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Aeroporto do Montijo

por Miguel Bastos, em 03.03.21

agora escolha antigo.jpg

Está decidido: o novo aeroporto vai ser no Montijo. No Montijo. Ou, então, em Alcochete. É isso, Alcochete. Eventualmente, podemos seguir as alternativas apontadas pelo Diário de Notícias, no ano da graça (ou seria da Engrácia?) de 1969: Rio Frio, Fonte da Telha, Montijo ou Porto Alto. (Ainda está alguém a ler?) Ou, ainda na Ota, apesar dos problemas com "complexidade topográfica e hidrológica". Fica mais caro, com terraplanagens e tal, mas tem que ser. Até porque (já se sabe) na margem sul "jamais/jamé"). Porque, na margem sul "é um deserto". (Estão aí?) Bem, margem sul "jamais", exceto se for no Montijo. Ou, então, em Alcochete que é ali perto - menos de 10 km - e dizem que também é bom, mas é completamente diferente. Resta saber, se as câmaras estão de acordo. E as juntas de freguesia. E os ambientalistas, as associações recreativas e os núcleos de sportinguistas da margem sul. Se estiverem de acordo, (ainda... coiso?) o aeroporto avança logo. Mas é que é logo! A não ser que haja aquecimento global e o aeroporto corra o risco de ficar inundado, ou que haja problemas com os pássaros e tal. Para mim, (obrigado por estarem a ler!) isto só tem uma solução: promover o regresso do "Agora escolha". Falta o mais difícil: convencer a Vera Roquette a regressar.

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Vàcína

por Miguel Bastos, em 01.02.21

bacina.jpg

E, de repente, descubro que há um grupo de pessoas que se indigna com quem pronuncia a palavra vacina, como "vàcína" ou (melhor ainda) "bàcína". Sinceramente, não dou muita importância à indignação. Acho que é uma questão que "quaise" só interessa a um "piqueno" grupo de "treuze" pessoas, que insiste que a capital portuguesa se chama "Lesboa". "Então, vá?" Sim, fui.

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Ribeiro Telles

por Miguel Bastos, em 11.11.20

Gonçalo Ribeiro Telles.jpg

No armazém, ao pé da minha casa, estavam pendurados 3 cartazes da AD, emoldurados como se fossem retratos a óleo: num, estava o Sá Carneiro; no outro, o Freitas do Amaral; no terceiro, um senhor mais velho. Na telenovela da noite, um dos protagonistas era jovem, tinha uma namorada bonita e era arquiteto paisagista. Na primeira excursão a Lisboa fomos à Gulbenkian: adorei (tanto) os jardins, que nem entrei no museu. Só mais tarde é que comecei a unir as coisas. Gonçalo Ribeiro Telles era, de facto, mais velho do que os outros, mas não era um velhinho. Os jardins da Gulbenkian dificultavam a entrada no Museu porque eram demasiado belos (acreditam que só à terceira tentativa é que resolvi entrar no CAM?). Ser arquiteto paisagista só é uma profissão jovem e moderna, por causa de pessoas como Gonçalo Ribeiro Telles, que criou um oásis de modernidade, no inverno salazarista. É por isso que, apesar de morrer aos 98 anos, ficamos com a sensação que foi demasiado cedo. Por isso, e, também, porque Portugal teima em chegar demasiado tarde. [Foto: Alfredo Cunha]

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Alerta, alerta!

por Miguel Bastos, em 01.07.20

Portugal entrou em "Estado de alerta"! O que é que isto quer dizer? Quer dizer que estamos no nível de intervenção mais baixo da Protecção Civil. Isto, na generalidade do país - porque na Área Metropolitana de Lisboa vigora o nível intermédio de "Contingência", mantendo-se o "Estado de Calamidade" em 19 freguesias desta área metropolitana. O mais grave de todos é, como sabemos, o "Estado de Emergência" - que era aquele em que não podíamos sair de casa, a não ser que pedíssemos o cão emprestado à vizinha. Portanto, da próxima vez que ouvirmos dizer "Alerta, alerta" é apenas para dizer que não se passa nada. Agora está percebido, mas custa a entender a um tipo que vem de letras e não foi à tropa. Resumindo:

- "Alerta, alerta!"

- "O que é se passa?"

- "Hum, nada de especial".

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Ruas vazias

por Miguel Bastos, em 17.04.20

Tenho pensado muito neste fado de Camané. "A minha rua" é um fado tradicional, com uma letra (maravilhosa) de Manuela de Freitas que parece ter sido feita para este dias.

Há quem diga "ainda bem",
Está muito mais sossegada
Não se vê quase ninguém
E não se ouve quase nada.

Eu vou-lhes dando razão
Que lhes faça bom proveito
E só espero pelo verão
P´ra pôr a rua a meu jeito

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Abstenho-me!

por Miguel Bastos, em 08.02.18

[Foto Nelson Garrido]

cardela patriarca de lisboa.jpg

Conselho do Cardeal Patriarca de Lisboa aos católicos que voltam a casar: abstinência sexual. Eu abstenho-me. Mas, só de comentar...

 

https://www.publico.pt/2018/02/08/sociedade/noticia/recasados-catolicos-devem-ser-aconselhados-a-viver-como-irmaos-1802394

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E o burro sou eu?

por Miguel Bastos, em 06.11.16

burro ferrari.jpg

O PSD teve a ideia de reeditar a corrida entre um burro e um Ferrari. A ideia original, recorde-se, foi de António Costa, há mais de 20 anos. Na altura, Costa era candidato à Câmara de Loures. Recordo os resultados: ganhou o burro, perdeu António Costa. Desta vez a corrida, não avançou. Porque não se deve brincar com um primeiro-ministro? Porque o Ferrari gasta muito e faz mal ao ambiente? Porque não precisamos de mais carros na Calçada de Carriche?

 

As perguntas são minhas e são idiotas. Foram inspiradas nas respostas que inviabilizaram a corrida. Parece que não havia autorização das associações de defesa dos animais e das entidades sanitárias. Afinal, estava a em causa a saúde pública, porque descobriu-se que os burros fazem cocó… e a dignidade do animal, forçado a um grande esforço… E deviam ter sido pedidos licenciamentos, para isto e para aquilo. Perante as objeções, o PSD desistiu. Não percebi quem ganhou. Perderam todos? O burro sou eu?

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Uber Alles

por Miguel Bastos, em 13.10.16

taxis lisboa.jpg

Os taxistas são brutos. Os motoristas da Uber são cultos. Os táxis estão imundos. Os Uber brilham. Os taxis dão musica pimba. Os Uber oferecem jazz. Os táxis são passado. A Uber é o futuro. Os táxis são caros. A Uber é barata. Desculpem, mas não acredito. A discussão taxis versus Uber, não se pode colocar sobre estereótipos.  Nem sobre preços. Vejo, à minha volta, uma quase unanimidade de gente a apoiar a Uber. E, no entanto, a UBER não existe. É só uma aplicação, detida por empresas multinacionais de capitais de risco. Dessas, que se gosta de apontar o dedo. O que temos, depois, são motoristas “freelance”, sem qualquer tipo de regulamentação.

 

É mais barato? Poderá ser. Mas o tabaco de contrabando também é e não vejo ninguém a defender que é assim que deve ser. A Uber deve ter regras, como qualquer outra actividade. Deve ter motoristas com formação, seguros adequados, pagar licenças, pagar impostos. As empresas devem concorrer, num quadro de igualdade. E isso, não tem acontecido. O que tem acontecido é um setor que tem regras e obrigações, ameaçado por um novo negócio que não tem regras nenhumas. Se os taxistas perderem o emprego, ficam sem vida de gente. Se a Uber falhar, a Goldman Sachs investe noutro negócio qualquer.

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