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Morricone pop

por Miguel Bastos, em 06.07.20

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Um facto, talvez, menos conhecido de Morricone. Apesar da ligação intensa ao mundo do cinema, a música de Ennio Morricone não se limitou a ele. Por exemplo, em 1987, Morricone trabalhou com um grupo de música pop: os Pet Shop Boys. A canção foi incluída no segundo disco da dupla e teve o arranjo de Angelo Badalamenti (o criador das paisagens sonoras de David Lynch). E, depois, esta canção deu nome ao filme "It couldn't happen here". É como se não fosse possível afastar Morricone do cinema.

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O que é que se passa

por Miguel Bastos, em 15.06.20

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Racismo, violência policial, pobreza, desemprego, manifestações: eis o que o irmão de Marvin Gaye encontrou nos Estados Unidos, ao regressar da guerra do Vietnam. Marvin inspirou-se nesse regresso para escrever novas canções e acrescentou os seus dramas pessoais: a morte da cantora Tammi Terrell, a instabilidade do seu casamento ou a relação difícil com a sua editora. Com o debate racial, de novo, em cima da mesa tive vontade de regressar a "What's going on". Poderia ser um disco escuro, amargo e violento. Mas, curiosamente, Marvin Gaye canta sobre a morte das pessoas ou do planeta, com a sua voz doce de sempre e sobre um tapete sonoro elegante, sensual e sofisticado.

Marvin Gaye assinou a sua obra prima, há quase 50 anos. O disco permanece, surpreendentemente, actual: pelas melhores e pelas piores razões.

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Jarabe de Palo

por Miguel Bastos, em 09.06.20

Morreu Pau Donés, cantor dos Jarabe de Palo. A banda espanhola/catalã (pouco conhecida em Portugal) dedicou-se a misturar pop, rock e blues, com música latina e rumba catalã. Por estes dias, em que o racismo voltou a ser falado pelas piores razões (e é sempre pelas piores razões) lembrei-me muitas vezes deste tema: "En el puro no hay futuro" mistura vários estilos musicais, numa canção que enaltece a mistura racial. Diz o refrão :

"Señores, en lo puro no hay futuro
Señores, la pureza está en la mezcla
Señores, en la mezcla de lo puro
Señores, que antes que puro fue mezcla"
 
O resto da canção também é uma delícia. O Jarabe (Xarope) é que está menos doce.

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Jesus, Christo

por Miguel Bastos, em 03.06.20

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Christo morreu. Três dias depois, Jesus assina pela Flamengo. Ele há coincidências...

[Foto: Reuters]

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Rodrigo Leão

por Miguel Bastos, em 29.05.20

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O novo disco de Rodrigo Leão começou a acompanhar-me nos primeiros dias de confinamento e ainda preenche o ar cá de casa. Intimista e melancólico, pareceu ter sido feito para estes tempos. A sonoridade mais orquestral e de câmara, que associamos a Rodrigo Leão, deu lugar a um som mais eletrónico, onírico e ambiental. Mais 4AD (iano), se quiserem. Acho, até, que este disco ficaria bem com o selo da editora dos Cocteau Twins e dos Dead Can Dance. É um universo sonoro que tem acompanhado Rodrigo Leão, desde os tempos da Sétima Legião, e que, volta e meia, emerge na suas criações.
 
"O Método" é um belíssimo disco. Talvez combine menos com a chegada do verão e comece a ser preterido pelos novos da Capicua e dos Clã. Se assim for, não será drama nenhum. O tempo fresco há-de voltar e haverá sempre lugar para Rodrigo Leão, cá em casa.

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Ai destino

por Miguel Bastos, em 25.05.20

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Nesta novela, o personagem principal é expulso do castelo de um barão, depois de ter sido apanhado aos beijos com a filha deste. Nessa altura, o barão não sabia que iria ser morto, juntamente com o resto da família. Na verdade, não foi bem assim: porque alguns membros da família morreram mesmo; mas outros vem-se a descobrir que não. Um deles será, mesmo, morto pelo personagem principal depois de o ter reencontrado vivo. Foi, uma vez mais, uma morte que não foi definitiva, já que os dois voltam-se a encontrar quando o protagonista reencontra, também, a filha do senhor barão... também viva. A novela - que parece mexicana, mas não é - está cheia destes encontros e desencontros, em que os personagens passam de desgraçados a senhores de bem e vice-versa, em múltiplas aventuras comandadas pelo destino. A novela podia-se, mesmo, chamar-se "Ai destino" e passar na TVI. Mas chama-se "Cândido" e é uma obra-prima de Voltaire.

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Malhação

por Miguel Bastos, em 21.05.20

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Mário Frias é o novo secretário da Cultura do Brasil. O actor entrou na telenovela Malhação. Não conheço. Eu sei que Bolsonaro é um presidente todo moderno e progressista, mas não dava para convidar alguém de uma novela mais antiga? Um coronel da Gabriela ou coisa assim... 

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De Malraux a pior

por Miguel Bastos, em 15.05.20

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Mal começou a epidemia, as pessoas correram às livrarias para comprar "A peste", de Albert Camus, e o "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. "Que escolha estranha!", pensei, "para ler sobre desgraças, basta abrir os jornais". De modo que pensei em algo mais leve. E peguei no livro "A Condição Humana", de André Malraux, cuja leitura estava adiada há muito. Para não perdermos muito tempo, vou já para o final da história. Um dos protagonistas morre, estilhaçado, vítima da bomba com a qual pretendia matar um líder político. Outro morre, queimado, depois de ser atirado para uma fogueira. E outro, ainda, suicida-se, recorrendo à ingestão de cianeto. Eu devia ter suspeitado que - ao contrário do que eu pensava - "A Condição Humana" não era um livro de auto-ajuda. Até porque o primeiro homicídio ocorre na terceira página. Mas, o que é que hei-de fazer? Pensei que a condição humana iria melhorar! Penso sempre, aliás. Só que, às vezes, engano-me.

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Dias de confinamento

por Miguel Bastos, em 02.05.20

Rita Redshoes e Camané juntos num vídeo, maravilhoso, sobre estes dias de confinamento. O vídeo tem muitos vídeos dentro, com janelinhas no computador da Rita, que podiam ser o nosso, ou das televisões que, por estes dias, têm uma estética semelhante. A canção, em português, é uma espécie de valsinha luminosa que lembra outras canções da Rita, mas que não ficaria mal num disco de Rodrigo Leão. A canção chama-se “Contigo é pra perder”, mas tenho para comigo que é pra ganhar.

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O Rambo da Covid

por Miguel Bastos, em 30.04.20

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A Covid-19 já matou mais norte-americanos (59 mil) do que a Guerra do Vietname. Estou convencido que, mais cedo ou mais tarde, a doença vai inspirar novas produções de Hollywood. Da minha parte, sugiro um remake de Rambo, que passaria a Rainbow - a história de um veterano de guerra que regressa de Covid-19 e que não se consegue adaptar à sociedade. Rainbow sofre de stress pós-traumático e não acredita no arco-íris que lhe deu o nome. O fim do filme já se antevê: vai ficar tudo bem. [Na foto, Rainbow coloca uma máscara cirúrgica antes de ir para a frente de batalha.]

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