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Comprar livros

por Miguel Bastos, em 11.02.21

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Leio esta manhã: "Marcelo Rebelo de Sousa abre a porta à venda de livros". Pelo que percebi, as pessoas não andam a ler, porque a venda de livros tem estado limitada. A partir de hoje, as pessoas vão desligar as novelas e os futebóis, para se dedicarem (finalmente) àquilo que mais gostam: velejar na epopeia grega, desbravar o existencialismo francês, mergulhar no romantismo alemão. Cuidado Cristina, não abordes a lírica camoniana, no programa da manhã, e vais ver as audiências a cair a pique! Ou é isto, ou não estou a ver bem o problema. Excesso de Camões.

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Versalhes

por Miguel Bastos, em 07.12.20

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Versalhes. Acho ridículo terem posto o nome de uma pastelaria a uma cidadezinha nos arredores de Paris. Enfim, só mesmo os franceses. Ah, já agora, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a recandidatura a Belém.

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Portugal mal acompanhado

por Miguel Bastos, em 09.10.20

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COVID-19. Portugal bateu, ontem, um novo recorde de infeções diárias. Mas não está sozinho. Está acompanhado e mal-acompanhado. Novos recordes foram alcançados em países como Espanha, Bélgica, Reino Unido, França ou Itália. Países onde, há poucas semanas, havia milhares de cidadãos a sair para a rua. Manifestavam-se contra as restrições impostas pelos governos: dos horários dos bares e dos restaurantes, das limitações aos consumos de álcool e futebol, da recomendação (ou imposição) do uso da máscara. Reclamavam "liberdade". Queixava-se do poder totalitário dos governos. Muitos poderão, agora, estar a cumprir isolamento em casa, ou nessas instituições de repressão que são os hospitais. Às vezes, a velha Europa parece uma criança: mimada e birrenta.
(Foto: Fernando Alvarado, EPA)

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Política e futebol

por Miguel Bastos, em 26.09.18

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E eis que a lei Bosman chega à política. Manuel Valls - antigo primeiro-ministro francês - é candidato à Câmara de Barcelona. A lei Bosman, recorde-se, reconheceu que os futebolistas são trabalhadores comunitários E, assim sendo, tinham liberdade de circulação dentro do espaço europeu. Valls, que é também um trabalhador europeu, é contra a independência da Catalunha: um europeu, contra o nacionalismo. Se circula bem a bola, não sei. Mas aconselhava-lhe um bom empresário.

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União Nacional

por Miguel Bastos, em 12.03.18

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Marine Le Pen mudou o nome do partido que lidera, para "União Nacional". Podia ter sido uma bela homenagem ao Portugal, do Estado Novo. Mas, no mesmo congresso, suspende um luso descendente, por ser racista. Esta gente confunde-nos.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/marine-le-pen-frente-nacional-passa-a-uniao-nacional_n1063224

 

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Montes e Valls

por Miguel Bastos, em 09.05.17

Já se percebeu que a fé em Macron não move montanhas. Mas, Macron está disposto a ir por montes e Valls.

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Macron 66 - Le Pen 34

por Miguel Bastos, em 08.05.17

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Antes dos “ses" e dos “mas” convém lembrar: Emmanuel Macron ganhou; Mariene Le Pen perdeu. E não foi por pouco. Mesmo que se pudesse desejar que fosse por mais. E Macron não facilitou. Não piscou o olho ao eleitorado de Le Pen (como Fillon). Não procurou a simpatia de Mélenchon (que não lhe deu os votos).

 

Mas, mais importante, Macron não foi na cantiga de Le Pen. A candidata da Frente Nacional insistiu que o ex ministro de Holland era o candidato das élites: um banqueiro, rico, europeísta e liberal. Ele não negou o que é: lembrou, apenas, que a (alegada) candidata do povo é, afinal, a herdeira rica de um colaboracionista nazi, que cresceu num castelo. Ele não herdou. Teve que se fazer à vida.

 

Há muitas incógnitas quanto ao futuro de França. A Frente Nacional tornou-se o primeiro partido nacional e anunciou a sua fusão com o outro partido de extrema direita. Os partidos do centro estão em crise. E não se sabe, ainda, quanto vão valer os partidos de Macron e Mélenchon. Estamos,a penas, a seis semana de novas eleições.

 

Mas, ontem, foi clarinho: 66 - 34. Macron ganhou; Le Pen perdeu. E ouviu-se o Hino da Alegria.

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Volta a França

por Miguel Bastos, em 24.04.17

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Volta a França. Macron, Fillon, Mélenchon e Hamon: quatro candidatos com nomes terminados em “on”. Os três últimos terminaram a etapa, mas saíram da prova. O primeiro dos quarto quer vencer a Volta. A outra candidata, em prova, também quer vencer. Para acabar com tudo.

 

Olhando para a tabela classificativa:

 

Macron: venceu a etapa. Mas, não tem grande equipa. Aliás, não tem equipa: nem grande, nem pequena; nem boa, nem má; nem esquerda nem direita. Pedalou ao centro. Correu-lhe bem.

 

Le Pen: tem uma máquina bem oleada: É velha, mas parece nova. É uma escaladora: subiu bem à montanha. Mas derrapa, sempre, nos circuitos urbanos.

 

Fillon: guinou a direita, para a direita. Derrapou e caiu. Está por apurar a gravidade da lesão.

 

Mélenchon: optou pela pista da esquerda. É formosa, é segura, mas não ganha. Não se sabe quem é que ganha com isso.

 

Hamon: o PS apostou no melhor atleta para ganhar, e teve a sua maior derrota. A culpa é do treinador?

 

A Volta a França, continua. Agora com dois atletas. Fazem-se à estrada e aceleram. Correm contra o tempo.

 

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Outra vez

por Miguel Bastos, em 15.07.16

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Atordoado pelos acontecimentos em Nice, resolvi publicar de novo um texto que escrevi em Novembro. Chama-se "Terroristas vencem sempre". Aqui vai ele. Acho que está actual. Infelizmente.

 

"O problema com o terrorismo, é que os terroristas vencem sempre. Vencem, quando falo do assunto. Venceriam, se o ignorasse. Vencem quando matam. Mas, também, quando falham.  Matar (ou tentar matar) uma pessoa (uma só) - no sítio certo, à hora certa - é motivo para colocarem os media, do mundo inteiro, a falar sobre o assunto. Com imagens contínuas, em “slow motion” ou “fast foward”. Com notícias e reportagens em direto. Com comentários de especialistas. Com fóruns de ouvintes e espectadores. Com capas de jornais e revistas. Com o tráfego da solidariedade e indignação online. Os terroristas vencem sempre.

 

Vencem com o crescimento da extrema direita e da intolerância. Vencem com os discursos “compreensivos”, que evocam o passado colonialista do ocidente ou a falta de políticas de integração. Vencem com as acções militares contra o inimigo. Vencem com o medo, com a raiva, com a violência.

 

Costuma-se dizer, por graça, que o futebol são 11 contra 11 e no final ganha a Alemanha. Com o terrorismo é a mesma coisa. Só que, neste caso, não tem graça nenhuma."

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Só neste país

por Miguel Bastos, em 05.07.16

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Portugal joga à bola com o País de Gales. Estamos no Europeu, as coisas não nos correm mal, antes pelo contrário. Mas, há quem insista em realçar que não estamos a jogar bem, que, até agora, só temos empates, etc. Se Portugal perder com o País de Gales vai ser um mar de gente a dizer “eu sabia”, “eu não te dizia”. São os que dizem que o Cristiano não joga nada e, quando ele marca respondem “estava a ver que não” ou “vá lá, nem sei como é que ele meteu aquele golo”.

 

O selecionador nacional lembrou que muita gente, que jogava bonito, já está em casa. Fez bem. Os Ingleses, por exemplo, são uma grande potência potência de futebol e nunca passam da cepa torta. Nos últimos anos, a Selecção Nacional tem estado sempre presente nas competições internacionais e, na generalidade, tem feito boa figura. Nada mau. Mas é claro que podia ser melhor. Pode sempre. Não somos os melhores. Nunca fomos. Mas também não somos os piores. Era melhor admitirmos as duas coisas, para não andarmos sempre no “vai abaixo e vai acima… pessimista, optimista…” da canção do Sérgio Godinho. A canção chama-se, apropriadamente, “Só neste país”, que é uma das frases mais reveladoras e mais irritantes que temos. Diz Godinho: “Portugal é nosso p'ro bem e p'ro mal”. Com ou sem vitória, neste ou no próximo jogo. Mas, se poderem ganhar... 

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