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O mercado e o 25 de Novembro

por Miguel Bastos, em 25.11.25

25 paulo moura.jpg 

O 25 de Novembro foi, também, um confronto de modelos económicos. No final, ganhou a economia de mercado. Fui ao mercado. Comprei tomates, nabos, alhos, cebolas, brócolos, rabanetes e ovos, a bom preço. Com o que poupei, no mercado, comprei um 25 de Novembro. 

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10 questões sobre o 25 de Novembro

por Miguel Bastos, em 24.11.25

visão.jpg 

Um artigo, jornalístico, que é quase uma tese académica. Em vésperas dos 50 anos do 25 de Novembro, a Visão levanta 10 questões sobre a data histórica e procura dar respostas sobre as mesmas. Foi um golpe de esquerda ou de direita? Quem foram os protagonistas? Quem ganhou? Quem perdeu? O 25 de Novembro foi contra o 25 de Abril? Ou foi a consolidação do mesmo? Deve ser celebrado? Antes de dizer "sim" ou "não", a "favor" ou "contra", convém saber o "quê", "quem", "quando", "onde", "como", "porquê". Enfim, aquelas coisinhas que fazem parte de uma coisa maior chamada jornalismo, que a Visão continua a defender - com as dificuldade que são conhecidas. Obrigado, Filipe Luís.

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Por Dentro do Chega

por Miguel Bastos, em 06.11.25

 

IMG_2745.jpeg 

Por fora do Chega, vê-se um partido unido em torno do seu líder - contra tudo e contra todos.
"Por dentro do Chega", lê-se um partido profundamente dividido - com todos contra todos.

Escreve o autor: “Chamar ao Chega partido fascista ou de extrema-direita contém alguma verdade, mas está longe de ser toda a verdade”. Para compreender melhor o Chega, o jornalista Miguel Carvalho mergulhou, a fundo, no caldeirão político e social onde o partido germinou e estudou, a fundo, as pessoas e os movimentos que estão na sua fundação e implementação. Podemos, assim, perceber melhor como é que tantas pessoas, com ideias e práticas tão diferentes, se juntam no mesmo partido - mas, também, porque é que se separam.

O livro está dividido em quatro partes: Deus, Pátria, Família e Trabalho. André Ventura foi buscar as três primeiras palavras ao salazarismo e acrescentou uma quarta - Trabalho. Talvez porque, como Miguel Carvalho descreve no livro, o Trabalho - e, sobretudo, a falta dele - desempenha um papel importantes entre apoiantes, militantes e dirigentes do Chega.

Para compreender o Chega (e “compreender” não significa justificar, muito menos concordar), Miguel Carvalho aproveitou o conhecimento que já tinha da extrema-direita e do populismo, para se lançar à estrada e partilhar “horas e dias” com muitos que o insultaram e ameaçaram, mas que acabaram por lhe confiar “documentos e revelações”. Escreve o autor: “Talvez porque, independentemente de todas as diferenças e propósitos, foi possível definir um local de encontro civilizado”. Parece pouco, mas, nos dias que correm, apetece-me exclamar: “Parece impossível!”

Obrigado, Miguel, e parabéns!


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Livros e orçamento

por Miguel Bastos, em 23.10.25

carlos vaz marques.jpg

Em tempos que já lá vão, o senhor Carlos Vaz Marques vivia do jornalismo. Depois de ter sido afastado do jornalismo (coisa feia!) passou a viver à custa dos jornalistas (outra coisa feia!). Criou uma editora toda catita, para lançar uns livrinhos e tal. Confesso que achei graça. Uma coisa pequenina, meia de autor… Qual quê?! Aquilo é uma máquina de fazer livros. Coisa do demo! Rebenta a guerra na Ucrânia e adivinhem quem é que tem uns livrinhos sobre o assunto? Invadem o Capitólio e quem é que já tem um livro na forja? Israel entra na faixa de Gaza e quem é que…? Estão a perceber o esquema, não estão? A coisa piorou, quando se lembrou de começar a lançar livros sobre música. Esta semana, vai sair um sobre os Beatles. Não acha que já está a ir longe de mais, sr. Carlos? A dar cabo da vida dos seus concidadãos! A paciência tem limites, sr. Carlos, mas o orçamento também tem. Oh, se tem!

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Pinto Balsemão

por Miguel Bastos, em 22.10.25

Os heróis não existem. Ou, então, existem - na nossa cabeça - porque precisamos deles. Precisamos de figuras de referências, que nos sirvam de exemplo, mas, também, de garantia de segurança, de porto de abrigo. Francisco Pinto Balsemão não era um herói, mas parecia. Fundador da democracia e do PSD. Fundador de Expresso e, depois, de um império de comunicação social. Desaparece numa altura em que a democracia está ameaçada. Numa altura em que o jornalismo e a comunicação social estão em crise. Numa altura em que o seu próprio grupo de comunicação dá sinais de fragilidade. Numa altura em que precisamos de heróis - que não existem (já sabemos) mas que continuamos a precisar.

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Escritaria

por Miguel Bastos, em 20.10.25

Maria do Rosário Pedreira@Vitorino Coragem.jpg 

"Ui, já devo estar muito velha", disse-me, a sorrir, "para me homenagearem". Maria do Rosário Pedreira apresenta-se como "editora", mas reconhece terá sido escolhida pelo facto de ser escritora. É a homenageada, deste ano, do Festival Literário Escritaria. Maria do Rosário Pedreira escreveu mais de 40 livros para crianças e jovens, um romance e 5 livros de poesia. Para além disso, tem uma presença assídua em jornais e revistas, no seu blog "Horas Extraordinárias", e nas palavras que são cantadas por milhares de portugueses. São dela as "Pontas soltas", amarradas na voz de Carlos do Carmo. Foi por causa dela, que António Zambujo foi apanhado de "calças na mão". Esta semana, vai-se juntar aos "gigantes Saramago e Lobo Antunes".

Para ouvir, aqui:
https://www.rtp.pt/noticias/cultura/escritaria-festival-literario-celebra-18-anos_n1692396

[Foto: Vitorino Coragem]

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Pais e filhos

por Miguel Bastos, em 17.10.25

gnr.jpg 

Jorge Romão: Já há pais a levar os filhos.
Toli César Machado: Agora é mais os filhos a levar os pais.
Rui Reininho: Eles também não têm onde os deixar... Não têm onde deixar os pais.
Os GNR: desconcertantes, antes dos concertos deste fim-de-semana.
 
Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/gnr-celebram-45-anos-nos-coliseus_n1691945

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De direita!

por Miguel Bastos, em 13.10.25
Ouvido na campanha:

- Eu sou um homem de direita!

- Nós sabemos. Contamos consigo?

- Não. Estou zangado convosco. Vou votar noutro partido.

- E podemos saber porquê?

- Porque vocês falam, falam e não fazem nada!

- Então não arranjámos a sua rua?

- Pois, mas, entretanto, abriu-se um buraco à minha porta!

- Então? Mas, isso, arranja-se!

- Vocês dizem que arranjam, mas depois...

- Mas acha que votar naquele partido vai resolver alguma coisa?

- Mas, qual partido? Eu nem disse o nome do partido!

- Escusa de dizer, que nós já percebemos.

- Ele, ao menos, não tem papas na língua.

- Vamos admitir que sim. Mas deixe-me perguntar-lhe: qual é o nome do candidato desse partido à câmara?

- Eu sei lá!

- E qual é o nome do candidato desse partido à junta de freguesia?

- Eu sei lá!

- Pois, mas devia saber. Porque uma coisa podemos-lhe garantir: não é o outro senhor, que você gosta, que lhe vai resolver o buraco à sua porta. Aliás, não lhe vai resolver problema nenhum.

- Vocês também não resolvem!

- Então não resolvemos?! Dizia que a sua estrada estava uma miséria...

- E estava.

- Mas já não está.

- Mas, agora, tenho um buraco à minha porta.

- Então e acha que nós, que lhe fizemos uma estrada nova, não lhe vamos resolver um buraco?

- Isso é o que vamos ver.

- Pois vamos, se votar em nós...

- Vocês querem é votos.

- Pois queremos. Só, assim, é que lhe podemos tapar o buraco.

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Vamos a votos

por Miguel Bastos, em 10.10.25

vamos a votos.jpg 

Os relatos, os grandes jogos, as tardes desportivas, as emissões especiais, os repórteres de pista, os comentadores. O desporto, na rádio, é uma festa! Sempre me perguntei, e perguntei a outros, se não é possível fazer o mesmo tipo de emissões, mas com outros temas. Geralmente, não é. As campanhas eleitorais são uma exceção. Uma boa exceção. A festa da democracia. Aqui está o penúltimo jornal de campanha, servido pela gente talentosa da minha rádio. Vamos a votos.
 
Para ouvir, aqui:

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Postal de Aveiro

por Miguel Bastos, em 30.09.25

AVEIRO POSTAL DA TERRA.jpg

Pediram-me, aqui na estação emissora, para fazer um Postal da Terra. Uma terra chamada Aveiro. Aqui está ele, o Postal. Na fotografia, mais turístico é difícil.
Mas, para além do turismo, acrescentei algumas palavras sobre a construção de um hotel de 12 andares, frente à ria; a disputa de dois irmãos, pela presidência da câmara; o problema do preço da habitação e os assuntos adiados. Pediram-me (na realidade, exigiram-me) para não ir além dos 10 minutos. Consegui. Tem 9'45”. E ainda houve tempo para fados e guitarradas e Aveiro com samba no pé.
 
Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/autarquicas-2025/postal-da-terra-aveiro-desencontro-de-irmaos_a1686965

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