Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Nobel da literatura

por Miguel Bastos, em 07.10.21

Abdul.jpg

Abdulrazak Gurnah ganhou o Nobel da literatura. Subitamente, a internet encheu-se de imagens de Kofi Annan. Não percebi porquê. Ou então... Ei, espera aí...

Autoria e outros dados (tags, etc)

José Afonso

por Miguel Bastos, em 07.10.21

jose afonso.jpg

Um mês e meio antes do 25 de Abril, José Afonso - que já era cantor de Abril, antes de Abril acontecer - assinou este contrato. Foi só uma formalidade. O primeiro contrato - esse, sim, revolucionário - tinha sido assinado em 1968: o editor, Arnaldo Trindade, comprometia-se a pagar um salário fixo ao artista; José Afonso a gravar um disco por ano. Assinado o contrato, José Afonso gravou o disco "Cantares do Andarilho". A obra-prima (é o álbum de "Vejam bem") só não se destaca mais dos discos seguintes, porque estes variam entre o "tão bom como" e o "ainda melhor do que". José Afonso é, obviamente, um génio.
Podia (devia?) ter partilhado uma canção ou a capa de um dos seus discos. Partilho, no entanto, a imagem do contrato (está no interior de uma edição especial do "Cantares do Andarilho") porque me parece demonstrativa de uma coisa óbvia: sem meios de subsistência, José Afonso não teria conseguido criar e gravar a sua vasta obra. Para isso ter acontecido, foi necessário celebrar contratos e mobilizar meios técnicos, financeiros e artísticos. E foi por isso ter acontecido, que a música de José Afonso chegou até nós. Só que, entretanto, a empresa que detinha as gravações faliu, os discos esfumaram-se e ficámos privados de José Afonso.
E, agora, a boa notícia: até ao final do próximo ano, os 11 discos de José Afonso, gravados entre 1968 e 1981, vão ser reeditados. Vão ficar disponíveis nas plataformas digitais, em CD e em vinil. "O caminho faz-se caminhando" e começa (vejam bem!) com o "Andarilho". Cantemos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Beleza pura

por Miguel Bastos, em 23.09.21

Rita Redshoes disse, no Jornal 2 da RTP, que, durante muito tempo, ficava incomodada com o facto de evocarem, repetidamente, a sua beleza. Sentia que o seu trabalho era desvalorizado. Lena d'Água também disse que "era tão gira, que as pessoas só falavam de mim e esqueciam-se da música".

Ora, Rita é, há muito tempo, uma das compositoras, cantoras e instrumentistas mais inspiradas (e inspiradoras) em Portugal. E, sim, é linda. O que não retira nenhum valor ao seu trabalho. Pelo contrário, só acrescenta. Agora, parece-me evidente que ainda temos - todos nós - muito a aprender sobre a forma como abordamos a beleza: a nossa e a dos outros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Próxima estação...

por Miguel Bastos, em 14.09.21

Aviso: a próxima imagem pode chocar as pessoas mais sensíveis. É dedicada a toda a gente que anda doida com a reabertura de uma estação de metro, na capital do país.

maluquinha.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

ABBA

por Miguel Bastos, em 03.09.21

Os ABBA estão de regresso. É, apenas, uma informação que vos dou - que o assunto não me interessa nada. Não me identifico (de todo!) com música de festival. Só se for de festival de música eletroacústica, experimental, avant-gard. A única canção dos ABBA que vale a pena, é o tema que dedicaram ao Pierre Boulez - o Boulez-bous.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os talibãs

por Miguel Bastos, em 25.08.21

burca.jpg

Ah, os talibãs: sempre a aterrorizar as mulheres! Desde sempre, em tantos tempos e sítios diferentes.

"Dias depois de Capitine ter emigrado para a Beira Maniara decidiu, também ela, sair da aldeia. Ia juntar-se ao marido. Sendo mulher, contudo, ela estava interdita de se meter sozinha pela estrada. Infelizmente essa regra nunca mudou. Uma mulher que viaja sozinha é uma criatura que caminha despida. Os homens estão autorizados a fazer com ela o que quiserem.

Mais grave do que viajar sozinha era, nesse tempo, uma mulher entrar na cidade sem ser na companhia do marido. Maniara decidiu desobedecer a esse destino."

Mia Couto, O Mapeador de Ausências
[Foto: Peter Cook/Getty Images]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Amarelos

por Miguel Bastos, em 23.08.21

amarelos.jpg

Não tenho nada contra livros cor-de-rosa. Tenho é falta de tempo. E tenho livros amarelos. Amarelos e belos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Piar fininho

por Miguel Bastos, em 09.08.21

Os Bee Gees já eram estrelas pop, há vários anos. Mas a coisa só começou a piar fininho (muito fininho), a partir de 1975. Foi, nessa altura, que o falsete de Barry Gibb se revelou. A verdade é que os irmãos Gibb adoravam as grandes vozes da "soul music". Em 1967, chegaram, mesmo, a escrever"To Love Somebody" para Otis Redding, mas o cantor morreu nesse ano. Em1972, outra glória da música negra, Al Green, pegou numa canção (já conhecida) dos Bee Gees e deu-lhe o toque "soul" que a canção pedia. Três anos depois, os Gibb perderam a vergonha e - apesar de serem cantores brancos, ingleses e devotos dos Beatles - decidiram abordar a música negra e emular os seus cantores. Alguns milhares não gostaram, alguns milhões renderam-se. Oficialmente, a mudança deu-se a canção "Jive Talkin'" e o álbum "Main course", mas eu acho que começou aqui. Ora ouçam:

How Can You Mend a Broken Heart

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aparelhagem

por Miguel Bastos, em 27.07.21

neil young.jpg

Foi o primeiro disco a girar na nossa aparelhagem. O sonho de uma vida. Era curta, a nossa vida; mas a espera, achávamos nós, tinha sido imensa. Já tínhamos comprado alguns discos, logo após a aprovação, na generalidade, da aquisição do aparelho. Discutíamos, em plenário, qual seria o primeiro disco a girar, quando fomos surpreendidos pelo anúncio da visita de uma tia. Esta tia - velha, dura e austera - não era dada a frivolidades e iria, certamente, condenar pais e filhos, pelo gasto avultado e desnecessário. Corremos para a sala para reajustar os planos: a viagem psicadélica dos Pink Floyd, que pedia intensidade no volume, teria que ser adiada; e o disco ao vivo dos Doors, com as explosões de raiva e poesia de Jim Morrison, não nos pareceu indicado. A tia chegaria a qualquer momento. Escolhemos o Harvest, que tinha acabado de ser entregue pelo senhor do Círculo de Leitores. O Neil Young tinha a beleza exigida para a ocasião e a vantagem de gritar baixinho. Ouvimos o disco de um lado e do outro, com o coração, cheio e nas mãos, e os olhos hipnotizados pelas luzes que piscavam, com maior ou menor intensidade, ao ritmo das canções. O Neil Young inaugurou o sonho de uma vida: ainda no início e já tão inteira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Flamingos

por Miguel Bastos, em 21.07.21

ccross.jpg

Bem, há tantos flamingos na ria de Aveiro, que acho que já sei onde é que o Christopher Cross vai gravar o próximo disco!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Outubro 2021

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D