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Um pavão, a fazer o que os pavões sabem fazer melhor: pavonear-se.
Cuidado, muito cuidado, com o que andam a sintonizar no vosso autorrádio. Esta manhã, por exemplo, mal liguei o carro, levei com a Madame Butterfly a sacar do punhal do pai. Felizmente, desviei-me a tempo e ela acabou por espetar com ele, em si própria. Estão a ver o perigo de ouvir a Antena 2? Ainda bem que era o Puccini, que só usa facas. Imaginem que era o Tchaikovsky, com os canhões da Abertura 1812. Se calhar, já tinha ido desta para melhor.
- Quem é que é a coisa mais linda do seu pai?
- Sou eu.
- Pois és, filho.
- És um pai cheio de sorte.
- Acho que sim.
- Já o teu pai não pôde dizer o mesmo.
- Ah, que engraçadinho!
- Vês, pai? Mais uma qualidade. Para mim, não basta ser bonito!
O rapaz escreveu no livro de física "O Lima destilado a 4 ºC " e desenhou "O Lima a ser parido por uma pipeta". O rapaz não foi um mau rapaz, mas , também, não foi um grande aluno - e, entretanto, tornou-se um grande artista: Amadeo de Souza-Cardoso. A exposição "A Marginália de Amadeo” (curadoria de Samuel Silva) percorre as margens dos livros do artista e revela um talento precoce no desenho, antes de chegar à pintura. Uma exposição, fascinante, para ver no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante.
- Ó pai! O Cazaquistão é um país rico?
- Não sei assim tantas coisas sobre o Cazaquistão, mas…
- Calculei. Tchau, pai.
- … mas, convém lembrar que se trata de uma antiga república soviética e…
- Ok. Tchau.
- … é um país rico em petróleo.
- Tenho de ir.
- Vai, filho, vai.
- Tás p’raí a falar do Cazaquistão!
- Tu é que perguntaste!
- Pois, pai. Mas eu pensei que tu fosses dizer “sei lá”. Nunca pensei que fosses demorar tanto tempo!
- Ena, tás todo cheirosinho!
- Nota-se, minha linda?
- Nota-se. Tomaste banhinho?
- Sim. Lavei-me por baixo e tudo.
- E consegues, meu gordalhufo?
- Consigo. Tenho os braços compridos.
- Haja alguma coisa comprida, nesse corpinho.
- Do que está à mostra, claro!
- E do que está escondido, aposto!
- Olha-me esta! Tu queres ver...?!
- Não, não quero. Mas obrigada, por teres perguntado.
Ai, estes dois! Um dia destes, casam-se.
Portugal está a jogar com a Arménia. Custa-me dizer isto: Arménia. Sem mais nada, sem um “dona” antes.
Arménia não é nome de seleção. É nome de tia da França.
- … e então o professor começou a falar de vulcões: como é que eles se formam, quando é que entram em erupção, como é que se chamam as coisas que saem de dentro do vulcão…
- Que interessante.
- Mas, entretanto, desatou-se tudo a rir.
- Ai sim, porquê?
- Por causa do nome: “piroclasto”.
- O que é que tem?
- Não sei. Faz pensar noutras coisas: pi-ro-clasto.
- Ahh…
- Tenho fome.
- Vamos lanchar?
- Sim. Ó pai, quando é que tu e a mamã pensaram em ter outro filho?
- Queres, portanto, que eu te fale do meu piroclasto?
- Esquece, pai. Já me arrependi de ter feito a pergunta.
Lembram-se de "Greenville"? "Greenville" - ou, melhor dizendo, "Grimvili" - era a cidade fictícia da telenovela brasileira "A Indomada". Os seus habitantes diziam-se descendentes de ingleses. Falavam em português, com muitas palavras em inglês ("Uóti?") mas, sempre, com sotaque nordestino. Diziam coisas como "Tu tá mi anderstandi?" ou "Istópi. Tá na hora do meu fáivó clócki ti". Frases hilariantes que, dezenas de anos depois, eu continuo a repetir.
Temo ("Ó Xenti!") que estejamos já, todos, a morar em "Grimvili". Será? "Crosses left-handed" (esta inventei, agora, ao olhar para a imagem ) - ou seja ,"Cruzes canhoto!" Em “Grimvili”, diriam "Mái Gódi!"