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Pato Donald

por Miguel Bastos, em 30.01.17

donald.jpg

Friedrich emigrou para os Estados Unidos e enriqueceu. O filho, herdou dinheiro e o nome. Mas, o nome, já estava devidamente americanizado: Fred. Fred casou com uma mulher escocesa, de férias em Nova Iorque. Foi nesta cidade que fez prédios e filhos. Mais prédios do que filhos, é certo. Mesmo assim, fez cinco. Filhos. A um chamou-lhe Fred, como o pai. A outro chamou-lhe Donald, como o pato. Donald herdou a empresa de construção e tornou-se um pato bravo, como o pai. E, como o pai, fez prédios e filhos. Cinco. Mas, Donald é um pato moderno. Fez os filhos em prestações suaves e, como bom pato de negócios, deslocalizou a produção com modelos feitos na Checoslováquia e na Eslovénia.

 

Com um passado tão rico (mesmo!) e cosmopolita, fazia sentido pensar que o seu objectivo de “tornar a América grande, outra vez”, passasse por abrir as portas a mais emigrantes empreendedores. Mas não, as portas são para fechar. O que nos deixa a pensar: "E se o pato tiver razão?” Se tivessem sido mais exigentes nas políticas de emigração, a América não teria chegado onde chegou: a ter patos, na Casa Branca.

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Raios te partam, Ágata

por Miguel Bastos, em 19.11.16

Raios te partam, Ágata!  .jpg

Ágata resolveu acrescentar profundidade ao universo fútil de Leonard Cohen. Vai daí, anunciou uma nova versão de “Hallelujah”. Diz Ágata: “Não foi por ele ter partido que gravei o tema”. Raios te partam, Ágata! Mas, quem é que iria pensar numa coisa dessas? Não nos esquecemos da cantora que disse, em tempos, que “uma mulher deve ser sensual, até a pôr a mesa”. E, vai daí, Ágata resolveu vestir uma toalha de mesa de natal (daquelas prateadas e brilhantes) e pôr uma unhas no mesmo tom. Mas, deixou um decote sensual, para provar que é sempre consequente com as suas afirmações. Depois, foi só acrescentar seis crianças com ar de anjinho e voz de catequese, e um altar em azulejo e talha dourada. Coisa mais linda. Aprende, Leonardo!

 

Por uma vez na vida, Ágata deixa o universo lírico de “Perfume de Mulher”, “Mãe solteira” e “Comunhão de bens”, e mergulha no universo de um cantor popular. É assim mesmo. A cantora não tem preconceitos. Nós também não. Temos é medo. O que é que se vai seguir? Donald Trump a cantar “First we take Manhattan”?

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