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Ai, Jesus

por Miguel Bastos, em 06.06.18

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Sai do Sporting. Entra para o Al-Hilal. Vai ser divertido ver milhares de árabes a pedir a vitória de Jesus. 

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É desporto

por Miguel Bastos, em 05.06.18

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Gosto quando a televisão acaba a repetição do programa da bola e arranca com as televendas de equipamentos de ginástica. No fundo, continua a ser desporto. O que muda é o índice de massa corporal.  

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Zap Canal

por Miguel Bastos, em 18.05.18

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Ontem, dei a volta ao Zap Canal. Mudar de canal, para ver o mesmo tema, com os mesmos protagonistas. O presidente da assembleia geral do Sporting fez o pleno: rodou por todos os canais, na mesma noite. O presidente do Sporting falou à Nação: numa conversa em família, em direto e em sentido único, como convém.

 

Antes, durante e depois, foi comentado pelos comentadores do costume. No canal do Estado, um ex-ministro - que foi, até há pouco tempo, apoiante de Bruno de Carvalho - falou do papel regulador do Estado. “O Estado não vai fazer nada”, responde o outro, “porque os políticos não têm coragem.” Com décadas de política, o político corajoso também foi ministro, num governo liderado por um ex-presidente do Sporting. “Ainda esta semana, um comentador ofereceu pancada a outro”, diz o primeiro. “Eu sei quem é”, diz o outro, “é meu amigo”. Claro que é: trabalharam juntos nos jornais, foram juntos para o governo, pelo mesmo partido. Que é, também, o partido do protagonista no canal ao lado: outro ex-ministro, várias vezes apontado como alternativa ao actual presidente do Sporting.

 

No Zap Canal falou-se de muita coisa. Infelizmente, não se falou de separação de poderes.

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Olha a bola, Miguel

por Miguel Bastos, em 03.05.18

miguel maia.jpeg

O Sporting é campeão de voleibol. Quebra um jejum de 24 anos. Nessa altura, em que ganhava coisas, o Sporting tinha um atleta chamado Miguel Maia. Agora, mais de 20 anos depois, voltou a ser campeão, com o mesmo atleta. Miguel Maia, tem 47 anos e uma carreira surpreendente. Foi campeão, pela primeira vez, com a equipa que ajudou a subir à primeira divisão (Académica de Espinho). Mudou-se para o Sporting e foi tricampeão. Voltou à sua terra natal e conquistou mais 11 campeonatos (pelo Sporting de Espinho). De regresso ao Sporting, volta a ser campeão (e vão 16!).

 

Miguel Maia brilhou, ainda, no voleibol de praia, com João Brenha. Estiveram nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996), Sydney (2000) e Atenas (2004). Chegaram, por duas vezes, à beira do pódio (4º lugar). A dupla acabou, porque João lesionou-se. Miguel teve mais sorte. Mas a sorte, não retira o mérito a Miguel Maia.

 

Na canção de José Barata-Moura, a bola do Manel foi-se embora, fugiu. A bola do Miguel não fugiu, que ele não deixou. Não sei se o desporto é isto. Mas, sei que devia ser.

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Parece que é bruxo!

por Miguel Bastos, em 06.07.17

Gosto de ver ex-ministros, ex-jogadores, ex-jornalistas, ex- treinadores, ex-deputados, ex-gestores, ex-advogados, a discutir bruxaria. Uma pessoa pensa que estão no fim da carreira, mas, afinal, eles conseguem ir mais Além.

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Obra do Espírito Santo?

por Miguel Bastos, em 01.06.16

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Nuno Espírito Santo é o novo treinador do Futebol Clube do Porto. A sério? Estou tão surpreendido! Estou a brincar. Na verdade, eu já sabia, porque toda a gente já sabia. Bem, sabia, mas, como todos, não tinha a certeza. Não havia “confirmação oficial”. Ainda, recentemente, tivemos um caso semelhante: a ida de Mourinho para o Manchester United. O futebol vive muito do “vou-te dizer um segredo, mas não digas a ninguém” que marcou a nossa infância.

 

Muitos dos que se queixam que os media são especulativos e inventam coisas, alimentam os rumores nos media, dão pistas e informações. São fontes, mas não se deixam identificar. Claro que há especulação, mas também há manipulação. Ambas as coisas são lamentáveis. Se Nuno Espírito Santos já estava certo no Porto porque é que , hoje mesmo, circularam notícias a dizer que ainda não era certo? Porque tudo tem o seu tempo, poder-se-à dizer. Mas, se assim é, porque é que os jornalistas já sabiam? Sabiam, porque alguém lhes disse. Porque queria dizer e porque queria que se soubesse.

 

Os jornalistas não adivinham. As notícias não surgem por obra do Espírito Santo.

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Zumba na Caneca

por Miguel Bastos, em 23.06.15

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O meu filho teve uma aula de Zumba. “E gostaste”, perguntei. “Não”, respondeu, “a música era muito pimba”. O meu filho tem seis anos.

 

Andam-nos a vender a Zumba há dois ou três anos. A dança começou nos anos 90, a moda chegou a Portugal há pouco tempo. Já li artigos sobre o assunto. Já assisti a pequenas demonstrações. Eu, que gosto de música latina e de exercício físico, não achei grande graça à Zumba. Pareceu-me uma mistura de aula de ginástica e lambada.

 

E, no entanto, toda a gente parece muito entusiasmada. Gente que (sim senhor!) está na moda e é elegante e faz running. E faz Zumba, com roupas de marca que se usam no “fitness”, no “step” e no “body balance”.

 

Ao ler que mais de 15 milhões de pessoas fazem Zumba regularmente; ou que o mundo se rendeu à Zumba; encolho-me e penso “Se calhar, eu é que estou errado”. Mas, felizmente, existem as crianças. Elas dizem sempre o que pensam:

                                     “E gostaste?”

                                     “Não, a música era muito pimpa.”

 

Há uns anos, havia o “Zumba na Caneca”. Dizia-se que era piroso. Já não deve ser. Volta Tonicha, sentimos a tua falta.

 

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Ai, Jesus!

por Miguel Bastos, em 04.06.15

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Hoje é dia de Jesus. Alguém quer saber do IVA da OCDE; do IRS do PSD/CDS; da TSU do PS? Não. Queremos saber do SLB. Queremos saber do SCP. Queremos saber de Jesus.

 

No dia de Jesus, quem é que quer saber da dívida na Constituição? Só se for da constituição de Jesus: Rui Patrício fica, William Carvalho fica… Quem é que fica mais? Quem é que sai? Quem é que vem?

 

No dia de Jesus, quem é que quer saber do Novo Banco? Só se for do novo banco de Jesus: Inácio sai, Bruno de Carvalho sai, só Jesus fica.

 

No dia de Jesus, quem é que quer saber da providência cautelar da TAP; do interesse público da TAP; do bacalhau de Portas; dos telemóveis dos polícias; dos portugueses a 7 mil euros; da lista VIP na ASAE; das dívidas da Grécia? Ninguém…

 

E não me digam que é porque só se pensa em futebol. Porque não é por isso. Porque, não queremos saber dos golos dos Sub-20; nem da FIFA do senhor Blatter; nem do Rafa Benítez no Real, nem do Quaresma, todo nú, na revista da Cristina.

 

Queremos saber de Jesus. Só Jesus, importa. Aleluia. Amén.

 

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Rally de Portugal

por Miguel Bastos, em 22.05.15

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Para nós também era uma prova dura. Convencer o pai. Encher a Renault 12, com amigos, comida, bebida e cobertores. Fazer uma direta. Procurar um sítio para estacionar o carro e outro para estacionamo-nos. Ver o sol nascer na serra, enrolados em cobertores. Aquecer à volta de uma fogueira. Cantar “os meninos à volta da fogueira”, a rir e a esfregar as mãos. Ouvir os motores, levantar de repente e ver os carros a passar por nós, a levantar pó, a desaparecer, a serpentear, lá longe, pela serra.

 

Depois a desilusão de sempre. Vê-se melhor em casa: com câmaras, imagens editadas, repórteres e comentadores. Mas a televisão não tem o cheiro a escape, os “rateres", a emoção. Muito menos os cânticos, as conversas, a chouriça na brasa. E, por isso, voltávamos no ano seguinte

 

O Rally de Portugal era uma festa. Era a coisa mais parecida com um festival de rock. Só o soube mais tarde, quando a moda dos festivais chegou a Portugal. Voltei a sentir a mesma excitação, a mesma alegria, o mesmo cansaço.

 

Olhei para a Manuel Azevedo, no palco. Pareceu-me ver a Michèle Mouton.

 

PS: Lamentavelmente, um incêndio em Ponte de Lima perturbou hoje o Rally de Portugal, mas, pior ainda, a vida das pessoas daquela região.

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Os Campeões de Portugal

por Miguel Bastos, em 18.05.15

jorge jesus.jpg

 

O Benfica é o novo campeão de Portugal. Se eu percebesse de futebol (pelo menos um bocadinho) poderia discutir a presidência de Luís Filipe Vieira, a liderança de Jorge Jesus, ou o nível do plantel. Ou então, os deméritos dos adversários. Mas, não é o caso.

 

No entanto, acho alguma graça ao personagem Jorge Jesus. E não deixo de reparar que ele (apesar de todas as dificuldades com a língua portuguesa) é português. Ao que parece, um bom português. Acaba de conquistar mais um título para o Benfica. E pela segunda vez, consecutiva.

 

Ao passar os olhos pelos jornais de hoje vejo outros treinadores portugueses campeões: André Villas-Boas é campeão, na Rússia, e Paulo Sousa, na Suíça. Juntam-se, assim, a Vítor Pereira, na Grécia, e José Mourinho, em Inglaterra.

 

Temos jogadores e treinadores espalhados pelos melhores clube do mundo. Acho que não restam dúvidas. Somos bons no futebol. Devemos ter orgulho nisso.

 

PS: Obrigado ao Sapo por ter promovido a discussão sobre o Acordo ortográfico. E obrigado a todos os que discutiram o meu último post.

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