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Ler livros

por Miguel Bastos, em 11.10.21
- Ainda estás a ler o mesmo livro, pai?

- Estou.

- Em que página é que vais?

- Deixa cá ver... na 250.

- Estás a acabar?

- Não, estou mais a começar. O livro tem mais de 1000 páginas.

- Acho que tens que tomar uma decisão.

- Qual?

- Ou começas a ler mais depressa, ou a ler livros mais pequenos.

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Olhe que não, olhe que não!

por Miguel Bastos, em 17.08.21

cunhal.jpg

- Estou-lhe a dizer, dr. Cunhal, o Pai Natal existe!
- Olhe que não! Olhe que não!
- Existe, pois! Deu-me um livro e tudo!
- Olhe que não, olhe que não!
- Veja, está aqui.
- Não foi o Pai Natal...
- Ai, não?
- Foi a sua Mãe, no Natal!

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Jornais

por Miguel Bastos, em 13.07.21

balao.jpg

- Pai, tens jornais que me arranjes?
- Para quê?
- Para fazer um trabalho.
- Podes usar o Expresso da semana passada.
- Queres ver o que eu estou a fazer?
- Mostra lá.
- E obrigado pelos jornais. Já ninguém lê jornais, pois não?
- Algumas pessoas ainda leem, mas são poucas.
- Isso é um bocado triste, não é?
- É, porque, depois, os filhos não fazem artes plásticas.

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Decorar livros

por Miguel Bastos, em 18.12.20

amalia onde arrumar.jpg

Sou um leitor com alma de decorador. Esta manhã, por exemplo, não me consegui decidir. Onde arrumar "Amália - Ditadura e Revolução", de Miguel Carvalho? Ao lado das biografias políticas de Mário Soares, Otelo Saraiva de Carvalho e Humberto Delgado? Ou junto às biografias artísticas de António Variações, Sérgio Godinho e Caetano Veloso? Podem enviar as vossas sugestões. Mas (lá está, o meu lado de decorador) também podem enviar clássicos de mobiliário de design do século XX. E é isto. Obrigado.

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O livro dos Maias

por Miguel Bastos, em 25.09.20

eça.jpg

"Já leste o meu livro dos Maias?", perguntou-me a Dona Tininha. "Ainda vou a meio, está a fazer-lhe falta"? "Não", respondeu-me, "mas gosto de o ver no móvel ao pé da televisão". A Dona Tininha tinha razão: ficava mesmo bem. A fazer conjunto com um outro, em tons de verde. Um verde floresta escuro, que contrastava com o bordô dos Maias. A uni-los, além da proximidade física, o dourado das letras e de umas riscas que separavam o nome do livro e do autor. O verde (não tenha a certeza) seria, talvez, "Uma família inglesa" de Júlio Dinis. Mas posso estar engando. Associo aquele verde a coisa inglesas: carros, sofás, uniformes dos colégios internos. Na volta, até era um "Amor de perdição", de Camilo. Mas esse, imagino sempre que deve ser vermelho. O móvel da Dona Tininha era de verga e tinha três prateleiras: na primeira, revistas da Crónica Feminina; na segunda, uma bonita lata de chá; na terceira, uma vasta biblioteca de dois livros, bonitos e preciosos. Despachei-me a ler o Eça. Sentia-me culpado, por fazer da casa da Dona Tininha um sítio menos belo do que o habitual.

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É um livro

por Miguel Bastos, em 23.04.19

 

é um livro.jpg

"É um livro", de Lane Smith, no dia do dito cujo. Ideal para as crianças ensinarem os adultos a ler.

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Corta Rentes

por Miguel Bastos, em 26.05.16

corta rentes.jpg

Gosto de livros avassaladores. Daqueles que geram leituras compulsivas. “Portugal, a Flor e a Foice” é um desses livros. Na ressaca do 25 de Abril (e a talhe de foice) Rentes de Carvalho faz uma radiografia de Portugal e dos Portugueses. E corta rente nas história e nos mitos que nos têm vendido, ao longo dos séculos. Só no primeiro capítulo (pouco mais de 20 páginas), Rentes corta Portugal, de alto a baixo. Aqui vai…

 

D. Afonso Henriques era ambiciosos e falso; D. Pedro, um sádico; Vasco da Gama um saqueador, D. Manuel, um novo rico, assassino de judeus; D. Sebastião, um fanfarrão; D. João IV, um fracote. E se os reis não foram coisa, a República não trouxe melhorias. Os primeiro homens da República eram ineptos. Já Salazar, consegue impor a sua vontade. Aos que o apoiam, deixa roubar. Aos que discordam, manda matar. Tudo, com a benção da igreja.

 

O povo também não sai bem na fotografia. Acolhe Filipe de Espanha, com a mesma alegria que irá acolher a ditadura de Salazar. Esbanja o ouro do Brasil, como ,mais tarde, irá esbanjar o volfrâmio. Louva Salazar; tolera Salazar; finge que combate Salazar. Parte, aos milhões, deixando o país vazio.

 

O mais surpreendente é que o texto foi escrito em 1975. Numa altura em Portugal ainda irradiava amanhãs que cantam. Há uma coisa em que os portugueses são bons. No pessimismo.

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