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Vai ficar tudo bem

por Miguel Bastos, em 23.04.21

GRADEAMENTO.jpg

A carrinha das obras está estacionada em cima da passadeira. Podia ser pior. Podia estar em cima do passeio. Podia, mas não pode: porque o lugar já está ocupado pelo pai devoto, que aguarda que o filho saia da catequese. Ao pé da escola, o senhor que acaba de urinar entre os contentores do lixo, atravessa a estrada, a fechar a breguilha, e começa a esbracejar porque, entretanto, uma senhora começou a apitar. Não devia esbracejar, porque, na realidade, a dita senhora não está a apitar para ele. Está a apitar para o autocarro de transporte escolar que parou junto à escola. Realmente, não faz sentido: um autocarro de transporte escolar, a parar junto a uma escola. De resto, a escola que nem devia estar ali - junto à estrada.
 
Vamos sair melhores da pandemia? Vamos, pois! Mas isto não é assim, de um dia para o outro. Por favor, vamos com calma - que a pandemia ainda agora começou. Pessoalmente, espero que não acabe tão cedo, porque precisamos de mais tempo para melhorar.  

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Recuperação e Resiliência

por Miguel Bastos, em 22.04.21

nelson souza.jpg

6h51. Portugal entregou o Plano de Recuperação e Resiliência à Comissão Europeia.
António Costa, no Twitter, realçou que Portugal foi o primeiro Estado-Membro a apresentar o Plano.
Em comunicado, Ursula von der Leyen já saudou Portugal por este facto.
O que é que se passa, Portugal? A pandemia está-nos a levar a portugalidade?

[Foto: governo]

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Cotovelos

por Miguel Bastos, em 21.04.21

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Durante a pandemia, evite falar pelos cotovelos. Eles são necessários para cumprimentar pessoas.

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Retratos da pandemia

por Miguel Bastos, em 16.04.21

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Ontem, o Adriano Miranda passou cá em casa. Trouxe dois exemplares de "Emergência 366" - o novo livro, que fez emergir com o Paulo Pimenta. Um excelente documento do ano mais estranho de que temos memória. Trocámos palavras breves. Eu estava entre dois noticiários; ele estava numa maratona de entregas. Devia-lhe ter pedido para tirar uma foto. O Adriano fica sempre bem na fotografia.

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Caridade

por Miguel Bastos, em 15.04.21

A Dinamarca prepara-se para oferecer as vacinas da AstraZeneca aos países pobres. Querem fazer um dois em um: evitar tromboses e mostrar que têm bom coração. Lembrei-me duma canção de José Barata-Moura tão atual, que lembra a solidariedade mais antiga do mundo: a caridadezinha.

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Uma vacina

por Miguel Bastos, em 14.04.21

vacina.jpg

- Temos de almoçar depressa.
- Porquê?
- Porque o mano tem de ir tomar uma vacina.
- O quê, já?!
- Como assim?
- Pensei que o mano fosse dos últimos!
- É uma vacina que estava em atraso. Espera lá, não é a vacina que está a pensar!
- Ai, não?!
- Não. Sabes, há mais doenças e há mais vacinas. Não é só a da Covid.
- A sério? Não sabia.

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Correr por gosto

por Miguel Bastos, em 12.04.21

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Ontem, fui correr para o parque. Tinha um objetivo bem definido: perder peso. Nem que fossem 100 gramas. Encontrei, por acaso, uma amiga, que festejava o aniversário. Comi uma fatia de bolo, agradeci e voltei para casa. Quem corre por gosto, cansa. E o que não mata, engorda.

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Copo meio cheio

por Miguel Bastos, em 09.04.21

copo meio cheio.jpg

Caso já nos tenhamos esquecido, há, por aí, um bicho que mata. E há, também, uma coisa que evita que o faça: chama-se vacina. O processo de investigação e criação da vacina foi de uma rapidez nunca vista. Mas, o processo de vacinação tem sido atribulado: o fabrico e a distribuição têm sofrido vários atrasos e surgiram dúvidas em relação aos efeitos secundários de uma das marcas existentes. As dúvidas são legítimas e têm sido analisadas. Continua, no entanto, a haver uma certeza: o bicho mata.

Ontem, na RTP, o epidemiologista Henrique Barros punha as coisas da seguinte forma: se toda a população portuguesa fosse vacinada com a vacina da AstraZeneca haveria o risco de morrerem 10 a 12 pessoas, em Portugal. Uma desgraça, certamente. Mas, o que dizer das quase 17 mil mortes que já tivemos, desde o início da pandemia? Poderemos, sempre, argumentar que no início não tínhamos vacina. Mas, agora, temos. E, enquanto recusamos uma vacina e interrompemos, repetidamente, o processo de vacinação, o bicho vai matando. Só ontem, morreram 9 pessoas em Portugal: da doença, não da vacina, entenda-se. E, se pensarmos bem, é um alívio  - tendo em conta que já tivemos mais de 300 mortes por dia.

Esta não é, portanto, uma discussão entre o copo meio cheio ou meio vazio. É mais entre o copo meio cheio e a rede nacional de abastecimento de água.

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Mata-bicho

por Miguel Bastos, em 08.04.21

IMG_2768.JPG

Taça de plástico. Serve para levar a merenda para o trabalho. Antes, achava-a muito jeitosa. Mas, agora, gosto menos. Faz-me lembrar o bicho manhoso. Passou do mata-bicho ao bicho que mata.

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