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Em alemão

por Miguel Bastos, em 08.11.18

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Ler nunca fez mal a ninguém... Verstehen sie?

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Música pimba

por Miguel Bastos, em 06.11.18

Este texto andava perdido... nos arquivos da minha computadeira. Hoje, no dia em que Tchaikovsky morreu, retirei o verbete para publicação. Não vale a pena fazer RIP (já foi há 125 anos). Mas vale a pena ouvir a música de Tchaikovsky. Acho eu....

Tchaikovsky.jpeg

"Só não tenho paciência para as 'pimbalhices' do Tchaikovsky", disse o meu amigo. Ele vive numa dessas casas com "Sopa e gravatas e tudo", como dizia Solnado. E "tudo", neste caso, implica ter lugar cativo no São Carlos e na Gulbenkian. Ora eu que, dos luxos descritos só tenho a sopa, não percebi. De resto, demorei anos a perceber. Foi Jeremy Siepmann quem me explicou, depois de lhe comprar um livro sobre Tchaikovsky. Siepmann (músico, professor, divulgador) confessa que chegou tarde a Tchaikovsky, por snobismo. Para muita gente (como ele próprio) educada na escola musical germânica, Tchaikovsky é Hollywood. Ainda bem, digo eu. Devemos a Tchaikovsky alguma da melhor música escrita para cinema. E devemos a Hollywood a distribuição, à populaça, de alguma da melhor música da história.

 

Tchaikovsky invejava a forma como os italianos esbatiam as fronteiras entre a musica popular e erudita. Tentou fazer o mesmo e foi bem sucedido. Obras como o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes", ou as aberturas "1812" e "Romeu e Julieta" são incrivelmente populares. As suas sinfonias influenciaram Shostakovitch e Mahler. Mas também Bernstein e John Williams. Mas isso, (lá está!) é Hollywood e as sua "pimbalhices".

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Costaguana

por Miguel Bastos, em 08.10.18

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É um país da América Latina. Ora dominado pelo capital dos estrangeiros, que se instalam no país para trabalhar e enriquecer. Ora dominado pelos movimentos de libertação nacional, que se revoltam contra a miséria do povo e tomam o poder. Uns contra os outros, uns atrás dos outros. Nem uns, nem outros, hesitam em recorrer à violência, para impor o seu domínio numa sucessão de ditaduras. Nem uns, nem outros, hesitam em agitar a defesa do bem comum, em benefício próprio.

 

Joseph Conrad, um polaco que se aventurou nos mares para descobrir o mundo inteiro, transformou-se num escritor britânico lido no mundo inteiro. Escritor brilhante, observador atento, pessimista e provocador. Em “Nostromo”, Conrad inventou um país chamado Costaguana. Mas é evidente que este país é baseado numa história verídica. Uma história que se repete: no mesmo país, noutros países semelhantes. Uma história que se repete, até aos dias de hoje. Como prova o dia de hoje.

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República ou banana?

por Miguel Bastos, em 18.09.18

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"Como se chama o jornal oficial do Estado onde são publicadas as normas legislativas do pais?" Foi pergunta do sabichão, esta manhã, na Antena 1. 
"Não sei", responde o mais novo.
"É o diário..." , diz a ajuda de casa.
"...de um Banana", reponde o mais novo, a sorrir.
E é isto, malta do Zig-Zag...

 

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A minha vida dava um filme

por Miguel Bastos, em 07.09.18

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Chamou-lhe “Uma vida em Direto", mas podia ter-lhe chamado “A minha vida dava um filme". Com quase 40 anos de jornalismo, Luís Costa Ribas escreveu um livro sobre as suas aventuras no jornalismo. A partir da sua base nos Estados Unidos, esteve sempre onde devia. Lá, de onde todos saiam: fosse em Angola, em Moçambique, no Haiti ou em Israel.
 
O livro ajuda a perceber a mudança da política americana relativamente a Angola ou a Timor. As virtudes e defeitos dos Estados Unidos. As mudanças políticas internas que conduziram à eleição de Donald Trump e ao actual estado do mundo.
 
Na ânsia de querer resumir um vida cheia e, eventualmente, a não querer maçar os leitores, alguns “episódios” (como o autor lhes chama) são, apenas, enunciados. Fica um sabor a pouco. Mas percebe-se. Pensando bem, a vida de Luís não dava só um filme. Dava uma série, com várias temporadas e “episódios”. Daquelas que nos agarram que nos colam ao sofá, semanas a fio, mas que nos impedem de ler livros como este.

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Vai chatear o Camões!

por Miguel Bastos, em 05.09.18

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Germano Almeida recebeu o Prémio Camões, no Rio de Janeiro. O escritor ficou surpreendido com a reacção dos cabo-verdianos: "Acho que gostaram mais do prémio do que eu", disse ele. Por isso, dedicou o prémio ao povo de Cabo Verde, mas avisou logo que o dinheiro (100 mil euros) era para ele. Germano Almeida tem muito humor. Por isso, gostava que ele fosse chatear o Camões. Daria um belo livro.

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Quente e fio

por Miguel Bastos, em 12.06.18

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“Portugal vive de costas para o mar”, dizia o orador. “Basta andar meia dúzia de quilómetros, para o interior, e vemos os portugueses agachados, a cavar a terra”. Aquilo estava-me a irritar. “Aliás, nem é preciso tanto. Os próprios pescadores têm que cavar umas batatinhas e umas couves no quintal, para compensar a falta de rendimento”. A sério, senhor orador? E o que me diz, por exemplo dos nosso valentes do bacalhau? “São excepções”, respondeu o antropólogo encartado. Teria razão?

 
O discurso sobre as pescas está carregado de mitos: a herança dos descobrimentos, a riqueza da nossa costa, a epopeia do bacalhau. Pensem nas duas últimas. Se a nossa costa fosse assim tão rica, que necessidade teríamos nós de ir pescar para o Canadá?
 
Temos, ainda, uma visão das pescas moldada pelo Estado Novo. E deixámo-nos levar pela cantiga de que foi a Europa que nos destruiu as pescas. Não foi. Foi uma conjugação de fatores. O principal fator: a falta de peixe - que levou a políticas de defesa nacionais e internacionais, em todo o mundo. Outras coisas que faltaram: modernização de frotas e técnicas, investigação científica, definição de políticas. E políticos, que não pescam nada. Em pouco mais de 100 páginas, o livro “As pescas em Portugal”, de Álvaro Garrido, explica isto tudo. É uma análise fria, de um tema que costuma ser discutido de cabeça quente.

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Viagem ao fim da noite

por Miguel Bastos, em 07.06.18

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Mais uma "Viagem ao fim da noite". Não é só o Céline que tem noites difíceis. Eu também tenho. Agora, só me falta ser um génio da literatura.

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Sem rede

por Miguel Bastos, em 30.05.18

Somos seis, nesta ala do comboio. O jovem “hipster” está no Instagram. A jovem alternativa consulta o Facebook. Dois jovens “yuppies” vêem uma série no Netflix. O jovem xoninhas (desculpa xoninhas, ficas sem nome “cool”) vê vídeos de YouTubers engraçados. Eu sou o único que não estou (não estava) ligado à rede. Leio um livro sobre pescas.

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Viver e morrer

por Miguel Bastos, em 23.05.18

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Hoje, morreu o escritor Philip Roth. Hoje, é dia de aniversário de Eduardo Lourenço. E, hoje, a RTP vai estrear um documentário sobre o ensaísta. Diz o realizador, Miguel Gonçalves Mendes, que é preciso celebrar as pessoas em vida. Não podia estar mais de acordo. Os últimos dias vieram recordar-nos uma evidência: os velhinhos morrem muito. Até aqueles que estavam mais vivos do que nós.

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