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Votos desperdiçados

por Miguel Bastos, em 09.02.22

novo castro.jpg

A "questão dos chamados 'votos desperdiçados'", escreve Ribeiro e Castro, hoje no DN, "Não é uma questão nova". O nome histórico do CDS explica porque é que há sempre votos que não são convertidos em mandatos. Pedagogicamente, aborda as vantagens e desvantagens dos sistemas maioritários e dos sistemas proporcionais. No primeiro caso, quem ganha, ganha tudo - mesmo que seja por 1% - o quer dizer que pode haver 49% (ou 56% ou 75%) de "votos desperdiçados". No segundo, a questão, sendo atenuada, não desaparece. Isso deve-se a dois fatores: a matemática ("inexorável", escreve o autor) e a democracia ("onde há uns que ganham; e outros que perdem"). Para além da representatividade, Ribeiro e Castro está preocupado com a governabilidade, que seria posta em causa com uma excessiva dispersão dos votos: "Nesse caso, não seriam só os votos que iriam 'para o lixo', mas talvez toda a democracia".            

Detenho-me a pensar que este artigo é assinado por alguém que, ao fim de quase 50 anos, vê o seu partido sair da Assembleia da República. Ribeiro e Castro perdeu as eleições. Se calhar, mereceu. Mas, pô-lo no "lixo" (a ele ou ao seu partido) não trará nada de bom à democracia. 

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Obviamente, demita-se

por Miguel Bastos, em 08.02.22

andre silva.jpg

Depois do artigo no Público, André Silva, na SIC, insistiu nas críticas a Inês Sousa Real:
 - "deve demitir-se"
 - "comportou-se como afilhada do PS"
 - "teve uma postura errática"
 - “total falta de noção”
E à atual situação do partido:
 - "rumo desastroso"
 - "situação deplorável"
 - "puseram o partido na lama"
Garante, no entanto, que não quer voltar à liderança, mas quer um congresso e tem um argumento de peso: “até o Chega o fez”.
Convenhamos, para um antigo líder de partido que é todo "pessoas" e "animais" e "natureza", André Silva tem um "killer instinct" surpreendente. Podia (devia?) voltar a liderar um partido. E nem estou a pensar no PAN, estou a pensar noutro partidos onde a qualidade é mais apreciada e há vagas para grande chefe.

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Insondagens

por Miguel Bastos, em 31.01.22

costa.jpg

Portanto, se bem percebi: são insondáveis os caminhos deste senhor.

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É só conversa

por Miguel Bastos, em 12.01.22

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"Falam, falam, falam"; "Prometem isto e aquilo"; "É só conversa".
"A democracia é sobretudo conversa", responde Adelino Maltez, "conversa pluralista".
O Professor Jubilado de Ciência Política tem acompanhado, "com muito entusiamo", os debates na televisão: "têm sido uma festa da democracia. Faz-me lembrar os primeiros tempos da democracia pluralista". E, depois, fala numa espécie de "Taça de Portugal" da democracia, em que os pequenos partidos jogam com os grandes, de igual para igual.
Conversemos, então.

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Dizer Chega

por Miguel Bastos, em 10.10.19

montenegro.jpg

Luís Montenegro foi à SIC defender que "é preciso dizer Chega", que "é preciso dizer Basta"! Terá escolhido as palavras à ventura ou foi de propósito?

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Unidade

por Miguel Bastos, em 08.10.19

Cavaco Silva está triste com o resultado do PSD. Cavaco Silva diz que Maria Luís Albuquerque é "uma das mulheres com maior capacidade de intervenção" que conheceu. Cavaco Silva considera que é preciso "reconstruir a unidade do partido". Luís Montenegro só deverá falar sobre a "unidade do partido", na quinta ou sexta-feira.

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Coligação

por Miguel Bastos, em 08.10.19

Quem quer coligar com a Carochinha, que é tão rica e bonitinha?

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Reflexão

por Miguel Bastos, em 07.10.19

antonio costa.jpg

Confesso, ando confuso. No sábado, achava que o dia de reflexão não fazia sentido. No domingo, achei que hoje é que devia ser o dia de reflexão. Hoje, quero refletir mas não consigo.

[Foto: Mário Cruz - Lusa]

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Arrumar as botas

por Miguel Bastos, em 30.05.19

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“Estou longe de arrumar as botas”, diz Jerónimo de Sousa, à SIC. Não sei como é que Jerónimo é com sapatos e sapatilhas. Mas, se fosse mais novo, poderia ser meu filho.

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Tempo novo

por Miguel Bastos, em 14.03.16

Captura de ecrã 2016-03-14, às 00.21.08.png

Está aí o “tempo Novo”, de que falava Sampaio da Nóvoa. O tempo novo chegou, mas sem Nóvoa. As eleições legislativas já tinham dado uma derrota ao PS. Mas, mesmo assim, António Costa formou governo. Mesmo sem ter vencido, mesmo sem coligação. Mas com o apoio da esquerda, que esteve sempre fora do “arco da governação”. 

 

Depois disso, Marcelo venceu as eleições, sem depender da simpatia dos partidos que o apoiaram, ou toleraram. O “tempo novo”, começado com António Costa, seguiu, com Marcelo. A sua tomada de posse em vários atos, e em vários dias, apagou as últimas resistências. Em Lisboa, foi a pé para o Parlamento, teve uma cerimónia espiritual com as várias religiões e um espetáculo musical com músicos populares. No Porto, desfilou nos Aliados, telefonou para a Rádio Comercial e visitou o Bairro do Cerco, com a população a aclamar “Marcelo,Marcelo”.

 

Foi, também, no Porto (Gondomar, vá!), que o CDS elegeu a sucessora de Paulo Portas. Assunção Cristas vai-se distanciando do PSD e aproximando de António Costa , ao realçar que o voto útil já não faz sentido. O importante é quem tem condições de formar governo. Por isso, as pessoas devem votar no CDS e não no PSD.

 

Este é o “tempo novo”. Surpreendentemente, tem política. Quem diria?

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