Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Próximo Natal

por Miguel Bastos, em 30.11.18

É sempre a mesma cantiga! Acabo de levar com o Last Christmas. Não tenham ilusões, meus amigos: o próximo Christmas vai ser exatamente igual ao último.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Música pimba

por Miguel Bastos, em 06.11.18

Este texto andava perdido... nos arquivos da minha computadeira. Hoje, no dia em que Tchaikovsky morreu, retirei o verbete para publicação. Não vale a pena fazer RIP (já foi há 125 anos). Mas vale a pena ouvir a música de Tchaikovsky. Acho eu....

Tchaikovsky.jpeg

"Só não tenho paciência para as 'pimbalhices' do Tchaikovsky", disse o meu amigo. Ele vive numa dessas casas com "Sopa e gravatas e tudo", como dizia Solnado. E "tudo", neste caso, implica ter lugar cativo no São Carlos e na Gulbenkian. Ora eu que, dos luxos descritos só tenho a sopa, não percebi. De resto, demorei anos a perceber. Foi Jeremy Siepmann quem me explicou, depois de lhe comprar um livro sobre Tchaikovsky. Siepmann (músico, professor, divulgador) confessa que chegou tarde a Tchaikovsky, por snobismo. Para muita gente (como ele próprio) educada na escola musical germânica, Tchaikovsky é Hollywood. Ainda bem, digo eu. Devemos a Tchaikovsky alguma da melhor música escrita para cinema. E devemos a Hollywood a distribuição, à populaça, de alguma da melhor música da história.

 

Tchaikovsky invejava a forma como os italianos esbatiam as fronteiras entre a musica popular e erudita. Tentou fazer o mesmo e foi bem sucedido. Obras como o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes", ou as aberturas "1812" e "Romeu e Julieta" são incrivelmente populares. As suas sinfonias influenciaram Shostakovitch e Mahler. Mas também Bernstein e John Williams. Mas isso, (lá está!) é Hollywood e as sua "pimbalhices".

Autoria e outros dados (tags, etc)

Açucares

por Miguel Bastos, em 11.10.18

still loving you.jpg

Para celebrar o Dia da Obesidade fui à minha pastelaria favorita. A maior concentração de açúcar não veio, no entanto, da vitrina. Veio das colunas de som. Ele era o Peter Cetera a cantar o "Karate Kid", a Celine Dion a cantar o "Titanic", os Berlin a cantar o "Top Gun". Saí de lá mais gordo. Mas, não me venham dizer que a culpa foi do éclair de chantili. Para mim, foi do "Still loving you"...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tratamento de beleza

por Miguel Bastos, em 10.09.18

bryan piscina.jpg

Tenho um segredo para ficar mais bonito. Sem maquilhagem, sem ginásio, sem dietas, sem cirurgias estéticas. Quando quero ficar mais bonito, ouço Bryan Ferry. Para mim resulta. Mesmo que ninguém note...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Carlos Paião

por Miguel Bastos, em 27.08.18
carlos paião.jpg

Para que não restem dúvidas, acho que Carlos Paião era um génio. Muitos concordarão, muitos não. O próprio, creio eu, teria muita dificuldade em aceitar esta classificação. Paião não se levava muito a sério. E, talvez por isso, nunca tenha editado um disco à altura do seu talento, como referiu David Ferreira no texto que acompanha a compliação "Letra e Música - 25 Anos Depois". Amália foi a primeira a perceber o potencial de Paião e gravou o "Senhor extraterrestre", que Gisela João voltou, agora, a cantar.

 
Carlos Paião escreveu para várias pessoas. Ele escrevia muito e bem: letra e música. Era um jovem atento, com um olho clínico para os costumes nacionais e os temas da atualidade. Era irreverente, mas bem comportado. Escrevia de repente e por encomenda. Teve sucessos que permanecem na memória colectiva. Mas também canções menos conhecidas, que merecem ser redescobertas. Carminho recuperou, recentemente, "História linda". Nela, o jovem Carlos conta a história de amor dos pais. Fala da mãe, sempre aflita, porque o marido "tinha um emprego nas ondas do mar". Ironia do destino, o filho morreu pouco tempo depois. Em terra. Fez ontem 30 anos.
 
Não creio, no entanto, que Carlos Paião quisesse ser lembrado por coisas tristes. Ele tinha imensa graça. E, por isso mesmo, acho devia ser levado mais a sério.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pechinchas

por Miguel Bastos, em 12.07.18

jarreau benson.jpg

Como qualquer sopeira, gosto de pechinchas. Por exemplo, gosto de visitar uma certa loja francesa, para comprar a preços do chinês. Peguei no disco "Givin' It Up" de George Benson e Al Jarreau, porque estava barato. O disco abre com um clássico de cada um. O que é mais engraçado é que Jarreau "vocaliza" um instrumental de Benson (Breezin') e Benson "instrumentaliza" um tema de Jarreau (Morning). Mas é mais do que isso. Benson é um guitarrista de jazz que, progressivamente, se foi tornando cantor. Jarreau não é, apenas, um cantor. É um instrumentista genial, que toca voz. Morreu no ano passado e a maioria das pessoas apenas se lembrava do tipo que cantava a música do "Modelo e detetive". Benson e Jarreau têm outra coisa em comum: um talento enorme que, por vezes, foi abafado por opções artísticas duvidosas.

 
Neste disco, de 2006, os dois músicos - que andaram sempre entre o jazz, a soul e a pop -  estão em grande forma. Nota-se a cumplicidade e a despreocupação com o sucesso comercial. Juntam um clássico do jazz (God bless the child, de Billie Holiday), com um tema de soft rock (Summer Breeze, dos Seals and Crofts). Reconhecem, instantaneamente, um clássico soul (Ordinary People, de John Legend). Terminam com o "beatle" Paul McCartney, a cantar Sam Cook.
 
Só não estou mais feliz, por causa do peso na consciência. Afinal, um Euro é um bocado de menos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Semear Joy Division

por Miguel Bastos, em 06.07.18

ricardo camacho.jpg

David Ferreira conta, hoje, que Ricardo Camacho começou a produzir discos, com a ideia de semear os Joy Division em Portugal. A primeira experiência foi a canção "Foram cardos, foram prosas": letra de Miguel Esteves Cardoso, música de Ricardo Camacho, voz de Manuel Moura Guedes. Tocam Vítor Rua e Toli, dos GNR. A beleza da coisa é que, apesar de soar a Joy Division, a canção tem uma melancolia, profundamente portuguesa. Ricardo Camacho iria explorar e aperfeiçoar a sonoridade com Né Ladeiras, António Variações e a Sétima Legião. O Ricardo era um génio. Era mesmo.

https://www.rtp.pt/play/p955/e355229/david-ferreira-a-contar

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ricardo Camacho

por Miguel Bastos, em 04.07.18

setima legiao.jpg

Eu: Dr. Ricardo Camacho obrigado pelos seus esclarecimentos.

 

Ricardo Camacho: Ora essa, não sei se gostava de fazer mais alguma pergunta...

 

Eu: Gostar, gostava... mas era sobre a Sétima Legião.

 

Ricardo Camacho: Presumo que tenha que ser noutra altura.

 

Eu: Sim, terá que ser noutra oportunidade.

 

Não houve outra oportunidade. Que pena.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quanto mais Kent melhor

por Miguel Bastos, em 04.06.18

stacey kent.jpg

Stacey kent passou por Portugal. Quatro datas (Lisboa, Porto, Figueira da Foz e Aveiro), na companhia da Orquestra Filarmonia das Beiras. Cantou jazz, claro, muito jazz: com bossa nova, samba, pop, chanson, embrulhados em belíssimos arranjos orquestrais. Stacey conversou em português, sorriu muito e abandonou o Teatro Aveirense depois de pôr o público a trautear, em uníssono, "Jardin d'inver", de Henri Salvador. Lindo! Volta sempre, Stacey. Quanto mais Kent melhor... 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eurovisão

por Miguel Bastos, em 13.05.18

toy.jpg

Obrigado Salvador: por nos mostrares que o mundo pode ser melhor.

Obrigado Eurovisão: por nos mostrares que o mundo é o que é.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Dezembro 2018

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D