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Liberdade

por Miguel Bastos, em 07.01.25

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Levanto a cabeça. Estava enfiada num livro sobre o populismo e o autoritarismo que avançam, em vagas, sobre a democracia. A rádio acaba de revelar que a palavra do ano é "liberdade". Foi escolhida, pelos portugueses, como palavra do ano, numa votação da Porto Editora. Ficou à frente de "conflitos" e "imigração".
 
Uma escolha feliz, certamente influenciada pelos 50 anos do 25 de Abril. Foi, no entanto, uma vitória "à justa". Lembrei-me, então, desta foto -  que me foi enviada de Brasília, antes da invasão das instituições democráticas, por parte dos populistas. A lei e ordem, que dizem defender, só lhes serve em caso de vitória. A liberdade, também.
 
"Liberdade" é a palavra do ano. Celebremos, que é dever cívico.

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Fumar

por Miguel Bastos, em 11.05.23

É claro que não está em causa a liberdade de cada cidadão. Apenas não se pode fumar nem dentro, nem à porta, nem ao ar livre. De resto, pode-se fumar onde se quiser. Mas, tudo isto é transitório, porque vamos criar uma geração sem tabaco, até 2040. As experiências estão a correr bem. Estamos só a acabar os laboratórios.

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Expresso

por Miguel Bastos, em 07.01.22

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Ler o jornal devia ser isso mesmo: ler o jornal. Um ato banal, corriqueiro, quotidiano. Será, ainda, um direito e um dever. Mas, hoje, ler o jornal - este, em particular - pode ser, também, um ato de solidariedade e luta. Que não se esgote no dia de hoje.

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A Europa civilizada

por Miguel Bastos, em 21.11.21

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As imagens das manifestações contra as medidas restritivas, decretadas por vários governos europeus para travar a COVID, são assustadoras. Este fim de semana, milhares de pessoas saíram à rua, em várias cidades de vários países, para pedirem "liberdade". Saíram aos milhares, a maioria sem máscara, exigindo que a sua opinião seja ouvida enquanto se contagiam uns aos outros, alguns acompanhados pelos filhos, no meio de petardos, bombas incendiárias, canhões de água e gás lacrimogénio. Às vezes, a Europa "civilizada" é, mesmo, assustadora.

 
Os portugueses gostam de se olhar ao espelho, para se lamentarem do seu país. Muitos fazem-no com graça, clarividência e acutilância. Têm, apenas, uma certa tendência para se excluírem do objeto criticado. Os portugueses deve aprofundar esse hábito de se olharem ao espelho. Talvez, hoje, possam ver devolvida, no espelho, uma imagem muito mais civilizada do que uma certa Europa que tendemos a idolatrar.

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Um bocado de mel

por Miguel Bastos, em 25.05.21

O MEL - Movimento Europa e Liberdade está a realizar uma convenção, em Lisboa, que tem como objetivo contribuir para a convergência da direita, em Portugal. Vamos a convergências:
O líder da Iniciativa Liberal acusou o PSD de ser refém do Partido Socialista e de fazer o discurso do Bloco de Esquerda e do PCP. Depois, numa referência ao Chega, declara que nunca apoiará o populismo.
O Vice-Presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, do PSD, considera que a discussão sobre a convergência à direita é "extemporânea", reconheceu que Rui Rio não vai ganhar as próximas eleições e que a solução passa por eleições internas.
A deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, considera que, primeiro, os partidos têm que se organizar, internamente, mas admitiu que a direita tem de começar a discutir "o que quer para o país", para não fazer "fretes ao PS".
O vice-presidente do Chega, Nuno Afonso, diz que, apesar de dizerem que não fazem governo com o Chega, a Iniciativa Liberal e o PSD estão "a alimentar o sapo que mais cedo ou mais tarde vão ter de engolir".
Tanta convergência fez-me lembrar uma canção de Gonzaguinha, daquelas de partir o coração, que Maria Bethânia cantou num disco que, curiosamente, se chama "Mel":

Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel

Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel

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Portugal mal acompanhado

por Miguel Bastos, em 09.10.20

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COVID-19. Portugal bateu, ontem, um novo recorde de infeções diárias. Mas não está sozinho. Está acompanhado e mal-acompanhado. Novos recordes foram alcançados em países como Espanha, Bélgica, Reino Unido, França ou Itália. Países onde, há poucas semanas, havia milhares de cidadãos a sair para a rua. Manifestavam-se contra as restrições impostas pelos governos: dos horários dos bares e dos restaurantes, das limitações aos consumos de álcool e futebol, da recomendação (ou imposição) do uso da máscara. Reclamavam "liberdade". Queixava-se do poder totalitário dos governos. Muitos poderão, agora, estar a cumprir isolamento em casa, ou nessas instituições de repressão que são os hospitais. Às vezes, a velha Europa parece uma criança: mimada e birrenta.
(Foto: Fernando Alvarado, EPA)

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Dia do trabalhador

por Miguel Bastos, em 01.05.20

Teletrabalhadores de todo o mundo, uni-vos! Cada um em sua casa.

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Posta restante

por Miguel Bastos, em 15.02.18

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O novo filme de Spielberg, "The Post", passa-se na era Nixon. Mas, é inevitável vê-lo como uma reacção à era Trump. Não é, no entanto, um filme dos bons contra os maus. É melhor que isso. A história anda à volta de uma investigação, governamental, sobre o Vietname. Fica-se a saber que, afinal, a guerra do Vietname era uma história mal contada. Aliás, era uma história não contada. Porquê? Porque os presidentes anteriores (Kennedy e Johnson) eram do grupo dos bons. O grupo que os jornais gostavam. Com quem tinham cumplicidade. Eram farinha do mesmo saco. Um saco onde estava, desde logo, o Washington Post.

 

Os protagonistas são a dona do jornal (Meryl Streep) e o diretor (Tom Hanks). São eles que vão ter que colocar em causa a sobrevivência do jornal, em nome da liberdade da imprensa. Mas, tão ou mais importante, vão ter que se colocar em causa.   

 

Nesse sentido, "The Post" é um filme sobre a perda da ingenuidade. Um postal de uma época e do que restou dela.

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