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Cartas de amor

por Miguel Bastos, em 02.06.19

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Amanhã, Donald Trump chega ao Reino Unido. Mas, já enviou cartas de amor a Boris Johnson, que daria um “excelente” líder do Partido Conservador; e a Nigel Farage, que é a pessoa ideal para negociar o Brexit. No fundo, Trump tem dois amores, como na canção de Marco Paulo. Mas, se Johnson e Farage são parecidos, Marco e Donald em nada são iguais: um é um cantor popular, o outro é um senhor populista.

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Nova guerra

por Miguel Bastos, em 01.06.18

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Donald gosta de uma boa guerra. A nova guerra é com a velha Europa. Há quem o ache enferrujado. Mas, o Donald está "como o aço".

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Irão

por Miguel Bastos, em 09.05.18

 

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... nós iremos/ vós ireis/ eles Irão. Eu sei que o problema é geopolítico. Mas é bom consultar a gramática. Para perceber se o sujeito está bem conjugado com o verbo de ação. E o que nos reserva o futuro.

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Rambo de fora

por Miguel Bastos, em 26.07.17

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Afinal, o que é um herói? Depende do lado da barricada. Xanana Gusmão, por exemplo: era um terrorista, para o regime indonésio; e um herói, para os timorenses. Nelson Mandela: era um líder subversivo, para o governo branco da África do Sul; e um herói, para o mundo inteiro. Mas, para o homem que quer construir um muro entre o México e os Estados Unidos, não há barricadas. John McCain é um herói de guerra, para os americanos; mas não era um herói, para Donald Trump. Porque se fosse, defendeu Trump, não tinha sido preso pelos vietnamitas. Trump é assim: vê o mundo pelos olhos de Hollywood. Herói é o Rambo.

 

Só que, entretanto, Trump mudou de opinião e, agora, diz que McCain é um "herói americano". Porquê? Porque o senador, que foi candidato republicano contra Obama, votou a favor do fim do Obamacare. O actual presidente ​quer acabar com o sistema de saúde, criado por Barak Obama. E quer criar um novo, que ainda não se sabe o que é, mas que será "espetacular", nas palavras de Trump. Só que as palavras de Trump são voláteis, como se vê no caso de McCain. Alguém que arrisca a vida numa guerra, em nome do seu país, não é um herói. Herói é quem vota Trump. Herói é quem lhe der jeito. Herói é ele próprio. 

 

No fundo, Donald Trump, é isto: um herói com o Rambo de fora.

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Sadiq é o mayor

por Miguel Bastos, em 06.06.17

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Sadiq Khan pediu aos londrinos para não se alarmarem com a maior presença de polícia nas ruas. Foi criticado por Donald Trump, no twitter, por não levar o terrorismo a sério. Sadiq Khan já sabia (claro!) que tinham morrido 7 pessoas e que 48 pessoas tinham ficado feridas. Não foi preciso Trump dizer-lhe. Sadiq Khan não respondeu. Disse que tinha mais que fazer.

 

Sadiq Khan considerou o ataque cobarde e cruel. E que os londrinos não se devem deixar amedrontar. Está zangado e furioso. Mas, apelou à união. E praticou a união: ao lado de conservadores e trabalhistas; de médicos e polícias; bombeiros e líderes religiosos. Disse, ainda, que os terroristas odeiam a democracia. E que a ideologia que defendem é perversa e venenosa. Ele sabe que a luta não entre gente de cor diferente; ou entre gente de religiões diferentes. É entre a democracia e o totalitarismo. Entre liberdade e fanatismo.

 

Sadiq Khan prestou homenagem aos que morreram. Com gente de todas as cores e religiões. Sadiq Khan disse que os que matam em nome do Islão não o representam. Sadiq Khan é muçulmano. Sadiq Khan é o mayor. É mesmo.

 

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Diretor do FBI?

por Miguel Bastos, em 31.05.17

Pergunta o DN: "Quem quer ser diretor do FBI?" Estranhei. Então, o concurso não era "Quem quer ser milionário"? Mas, depois, pensei: o cargo de milionário já está ocupado...

http://www.dn.pt/mundo/interior/trump-prossegue-busca-novo-diretor-fbi-com-mais-entrevistados-apos-varias-negas-8519957.html

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Pato Donald

por Miguel Bastos, em 30.01.17

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Friedrich emigrou para os Estados Unidos e enriqueceu. O filho, herdou dinheiro e o nome. Mas, o nome, já estava devidamente americanizado: Fred. Fred casou com uma mulher escocesa, de férias em Nova Iorque. Foi nesta cidade que fez prédios e filhos. Mais prédios do que filhos, é certo. Mesmo assim, fez cinco. Filhos. A um chamou-lhe Fred, como o pai. A outro chamou-lhe Donald, como o pato. Donald herdou a empresa de construção e tornou-se um pato bravo, como o pai. E, como o pai, fez prédios e filhos. Cinco. Mas, Donald é um pato moderno. Fez os filhos em prestações suaves e, como bom pato de negócios, deslocalizou a produção com modelos feitos na Checoslováquia e na Eslovénia.

 

Com um passado tão rico (mesmo!) e cosmopolita, fazia sentido pensar que o seu objectivo de “tornar a América grande, outra vez”, passasse por abrir as portas a mais emigrantes empreendedores. Mas não, as portas são para fechar. O que nos deixa a pensar: "E se o pato tiver razão?” Se tivessem sido mais exigentes nas políticas de emigração, a América não teria chegado onde chegou: a ter patos, na Casa Branca.

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São todos iguais?

por Miguel Bastos, em 22.11.16

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"São todos iguais! Querem é tacho! Só pensam neles! Só falam connosco para pedir votos! Eu não voto! Não quero saber! São todos iguais!" Não é verdade. Os políticos não são todos iguais. É verdade que são parecidos. E, às vezes, são tão parecidos, que parecem iguais.

 

O fim do império soviético e da guerra fria, e a vitória do capitalismo, fez-nos dispensar a Política e tornou os políticos ainda mais iguais. Durante um tempo pareceu que se devia tomar decisões, apoiadas, apenas, na técnica. Cresceram os mercados e os tecnocratas. Diminuiu a lei, o Estado e a política. Desapareceu a ideologia.

 

E foi crescendo a demagogia, o populismo, que descamba, facilmente, para o racismo e a xenofobia. Os políticos não são todos iguais. Basta olhar para Trump, Farage, Boris Johnson, Marine Le Pen, Putin, Viktor Orbán. O que me deixa triste é que eu sempre achei que as pessoas mudariam de opinião, com os bons exemplos. Não mudaram. Ao menos, que mudem com os maus.

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Somos fascistas, yo!

por Miguel Bastos, em 28.03.16

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Olho para as imagens dos manifestantes de extrema-direita na Bélgica, e não posso deixar de frisar a ironia. Os manifestantes de inspiração fascista usam streetwear: calças de corte largo, cinta descaída, base apertada; casacos de capucho. Os jovens fascistas vestem como os rappers americanos, que inspiraram os jovens de todas as cores, em todos os países do mundo. Europa incluída. Mesmo a Europa que exclui, ou pede exclusão.

 

Se calhar, não nos devíamos surpreender. O homem que defendeu uma Alemanha pura e dominante (“über alles”) era, na verdade, … austríaco. O homem que defende uma América sem emigrantes - Donald Trump - é descendente de emigrantes e marido e ex-marido de mulheres emigrantes.

 

Como estão preocupados com a segurança, os hooligans e skinheads acendem tochas e lançam petardos. A polícia não revistou os desordeiros. A polícia, que, de resto, já veio ameaçar fazer greve no aeroporto. Em nome da segurança.

 

Há muita gente a brincar com o fogo. E não são só os terroristas.

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