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Caridade

por Miguel Bastos, em 15.04.21

A Dinamarca prepara-se para oferecer as vacinas da AstraZeneca aos países pobres. Querem fazer um dois em um: evitar tromboses e mostrar que têm bom coração. Lembrei-me duma canção de José Barata-Moura tão atual, que lembra a solidariedade mais antiga do mundo: a caridadezinha.

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Copo meio cheio

por Miguel Bastos, em 09.04.21

copo meio cheio.jpg

Caso já nos tenhamos esquecido, há, por aí, um bicho que mata. E há, também, uma coisa que evita que o faça: chama-se vacina. O processo de investigação e criação da vacina foi de uma rapidez nunca vista. Mas, o processo de vacinação tem sido atribulado: o fabrico e a distribuição têm sofrido vários atrasos e surgiram dúvidas em relação aos efeitos secundários de uma das marcas existentes. As dúvidas são legítimas e têm sido analisadas. Continua, no entanto, a haver uma certeza: o bicho mata.

Ontem, na RTP, o epidemiologista Henrique Barros punha as coisas da seguinte forma: se toda a população portuguesa fosse vacinada com a vacina da AstraZeneca haveria o risco de morrerem 10 a 12 pessoas, em Portugal. Uma desgraça, certamente. Mas, o que dizer das quase 17 mil mortes que já tivemos, desde o início da pandemia? Poderemos, sempre, argumentar que no início não tínhamos vacina. Mas, agora, temos. E, enquanto recusamos uma vacina e interrompemos, repetidamente, o processo de vacinação, o bicho vai matando. Só ontem, morreram 9 pessoas em Portugal: da doença, não da vacina, entenda-se. E, se pensarmos bem, é um alívio  - tendo em conta que já tivemos mais de 300 mortes por dia.

Esta não é, portanto, uma discussão entre o copo meio cheio ou meio vazio. É mais entre o copo meio cheio e a rede nacional de abastecimento de água.

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Rigor alemão

por Miguel Bastos, em 31.03.21

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O governo alemão suspendeu a vacina da AstraZeneca, a menores de 60 anos. Já o tinha feito, a maiores de 65 anos. A próxima decisão poderá permitir a vacina, aos protestantes do norte; ao mesmo tempo que irá desaconselhar a vacina, aos católicos do sul. Ou, então, chega-se à conclusão de que não existem contraindicações - exceto quando administrada às quartas-feiras, da parte da tarde; e aos sábados, da parte da manhã. Lembram-se do rigor alemão? Parece que foi, novamente, abalado. Talvez seja outro efeito secundário da vacina.

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Melhor e pior

por Miguel Bastos, em 18.03.21

Covid-19. Portugal é, hoje, o país da União Europeia com menos novos casos por 100 mil habitantes. O que é que isto nos diz? Bem, antes de mais, convém dizer que é melhor ser "o melhor", do que ser "o pior". Certo? Mas convém, também, lembrar que fomos "os piores", há bem pouco tempo. Tivemos, até, direito ao discurso indignado e acusatório de um ex-presidente, eternamente obcecado com a ideia de "pelotão da frente". Portanto, não vale a pena embandeirar em arco com os dados mais recentes. Da mesma forma que não vale a pena gritar que o barco está a afundar-se, quando o que é importante é pegar no balde e tirar a água do convés. Não somos os melhores, nem somos os piores. Somos como os outros: subimos e descemos nos números, avançamos e recuamos, resistimos, erramos, caímos ao chão, levantamo-nos. No final, eu também acho que "vai ficar tudo bem". O problema é que não sabemos quando é que chegamos ao fim, como é que chegamos, e, pior ainda, sabemos que não vamos chegar todos.

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Enevoado

por Miguel Bastos, em 12.01.21

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Máscara e óculos. Vejo tudo enevoado. Às vezes, fico muito irritado. Outras vezes, até gosto. Parece que estou em Londres. Em tempo de pandemia, usar óculos e máscara é o cosmopolitismo possível.

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Populismo: quanto custa?

por Miguel Bastos, em 18.11.20

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Parece que, para muita gente, discutir a ameaça do populismo e do nacionalismo é uma coisa muito esotérica: "ah, os valores e tal"; "pois, os princípios e coiso"; "sim, os pobres e as minorias". Vamos a coisas concretas: esta semana, os governos da Polónia e da Hungria (e, agora, da Eslovénia) decidiram vetar 750 mil milhões de euros, para a Europa fazer frente ao impacto económico da Covid-19. Uma retaliação pelo facto da Europa sublinhar valores como a democracia e a liberdade. Mais concreto, ainda: com isso, os governos da Polónia e da Hungria bloquearam 15,3 mil milhões de euros a Portugal. A mim, parece-me que é muito dinheiro. Talvez, por ser um idealista. Seguramente, por ser um teso.

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Terramoto

por Miguel Bastos, em 30.10.20

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A terra tremeu, ao início da tarde, entre a Grécia e a Turquia. Já há notícias de mortos, dezenas de feridos, e muita gente soterrada. Vários edifícios, públicos e privados, caíram. Uma nuvem de pó une os dois países, que há décadas vivem de costas voltadas. De resto, este desastre natural acontece numa altura em que há uma nova escalada na tensão, entre os dois países. Mas, a natureza não quer saber das divisões entre os homens. Trata tudo e todos por igual.

[Foto: Ismail Gokmen/AP]

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COVID ultrapassa 3 000

por Miguel Bastos, em 22.10.20

Portugal acaba de ultrapassar a barreira dos três mil casos diários de COVID-19 (3270). Isto, no mesmo dia em que a Comissão Europeia anuncia que vai enviar ventiladores para a República Checa - país que, até há pouco tempo, nos era "vendido" como um exemplo a seguir. O que é que podemos extrair destes dois factos? Que sabemos muito pouco sobre este vírus e a doença. E que devemos estar disponíveis para ouvir e aprender, o que é muito diferente (talvez o oposto) de achar que já sabemos tudo.

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Mourinho das Finanças

por Miguel Bastos, em 16.10.20

mourinho ronaldo.jpg

Depois do Ronaldo das finanças, o Mourinho das finanças. Não se sabe se Jorge Mendes esteve envolvido na transferência. Mourinho vai orientar o treino de hoje. Mourinho Félix, assume a vice-presidência do BEI - o Banco Europeu de Investimento.

[Foto: Tiago Miranda/Expresso]

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Portugal mal acompanhado

por Miguel Bastos, em 09.10.20

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COVID-19. Portugal bateu, ontem, um novo recorde de infeções diárias. Mas não está sozinho. Está acompanhado e mal-acompanhado. Novos recordes foram alcançados em países como Espanha, Bélgica, Reino Unido, França ou Itália. Países onde, há poucas semanas, havia milhares de cidadãos a sair para a rua. Manifestavam-se contra as restrições impostas pelos governos: dos horários dos bares e dos restaurantes, das limitações aos consumos de álcool e futebol, da recomendação (ou imposição) do uso da máscara. Reclamavam "liberdade". Queixava-se do poder totalitário dos governos. Muitos poderão, agora, estar a cumprir isolamento em casa, ou nessas instituições de repressão que são os hospitais. Às vezes, a velha Europa parece uma criança: mimada e birrenta.
(Foto: Fernando Alvarado, EPA)

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