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Uma vacina

por Miguel Bastos, em 14.04.21

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- Temos de almoçar depressa.
- Porquê?
- Porque o mano tem de ir tomar uma vacina.
- O quê, já?!
- Como assim?
- Pensei que o mano fosse dos últimos!
- É uma vacina que estava em atraso. Espera lá, não é a vacina que está a pensar!
- Ai, não?!
- Não. Sabes, há mais doenças e há mais vacinas. Não é só a da Covid.
- A sério? Não sabia.

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Correr por gosto

por Miguel Bastos, em 12.04.21

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Ontem, fui correr para o parque. Tinha um objetivo bem definido: perder peso. Nem que fossem 100 gramas. Encontrei, por acaso, uma amiga, que festejava o aniversário. Comi uma fatia de bolo, agradeci e voltei para casa. Quem corre por gosto, cansa. E o que não mata, engorda.

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Copo meio cheio

por Miguel Bastos, em 09.04.21

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Caso já nos tenhamos esquecido, há, por aí, um bicho que mata. E há, também, uma coisa que evita que o faça: chama-se vacina. O processo de investigação e criação da vacina foi de uma rapidez nunca vista. Mas, o processo de vacinação tem sido atribulado: o fabrico e a distribuição têm sofrido vários atrasos e surgiram dúvidas em relação aos efeitos secundários de uma das marcas existentes. As dúvidas são legítimas e têm sido analisadas. Continua, no entanto, a haver uma certeza: o bicho mata.

Ontem, na RTP, o epidemiologista Henrique Barros punha as coisas da seguinte forma: se toda a população portuguesa fosse vacinada com a vacina da AstraZeneca haveria o risco de morrerem 10 a 12 pessoas, em Portugal. Uma desgraça, certamente. Mas, o que dizer das quase 17 mil mortes que já tivemos, desde o início da pandemia? Poderemos, sempre, argumentar que no início não tínhamos vacina. Mas, agora, temos. E, enquanto recusamos uma vacina e interrompemos, repetidamente, o processo de vacinação, o bicho vai matando. Só ontem, morreram 9 pessoas em Portugal: da doença, não da vacina, entenda-se. E, se pensarmos bem, é um alívio  - tendo em conta que já tivemos mais de 300 mortes por dia.

Esta não é, portanto, uma discussão entre o copo meio cheio ou meio vazio. É mais entre o copo meio cheio e a rede nacional de abastecimento de água.

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Mata-bicho

por Miguel Bastos, em 08.04.21

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Taça de plástico. Serve para levar a merenda para o trabalho. Antes, achava-a muito jeitosa. Mas, agora, gosto menos. Faz-me lembrar o bicho manhoso. Passou do mata-bicho ao bicho que mata.

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Rigor alemão

por Miguel Bastos, em 31.03.21

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O governo alemão suspendeu a vacina da AstraZeneca, a menores de 60 anos. Já o tinha feito, a maiores de 65 anos. A próxima decisão poderá permitir a vacina, aos protestantes do norte; ao mesmo tempo que irá desaconselhar a vacina, aos católicos do sul. Ou, então, chega-se à conclusão de que não existem contraindicações - exceto quando administrada às quartas-feiras, da parte da tarde; e aos sábados, da parte da manhã. Lembram-se do rigor alemão? Parece que foi, novamente, abalado. Talvez seja outro efeito secundário da vacina.

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Páscoa

por Miguel Bastos, em 30.03.21

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A Páscoa está a chegar. Credo! Está na altura de limpar os cristais, as porcelanas inglesas e as pratas de família. Que trabalheira! Depois, penso: "não tenho cristais, nem porcelanas, nem pratas de família" e fico contente. Veem? E ainda dizem que não há alegria na pobreza...

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Mundo louco

por Miguel Bastos, em 24.03.21

O mundo (já se sabe) está louco. Mas, não é de agora. Em 1983, Curt Smith (Tears for Fears) já cantava a loucura do mundo. Quase 40 anos depois, aqui está ele a cantar "Mad world", acompanhado da sua filha encantadora. O mundo está louco. Agora, um bocadinho mais. Às vezes, até nos vêm as lágrimas aos olhos. Que, desta vez, seja da beleza e não do medo.

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Vendas ao postigo

por Miguel Bastos, em 22.03.21

Cuidado com as vendas ao postigo! Podem ser perigosas! Esta manhã, fui tomar um café ao postigo. Soube-me tão bem, que a seguir comprei uma mala de viagem,  para usar sabe-se lá quando, e uns sapatos a bom preço. Depois, cheguei a casa e descobri que não calçava 45. Voltei à rua, para trocar os sapatos, mas regressei a casa com um carro alemão. É bem bonito (todo desportivo e tal!) mas não tenho dinheiro para o pagar. Percebem, agora, a minha chamada de atenção?

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Melhor e pior

por Miguel Bastos, em 18.03.21

Covid-19. Portugal é, hoje, o país da União Europeia com menos novos casos por 100 mil habitantes. O que é que isto nos diz? Bem, antes de mais, convém dizer que é melhor ser "o melhor", do que ser "o pior". Certo? Mas convém, também, lembrar que fomos "os piores", há bem pouco tempo. Tivemos, até, direito ao discurso indignado e acusatório de um ex-presidente, eternamente obcecado com a ideia de "pelotão da frente". Portanto, não vale a pena embandeirar em arco com os dados mais recentes. Da mesma forma que não vale a pena gritar que o barco está a afundar-se, quando o que é importante é pegar no balde e tirar a água do convés. Não somos os melhores, nem somos os piores. Somos como os outros: subimos e descemos nos números, avançamos e recuamos, resistimos, erramos, caímos ao chão, levantamo-nos. No final, eu também acho que "vai ficar tudo bem". O problema é que não sabemos quando é que chegamos ao fim, como é que chegamos, e, pior ainda, sabemos que não vamos chegar todos.

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