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Democracia de pé

por Miguel Bastos, em 02.01.19

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"Pensem como demorou tempo e foi custoso pôr de pé uma democracia e como é fácil destruí-la", disse o Presidente da República de Portugal, no dia da tomada de posse do Presidente do Brasil.

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Oscar

por Miguel Bastos, em 05.12.18

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Oscar Niemeyer desenhou Brasília, para a democracia. Mas a cidade foi colonizada pela ditadura. E Oscar recusou, sempre, qualquer forma de ditadura. Até, a do ângulo reto. Niemeyer morreu há 6 anos. A sua obra ainda está aí: para as curvas.

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Costaguana

por Miguel Bastos, em 08.10.18

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É um país da América Latina. Ora dominado pelo capital dos estrangeiros, que se instalam no país para trabalhar e enriquecer. Ora dominado pelos movimentos de libertação nacional, que se revoltam contra a miséria do povo e tomam o poder. Uns contra os outros, uns atrás dos outros. Nem uns, nem outros, hesitam em recorrer à violência, para impor o seu domínio numa sucessão de ditaduras. Nem uns, nem outros, hesitam em agitar a defesa do bem comum, em benefício próprio.

 

Joseph Conrad, um polaco que se aventurou nos mares para descobrir o mundo inteiro, transformou-se num escritor britânico lido no mundo inteiro. Escritor brilhante, observador atento, pessimista e provocador. Em “Nostromo”, Conrad inventou um país chamado Costaguana. Mas é evidente que este país é baseado numa história verídica. Uma história que se repete: no mesmo país, noutros países semelhantes. Uma história que se repete, até aos dias de hoje. Como prova o dia de hoje.

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Idade do Ferro

por Miguel Bastos, em 14.11.16

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Rita Ferro resolveu escrever um livro sobre o seu avô: António Ferro. O homem da propaganda de Salazar tentou criar uma política que moldasse a cultura e as artes ao regime. O projeto era  característicos dos regimes totalitários que grassavam a Europa dos anos 30 e 40: em Itália, na Alemanha, na União Soviética. Fiquei com algumas reservas, relativamente a Rita Ferro: o livro é um romance histórico (não será o meu género preferido) e o DN colocava como título da entrevista “Ainda há gente que quer matar-nos por causa do nosso avô António Ferro”. Achei exagerado.

 

Tinha lido a entrevista de manhã, em papel, mas, quando, ao final do dia, passei pela edição on line do DN reparei que o texto tinha muitos comentários. Não sei o que achei mais lamentável: se os comentário a criticar a autora, por ser neta de um fascista e não fazer a sua autocrítica; se os que apoiavam a autora, criticando a “corrupção” da democracia e defendendo a ditadura de Salazar. À vezes penso que não estamos, sequer, na Idade do Ferro. Estamos na Idade da Pedra.

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No Panamá

por Miguel Bastos, em 07.04.16

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Gostava de falar do caso dos documentos do Panamá. É um problema dos ricos, que são tão ricos, que não sabem o que fazer com o dinheiro. Não sabem onde o gastar. Nem como o gastar. É um problema grave que, a maioria de nós (felizmente!), não vai ter que enfrentar.

 

No dia a seguir ao escândalo ter rebentado, Rui Tavares perguntava no Público: “O que é que têm em comum Vladimir Putin e Petro Poroshenko?” e a resposta era “guardam o dinheiro no mesmo sítio”. Que é como quem diz, são adversários, mas não são parvos. São inimigos, mas não são parvos. São ricos, mas não são parvos.

 

Dinheiro é dinheiro. Pode ser ganho de forma legal ou ilegal; de forma legítima ou ilegítima; à custa de si próprio ou à custa dos outros; cometendo crimes ou sem cometer crimes; ou, mesmo, para cometer crimes. Podem ser democratas ou ditadores; de esquerda ou de direita; artistas ou estrelas do deporto; empresas ou empresários; polícias ou ladrões. É indiferente. O dinheiro, quando é muito, quando é mesmo muito, acaba no mesmo sítio.

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Quem é o Franco?

por Miguel Bastos, em 30.07.15

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Um jogador de futebol apresentou-se, aos sócios e à imprensa, com uma t-shirt com a imagem de Franco. O ditador é espanhol, o clube também, o jogador é português. Mas o caso deu que falar nos jornais e nas redes sociais. Não gosto destas ondas de indignação politicamente correctas. Mas o caso, é lamentável.

 

Em comunicado, o jogador reagiu: “Peço desculpa por não conhecer a história de Espanha, mas de facto não fazia a mínima ideia de quem era esta pessoa... até agora!”. Desculpas aceites. A seguir acrescenta “Eu (…) não tenho ideais políticos e nunca votei na minha vida!”. Isso já é mais grave. Mas há pior.

 

Quando lhe perguntaram se ia deitar a t-shirt fora respondeu “Nem pensar, era só o que faltava!” Que é como que diz:

 

“Só porque o senhor fez uma guerra civil, com a ajuda de Hitler e Mussolini, que provocou a morte de um milhão de pessoas?”

“Só porque perseguir, torturou e matou milhares de pessoas durante a sua governação, de quase quarenta anos?”

“Só porque a ditadura durou até à morte de Franco?”

“Era só o que faltava! A t-shirt custou-me 30 euros”

 

O que é mais triste, é que a pobre criatura não aprendeu nada. Desculpa-se a ignorância. Já a estupidez…

 

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