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Selfie made man

por Miguel Bastos, em 09.03.18

marcelo de pera.jpg

É Presidente há dois anos. Mas, há mais de 50 que se faz à fotografia. Marcelo é um selfie made man.

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Relação umbilical

por Miguel Bastos, em 28.12.17

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A relação, entre Eduardo Barroso e Marcelo Rebelo de Sousa, sempre foi umbilical. Até hoje, era uma maneira de dizer. Uma figura de estilo, para falar de dois amigos que se conhecem desde a creche. Mas, esta tarde, a relação, umbilical, foi consumada. Eduardo operou Marcelo, ao umbigo.

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O sorriso de Centeno

por Miguel Bastos, em 06.12.17

centeno presidente.jpg

Foi surpreendente assistir às reacções do Presidente da República e dos partidos políticos (com excepção do PS) à eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo. Marcelo veio lembrar que Centeno só é presidente porque é ministro das Finanças. (Centeno sabe disso. Afinal, o Eurogrupo é o grupo onde se reúnem os ministros das Finanças da Zona Euro). O Bloco e o PCP salientaram que Centeno vai trabalhar para uma Europa que defende a austeridade e o liberalismo económico e que é o novo rosto das políticas erradas. O PSD e o CDS vieram dizer que iam estar atentos, porque não se pode ser rigoroso na Europa e desleixado em Portugal.

 

Portanto, os líderes Europeus, que inicialmente tiveram dúvidas em relação a Centeno, votaram na sua eleição, deram sorrisos e parabéns. Já os políticos portugueses, começaram a ter dúvidas, fecharam o rosto e resolveram lançar avisos e ameaças. Podiam, ao menos, ter disfarçado. Atualmente, há imensas soluções farmacológicas para a azia. Mas, não devia ser preciso. O sorriso de Centeno devia bastar.

 

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O fim do fogo

por Miguel Bastos, em 18.10.17

E pronto, está tudo bem quando acaba em bem. O CDS censura. O PR demite. A ministra sai. Costa aceita. Passos acusa. A TV aplaude. E o país recolhe às cortes. De onde nunca se viram árvores. Muito menos, florestas.

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Ó tio, ó tio

por Miguel Bastos, em 10.07.17

sobrinho simoes.jpg

Há um mês, celebrámos o 10 de Junho. Em tempos, foi o dia da raça. Já não é, e ainda bem. Sobrinho Simões começou o seu discurso, por aqui. Não temos pureza de raça - disse ele, mas somos especiais. Temos uma herança genética, que acolhe e dissemina os genes da humanidade. Porque temos genes europeus, ameríndios, africanos. Porque temos uma herança judaica e árabe. Porque navegámos, colonizámos, emigrámos. E, com isso, espalhámos genes e (até) doenças.

 

Somos especiais - disse Sobrinho Simões, no Dia de Portugal. Porque temos dado passos de gigantes: na educação, na saúde, na ciência, na inovação. Formámos novas elites. Mas, o privilégio - considera, tem de ser acompanhado de responsabilidade. Temos que ser exemplares, de cima para baixo.

 

Uma semana depois do discurso do médico, professor, investigador e patologista, começaram os fogos em Pedrógão Grande. Fiquei a pensar em Sobrinho. É preciso ouvir Sobrinho, neste país em que andamos sempre “ó tio, ó tio”.

 

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Olhe que não, D. Helena!

por Miguel Bastos, em 25.11.16

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A D. Helena era uma crente fervorosa do PSD. Mas afirmava, entre duas vassouradas, que não gostava do Marcelo. Porque não percebia nada do que ele dizia. “Olhe que não, D. Helena!", repetia-lhe eu, "Olhe que não”. Mas ela não cedia. Gostava do Santana, que, ainda por cima, era mais giro. Estávamos, ainda, na ressaca do cavaquismo. Rebelo de Sousa liderava o PSD, mas não o coração das donas helenas. Nessa altura, difundiu-se a ideia que, sendo um intelectual, Marcelo não chegava ao povo.

 

E, de facto, Marcelo chegava, com facilidade, às páginas dos jornais; aos microfones da rádio; aos corredores do poder; às mesas dos pensadores e dos conspiradores. Mas não conseguia “subir ao povo”, como diz o Carlos do Carmo. Isso mudou, claro.

 

Hoje, Marcelo bate recordes de popularidade. O Presidente da República tem uma avaliação positiva de 97% dos inquiridos pela sondagem da Católica (para a Antena 1, a RTP, o JN e DN). A popularidade de Marcelo coincide com uma altura em que se fala de populismo. São coisas bem diferentes. Estou, até, convencido que ser popular pode ser um antídoto contra o populismo.

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Obrigado, BPN!

por Miguel Bastos, em 03.10.16

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“Nunca tinha visto tantos jornalistas interessados em arte contemporânea”, brincou António Costa. Nessa altura, o primeiro ministro inaugurava um museu, de Siza Vieira, sob um manto ruidoso de vaias, assobios, palavras de ordem, bombos e apitos. Foi a primeira grande manifestação do movimento dos colégios privados. Protestava-se contra a decisão do governo de rever os contratos de associação.

 

Na sexta feira, António Costa voltou a inaugurar uma exposição, num espaço de arte contemporânea, com o dedo de Siza. Mas o cenário era muito diferente. Costa estava com Marcelo, Mariano Rajoy, o presidente da Câmara do Porto e o ministro da Cultura. Foi uma festa, cuidadosamente planeada, com Rui Moreira a anunciar que as obras de Miró ficavam no Porto. O ambiente era de regozijo. O fim de semana trouxe uma enchente a Serralves, com filas de espera para ver a famosa colecção que o governo decidiu que ficava em Portugal. Já agora, a colecção era de um banco que faliu e deu cabo das contas do Estado. O cartoonista Luís Afonso já brincou com o assunto, no Público: ainda vamos ficar gratos ao BPN. Parece que já estamos...

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Não é Kristalina… é turva

por Miguel Bastos, em 30.09.16

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Kristalina Georgieva pediu folga ao patrão para ir para a ONU. O patrão deu folga e, até, encorajou Kristalina… Angela Merkel apoia. Portugal espanta-se. Guterres já venceu cinco batalhas, mas arrisca-se a peder a guerra. Marcelo diz que Kristalina parece uma atleta que entra para a maratona, a 100 metros do fim. Mas lembra que Guterres é um "maratonista natural". Felizmente, Portugal tem tradição na maratona.

 

Mas anda batota no ar, lembrou-nos Freitas do Amaral - homem que percebe de ONU. Kristalina veio substituir a candidatura de Irina Bokova, a anterior búlgara de serviço, que perdeu todas as votações. Na segunda-feira, Kristalina vai ser ouvida na ONU. Não se sabe para que é que serviram as votações informais anteriores. Só se "votação informal" significar “votar, até vencer o que eu quero”.

 

Antigamente, havia a Cristalina. Uma laranjada honesta: xarope de açúcar, ácido citrico e sumo de fruta. Era uma refrefrigerante hidro-carbo-gaseificado… Não era sumo detox. Nós sabíamos isso. Era claro como a água. A candidatura de Georgieva não é Kristalina. É turva.

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