe Toni. Mantém a aliteração do "T" e adapta-se o nome ao discurso do personagem. Ele diz coisas como "sei mais do que estes gajos todos juntos" ou "se o estádio do Braga é bonito, a Madre Teresa de Calcutá é a miss mundo". Não se sabe se estas afirmações foram feitas com um palito nos dentes. Mas, no caso de se avançar para a novela, aconselha-se o adereço.

 

Toni é uma mistura de arquiteto, com gajo de alfama e capitão de Abril. Gosta de dizer "gajo" e "malta". Faz preceder qualquer nome pelo artigo definido: "o Costa", "o Salazar", "o Sócrates", "o Siza". Por exemplo: "o Siza só ganhou o Pritzker porque é judeu" ou, ainda, "o Souto Moura nem sequer é arquiteto". O Toni é um ponto. O estádio do Dragão só é bom porque o Toni pôs um holandês a trabalhar com o Manuel Salgado. O estádio da Luz só é bom porque foi feito sobre um projeto do Toni.

 

Achei o segundo episódio mais fraquinho. Mas o terceiro deve ser muito bom: com "gajas boas" e tudo, como nas novelas. Aguarda-se, portanto, o terceiro episódio do homem que fez "o último ícone de Lisboa". Por mim, já escolhi a música do genérico. É do Tony, este com "Y": "Depois de ti mais nada".    

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Ó tempo volta para trás

por Miguel Bastos, em 28.09.18

manuela.png

Gosto muito deste regresso da Manuela Moura Guedes à televisão. Bateu cá uma saudade! Belos tempos, esses: com Sócrates, Cavaco, BPN, BES, PT, Ongoing... "Ó tempo volta para trás"!

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Arte contemporânea

por Miguel Bastos, em 24.09.18

serralves mapplethorpe.jpg

"Não sabia que os senhores jornalistas se interessavam tanto por arte contemporânea!", disse o primeiro-ministro, com um sorriso irónico. António Costa sabe que os jornalistas não se interessam por arte contemporânea. Nem os políticos. Nem o grande público. As instituições convidam os políticos para a inauguração de exposições, na esperança de atrairem a atenção dos media e, consequentemente, do público. Os jornalistas estavam lá por causa de António Costa e ele sabia isso.

 

Por este dias, discute-se Robert Mapplethorpe. Isto porque o diretor do Museu de Serralves achou que o acesso às imagens sexualmente explícitas não devia ter limites. Já a administração achou que essas imagens deviam ser colocadas em salas de acesso limitado. Como, recentemente, aconteceu com a exposição de Jeff Koons. O verniz estalou, o diretor demitiu-se. E muita gente ficou surpreendida, porque achava que a exibição de bondage e sadomasoquismo seria sempre consensual, até no canal Panda. 

 

Hoje, o jornal Público sugere que a questão resulta de um mal-estar interno em Serralves: de divergências entre a administração e a direção e os trabalhadores. E, a ser assim, tudo volta ao normal: os políticos e os jornalistas voltam a interessar-se por arte contemporânea. Mas, apenas, porque envolve política e poder. O público em geral, sabendo que há sexo envolvido, também se interessa. E muito.

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República ou banana?

por Miguel Bastos, em 18.09.18

diario da republica.jpg

"Como se chama o jornal oficial do Estado onde são publicadas as normas legislativas do pais?" Foi pergunta do sabichão, esta manhã, na Antena 1. 
"Não sei", responde o mais novo.
"É o diário..." , diz a ajuda de casa.
"...de um Banana", reponde o mais novo, a sorrir.
E é isto, malta do Zig-Zag...

 

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A minha vida dava um filme

por Miguel Bastos, em 07.09.18

luis_costa_ribas.png

Chamou-lhe “Uma vida em Direto", mas podia ter-lhe chamado “A minha vida dava um filme". Com quase 40 anos de jornalismo, Luís Costa Ribas escreveu um livro sobre as suas aventuras no jornalismo. A partir da sua base nos Estados Unidos, esteve sempre onde devia. Lá, de onde todos saiam: fosse em Angola, em Moçambique, no Haiti ou em Israel.
 
O livro ajuda a perceber a mudança da política americana relativamente a Angola ou a Timor. As virtudes e defeitos dos Estados Unidos. As mudanças políticas internas que conduziram à eleição de Donald Trump e ao actual estado do mundo.
 
Na ânsia de querer resumir um vida cheia e, eventualmente, a não querer maçar os leitores, alguns “episódios” (como o autor lhes chama) são, apenas, enunciados. Fica um sabor a pouco. Mas percebe-se. Pensando bem, a vida de Luís não dava só um filme. Dava uma série, com várias temporadas e “episódios”. Daquelas que nos agarram que nos colam ao sofá, semanas a fio, mas que nos impedem de ler livros como este.

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Semear Joy Division

por Miguel Bastos, em 06.07.18

ricardo camacho.jpg

David Ferreira conta, hoje, que Ricardo Camacho começou a produzir discos, com a ideia de semear os Joy Division em Portugal. A primeira experiência foi a canção "Foram cardos, foram prosas": letra de Miguel Esteves Cardoso, música de Ricardo Camacho, voz de Manuel Moura Guedes. Tocam Vítor Rua e Toli, dos GNR. A beleza da coisa é que, apesar de soar a Joy Division, a canção tem uma melancolia, profundamente portuguesa. Ricardo Camacho iria explorar e aperfeiçoar a sonoridade com Né Ladeiras, António Variações e a Sétima Legião. O Ricardo era um génio. Era mesmo.

https://www.rtp.pt/play/p955/e355229/david-ferreira-a-contar

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