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Beneficiar o infrator

por Miguel Bastos, em 14.06.19

O governo comprou o SIRESP, por 7 milhões de euros. O deputado do PSD, Duarte Marques, acha que se está a beneficiar o infrator. Talvez valha a pena recorrer ao vídeo-árbitro.

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As calças de Costa

por Miguel Bastos, em 17.09.18

costa ganga.jpg

Angola. Podíamos falar da diplomacia e da economia. Da justiça e da política. Da banca e da dívida. Do petróleo e dos diamantes. Da democracia e da liberdade. Da cooperação, do poder, da construção, dos media, da emigração, das telecomunicações, da energia. 
Podíamos. Mas não podemos. Demasiado ocupados que estamos com as calças de ganga de Costa.

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Rendas excessivas

por Miguel Bastos, em 02.05.18

manuel pinho.jpg

Os portugueses acordaram, finalmente, para a questão das rendas excessivas. Infelizmente, foi preciso envolver o nome de Manuel Pinho. Eu ando (há anos!) a falar das rendas excessivas. Mas, ninguém me ouve. A minha mãe, por exemplo, continua a encher a casa de naperons.

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Posta restante

por Miguel Bastos, em 15.02.18

postal.jpg

O novo filme de Spielberg, "The Post", passa-se na era Nixon. Mas, é inevitável vê-lo como uma reacção à era Trump. Não é, no entanto, um filme dos bons contra os maus. É melhor que isso. A história anda à volta de uma investigação, governamental, sobre o Vietname. Fica-se a saber que, afinal, a guerra do Vietname era uma história mal contada. Aliás, era uma história não contada. Porquê? Porque os presidentes anteriores (Kennedy e Johnson) eram do grupo dos bons. O grupo que os jornais gostavam. Com quem tinham cumplicidade. Eram farinha do mesmo saco. Um saco onde estava, desde logo, o Washington Post.

 

Os protagonistas são a dona do jornal (Meryl Streep) e o diretor (Tom Hanks). São eles que vão ter que colocar em causa a sobrevivência do jornal, em nome da liberdade da imprensa. Mas, tão ou mais importante, vão ter que se colocar em causa.   

 

Nesse sentido, "The Post" é um filme sobre a perda da ingenuidade. Um postal de uma época e do que restou dela.

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O sorriso de Centeno

por Miguel Bastos, em 06.12.17

centeno presidente.jpg

Foi surpreendente assistir às reacções do Presidente da República e dos partidos políticos (com excepção do PS) à eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo. Marcelo veio lembrar que Centeno só é presidente porque é ministro das Finanças. (Centeno sabe disso. Afinal, o Eurogrupo é o grupo onde se reúnem os ministros das Finanças da Zona Euro). O Bloco e o PCP salientaram que Centeno vai trabalhar para uma Europa que defende a austeridade e o liberalismo económico e que é o novo rosto das políticas erradas. O PSD e o CDS vieram dizer que iam estar atentos, porque não se pode ser rigoroso na Europa e desleixado em Portugal.

 

Portanto, os líderes Europeus, que inicialmente tiveram dúvidas em relação a Centeno, votaram na sua eleição, deram sorrisos e parabéns. Já os políticos portugueses, começaram a ter dúvidas, fecharam o rosto e resolveram lançar avisos e ameaças. Podiam, ao menos, ter disfarçado. Atualmente, há imensas soluções farmacológicas para a azia. Mas, não devia ser preciso. O sorriso de Centeno devia bastar.

 

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Limpar armas

por Miguel Bastos, em 23.06.17

Fogos. Em tempo de guerra, não se limpam armas. Agora, com a guerra em rescaldo, talvez já seja. Mas, limpar armas é diferente de afiar facas.

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Mercado de transferências

por Miguel Bastos, em 16.06.17

centeno (2).jpg

Portugal: está de saída. Do procedimento por défice excessivo.

 

Schäuble: elogia sucesso portugues. Centeno é, de facto, o Ronaldo das finanças.

 

Ecofin: não confirma interesse em Ronaldo. Mas, também, não desmente.

 

Centeno: Não fala sobre o seu futuro no clube. Concentração máxima. O adversário é muito forte. É um orgulho representar Portugal. Blá, blá blá...

 

FMI: esteve em Portugal, por empréstimo. Aceita o valor da transferência: 10 mil milhões de euros.

 

Ronaldo: Tem vontade de sair do clube, de ficar. De pagar impostos, de ganhar dinheiro. Enfim, chinesises.

 

China: Não está interessada em Centeno. Ainda.

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É proibido fumar

por Miguel Bastos, em 08.09.16

capa-do-album-e-proibido-fumar-de-roberto-carlos-1

Não está em causa se faz mal ou não. Faz. Se faz muito ou pouco. Faz muito. Fumar faz mal. E incomoda, sobretudo quem não fuma. E os fumadores não são gente muito defensável: põem beatas para o chão, atiram piriscas pela janela, etc. Mas também se deitam pastilhas elásticas, e papéis, e latas de refrigerantes, e nada disto está proibido. Nem deve estar.

 

Depois de proibir fumar dentro dos locais, o governo quer proibir que se fume à porta dos locais. Nada disto surpreende. Há, claramente, uma intensão de punir os fumadores. E isso é intolerável, mas não é surpreende. Quando dizia a colegas meus que o caminho era este, as pessoas achavam que estava a exagerar. Não estava. Porque isto já se tinha passado noutros países. Era uma questão de tempo. Passou-se da possibilidade de poder fumar dentro da maternidade (um disparate, evidentemente), para o “só se pode fumar a não sei quantos metros da maternidade”. E isto, por enquanto. Porque o objetivo é ir mais longe. Sempre.

 

Agora que já bateram que chegue nos fumadores, podem avançar para os gordos, os feios, os caixas de óculos, os diabéticos. E depois voltem. Há sempre mais qualquer coisinha que ficou por proibir… e denegrir. Não gosto desta cultura. Mete medo.

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Um lugar ao sol

por Miguel Bastos, em 03.08.16

 

casa lisboa.jpg

A medida presta-se à caricatura. As casas que apanham mais sol vão pagar mais IMI?! Sim, mas a medida não é nova. Foi introduzida no governo anterior. Este governo apenas alterou o peso de cada fator, no apuramento do IMI. E esta alteração veio, agora, chamar a atenção para os critérios absurdos usados. Faz sentido? Não, nada disto faz sentido.

 

Quando se decide que uma casa deve pagar mais, porque tem melhor exposição solar, está-se a dizer aos cidadãos para comprarem uma casa com muita sombra e humidade. Ignoram-se os custos energéticos e as condições de salubridade. Quando se penaliza alguém que mora ao pé de uma escola ou de um hospital, está-se a dizer para comprar uma casa nos subúrbios. Esquecendo o Estado que, depois, vai ter que construir a estrada de acesso e pagar os transportes, ou, até, o novo hospital. E entretanto, os centros das cidades vão-se esvaziando. Nada que um programa Pólis não resolva mais tarde. Gastando, uma vez mais, os recursos do Estado. Claro que, enquanto uns olharam para o copo meio vazio, outros olharam para o copo meio cheio. Algumas manchetes destacaram que as casas com vista para os cemitérios, ou para estações de tratamento, que vão pagar menos. É a compensação para os que pagam mais por terem vista para o mar, por exemplo.

 

Um lugar ao sol, não pode ser uma coisa má. Mas, parece que muita gente andou a apanhar demasiado sol na moleirinha.

 

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