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O mundo: dentro e fora

por Miguel Bastos, em 15.01.22
 
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"(...) os homens não falam entre si. Nas famílias, as palavras estão entregues às mulheres. Os homens gerem silêncios, aqui e ali entrecortados." Apanho a frase, na revista do Expresso. É da semana passada. Já devia, portanto, ter ido para o lixo. Mas não foi. Demora-se sempre mais tempo do que é suposto: na secretária, na prateleira, ao lado da cama. A revista ficou, ali, aberta: pronta para ser lida. Às vezes, não chega a ser. Os jornais dão-nos mais, muito mais, do que conseguimos ler. São um caleidoscópio do mundo, que esperamos ordenar. Mas acabam, eles próprios, espalhados e desordenados: pela casa; pelo mundo.
A frase inicial é de Davide Enia - um escritor italiano, da Sicília, que desconheço e que não sei "se e quando" vou conhecer. Perguntaram-lhe se escrevia sobre os naufrágios de Lampedusa. Respondeu que tinha escrito o livro ("Notas de um naufrágio") para salvar a relação com o seu pai. É, os jornais dão-nos o mundo: por fora e por dentro.

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Ópera

por Miguel Bastos, em 25.10.21

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Ah, mas são Verdis! Hoje, é Dia Mundial da Ópera.

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As monjas italianas

por Miguel Bastos, em 06.04.21

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"Vejam, era aqui que elas guardavam as 'samsonites'", disse, apontando para o pequeno espaço, junto ao catre. Estávamos dentro de uma cela, num antigo mosteiro, na américa latina. Vitória, com o seu ar de tia, revelava-se uma excelente camarada de viagem e era dotada de um surpreendente sentido de humor: "A julgar pelo espaço, não traziam muita bagagem, coitadas!" Dedicámos alguns minutos (poucos, que o tempo em viagem voa, ainda, mais rápido) a imaginar a vida daquelas religiosas. O que levaria alguém a deixar tudo, para se dedicar a uma vida de clausura, ali, longe de tudo e de todos? Que vida teriam tido aquelas mulheres até aí? E que vida passaram a ter? Teriam, todas, o mesmo tipo de motivações? Ou foram parar ao mesmo local, por diferentes motivações? Questões parecidas terão estado na origem desta reportagem sobre um conjunto de monjas, que deixaram Itália para uma vida nova, na Aldeia de Palaçoulo, em Trás-os-Montes.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/grande-reportagem-antena-1-a-fe-do-silencio_a1309846

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Juventus

por Miguel Bastos, em 10.03.21

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Não percebo nada de futebol. Por isso, peço a vossa ajuda. Conseguem-me explicar porque é que a Juventus foi buscar Pedro Nuno Santos para treinador?

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Portugal mal acompanhado

por Miguel Bastos, em 09.10.20

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COVID-19. Portugal bateu, ontem, um novo recorde de infeções diárias. Mas não está sozinho. Está acompanhado e mal-acompanhado. Novos recordes foram alcançados em países como Espanha, Bélgica, Reino Unido, França ou Itália. Países onde, há poucas semanas, havia milhares de cidadãos a sair para a rua. Manifestavam-se contra as restrições impostas pelos governos: dos horários dos bares e dos restaurantes, das limitações aos consumos de álcool e futebol, da recomendação (ou imposição) do uso da máscara. Reclamavam "liberdade". Queixava-se do poder totalitário dos governos. Muitos poderão, agora, estar a cumprir isolamento em casa, ou nessas instituições de repressão que são os hospitais. Às vezes, a velha Europa parece uma criança: mimada e birrenta.
(Foto: Fernando Alvarado, EPA)

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Morricone pop

por Miguel Bastos, em 06.07.20

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Um facto, talvez, menos conhecido de Morricone. Apesar da ligação intensa ao mundo do cinema, a música de Ennio Morricone não se limitou a ele. Por exemplo, em 1987, Morricone trabalhou com um grupo de música pop: os Pet Shop Boys. A canção foi incluída no segundo disco da dupla e teve o arranjo de Angelo Badalamenti (o criador das paisagens sonoras de David Lynch). E, depois, esta canção deu nome ao filme "It couldn't happen here". É como se não fosse possível afastar Morricone do cinema.

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Velhinhos italianos

por Miguel Bastos, em 27.11.18

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Silvio Berlusconi queria regressar à politica. Hoje, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos não lhe deu razão. Pessoalmente, na rubrica "O regresso dos velhinhos italianos", gostava mais de ter Bernardo Bertolucci de volta. Sei que é mais difícil...

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Supremacia alemã, salvação americana

por Miguel Bastos, em 21.07.15

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"Não existe supremacia alemã”, afirmou o ministro das finanças alemãs. A frase está na capa do DN. A palavra “supremacia” não é dita por acaso. 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha sabe bem o peso da palavras “supremacia”. E os que têm criticado a Alemanha, também.

 

Alexis Tsipras ganhou as eleições gregas com um discurso de esperança. A Grécia estava decepcionada com a Europa, mas também com a sua classe política e, particularmente com o PASOK e a Nova Democracia. O novo líder chegou sem amarras. Mas, a primeira coisa que fez foi agitar a bandeira da supremacia alemã.

 

É claro que a Alemanha não tem ajudado a desanuviar o ambiente, nem os restantes países europeus. Daí a importância da entrevista de Schäuble, num tom francamente mais conciliatório. Não negou as diferenças (era impossível escondê-las), mas tornou-as relativas e normais.

 

Nos últimos dias, falou-se do papel de Itália e França no acordo e na manutenção do bom senso. A proposta de Hollande, de uma Europa a duas velocidades, indica que não. Já suspeitávamos, fomos salvos, uma vez mais, pelos americanos.

 

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Novos muros

por Miguel Bastos, em 26.06.15

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Enquanto os italianos acodem os imigrantes, no mediterrâneo, os franceses fecharam as fronteiras. Em França, esse farol de liberdade e de socialismo Holland(ês), ainda se tem o descaramento de dizer que o problema da emigração é italiano. Bravo Ambrósio!

 

Se os franceses podem fechar fronteiras, porque é que os húngaros não hão-de poder? O governo, de Viktor Orban, teve a ideia brilhante de ressuscitar o muro, para separar a Hungria da Sérvia, de onde vem muita gente à procura do espaço Schengen. O muro terá quatro metro de altura e 175 km de comprimento. Sabe a pouco. Deviam-se fechar os mais de 2 mil km de fronteira e transformar a Hungria numa ilha pura - com pena de morte, e sem os ciganos e os imigrantes, que tanto incomodam o primeiro-ministro.

 

Orban deve-se ter esquecido para que é servia o outro muro. Nessa altura não viajava muito. Agora, sim. Numa das suas última viagens encontrou-se com o presidente da comissão europeia. Juncker cumprimentou-o com um espirituoso “Olá ditador!” John McCain (esse grande esquerdista) já tinha sido mais directo: é um neofascista! A Europa mete medo…

 

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