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Só neste país

por Miguel Bastos, em 05.07.16

so neste pais.png

Portugal joga à bola com o País de Gales. Estamos no Europeu, as coisas não nos correm mal, antes pelo contrário. Mas, há quem insista em realçar que não estamos a jogar bem, que, até agora, só temos empates, etc. Se Portugal perder com o País de Gales vai ser um mar de gente a dizer “eu sabia”, “eu não te dizia”. São os que dizem que o Cristiano não joga nada e, quando ele marca respondem “estava a ver que não” ou “vá lá, nem sei como é que ele meteu aquele golo”.

 

O selecionador nacional lembrou que muita gente, que jogava bonito, já está em casa. Fez bem. Os Ingleses, por exemplo, são uma grande potência potência de futebol e nunca passam da cepa torta. Nos últimos anos, a Selecção Nacional tem estado sempre presente nas competições internacionais e, na generalidade, tem feito boa figura. Nada mau. Mas é claro que podia ser melhor. Pode sempre. Não somos os melhores. Nunca fomos. Mas também não somos os piores. Era melhor admitirmos as duas coisas, para não andarmos sempre no “vai abaixo e vai acima… pessimista, optimista…” da canção do Sérgio Godinho. A canção chama-se, apropriadamente, “Só neste país”, que é uma das frases mais reveladoras e mais irritantes que temos. Diz Godinho: “Portugal é nosso p'ro bem e p'ro mal”. Com ou sem vitória, neste ou no próximo jogo. Mas, se poderem ganhar... 

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... foi num bar gay

por Miguel Bastos, em 14.06.16

bandeira gay.jpg

 

Tenho estado atento às reações ao ataque terrorista em Orlando. É impressão minha, ou as pessoas estão-se a indignar, com muita moderação?

 

Haverá razões para isso? Já tinha pensado nalgumas razões. Por exemplo, no Europeu de futebol. Há luta de claques, greves, manifestações e, até, ameaças de terrorismo no Europeu. Mas, em Orlando não houve uma ameaça. Foi, mesmo, um ataque.

 

É certo que foi em Orlando. Não foi em Nova Iorque ou Londres ou Paris. Isso tem importância e será outra razão. Mas é inevitável chegar ao bar. Era um bar gay ou, se preferirem, LGBT.

 

As reações foram cautelosas. As notícias também. Como falar do assunto, sem ferir suscetibilidades? Houve demasiado cuidado com as palavras. João Miguel Tavares aborda (e bem) o assunto, no Público de hoje. Diz-nos, por exemplo que não faz sentido discutir se este foi um atentado terrorista ou um atentado homofóbico. Ele diria que foi “um terrorista assassinou 50 pessoas num bar gay americano”. Parece óbvio, mas ninguém disse. E era importante que o dissessem. Até porque terá sido o pior desde, pelo menos, o 11 de Setembro. E não parece… Toda a gente quis ser Charlie, mas ser Orlando parece mariquice.

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