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Volta a França

por Miguel Bastos, em 24.04.17

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Volta a França. Macron, Fillon, Mélenchon e Hamon: quatro candidatos com nomes terminados em “on”. Os três últimos terminaram a etapa, mas saíram da prova. O primeiro dos quarto quer vencer a Volta. A outra candidata, em prova, também quer vencer. Para acabar com tudo.

 

Olhando para a tabela classificativa:

 

Macron: venceu a etapa. Mas, não tem grande equipa. Aliás, não tem equipa: nem grande, nem pequena; nem boa, nem má; nem esquerda nem direita. Pedalou ao centro. Correu-lhe bem.

 

Le Pen: tem uma máquina bem oleada: É velha, mas parece nova. É uma escaladora: subiu bem à montanha. Mas derrapa, sempre, nos circuitos urbanos.

 

Fillon: guinou a direita, para a direita. Derrapou e caiu. Está por apurar a gravidade da lesão.

 

Mélenchon: optou pela pista da esquerda. É formosa, é segura, mas não ganha. Não se sabe quem é que ganha com isso.

 

Hamon: o PS apostou no melhor atleta para ganhar, e teve a sua maior derrota. A culpa é do treinador?

 

A Volta a França, continua. Agora com dois atletas. Fazem-se à estrada e aceleram. Correm contra o tempo.

 

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Pacheco Pereira e o PSD

por Miguel Bastos, em 09.12.15

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Pacheco Pereira devia sair do PSD. A sugestão foi de um deputado do partido. Quem? Duarte Marques. Quem? Pois, o problema começa aqui. Os jornais andaram a fazer manchetes com uma declaração de Duarte Marques, que ninguém sabe quem é.

 

Já Pacheco Pereira é bem conhecido. Militou na extrema-esquerda, “centrou-se” na campanha presidencial de Soares, “endireitou-se” com as maiorias de Cavaco Silva. Foi deputado, líder da bancada laranja, vice-presidente do Parlamento Europeu. Mas, conhecemos Pacheco Pereira, sobretudo, dos media. Ele está, há mais de 30 anos, nos jornais, revistas, rádio, televisão, blogosfera. Pacheco Pereira está em todas. Está nos livros, que lê e colecciona, e nos que escreve, com destaque para a extensa biografia de Álvaro Cunhal.

 

Há pouco mais de um mês, o subdiretor do DN, perguntava-lhe porque é que permanecia  militante do PSD se, nos últimos anos, estava sempre a fazer-lhe oposição. Pacheco Pereira responde que o PSD actual, não é o PSD da sua história e mantém a esperança que o PSD recupere a posição charneira entre o centro-esquerda e o centro-direita. Pacheco ainda acredita que o partido mude. Olhando para Duarte Marques, diria que há coisas que nunca mudam…

 

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Direita, esquerda, volver

por Miguel Bastos, em 07.12.15

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Enquanto, em Portugal, discutimos se Passos Coelho é do centro moderado, ou se o governo de António Costa é de esquerda radical, há um país onde a direita radical existe mesmo. Em França, a Frente Nacional cresce, de eleição para eleição. O partido de Marine Le Pen tem, agora, mais de sete milhões de eleitores. Em algumas regiões, a percentagem anda à volta de 50%. Ou seja, Marine Le Pen tem, cada vez mais, hipóteses de vir a ser Presidente da República.

 

Esta possibilidade limita o otimismo que alguns depositavam na recuperação da popularidade de François Hollande, depois dos atentados de Paris. Antes dos atentados, a popularidade de Hollande era mais baixa do que a de Cavaco, em Portugal.

 

A expectativa de que a Europa estava a virar à esquerda, com a vitória de Hollande, foi contrariada pela eleição de Merkel, na Alemanha. A vitória de Tsipras, na Grécia, foi contrariada pela vitória de Cameron, no Reino Unido. Não se pode, portanto, falar de viragens à esquerda ou à direita. A estrada da Europa tem muitos ziguezagues. Mas, quando a direita é extrema, a Europa corre o risco de se despistar.

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Indigita, filho, indigita

por Miguel Bastos, em 23.10.15

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Cavaco Silva resolveu indigitar Passos Coelho como primeiro-ministro. Tomou, mal, uma boa decisão. Foi uma boa decisão porque nomeou o líder da Coligação, a força política mais votada. Mas foi um processo mal conduzido: no tempo e nos termos.

 

O Presidente da República esteve mal antes das eleições ao deixar instalar a ideia de que só nomearia um governo maioritário. Depois, esteve mal quando, a seguir às eleições, chamou Passos Coelho, encarregando-o de formar governo. Durante esse tempo, a Coligação fez de conta que tinha maioria absoluta e o PS fez de conta que ganhou as eleições. Cavaco assistiu ao longe…

 

Finalmente, esteve mal, ontem, nos motivos evocados para justificar a sua decisão. Cavaco Silva, que gosta de propagandear consensos e estabilidade, balcanizou o sistema partidário português e apelou aos deputados do PS para votarem contra a direcção do partido. Finalmente, antecipou a quebra de confiança dos financiadores e dos mercados em Portugal.

 

Bravo, senhor Presidente! Agora, que estamos mais perto da estabilidade, indigitemos.

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