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Meter dó

por Miguel Bastos, em 26.02.21
Ontem, espreitei uma aula "online" do meu filho. Sinceramente, aquilo meteu dó.

O meu filho explicou-me, depois, que era normal. Era uma aula de música.

"Mesmo assim," - digo eu, tentando parecer inteligente - "podia ser melhor!"

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E então, dançamos?

por Miguel Bastos, em 25.02.21

Pum, pum, pum, pum. Olha o gajo a dançar! Tse, tse, tse, tse. Parece que está numa discoteca! Pum, tse / pum, tse / pum, tse / pum, tse. "É o bate estaca / É o jungle / É o tecno / É o etno", como na canção de Adriana Calcanhoto. Esta noite, sonhei que dançava. Vou ilustrar o meu sonho com a música de um poeta belga lingrinhas - como Jacques Brel - com origem ruandesa e ares de Barack Obama, a incitar uma plateia americana a dançar e a regressar aos anos 90. "E então, dançamos?", pergunta ele. Oui, bien sûr! Pum, pum, pum, pum.
 
(Músicas Citadas - para melómanos de mau gosto, como eu. 1. Nightcrawlers - Push The Feeling On 2. Crystal Waters - Gypsy Woman 3. Snap - Rhythm Is A Dancer 4. Faithless - Insomnia)   

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Em flor

por Miguel Bastos, em 24.02.21

flor.jpg

"De novo vieste em flor / Te desfolhei"

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Adeus, carnaval

por Miguel Bastos, em 17.02.21

A Filarmónica de Berlim tem samba no pé? Tem, pois! Na realidade é um "choro", que se deve dançar com a alegria de outros carnavais. Claro que ter um maestro como Daniel Barenboim - um judeu de origem russa, nascido em Buenos Aires e cheio de música e de mundo - ajuda a transformar qualquer pé-de-chumbo num Rei Momo.

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Furacão

por Miguel Bastos, em 08.02.21

Por vezes, o amor chega de mansinho. Outras vezes, chega como um furacão. E pode, até, chegar das duas formas, ao mesmo tempo - como nesta canção, de Neil Young. Numa altura em que andamos deficitários de coisas bonitas, o Pedro Ferreira anda a criar e a distribuir coisas que valem (mesmo) a pena. Da Suécia, com amor: Tilde.

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Às vezes o amor

por Miguel Bastos, em 02.02.21

(Ouvimos Godinho, à hora de dormir)
- Esta música pareces tu a brincar com o mano, diz o mais velho.
- Porquê?, pergunto eu.
- Repara na letra: "Se morreres só te peço/Da morte volta sempre em vida".
- E...?
- Parecem as vossas brincadeiras, quando o mano te quer matar e tu começas a impor condições.
É verdade, costumo negociar as condições da minha morte com o mais novo. Eis alguns exemplos:
- Pai, vou-te matar!
- Ok, filho, mas mata-me ao pé do sofá, para eu cair com algum conforto.
Ou:
- Pai, vou-te dar um tiro.
- Certo, mas aqui está muita gente. Mata-me num local onde eu tenha mais privacidade.
Ou, ainda:
- Oh não, pai, acho que vou morrer!
- Tudo bem, filho, podes morrer. Mas, não te esqueças que o jantar é às oito. Se te atrasares, a mãe fica preocupada.
Eu e os meus filhos morremos muito, mas sempre com responsabilidade. Deve ser o amor, "Às vezes o amor".

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Amor é Amar

por Miguel Bastos, em 19.01.21

carlos carmo.jpg

Há um disco do Carlos do Carmo que se chama "Mais Do Que Amor é Amar". Gosto muito do título, porque nos remete para a ação. Mais importante do que louvar o amor, um conceito necessariamente abstrato, é praticar o amor. Carlos do Carmo morreu, no início deste ano, e eu lembrei-me de partilhar a pequena história de uma entrevista que estava prevista para ser em estúdio, mas que acabou por ser feita ao telefone. Uma coisa minha, corriqueira, mas que me marcou muito e talvez fosse agradar a alguém: 200, 300, 400 pessoas, talvez. As que, habitualmente, me leem por aqui. Mas, o texto teve um impacto surpreendente: no Linkedin, por exemplo, foi lido por mais de 60 mil pessoas. Já me tinha acontecido uma ou duas vezes, nem sempre pelas melhores razões. Por exemplo, por criarem uma polémica que não procurei. Normalmente, encolho os ombros e sigo em frente. Deixo de ser dono do que publico. Desta vez, porém, fiquei, sinceramente, feliz pelo texto ter tocado muitas pessoas. Pelo Carlos do Carmo - pela sua arte, pela sua vida, pela sua voz - mas, também, por achar que se praticou o amor. E estamos tão necessitados dele.

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Baton

por Miguel Bastos, em 15.01.21

roberts.jpg

Olha-me este, agora! Também quer fazer um "statement", ou não sei quê...

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Cabeleireiros

por Miguel Bastos, em 14.01.21

barry.jpg

Lembrei-me, agora, que os cabeleireiros vão fechar. Se calhar, devia ter pensado nisso mais cedo.

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Pedras na calçada

por Miguel Bastos, em 05.01.21

vitorino ventura.jpg

A dada altura, deixei de ver telenovelas. Mas lia os resumos, nos jornais. Assim, não perdia tempo, nem uma pitada da história, nem uma conversa com a vizinhança. Acho que se devia fazer o mesmo com os debates presidenciais. Com três debates numa noite, é impossível acompanhar todas as peripécias. Ontem, por exemplo, assisti aos debates entre Marcelo Rebelo de Sousa e João Ferreira e entre Marisa Matias e Ana Gomes, acabando, depois, por descobrir que o debate da noite tinha sido entre Vitorino Silva e André Ventura. Os debates deviam ser gravados, como as novelas. Assim, eu lia os resumos, nos jornais, e optava pela melhor trama. E as televisões podiam fazer boas promoções com imagens emotivas e canções de ir às lágrimas. Conseguem imaginar o impacto da promoção do debate entre Vitorino Silva e André Ventura ao som das "Pedras na calçada", de Paulo Gonzo?

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