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Conquistar o mundo

por Miguel Bastos, em 06.01.26

 

Jogaram para vencer. E vencerem. Mesmo assim, houve prolongamento. Chamaram-lhe encore. A Orquesta Sinfónica Simón Bolívar regressou ao palco, pintada com as cores da Venezuela. Gustavo Dudamel deu o tiro da partida. A Orquestra começou a tocar e, pouco depois, a dançar Ginastera. A plateia britânica respondeu, com palmas, em uníssono e em êxtase. E, então, deu-se uma invasão: do palco, para a plateia. Querem conquistar o mundo? É assim que se faz.

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E porque não?

por Miguel Bastos, em 26.11.25

casa musica.jpg 

O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos vai estar em destaque na programação da Casa da Música, para 2026. "Porquê Villa-Lobos?", perguntei. O diretor artístico da Casa da Música devolveu-me a pergunta: "E porque não?" E, depois, defendeu que o compositor brasileiro é um dos grandes compositores dos séculos XIX e XX, mas que, infelizmente, ainda não é tão conhecido como devia. Para além da apresentação integral das "Bachianas Brasileiras" (são 9), a programação vai colocar a obra de Villa-Lobos em diálogo com outros compositores como Bach (naturalmente), mas, também, Bartók, Lopes-Graça ou Ginastera - compositores que aprofundaram a relação entre a música erudita e a música popular.

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Alegre e triste

por Miguel Bastos, em 14.10.25

mozart.jpg 

Estou triste. O meu autorrádio avariou. Olho para o ecrã e vejo que estou sozinho, nesta minha tristeza melancólica. Acho que é por ser português, porque o Mozart, pelo contrário, continua todo allegro. Mas ele é da Áustria, e lá há muito sol e cangurus e surfistas e tal. Assim, é mais fácil. Não é, Amadeus?

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Fireworks

por Miguel Bastos, em 27.08.25

"Music is not fireworks / a música não é fogo de artifício", disse Salvador Sobral, depois de vencer o Festival de Luz e Cor da Eurovisão. "Music is not fireworks". Claro que não. Até porque há alternativas: barcos e canais e soldados e mosquetes e tiros e fumos e sorrisos e lágrimas. E Tchaikovsky. E Pappano.

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Algoritmo

por Miguel Bastos, em 04.07.25

 

Esta semana, por causa dos 80 anos de Debbie Harry, andei a ouvir os Blondie no computador. E a ter problemas com o algoritmo. Eu a pedir "Bota aí o 'Heart of Glass', 'fachabôr'!". E ele "Com certeza". Mas, logo a seguir, "Tomei a liberdade de lhe sugerir a 'Serenata para cordas', de Dvořák". E eu "Pois, mas não quero. Quero o 'Call me', ok?". E ele "A sua solicitação foi atendida. Agora, sugiro a suíte 'Os Planetas', de Holst". E eu “Mas pensas que estás na Gulbenkian, ou quê? Tens aí o 'Atomic'?". E ele "Tenho". E, depois, "Também tenho 'O Barbeiro de Sevilha', de Rossini". E eu, "Ai, o caraças...".
Portanto, cuidado, meus amigos. O algoritmo tem a mania que é esperto. Ou, então, tem a mania que somos espertos. O que, ainda, é pior.

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Duas vidas

por Miguel Bastos, em 15.06.25

António Pinho Vargas.jpg 

"Sabe, eu tive duas vidas", disse-me, recentemente, António Pinho Vargas. Referia-se à sua carreira na música popular (jazz e rock) e, depois, na música erudita. Mas, a verdade é que, também, teve uma segunda vida, depois de uma doença o ter levado a pensar que a sua vida estava a terminar. Mas a vida continuou, felizmente. Continua, aliás. António Pinho Vargas escreveu "Oscuro" - uma obra escrita nesse tempo escuro que, agora, chega a disco.
 

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112 anos de Helena

por Miguel Bastos, em 26.05.25

HELENA SÁ E COSTA 112 ANOS.jpg112 é número de emergência. Mas, neste caso, é número de permanência. Se fosse viva, Helena Sá e Costa faria 112 anos. Permanece um dos nomes mais importantes da música clássica, em Portugal. Permanece, nas mãos dos pianistas - seus discípulos. Há poucos dias, conversei com um: António Pinho Vargas. Há poucos meses, conversei com outro: Pedro Burmester. Pedro vai tocar esta tarde, com Fausto Neves (outro discípulo), na casa da família. Juntos vão interpretar uma peça para dois pianos, que o pai de Helena escreveu e tocou com a filha. E vão tocar no piano do pai e no piano do avó de Helena. Mais intimidade é difícil.

Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/familia-da-pianista-helena-sa-e-costa-da-a-conhecer-sessao-musical-intima_a1657548

 

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Misturar as tribos

por Miguel Bastos, em 11.04.25

francois.jpg 

Chegou, com o bordão "A Casa de todas as músicas". E assim tem sido. Na véspera da inauguração oficial, houve Clã e Lou Reed. No dia da inauguração, ouviu-se Tchaikovsky, Richard Strauss e obras encomendadas a António Vitorino d'Almeida e António Pinho Vargas. O novo diretor artístico da Casa, François Bou, elogia a diversidade das propostas e dos públicos, mas quer misturar as tribos. A Casa da Música faz 20 anos.
 
Para ouvir, aqui:

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Tom Waits

por Miguel Bastos, em 25.03.25

AP VARGAS.jpg

"Sabe, a dada altura, tinha imensos amigos que adoravam o Tom Waits. Eu gostava, mas não adorava. Discutia-se qual era o melhor período, o melhor álbum, o melhor tema. Então, por graça, dizia que o meu tema preferido do Tom Waits, era o seu."
António Pinho Vargas sorriu. Continuámos a conversar na rádio. Em breve, partilharemos a conversa.

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Patética

por Miguel Bastos, em 21.03.25

JORGE PALMA CESÁRIO COSTA.jpg 

Os Promenade são concertos para toda a família. São de manhã, são comentados, têm uma atmosfera informal e uma componente visual. Tudo para ajudar os mais novos e os menos familiarizados a se aproximarem da chamada música clássica. Este domingo, começa mais uma temporada, com a Sinfonia n.º 6 de Tchaikovsky, conhecida como a Patética. A primeira vez que a ouvi, procurei algo divertido, "apalermado", mas só encontrei uma tristeza profunda e um nó na garganta. Soube, de seguida, que Tchaikovsky morreu 9 dias depois de ter dirigido a sinfonia que anunciava a sua morte. Foi, então, que descobri que, afinal, o pateta era eu.
 
A nova temporada dos Concertos Promenade, num minuto e meio. Para ouvir, aqui:
 
 
(Fotografia: Lara Jacinto)

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