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Chumbado

por Miguel Bastos, em 27.10.21

E pronto, agora é governar com duodenos. Desculpem, ainda estou a digerir o chumbo do Orçamento. [Foto: Mário Cruz/LUSA]

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PS ou PSD?

por Miguel Bastos, em 27.09.21

Rio.jpg

Começo pelo óbvio: as eleições autárquicas são eleições para escolher os representantes locais. Só que isso é uma chatice. São mais de 300 municípios e assembleias municipais e mais de 3 mil freguesias. Milhares de locais e candidatos que não conhecemos, nem vamos conhecer. De modo que o mais fácil é reduzir isto ao costume: "quem vai ganhar, PS ou PSD?" Neste caso, "Costa ou Rio"? E, depois, umas adjacências como "quem ganhou mais câmaras", "número de câmara do CDS e da CDU", um ou outro "independente" mais mediático. E está feito.
Nada disto diminui a vitória extraordinária/surpreendente de Carlos Moedas, em Lisboa. Nem tira mérito à escolha de Rui Rio. O que é irónico é que Rui Rio, que tem erguido a bandeira da descentralização, e tem pago um preço elevado por essa defesa, acabe por ser salvo por uma vitória na capital do país.
[Foto: EPA/TIAGO PETINGA]

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Discutir programas

por Miguel Bastos, em 30.10.19

costa governo.jpg

Dois dias para debater o programa do governo não é demais. Afinal, este é o país onde se discutiu, semanas a fio, o programa da Cristina. Já agora, reparem que alguns dos protagonistas são comuns. [Foto: Tiago Petinga - Lusa]

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Coligação

por Miguel Bastos, em 08.10.19

Quem quer coligar com a Carochinha, que é tão rica e bonitinha?

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Reflexão

por Miguel Bastos, em 07.10.19

antonio costa.jpg

Confesso, ando confuso. No sábado, achava que o dia de reflexão não fazia sentido. No domingo, achei que hoje é que devia ser o dia de reflexão. Hoje, quero refletir mas não consigo.

[Foto: Mário Cruz - Lusa]

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Arrumar as botas

por Miguel Bastos, em 30.05.19

jeronimo.jpg

“Estou longe de arrumar as botas”, diz Jerónimo de Sousa, à SIC. Não sei como é que Jerónimo é com sapatos e sapatilhas. Mas, se fosse mais novo, poderia ser meu filho.

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Eleições europeias

por Miguel Bastos, em 17.05.19

european flag.jpeg

A contagem do tempo de serviço dos professores. A ameaça de demissão do governo. Os incêndios de 2017. O comendador Berardo. Eu sabia que era uma questão de tempo. A pouco e pouco, as grandes questões europeias vão entrando na campanha.

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Pesadelo em ar condicionado

por Miguel Bastos, em 26.06.17

gente.jpg

 

Ainda as chamas lavravam em Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra. Ainda as labaredas se alastravam em Góis e Pampilhosa da Serra. Ainda o fumo toldava a visão dos que trabalhavam no meio do fogo. E já havia quem exigisse fumo branco. Começou  "O Pesadelo em Ar Condicionado", pensei, roubando o título de um livro de Henry Miller.

 

O pesadelo decorre, invariavelmente, no Monte Olimpo, com os clientes do costume. Uns permancem na frescura do ar condicionado. Outros, deslocam-se aos locais, em viaturas velozes e climatizadas, que replicam o Olimpo em quatro rodas. Chegados ao local (um qualquer, que só tem nome durante a desgraça), permanecem o tempo mínimo exigível e, depois, regressam ao Olimpo: o palco de todas as questões e discussões; de todas as conclusões e ilações.

 

É, por isso, que é tão importante o trabalho dos repórteres, que permanecem nas terras devastadas pelo fogo. Para que seja ali (e não, no Monte Olímpo) que se fale dos incêndios.. Fala-se com gente real e tangível; que troca os "bês" pelos "vês"; que falha na concordância entre sujeito e predicado. "E agora?", pergunta o repórter Nuno Amaral, na Antena 1. Agora, "é andar para a frente"... diz Lucinda. Ermelinda, sujeita com todos os predicados (nascida, batizada e casada em Alvares, no concelho de Góis), está em concordância com a primeira. Esta gente concorda no essencial, para não se perder nas discordâncias verbais do Monte Olimpo. 

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Tempo novo

por Miguel Bastos, em 14.03.16

Captura de ecrã 2016-03-14, às 00.21.08.png

Está aí o “tempo Novo”, de que falava Sampaio da Nóvoa. O tempo novo chegou, mas sem Nóvoa. As eleições legislativas já tinham dado uma derrota ao PS. Mas, mesmo assim, António Costa formou governo. Mesmo sem ter vencido, mesmo sem coligação. Mas com o apoio da esquerda, que esteve sempre fora do “arco da governação”. 

 

Depois disso, Marcelo venceu as eleições, sem depender da simpatia dos partidos que o apoiaram, ou toleraram. O “tempo novo”, começado com António Costa, seguiu, com Marcelo. A sua tomada de posse em vários atos, e em vários dias, apagou as últimas resistências. Em Lisboa, foi a pé para o Parlamento, teve uma cerimónia espiritual com as várias religiões e um espetáculo musical com músicos populares. No Porto, desfilou nos Aliados, telefonou para a Rádio Comercial e visitou o Bairro do Cerco, com a população a aclamar “Marcelo,Marcelo”.

 

Foi, também, no Porto (Gondomar, vá!), que o CDS elegeu a sucessora de Paulo Portas. Assunção Cristas vai-se distanciando do PSD e aproximando de António Costa , ao realçar que o voto útil já não faz sentido. O importante é quem tem condições de formar governo. Por isso, as pessoas devem votar no CDS e não no PSD.

 

Este é o “tempo novo”. Surpreendentemente, tem política. Quem diria?

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Tudo na mesma

por Miguel Bastos, em 10.12.15

sondagem catolica.jpg

Tudo na mesma, como a lesma. Se as eleições fossem hoje, a coligação PSD/CDS ganhava, o PS ficava em segundo, seguia-se o Bloco, a CDU e o PAN. Todos os partidos sobem nas intenções de voto. Com excepção da CDU. Mas, como sabemos, a CDU ganha sempre. Portanto, ganham todos. São dados da sondagem da Católica (para a RTP, Antena 1, JN e DN - o gráfico é do DN).

 

Mais dados curiosos: a maioria dos inquiridos acha que Passos Coelho deveria ter sido  primeiro-ministro, que é, agora, um líder mais popular do que António Costa. A maioria dos portugueses, considera que o PS deveria ter viabilizado um governo PSD/CDS. Será que estes dados vão servir reforçar o discurso da “ilegitimidade”, da coligação de direita? Talvez. Mas há outro dado curiosos. É que, a maioria dos inquiridos considera que António Costa é melhor solução para o país, como primeiro-ministro.

 

Confuso? Talvez não. Passos Coelho é o preferido, mas se não puder ser… Em certos países viria aí uma corrente de indignação. Mas, em Portugal, tendemos a encolher os ombros. Somos um país de gente porreira.

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