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Açucares

por Miguel Bastos, em 11.10.18

still loving you.jpg

Para celebrar o Dia da Obesidade fui à minha pastelaria favorita. A maior concentração de açúcar não veio, no entanto, da vitrina. Veio das colunas de som. Ele era o Peter Cetera a cantar o "Karate Kid", a Celine Dion a cantar o "Titanic", os Berlin a cantar o "Top Gun". Saí de lá mais gordo. Mas, não me venham dizer que a culpa foi do éclair de chantili. Para mim, foi do "Still loving you"...

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Tratamento de beleza

por Miguel Bastos, em 10.09.18

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Tenho um segredo para ficar mais bonito. Sem maquilhagem, sem ginásio, sem dietas, sem cirurgias estéticas. Quando quero ficar mais bonito, ouço Bryan Ferry. Para mim resulta. Mesmo que ninguém note...

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Carlos Paião

por Miguel Bastos, em 27.08.18
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Para que não restem dúvidas, acho que Carlos Paião era um génio. Muitos concordarão, muitos não. O próprio, creio eu, teria muita dificuldade em aceitar esta classificação. Paião não se levava muito a sério. E, talvez por isso, nunca tenha editado um disco à altura do seu talento, como referiu David Ferreira no texto que acompanha a compliação "Letra e Música - 25 Anos Depois". Amália foi a primeira a perceber o potencial de Paião e gravou o "Senhor extraterrestre", que Gisela João voltou, agora, a cantar.

 
Carlos Paião escreveu para várias pessoas. Ele escrevia muito e bem: letra e música. Era um jovem atento, com um olho clínico para os costumes nacionais e os temas da atualidade. Era irreverente, mas bem comportado. Escrevia de repente e por encomenda. Teve sucessos que permanecem na memória colectiva. Mas também canções menos conhecidas, que merecem ser redescobertas. Carminho recuperou, recentemente, "História linda". Nela, o jovem Carlos conta a história de amor dos pais. Fala da mãe, sempre aflita, porque o marido "tinha um emprego nas ondas do mar". Ironia do destino, o filho morreu pouco tempo depois. Em terra. Fez ontem 30 anos.
 
Não creio, no entanto, que Carlos Paião quisesse ser lembrado por coisas tristes. Ele tinha imensa graça. E, por isso mesmo, acho devia ser levado mais a sério.

 

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Pechinchas

por Miguel Bastos, em 12.07.18

jarreau benson.jpg

Como qualquer sopeira, gosto de pechinchas. Por exemplo, gosto de visitar uma certa loja francesa, para comprar a preços do chinês. Peguei no disco "Givin' It Up" de George Benson e Al Jarreau, porque estava barato. O disco abre com um clássico de cada um. O que é mais engraçado é que Jarreau "vocaliza" um instrumental de Benson (Breezin') e Benson "instrumentaliza" um tema de Jarreau (Morning). Mas é mais do que isso. Benson é um guitarrista de jazz que, progressivamente, se foi tornando cantor. Jarreau não é, apenas, um cantor. É um instrumentista genial, que toca voz. Morreu no ano passado e a maioria das pessoas apenas se lembrava do tipo que cantava a música do "Modelo e detetive". Benson e Jarreau têm outra coisa em comum: um talento enorme que, por vezes, foi abafado por opções artísticas duvidosas.

 
Neste disco, de 2006, os dois músicos - que andaram sempre entre o jazz, a soul e a pop -  estão em grande forma. Nota-se a cumplicidade e a despreocupação com o sucesso comercial. Juntam um clássico do jazz (God bless the child, de Billie Holiday), com um tema de soft rock (Summer Breeze, dos Seals and Crofts). Reconhecem, instantaneamente, um clássico soul (Ordinary People, de John Legend). Terminam com o "beatle" Paul McCartney, a cantar Sam Cook.
 
Só não estou mais feliz, por causa do peso na consciência. Afinal, um Euro é um bocado de menos...

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Semear Joy Division

por Miguel Bastos, em 06.07.18

ricardo camacho.jpg

David Ferreira conta, hoje, que Ricardo Camacho começou a produzir discos, com a ideia de semear os Joy Division em Portugal. A primeira experiência foi a canção "Foram cardos, foram prosas": letra de Miguel Esteves Cardoso, música de Ricardo Camacho, voz de Manuel Moura Guedes. Tocam Vítor Rua e Toli, dos GNR. A beleza da coisa é que, apesar de soar a Joy Division, a canção tem uma melancolia, profundamente portuguesa. Ricardo Camacho iria explorar e aperfeiçoar a sonoridade com Né Ladeiras, António Variações e a Sétima Legião. O Ricardo era um génio. Era mesmo.

https://www.rtp.pt/play/p955/e355229/david-ferreira-a-contar

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Ricardo Camacho

por Miguel Bastos, em 04.07.18

setima legiao.jpg

Eu: Dr. Ricardo Camacho obrigado pelos seus esclarecimentos.

 

Ricardo Camacho: Ora essa, não sei se gostava de fazer mais alguma pergunta...

 

Eu: Gostar, gostava... mas era sobre a Sétima Legião.

 

Ricardo Camacho: Presumo que tenha que ser noutra altura.

 

Eu: Sim, terá que ser noutra oportunidade.

 

Não houve outra oportunidade. Que pena.

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Quanto mais Kent melhor

por Miguel Bastos, em 04.06.18

stacey kent.jpg

Stacey kent passou por Portugal. Quatro datas (Lisboa, Porto, Figueira da Foz e Aveiro), na companhia da Orquestra Filarmonia das Beiras. Cantou jazz, claro, muito jazz: com bossa nova, samba, pop, chanson, embrulhados em belíssimos arranjos orquestrais. Stacey conversou em português, sorriu muito e abandonou o Teatro Aveirense depois de pôr o público a trautear, em uníssono, "Jardin d'inver", de Henri Salvador. Lindo! Volta sempre, Stacey. Quanto mais Kent melhor... 

 

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Eurovisão

por Miguel Bastos, em 13.05.18

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Obrigado Salvador: por nos mostrares que o mundo pode ser melhor.

Obrigado Eurovisão: por nos mostrares que o mundo é o que é.

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Carolina Dislates 

por Miguel Bastos, em 11.05.18

carolina.jpg

A Carolina não me interessa. Entrou no Ídolos. Cantou com o filho do Tony Carreira. Lançou um disco meias tintas, em português. E um disco a-armar-ao-pingarelho, em inglês. A Carolina escarrapacha a sua vida no Facebook e põe fotos intimas no Instagram. E tem muito seguidores. E é assunto: nas páginas da imprensa cor-de-rosa e nos programas rosa choque da televisão. Provoca críticas e responde às críticas. A Carolina tem umas tatuagens esquisitas. E exibe sardas e óculos e estrias e celulite e filhos. A Carolina diz e faz dislates.

 

Mas, a Carolina é "três mulher numa só", como na canção do Godinho, "ar de menina, sapiência de avó". Carolina usou a sua vida para criar um disco terno, intimista, simples e sofisticado. Fala de amor, dos filhos, da família. Chama-se "Casa" e é uma maravilha. Carolina tem talento, muito talento. Canta bem (isso eu já sabia); escreve boas letras e excelentes melodias; tem arranjos maravilhosos e uma produção irrepreensível. Faz uma bela dupla com Diogo Clemente. 

 

"Casa" é das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. E, afinal, quem diz dislates sou eu. 

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Os Russos

por Miguel Bastos, em 29.03.18

potemkin.jpg 

Tolstói, Dostoevsky, Soljenítsin, Nabokov
Tchaikovsky, Shostakovich, Prokofiev
Kandinsky, Chagall
Eisenstein
Estou a pensar em expulsar os russos, cá de casa...

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