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Jovem centenário

por Miguel Bastos, em 09.07.21

edgar morin.jpg

António Sampaio da Nóvoa deixou de ser representante de Portugal na UNESCO. Foi exonerado, pelo Presidente da República, por limite de idade. Sampaio da Nóvoa, que chegou a ser adversário político de Marcelo Rebelo de Sousa, está velho: tem 66 anos. O jovem que o exonera tem 72.
 
Entende-se, portanto, que 66 anos é uma idade excessiva para trabalhar na Organização das Nações Unidas, sediada em Paris, que esta semana está a homenagear, com entusiasmo, os 100 anos de Edgar Mourin.
 
Revejo a capa, de ontem, do jornal francês "Liberation": o jovem Mourin interpela-nos “ne baissez pas le bras / não baixem os braços”. Não sei, querido Edgar, isto está difícil. Estamos cansados. Já não temos a sua idade. Enfim, só quem cá chega é que sabe...

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Tiago Rodrigues

por Miguel Bastos, em 05.07.21

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/tiago-rodrigues-e-o-novo-diretor-do-festival-davignon_n1333070

Não será coincidência. No dia em que "O cerejal" é apresentado em Avignon, Tiago Rodrigues é confirmado como o novo diretor do Festival. Um cerejal no topo do bolo.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/tiago-rodrigues-e-o-novo-diretor-do-festival-davignon_n1333070

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Comprar livros

por Miguel Bastos, em 11.02.21

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Leio esta manhã: "Marcelo Rebelo de Sousa abre a porta à venda de livros". Pelo que percebi, as pessoas não andam a ler, porque a venda de livros tem estado limitada. A partir de hoje, as pessoas vão desligar as novelas e os futebóis, para se dedicarem (finalmente) àquilo que mais gostam: velejar na epopeia grega, desbravar o existencialismo francês, mergulhar no romantismo alemão. Cuidado Cristina, não abordes a lírica camoniana, no programa da manhã, e vais ver as audiências a cair a pique! Ou é isto, ou não estou a ver bem o problema. Excesso de Camões.

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Versalhes

por Miguel Bastos, em 07.12.20

marcelo recandidato.jpg

Versalhes. Acho ridículo terem posto o nome de uma pastelaria a uma cidadezinha nos arredores de Paris. Enfim, só mesmo os franceses. Ah, já agora, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a recandidatura a Belém.

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Portugal mal acompanhado

por Miguel Bastos, em 09.10.20

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COVID-19. Portugal bateu, ontem, um novo recorde de infeções diárias. Mas não está sozinho. Está acompanhado e mal-acompanhado. Novos recordes foram alcançados em países como Espanha, Bélgica, Reino Unido, França ou Itália. Países onde, há poucas semanas, havia milhares de cidadãos a sair para a rua. Manifestavam-se contra as restrições impostas pelos governos: dos horários dos bares e dos restaurantes, das limitações aos consumos de álcool e futebol, da recomendação (ou imposição) do uso da máscara. Reclamavam "liberdade". Queixava-se do poder totalitário dos governos. Muitos poderão, agora, estar a cumprir isolamento em casa, ou nessas instituições de repressão que são os hospitais. Às vezes, a velha Europa parece uma criança: mimada e birrenta.
(Foto: Fernando Alvarado, EPA)

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Política e futebol

por Miguel Bastos, em 26.09.18

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E eis que a lei Bosman chega à política. Manuel Valls - antigo primeiro-ministro francês - é candidato à Câmara de Barcelona. A lei Bosman, recorde-se, reconheceu que os futebolistas são trabalhadores comunitários E, assim sendo, tinham liberdade de circulação dentro do espaço europeu. Valls, que é também um trabalhador europeu, é contra a independência da Catalunha: um europeu, contra o nacionalismo. Se circula bem a bola, não sei. Mas aconselhava-lhe um bom empresário.

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União Nacional

por Miguel Bastos, em 12.03.18

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Marine Le Pen mudou o nome do partido que lidera, para "União Nacional". Podia ter sido uma bela homenagem ao Portugal, do Estado Novo. Mas, no mesmo congresso, suspende um luso descendente, por ser racista. Esta gente confunde-nos.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/marine-le-pen-frente-nacional-passa-a-uniao-nacional_n1063224

 

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Montes e Valls

por Miguel Bastos, em 09.05.17

Já se percebeu que a fé em Macron não move montanhas. Mas, Macron está disposto a ir por montes e Valls.

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Macron 66 - Le Pen 34

por Miguel Bastos, em 08.05.17

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Antes dos “ses" e dos “mas” convém lembrar: Emmanuel Macron ganhou; Mariene Le Pen perdeu. E não foi por pouco. Mesmo que se pudesse desejar que fosse por mais. E Macron não facilitou. Não piscou o olho ao eleitorado de Le Pen (como Fillon). Não procurou a simpatia de Mélenchon (que não lhe deu os votos).

 

Mas, mais importante, Macron não foi na cantiga de Le Pen. A candidata da Frente Nacional insistiu que o ex ministro de Holland era o candidato das élites: um banqueiro, rico, europeísta e liberal. Ele não negou o que é: lembrou, apenas, que a (alegada) candidata do povo é, afinal, a herdeira rica de um colaboracionista nazi, que cresceu num castelo. Ele não herdou. Teve que se fazer à vida.

 

Há muitas incógnitas quanto ao futuro de França. A Frente Nacional tornou-se o primeiro partido nacional e anunciou a sua fusão com o outro partido de extrema direita. Os partidos do centro estão em crise. E não se sabe, ainda, quanto vão valer os partidos de Macron e Mélenchon. Estamos,a penas, a seis semana de novas eleições.

 

Mas, ontem, foi clarinho: 66 - 34. Macron ganhou; Le Pen perdeu. E ouviu-se o Hino da Alegria.

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Volta a França

por Miguel Bastos, em 24.04.17

volta a frança.jpg

Volta a França. Macron, Fillon, Mélenchon e Hamon: quatro candidatos com nomes terminados em “on”. Os três últimos terminaram a etapa, mas saíram da prova. O primeiro dos quarto quer vencer a Volta. A outra candidata, em prova, também quer vencer. Para acabar com tudo.

 

Olhando para a tabela classificativa:

 

Macron: venceu a etapa. Mas, não tem grande equipa. Aliás, não tem equipa: nem grande, nem pequena; nem boa, nem má; nem esquerda nem direita. Pedalou ao centro. Correu-lhe bem.

 

Le Pen: tem uma máquina bem oleada: É velha, mas parece nova. É uma escaladora: subiu bem à montanha. Mas derrapa, sempre, nos circuitos urbanos.

 

Fillon: guinou a direita, para a direita. Derrapou e caiu. Está por apurar a gravidade da lesão.

 

Mélenchon: optou pela pista da esquerda. É formosa, é segura, mas não ganha. Não se sabe quem é que ganha com isso.

 

Hamon: o PS apostou no melhor atleta para ganhar, e teve a sua maior derrota. A culpa é do treinador?

 

A Volta a França, continua. Agora com dois atletas. Fazem-se à estrada e aceleram. Correm contra o tempo.

 

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