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Variante Delta

por Miguel Bastos, em 24.06.21

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"Esta variante Delta", disse o especialista, "é mais contagiosa, que as anteriores. Mas é preciso perceber que 'delta' é, apenas, a 4.ª letra do alfabeto". O alfabeto grego tem um comprimento parecido com o nosso: 24 letras. A Covid é, portanto, uma mistura de epopeia grega e novela à portuguesa. No episódio de hoje, o governo vai decidir se paramos ou andamos para trás.

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Terramoto

por Miguel Bastos, em 30.10.20

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A terra tremeu, ao início da tarde, entre a Grécia e a Turquia. Já há notícias de mortos, dezenas de feridos, e muita gente soterrada. Vários edifícios, públicos e privados, caíram. Uma nuvem de pó une os dois países, que há décadas vivem de costas voltadas. De resto, este desastre natural acontece numa altura em que há uma nova escalada na tensão, entre os dois países. Mas, a natureza não quer saber das divisões entre os homens. Trata tudo e todos por igual.

[Foto: Ismail Gokmen/AP]

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Salada Russa

por Miguel Bastos, em 13.06.18

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A Macedónia mudou de nome. E a salada russa, mantém-se?

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Direita, esquerda, volver

por Miguel Bastos, em 07.12.15

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Enquanto, em Portugal, discutimos se Passos Coelho é do centro moderado, ou se o governo de António Costa é de esquerda radical, há um país onde a direita radical existe mesmo. Em França, a Frente Nacional cresce, de eleição para eleição. O partido de Marine Le Pen tem, agora, mais de sete milhões de eleitores. Em algumas regiões, a percentagem anda à volta de 50%. Ou seja, Marine Le Pen tem, cada vez mais, hipóteses de vir a ser Presidente da República.

 

Esta possibilidade limita o otimismo que alguns depositavam na recuperação da popularidade de François Hollande, depois dos atentados de Paris. Antes dos atentados, a popularidade de Hollande era mais baixa do que a de Cavaco, em Portugal.

 

A expectativa de que a Europa estava a virar à esquerda, com a vitória de Hollande, foi contrariada pela eleição de Merkel, na Alemanha. A vitória de Tsipras, na Grécia, foi contrariada pela vitória de Cameron, no Reino Unido. Não se pode, portanto, falar de viragens à esquerda ou à direita. A estrada da Europa tem muitos ziguezagues. Mas, quando a direita é extrema, a Europa corre o risco de se despistar.

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Grécia desempata

por Miguel Bastos, em 21.09.15

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O Syriza voltou a ganhar as eleições na Grécia. Há menos de um ano, o partido de Tsipras representou uma nova esperança para a Europa. Agora a vitória passou despercebida. Porquê?

 

Porque, geralmente, só temos capacidade para pensar num assunto. Dois ou três, no máximo. E, agora, temos as eleições em Portugal e a crise dos refugiados. Portanto, temos mais em que pensar. Claro que há quem lembre as alegrias do Bloco e de António Costa com a vitória do Syriza. Claro que há quem insista que “Portugal não é a Grécia”. Claro que há quem a lembre a Grécia, a propósito da falta de respostas da Europa à crise dos refugiados.

 

Ora, apesar do terceiro resgate, da austeridade, da cisão interna, das filas para o multibanco, Tsipras ganhou as eleições. Ganhou mesmo, claramente. Não houve o empate com a Nova Democracia, antecipado pelas sondagens; nem o desaparecimento do Syriza, decretado por Varoufakis. A Nova Democracia teve menos votos, os dissidentes do Syriza saíram do parlamento.

 

Tsipras ganhou e já anunciou um novo governo, em coligação com os Gregos Independentes. A empatar há demasiado tempo, vamos ver se é desta que a Grécia desempata.

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Supremacia alemã, salvação americana

por Miguel Bastos, em 21.07.15

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"Não existe supremacia alemã”, afirmou o ministro das finanças alemãs. A frase está na capa do DN. A palavra “supremacia” não é dita por acaso. 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha sabe bem o peso da palavras “supremacia”. E os que têm criticado a Alemanha, também.

 

Alexis Tsipras ganhou as eleições gregas com um discurso de esperança. A Grécia estava decepcionada com a Europa, mas também com a sua classe política e, particularmente com o PASOK e a Nova Democracia. O novo líder chegou sem amarras. Mas, a primeira coisa que fez foi agitar a bandeira da supremacia alemã.

 

É claro que a Alemanha não tem ajudado a desanuviar o ambiente, nem os restantes países europeus. Daí a importância da entrevista de Schäuble, num tom francamente mais conciliatório. Não negou as diferenças (era impossível escondê-las), mas tornou-as relativas e normais.

 

Nos últimos dias, falou-se do papel de Itália e França no acordo e na manutenção do bom senso. A proposta de Hollande, de uma Europa a duas velocidades, indica que não. Já suspeitávamos, fomos salvos, uma vez mais, pelos americanos.

 

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Estamos de acordo?

por Miguel Bastos, em 17.07.15

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Esta semana foi marcada por dois acordos: o acordo para a Grécia e o acordo nuclear com o Irão. Porque não celebramos com alegria?

O acordo para a Grécia foi conseguido depois de uma noitada de trabalho e de uma ideia de Passos Coelho. E foi, imediatamente, seguido de avisos, ameaças, demissões, declarações de descrença e manifestações nas ruas. Os “mas” e os “ses” deviam preceder o acordo. Evocá-los minutos depois é voltar à estaca zero. Afirmar que não é exequível, é matá-lo de morte.

 

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O Presidente Obama conseguiu um acordo para a questão nuclear iraniana. Todos parecia contentes. Exceptuando (claro!) um país chamado Israel. “Eu não confio no  Irão”. A frase, dita por Benjamin Netanyahu, não seria de espantar. Só que foi dita por Hillary Clinton, uma provável sucessora de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Clinton ainda elogiou Reagen e diminuiu o líder do seu partido e do seu país. Bravo!

 

Última nota: o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, celebrou o acordo com o Irão com vinho da Madeira. Outra ideia de Passos Coelho?

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Saca Lotos

por Miguel Bastos, em 08.07.15

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O problema de falar da Grécia é que ainda me confundem com um especialista. Não é difícil. Tenho vários requisitos: não sou economista, nem político, nem historiador e nunca fui à Grécia. É um bom começo. E tenho capacidade de síntese. Querem ver?

 

A Grécia teve que pedir um resgate, e depois outro e, se calhar, vai pedir um terceiro. O PASOK foi-se, a Nova Democracia vai-se e temos o Syriza, que é uma espécie de Bloco, sem alergia ao poder. Entretanto, um motard perdeu-se a caminho da concentração de Faro e foi parar a Bruxelas. Primeiro acharam-no sexy e depois uma criança egocêntrica. A primeira reunião não resultou; a segunda também não; na próxima é que se decide; sim, senhor agora é com o primeiro ministro; mais um dia; talvez no final da semana; isto é demais, vou convocar um referendo. Se o “Sim” ganhasse o motard, demitia-se. Como ganhou o “não” o motard demitiu-se. Confusos? Claro, os gregos confundem-nos a todos. Dizem “nai” para dizer “sim” e “oxi” para dizer não. Faltam luz, água e medicamentos. Falta dinheiro. Os bancos continuam fechados. Novo prazo para a Grécia: sexta-feira. Fim do resumo.

 

Falta referir o novo ministro das Finanças: “Saca Lotos”. Parece que os gregos ainda confiam na sorte.

 

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Gregos e troianos

por Miguel Bastos, em 17.06.15

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Tsipras chama “criminoso” ao FMI. Juncker responde: “não quero saber do governo grego”. Há muito tempo que não se ouvia uma troca de palavras tão azeda. Lembrei-me do “Russians”, de Sting: “Mister Krushchev said, ‘We will bury you’” e “Mister Reagan says, ‘We will protect you’”. Diz Sting, que não subscreve estes pontos de vista. “Russians”, a canção que nos assustava na RTP, falava sobre a Guerra Fria. A Rússia é o próximo destino do primeiro-ministro grego. Não há coincidências.

 

Nesta guerra fria, o presidente da Comissão Europeia diz que não quer saber do governo, mas quer saber do povo da Grécia. E o que diz o povo da Grécia? Diz que:

     - Quer ficar no Euro

     - Prefere um mau acordo, a um incumprimento que leve à saída

     - Concorda com a estratégia de negociação do governo

     - Quer o Syria no governo

 

O povo grego quer sol na eira e chuva no nabal? Quer. Acha que vai conseguir? Não, mas quer tentar. É uma incoerência? É. Resulta do desespero.

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