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Eurovisão

por Miguel Bastos, em 13.05.18

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Obrigado Salvador: por nos mostrares que o mundo pode ser melhor.

Obrigado Eurovisão: por nos mostrares que o mundo é o que é.

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Peu

por Miguel Bastos, em 06.03.18

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Só uma coisa: o Peu Madureira sempre ganhou o Óscar, ou não? É que devia...

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O Salvador, agora a cores

por Miguel Bastos, em 15.05.17

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Fiquei muito feliz, com a vitória do Salvador. Muita gente se perguntou: porque é que a canção ganhou? Boa pergunta. 

 

A canção ganhou, porque tudo se conjugou na perfeição: voz, interpretação, letra, melodia e arranjo. Mas isso não chega. Some-se então dois irmão (amem-se os dois!): cumplicidade, ternura, formação musical, cultura, intuição, discurso, domínio de línguas - do português e do inglês. E ainda o contexto: a Eurovisão é luz e cor; fogo e artifício; silicon e botox; maquilhagem e tatuagem; peito e glúteos; dança e movimento; canto e grito. Os manos Sobral foram a antítese disto tudo. Uma canção singela, em português; num festival histriónico, de mau inglês. E, depois, é difícil não gostar do Salvador: pela sua história (clínica, inclusivé); pela sua postura; pela sua imprevisibilidade; pela sua maluquice. Mas, também, pela forma (maravilhosa) como canta e se entrega.    

 

O Tozé Brito disse, ontem, na RTP (e há muito mérito da RTP nesta vitória!), que este momento é único e irrepetível. Eu acho que sim. Porque é impossível repetir esta conjugação. Ou seja, é preciso aprender com esta vitória, para inventar tudo de novo. Quando se diz, de uma banda, que são os novos Beatles é porque não são. Porque nem os membros dos Beatles conseguiram ser os novos Beatles. Faltavam, sempre, os outros. 

 

PS: Roubei o título deste texto ao livro de Rui Zink: "A Realidade Agora a Cores". É que, às vezes, anda tudo a ver a preto e branco. E o festival já é a cores desde o tempo do "Grande, grande amor" do José Cid.

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O Salvador da Canção

por Miguel Bastos, em 21.02.17

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Tinha pensado em escrever sobre o Festival da Canção. Mas mudei de ideias, por causa do Salvador. Dizia ele que, talvez, as pessoas também gostem de alguma calma, de algum espaço. Algumas das canções da primeira eliminatória do Festival sofrem do problema de costume: muita orquestração supérflua, muito gente a cantar alto, muita pompa sem circunstância. O Festival, pensa-se, é um espetáculo de luz e cor. E, portanto, quanto mais, melhor. E depois, chega o Salvador - o mano da Luísa: desajeitado, desalinhado, desajustado. E passa a eliminatória, porque canta bem, e tem uma boa canção.

 

Toda a gente tem uma ideia sobre como é que devia ser o Festival : mas nenhuma é igual à do vizinho. Uns acham que deve ser moderno; outros acham que deve respeitar a tradição. Uns acham que importa ter “grandes vozes”; outros acham que o que importa é a canção.

 

Talvez Salvador não tenha opinião. Ficamos com a ideia que não. Ele só quer cantar uma boa música. E, com isso, salvou o Festival.

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Waterloo

por Miguel Bastos, em 19.06.15

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Tenho recordações fortes de Waterloo. Ritmo veloz, vozes afinadas, roupas brilhantes,  coreografia, alegria. Para mim, Waterloo eram os ABBA, no seu melhor.

 

Foi em 1974, que o quarteto sueco venceu o festival da Eurovisão e conquistou o mundo. Os ABBA trouxeram uma lufada de ar fresco ao festival, que já estava em crise naquela altura. Waterloo foi, apesar disso, uma jogada arriscada porque podia não agradar aos franceses. Mas isso, eu não sabia.

 

Só mais tarde, é que percebi que Waterloo também era o nome de uma batalha. Não tenho culpa. Quando Napoleão foi derrotado, eu ainda não era nascido. Mas passei a perceber porque é que os ABBA estavam vestidos daquela maneira.

 

Então era uma canção política? Não, eram apenas duas moças a cantar “como Napoleão em Waterloo”: “Waterloo, eu fui derrotada, tu ganhaste a guerra”, “Waterloo, prometo que te irei amar para sempre”. Com os ABBA ninguém perdeu: venceu o amor, venceram a Eurovisão.

 

Os ABBA abriram-me as portas da história europeia. Waterloo foi há 200 anos. Ou há 41. “Depende da vossa fantasia”.

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Eurovisão: noite de karaoke

por Miguel Bastos, em 26.05.15

eurovisao suecia.jpg

 

Houve três eleições este fim de semana. Como não há tempo para falar de Espanha, destaco a mais importante: o Festival da Eurovisão.

 

A Suécia venceu, com uma canção em inglês que fala de heróis. “Todos nós somos heróis, não interessa quem amamos, quem somos, aquilo em que acreditamos” disse Måns Zelmerlöw. O cantor estava ao lado da senhora de barba rija, que venceu no ano passado.

 

Na Eurovisão, quase todos abandonaram a sua língua materna. Esta opção torna os ingleses uns tipos esquisitos. São dos únicos que cantam na sua língua. Daí a pontuação fraca. Já os italianos apresentaram a sua versão dos Il Divo, mas ficaram atrás da versão russa da Celine Dion.

 

Li, hoje, que o cantor sueco está a ser acusado de plagiar "Lovers on the Sun”, de David Guetta. (ver aqui) Realmente, a canção é parecida. Mas, por acaso, havia alguma coisa de original naquele Festival?

 

Se as eleições espanholas revelaram indecisão do eleitorado, o Festival da Eurovisão já escolheu o seu caminho: ser uma noite de karaoke, com muitas luzes e estudantes Erasmus. Great!

 

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