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Flamingos

por Miguel Bastos, em 21.07.21

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Bem, há tantos flamingos na ria de Aveiro, que acho que já sei onde é que o Christopher Cross vai gravar o próximo disco!

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Madame Butterfly

por Miguel Bastos, em 15.07.21

Credo, Cio-Cio-San, você hoje está impossível! Pense no seu nome: "Cio-Cio" deve ser para fazer pouco barulho, não acha? Estou, aqui, a tentar ouvir o noticiário e você "oh, oh, oh, que me dói a alma"; "uh, uh, uh, que o meu marido americano nunca mais volta". Ouça, Cio-cio, eu também tenho as minhas dores, mas contenho-me. E preciso de trabalhar, percebe? Você diz que é uma Madame, mas, no fundo, porta-se como uma diva!

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Herança

por Miguel Bastos, em 08.07.21

"A sério, que se dá bem com os seus irmãos? Vejo que ainda não fizeram partilhas", costumava dizer, a brincar, uma pessoa da família. É por pensar em famílias desavindas, pela disputa do dinheiro e propriedades; é por pensar na inveja e na mesquinhez, que tendo a não gostar da ideia de herança. Mas, por outro lado, há uma ideia de continuidade, de memória, que me enternece. Como se ficássemos mandatados para sermos guardiões de tesouros, segredos e prazeres. De guardar e eternizar um legado.

Uma amiga, que insiste em manter-se dentro do meu peito, nomeou-me guardião dos seus discos. Quando ia a sua casa, insistia sempre que fosse eu a colocar a música que acompanhava os nossos jantares e as nossas conversas: às vezes sérias, às vezes divertidas, muitas vezes preguiçosas. Mais tarde, intermitentes, quando os meus filhos passaram a desaguar em sua casa e a virá-la do avesso. O seu gosto pela música francesa (Léo Ferré, Jacques Brel); brasileira (Caetano Veloso, Elis Regina) ou portuguesa (José Afonso, José Mário Branco); está, agora, depositado (a seu pedido) em minha casa.

Recebi um tesouro. Para mim? For me, Formidable!

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Prémios Play

por Miguel Bastos, em 02.07.21

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- Prémios "Play", pai?
- Sim, qual é o problema?
- Não faz sentido, porem um nome em inglês.
- Porquê?
- Oh, pai, porque diz ali "Prémios da Música Portuguesa"!
- E, então? Vivemos num mundo global.
- Por-tu-gue-sa!
- Oh. Ouvi dizer que estão a pensar mudar o nome dos Brit Awards...
- A sério?
- Sim, para "Tugawards".
- Uau! Isso seria "bué da crazy".

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Em surdina

por Miguel Bastos, em 28.06.21

Gosto de discos. De álbuns. Com princípio, meio e fim. Ou sem nada disso, se for essa a vontade dos artistas. Nos discos, nos bons discos, há tesouros escondidos: que não passam nas playlists das rádios; que não são sucessos de vendas e tops; mas que, muitas vezes, são relíquias, obras-primas. Por vezes, essas canções são sucessos póstumos. Outras vezes, permanecem esquecidas, mas preciosas. Esta canção, de Lloyd Cole and the Commotions, tem a voz maravilhosa de Tracey Thorn (dos Everything but the Girl) e o trompete mágico de Jon Hassell, que ontem morreu, aos 84 anos, discretamente, em surdina.

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Tempo de verão

por Miguel Bastos, em 21.06.21

Pessoas distraídas (sim, estou a falar para pessoas tipo eu): o verão já chegou!
E, no verão, diz a canção dos irmãos Gershwin, a vida é mais fácil.
"Summertime" nas mil e uma vozes de Al Jarreau, com um solo de pandeireta de Paulinho da Costa.

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Gostar mais e mais

por Miguel Bastos, em 17.06.21

Lembro-me que ouvi o disco, apenas para confirmar que não gostava. As rádios que eu não gostava, as discotecas que eu não gostava, as lojas que eu não gostava, as pessoas que tinham gostos que eu não gostava, andavam todas doidas com o Juan Luis Guerra e as suas "Burbujas de amor". Peguei no disco, para não gostar, e... gostei. Primeiro, gostei mais ou menos. Depois, gostei mais e mais. Juan Luis Guerra já era o rei da bachata (estilo que não conhecia), que misturava com merengue, salsa, rumba, bolero e alguma pop internacional. Misturava canções de amor, com política e intervenção social, sempre com uma alegria contagiante. É um dos artistas latinos mais populares das últimas décadas. Em Portugal, contudo, foi apenas um êxito de verão. (Re)encontro, por acaso, esta "Rosalía" e fico encantado. Faz parte de um concerto gravado há 15 dias, para a cadeia de televisão HBO: sem público, "Entre o mar e as palmeiras", na sua República Dominicana natal. Juan Luis Guerra diz que tocaram, como se houvesse público presente. Olho para o contador do "Youtube": reparo que mais de 3 milhões de pessoas estão presentes, para partilharem o gozo dos músicos. E reparo que, ainda, sei a "Rosalía" de cor. Agora, vou cantar. Depois, voltarei a ser "cool".

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Portugal à espera

por Miguel Bastos, em 15.06.21

 - Ai, Portugal, Portugal do que é que estás à espera?
 - Então, estou à espera da hora do jogo. O que é que queres que eu faça?

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A canção certa?

por Miguel Bastos, em 31.05.21

Uma semana depois, o Festival da Eurovisão continua na minha cabeça. Apesar das explosões de luz e cor, e de todos os excessos de botox, silicone, laca, maquilhagem, tatuagens, cabeleiras, purpurinas, lantejoulas e bailarinos, a verdade é que (pasme-se!) havia ali canções. A nossa, por exemplo, é muito boa. A minha preferida - a francesa "Voilá" - é um arrepio. O cantor suíço é muito interessante. E, mesmo, a canção italiana - que me tinha parecido, apenas, um glam/hard rock estereotipado - cresceu com as audições seguintes.

Curiosamente, poucos repararam na canção da Bélgica ("The Wrong Place"), que me tem acompanhado por estes dias. Os Hooverphonic são uma banda muito respeitável, que teve algum sucesso na segunda metade dos anos 90. São contemporâneos e próximos de bandas como os Portished, Air ou Goldfrapp. Bandas que misturavam uma certa pop dos anos 60; com bandas sonoras de John Barry ou Ennio Morricone; uns toques de dub, jazz, bossa nova e easy listening; e o recurso a ritmos hip-hop, eletrónica e "samples". Por estes dias, tenho andado a (re)ouvir os Hooverphonic e arredores. Nunca pensei que o fizesse, por causa do Festival da Eurovisão. E a canção é muito boa. Terá sido a canção certa para o local errado?

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Amália desaparecida

por Miguel Bastos, em 26.05.21

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Com o alívio das restrições da pandemia, o jornalista Miguel Carvalho regressou à estrada, para apresentar o livro "Amália - Ditadura e Revolução". Escreve o autor, nas redes sociais: "a minha Amália vai estar aqui", "a minha Amália vai estar ali". Pois bem, senhor Miguel Carvalho, deixe-me falar-lhe da minha experiência: a minha Amélia saiu da minha casa, com a sua Amália. Desapareceram, as duas, de braço dado. Estive mais de 15 dias sem as ver. Quando, finalmente, as reencontrei, a minha Amélia entregou-me o seu livro. "Já li", disse ela toda satisfeita, "o livro é muito bom". Isto poder-lhe-á agradar, sr. Miguel. A mim é que não. Anda, para aqui, um tipo consumido...

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